Sangue Monstro

5 Aceitação.


Notas iniciais
(Boa leitura)

Raphael me encarou e um sorriso surgiu.

—Agora que você esta conosco, vamos mudar algumas coisas em você. Terá que ser obediente se quer ficar... E não matar ninguém.

—Eu preciso matar alguém... Sempre. – disse irritado. -É por isso que acredito que não estar com vocês seja o melhor para todos.

Ele negou com a cabeça o que eu dizia.

—Você já esta com a gente. Eu sei. -disse convencido. E eu ainda não sabia por que ele tinha certeza e não conseguia sentir raiva dele por não se explicar direito. — Esta tentando apenas se convencer que não. Pode parecer bem estranho para alguém como você, com extintos tão puros, mas será melhor assim. — se acomodou na poltrona. — Nós podemos controlá-lo de duas formas: A primeira é matá-lo, porém não é tão legal e seria um desperdício. A segunda é você aprender a conviver como os outros. -Ele notou minha expressão desdenhosa de seu plano e sorriu. — Você basicamente vai aprender com os meus garotos e garotas. E assim você poderá continuar vivendo sem nos causar problemas. E quem sabe até ajude a consiga o que quer.

Melanie parecia curiosa em saber o que era, e me olhou esperando uma dica. Mas nem eu sabia do que ele estava falando. Talvez seja apenas um argumento sem fundos para me manter aqui, pensei. E o pior, era que estava funcionando.

—Eu vou indo Melanie. – disse o homem pegando seu celular verificando alguma coisa. — Informe aos outros sobre a aceitação de Roan e diga que vou providencias as coisas. Até amanhã o teremos na escola de vocês. E então passarão a ensiná-lo como deve se comportar.

—Mas... -ela parecia apreensiva. -Na escola?! Assim direto! Ontem mesmo ele cometeu o assassinato de alguém. Ficar exposto naquele lugar pode ser um desastre para todos nós com tantos humanos saldáveis por perto.

Ela sabia do que falava e eu concordava. Raphael parecia um doido de me jogar no meio deles. Ele a encarou e depois se virou para mim ao respondê-la.

—Melanie, se isso é verdade, será melhor hora. Ele esta satisfeito.

***

No dia seguinte eu ainda estava na casa de Melanie, sem saber bem o por que. Não podia ser só pelas coisas que Raphael disse,que não fazia sentido, mas acho que ele deve ter algum dom do sangue para poder me controlar.

Estava jogado no fim da escada que dava na porta com uma mochila com material do lado. Arrumado, vestindo calça jeans, blusa, jaqueta e tênis novos. E a menina de cabelos loiros me admirando também pronta pra escola.

—O que estamos esperando mesmo?- perguntei entediado.

—Raphael disse que outra menina vai começar com você. O nome dela é Jennifer Westend Murray. Parece que ele a pegou na casa dele um dia e descobriu que ela também é uma de nós. Agora ele a esta acolhendo e a ensinado a conviver, como você. Ele a mandou em um carro, que vai nos levar para escola hoje.

—Por que eu também não posso morar na casa dele? -ela deu de ombros sem saber. -como assim “hoje”, e amanhã?- ela repetiu o gesto. Deitei de novo sobre os degraus desejando que a escola mão fosse muito longe, pois andar até um lugar que não quero ir prefiro que me matem.

A companhia toca e fomos para fora. Pelo menos naquele dia estava com um sol e sem nuvens. O motorista que estava na entrada da casa nos acompanhou até o carro preto e abriu a porta de trás, eu entrei e a seguir ele a fechou e tudo ficou escuro. Mel seguiu para o banco da frente e parecia já conhecer o motorista. Olhei suspeito quem estava do meu lado e vi uma garota mais ou menos da minha idade de pele muito branca com uma pinta próxima do olho esquerdo e longos cabelos negros e lisos que escorriam sobre o ombro esquerdo. Ela se agarrava a mochila de cor escura e seus olhos de cor âmbar claros tentavam me ver, mas ela sentia vergonha e eles iam para outra direção no segundo seguinte enquanto as bochechas ficavam rosadas. Um sorriso me escapou com a ação dela e ela se afundou no banco sabendo que eu a notei.

Notas finais
Obrigada por ler.