Sangue Real -
8 O lar dos monstros
Notas iniciais

“O que uma mulher faz tão tarde fora de casa?”. Perguntou o homem de camiseta azul. A mulher tentou correr, mas suas pernas não foram tão rápidas o suficiente. Ela caiu e rasgou os joelhos quando foi arrastada pelas pedras da calçada. Ela gritou, mas um soco em sua cabeça lhe fez perder a noção por um breve momento.
“Você deveria ser mais cuidadosa moça, a noite é o lar dos monstros” o homem zombou enquanto abria as pernas de sua vítima. Pela força, suas unhas se desenharam na pele macia. Ele conseguiu encaixar o quadril e agora tentava desabotoar sua calça com uma das mãos enquanto apertava o pescoço da mulher com a outra.
Ela gritava ao máximo que sua limitada respiração permitia,
Mas ninguém parecia ouvir.
Até que o peso do homem foi arrebatado de cima de seu corpo e arremessado contra uma das paredes, uma segunda silhueta masculina se desenhou na pouca luz, abaixada, agarrando o pescoço do homem e o erguendo sem esforço algum. O homem estava aterrorizado, agarrando-se ao braço do estranho.
Ele tentou gritar, mas não conseguiu.
A figura então correu o dedo em seu rosto, desenhando com a unha uma linha que rapidamente se converteu um traçado rubro, quente, escorrendo pelo rosto do homem. O homem que o segurava deslizou sua língua no sangue e lambeu os lábios com um sorriso perturbador.
“A noite é o lar dos monstros você disse” ele sussurrou de uma forma rouca, soltando o homem no chão, o sujeito tentou correr, mas foi apanhado sem esforço, e derrubado novamente. A criatura sentou nas costas do homem e ergueu sua cabeça pelos cabelos. A mulher que via toda cena congelada pelo medo, retornou numa quase inaudível tomada de ar. Os olhos diabólicos voltaram-se em sua direção “Você ainda está aqui?!” ele perguntou quase com surpresa. “Eu recomendo que a dama corra, o que está por vir pode ferir o seu recato...a menos ...” deu uma pequena mordida nos lábios “que a dama queira participar”
A mulher juntou toda a sua força e correu, trêmula, sem olhar para trás.
“Agora que estamos apenas eu e você...” Ele sussurrou puxando ainda mais os cabelos do homem que já engasgava com as lágrimas. “Eu me pergunto o que farei a esse tão voraz e viril monstro”
“Eu imploro… Cara, eu prometo nunca mais eu faço nada de errado. Eu nunca mais ponho um dedo em ninguém.”
“Mas... Por que você acha que eu me importo?”
Ele riu do desespero do homem, suas presas perfuraram a pele rasgando a pele, o vampiro deu um grande e satisfatório gole. Então saiu de cima do homem e ficou a sua frente.
“Vamos, me mostre o que têm de melhor. Você se diz um predador, não?! Então corra, lute pela sua vida.
Divirta-me”
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