Sangue Negro
3 Capítulo 2
Notas iniciais
[...]
–Senhorita seu pai mandou que nos lhe encaminhasse para o escritório.-
–Henry não precisa falar formalmente assim comigo. o que esta acontecendo? -lissara percebeu o clima estranho no ar, algo estava errado — O que aconteceu henry?
–irei levar à senhorita Lissara ate o escritório do Rei. Vocês fiquem de guarda. -
No caminho ele a puxou para um corredor não utilizado
– Lissara onde você estava menina! Passamos o nascer do sol atrás de você, seu pai está furioso, parece que o filho dos demônios voltou atrás de ti.
–Ora henry é isso que atormenta a todos de novo. Tu sabes que ele não me faz mal, e antes que pergunte, sim ainda nos vemos. — Lissara encostou-se à parede e encarou aquele que sempre esteve ao seu lado desde pequena.
–Lissara tu me prometeste que não iria fazer mais isto, e eu acreditei! Como fui tolo, mas não vi você fazer os rituais e sei que só pode fazê-los sob o luar. O que a senhorita esta aprontando Lissara? -
– Eu só quero tentar ser feliz Henry, tu sabes como ninguém o que sinto. — lissara se pós a andar sabia que ele iria querer saber o que ela estava fazendo — acho que meu pai esta me esperando. -
[...]
–sim pai?- Lissara se sentou na poltrona que o rei mantinha em seu escritório.
– o que fez esta manhã? — Sirius se agachou ao lado da poltrona
– pai, se o senhor já sabe pra que pergunta? –
Ela não podia e nem conseguia mentir para seu rei.
–por que preciso escutar de você lissara, não creio que tenha me desobedecido novamente.- Ele se levantou e se pós a caminha- Filha tu sabes que eu te amo, que dentre todos sou o que mais faz para te ajudar, mas se ficar ajudando aquele ser, não poderei mas ajudá-la. — parou perto dela e repousou seus olhos cheios de preocupação nela.
– o que há pai? Sei que não me chamastes aqui para isso, não é de seu gênero fazer isso e por que estes olhos? Diga pai! –Lissara o olhou.
–não posso mais impedir minha filha. Terá que se casar, não tem mais escolha.
– COMO PAI? Você não pode me obrigar a isso! – Lissara se levantou incrédula.
– não tem mais lissara, você e obrigada a nos acompanhar em todos os bailes da corte seja para lhe arrumar um pretende ou não! Essa ordem não é como a de um pai e sim a de um Rei, e você que a punição e a destruição se me contesta. -
–Papai — Lissara usou o poder que sabia exercer em sua voz- o senhor sabe que me desprezam nos bailes, já fui a muitos só que já cansei de ser o monstro ou a vingança dos Deuses por ser filha de vocês!-
–Sem mais. Amanha temos um grande baile de cortejo entre muitos reinos e nossa família ira completa.
Lissara se levantou e saiu sem lhe responder sabia que não podia desobedecer a seu pai ate mesmo por que acima de tudo ele era o rei.
[...]
Tinha que se vestir sua aula de luta já iria começar, precisava se apresar sabia que o comandante odiava ensiná-la ou era chegar na hora ou não ter aula. Passando pelo salão de artes escutou sua irmã correndo.
– Lissara- Luna chamou e parou cansada.
–Diga — Lissara a olhou, ela estava brincando no jardim Cassia iria matá-la por se sujar.
–Me ajuda lis. Eu fui brincar escondido da mamãe e me sujei, por favor, me ajuda. -
– tenho que ir pro treino Luna não posso me atrasar. — saiu andando, mas luna a parou.
– você não ficou sabendo ainda não Lis? –
–sabendo de que?-
–proibiram seus treinos! –
– Quem lhe falou isso Luna?-
–escutei os guardas conversando. –
–Suma Luna! Se Cássia descobre que você estava brincando longe daqui ela te mata, o que pensou? Que eu fosse te safar? Lá e perigoso você mal viu batalhas quem dirá guerras. Vou te limpar dessa vez, mas da próxima eu mesma te levarei a rainha!- Lissara passou a mão pelo vestido de sua Irma que foi clareando aos poucos. Ao ver a cara incrédula de sua irma disse:
–Esse feitiço é simples qual quer dia pode ser que aprenda.–
Luna saiu correndo, mas agora Lissara precisava falar com sua mãe com certeza era ela que havia parado seus treinos. Sua mãe aquela que a tanto rejeitava. Lissara sabia exatamente onde encontrá-la.
–Cássia? — entrou na sala de feitiçaria.
–a é tu Lissara — cássia se virou para encará-la — imaginei que viria atrás de mim. -
– por que a senhora gosta de tirar de mim tudo que gosto ou que faço bem?-
– se esta se referindo aos treinos fique sabendo que não fui eu. — cássia foi para próximo a janela. — pra mim não faz diferença o que você quer fazer ou o que deve fazer. -
– foi meu pai? — não podia ser, ele não faria isso, sabia as coisas que ela mais gostava.
–Lissara?-
Lissara se assustou sua mãe nunca havia usado um tom de voz desse.
–sei que nunca lhe dei qualquer coisa, mas um conselho de rainha pra você, agora não duvide de seu pai, ele é um homem muito poderoso e é bom você fazer, nem que por pouco tempo, o que ele ta mandando e sem lhe questionar. -Cássia se virou e voltou a olhar a janela. Lissara sabia que ela não iria dizer mais nada e saiu.
Será que devia escutar o primeiro conselho que receberá de uma mãe?
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