Sangue Na Lua
4 Capítulo 4 - Até que faça parte de você...
Aquela marca... Então os homens que nos atacaram eram subordinados do Orochimaru. — Eles ja levaram o Sasuke, o que mais querem aqui? — Você sabe, Kakashi — a Godaime me fitava com a expressão séria — eles querem o que não conseguiram da última vez. Ela fez uma pausa antes de continuar — Destruir Konoha. Era o que eu temia... Ele não iria descansar enquanto não ganhasse essa guerra. — Continue alerta, Kakashi. E a respeito da garota... fica de olho aberto! — Hai. ____________________________________________ — Ohayo — disse, sorrindo quando o avistei saindo do palácio. — Bom dia — ele respondeu — o que faz acordada tão cedo? — O Naruto me acordou.
— Ah faz sentido. Sua expressão era de quem estava preocupado com alguma coisa... perguntei se estava tudo bem e ele assentiu. — Sim, está tudo bem, não se preocupe. Continuamos andando enquanto eu o observava... Ele era tão misterioso, nunca falava nada a seu respeito, e seu rosto... ficava imaginando como seria seu rosto por trás daquela mascara. Tive meus pensamentos interrompidos pelo som de crianças correndo e brincando. Estavamos parados, agora, em frente a uma espécie de escola. — Esta é a Academia Ninja de Konoha. — disse Kakashi. — Vamos, entre. Entrei na academia e logo na entrada havia uma mesa enorme, com armas ninjas de todos os tipos, e crianças alguns anos mais novas que Naruto, ouviam com atenção as instruções do homem parado ao lado da mesa. — Bom, agora escolham com qual arma ninja vocês querem treinar. — disse o homem, sorrindo. Era um homem bonito, usava um colete verde, parecido com o do Kakashi e tinha uma cicatriz no rosto. O homem percebeu a nossa presença e sorriu. — Kakashi! O que faz aqui a essa hora? — Hoshi, este é o Iruka sensei. Ele ia dizer alguma coisa, mas foi interrompido pelo grito de uma das crianças, que não estava conseguindo dominar a arma que havia escolhido. — Konohamaru — disse Iruka, indo ao lado da criança — por que não escolhe uma arma menor? Essa katana é maior que você. O menino resmungou sobre não querer uma arma pequena, ja que um dia ele seria o ninja mais poderoso da vila, assim como seu avô. Não fez muito sentido para mim, mas Iruka sorriu, e pegou a katana da mão dele. — Olhe — disse ele enquanto fazia demonstrações com a arma, a manuseando de forma impecavel. — você tem que treinar até sentir que esta katana faz parte do seu corpo. Treinar até que faça parte do seu corpo... esta frase ecoou na minha mente e de repente uma pontada de dor tomou conta da minha cabeça. Doía de forma inexplicável, e no meio da dor, vozes soavam nitidas na minha mente. — Treine... treine até que este leque se torne parte do seu corpo... fique forte... — dizia uma voz masculina. Uma voz familiar, que me causava arrepios... — Hai! Vou treinar e me torn... — a voz infantil de uma menina, se perdia no meio da dor na minha cabeça... estava tudo escuro, tudo o que ouvi foi novamente a risada do homem, e ele dizer... " minha menina " Depois disso novamente uma pontada de dor fez com que os sons sumissem e eu recuperasse a minha visão. Me encontrei caída nos braços de Kakashi, gritando. — Hoshi! — ele gritava — o que aconteceu? De repente a dor parou, eu estava ofegante. — Você está melhor? — perguntou Kakashi. — Sim... eu estou bem, foi só... esquece. — Não vou esquecer de nada, Hoshi. Se não quer falar agora, uma hora vai me dizer o que aconteceu. Assenti. Afinal, ele só queria meu bem, e eu, descobrir quem era... Ele me ajudou a levantar. Passaram alguns minutos antes que um barulho me chamasse a atenção. — Você ouviu isso? — perguntei. — Isso o que? — Kakashi parecia não fazer idéia do que eu estava falando. — Esse barulho! Parece que tem alguém aqui do lado conversando, sons de armas e... — parei para escutar melhor — e está cada vez mais perto. — Olha, você acabou de desmaiar, pode ser que... Ele parou de falar quando um garoto entrou correndo no local, seguido por um cachorrinho branco. — Kiba? Aconteceu alguma coisa? — perguntou Kakashi. — O Akamaru está nervoso, tem alguém na floresta da vila, ouvimos eles se aproximando.
Fale com o autor