Sangue Maldito

31 Ayato-sama


Notas iniciais
Desculpa a demora, minna!! Eu estou meio sem inspiração esses dias, por isso preciso me esforçar muito para escrever os capitulos... Esse aqui ficou pequeno, mas mesmo assim eu espero que vocês gostem!! ^-^

Ayato pegou a barra da minha camisola e foi levantando-a bem devagarinho, quando estava na altura do busto eu o parei. Por acaso eu ainda não usava sutiã para dormir, mesmo depois da experiência que tive com Laito.

– O que foi, Jujuba? Você está sem sutiã? – perguntou com um sorriso maligno e divertido.

– Sim... – respondi num resmungo. Ele deu uma risada e eu fiz cara feia, o Ayato é mesmo um idiota.

– Então vamos fazer um acordo, Jujuba. – disse ele, sua expressão estava neutra, mas seus olhos pareciam os de um lobo a espreita da presa.

– Q-que acordo? – perguntei apreensiva, não sei se fazer um acordo com o Ayato é uma boa ideia.

– Eu deixo você pôr um sutiã, mas... – ele disse e se aproximou do meu rosto, eu engoli em seco de tanto nervosismo. – você vai ter que me deixar morder todo o seu corpo.

– O quê? Que tipo de acordo é esse? – questionei revoltada. Isso nem é um acordo justo! O que ele pretende com isso?

– Tudo bem, então! – retrucou dando um sorriso perverso e puxando o a camisola com mais força. Eu rapidamente segurei a roupa antes que ele pudesse tirá-la e gritei.

– Eu aceito, eu aceito!

– Ok, pode colocar um sutiã. – falou calmamente. O QUÊ? Ele fez aquilo de proposito só para eu aceitar? Mais que sacana! Bufei com raiva e fui até a segunda gaveta da cômoda e peguei o primeiro sutiã que eu vi e que por acaso tinha estampa de jujubas. Só pode estar brincando! Tentei coloca-lo sem tirar a camisola, porém era algo meio impossível. – Por que você não tira a roupa? – Ayato perguntou impaciente.

– Porque você vai olhar! – respondi irritada. Ele revirou os olhos e se virou de costas, mordi meu lábio em dúvida, contudo resolvi colocar o sutiã de uma vez. Virei de costas para o Ayato, tirei a camisola e coloquei o sutiã o mais rápido que consegui, no entanto quando estava prestes a botar de novo a roupa fui agarrada e jogada na cama. Lição 1: Nunca acredite no que os vampiros dizem quando se trata de fazer algo decente ou respeitoso!

– Jujuba, você escolheu esse sutiã de proposito, não é? – Ayato acusou, ele estava em cima de mim segurando meus braços e me fitava de um jeito provocante. Eu me contorci e ele me soltou. – Certo, Jujuba, agora eu vou começar, fique bem quietinha. – avisou e começou a desatar o nó da atadura no meu pescoço. – A partir de agora eu só vou ouvir o que você tem a dizer quando você me chamar de Ayato-sama, entendeu?

– H-hai. – confirmei um pouco corada, eu estava um pouco irritada por causa dessa exigência, mas era impossível expressar isso com o Ayato deslizando a mão pela parte interna da minha coxa direita.

– Hai o quê?

– Hai, Ayato-sama! – disse com dificuldade. Se ele só iria me ouvir se eu o chamasse assim era melhor começar a treinar, afinal era bem capaz dele tentar fazer algo pervertido, mesmo que o que ele queria fazer já fosse pervertido.

Depois de tirar a atadura do meu pescoço ele me mordeu e começou a sugar meu sangue bem lentamente, era como se ele estivesse tentando saborear cada pequeno gole e aquilo me deixou muito distraída. Uns minutos depois Ayato parou de beber meu sangue e levantou a mão mostrando um monte de faixas brancas, olhei para o meu braço, ele havia tirado todas as ataduras do meu corpo todo e a burra aqui não percebeu de tão absorta que estava.

– Ayato-ku... quer dizer, Ayato-sama, o que você... – eu nem consegui terminar de fazer a pergunta, pois Ayato havia selado nossos lábios. O beijo começou calmo, entretanto logo foi se aprofundando até que sua língua estivesse explorando cada milímetro da minha boca, enquanto eu fazia o mesmo. O ar me faltou – droga de respiração! – e eu me separei, Ayato mordiscou meu lábio inferior e sussurrou autoritário.

– Não se mova!

Ele desceu até o furo no meu ombro, eu fechei os meus olhos com força esperando a dor que estava por vir quando ele mordesse ali, mas nada aconteceu, a única coisa que senti foi o leve toque dos seus lábios frios contra o machucado. Abri os olhos e encarei Ayato em dúvida, pensei ter visto seu rosto ruborizar, porém não tive tempo de confirmar, pois ele foi até outro machucado e o beijou.

O que ele estava fazendo? Ele disse que iria me morder e não que iria me beijar. Continuei o fitando, tentando entender o motivo por trás disso tudo, foi quando me lembrei de quando era pequena e acabava me cortando, então a mamãe vinha e dava um beijinho na ferida dizendo que era para não doer mais. Será que era isso que ele estava fazendo? Beijando os furos para que não doessem mais? Abri um sorriso feliz, Ayato estava mesmo arrependido do que fizera.

Ayato beijou cada um dos buracos feitos pelo seu brinquedinho sádico. E eu jamais parava de observá-lo, enquanto ele só olhava para mim de relance e quando o fazia eu via que ele estava corado. Depois que ele terminou de fazer o que estava fazendo se levantou para ir embora, no entanto antes que ele sequer desse um passo eu o abracei enterrando meu rosto em suas costas firmes.

– Arigato, Ayato-kun! – agradeci transbordando de felicidade. Tudo que eu queria era ver algum lado bom nesses vampiros, coisa que agora eu conseguia ver com toda clareza. Ayato se virou e se abaixou até meu ombro direito.

– Acho que já fui muito bonzinho com você, Jujuba. – falou cravando as presas logo em seguida, ele fez questão de fazer isso com muita violência, mas a única coisa que importava para mim agora é que o Ayato havia sido gentil. Minha visão começou a ficar embaçada e eu me senti tonta, o mundo dava voltas. Acho que eu perdi muito sangue num dia só, desmaiei.

Notas finais
Muitas vezes temos suprimido nossos desejos com a desculpa da vergonha. Esses desejos guardados nos consomem durante toda nossa vida e quando chegamos ao fim não podemos falar que realmente vivemos. Tudo que temos a dizer é o arrependimento. Pois sempre houve muitos pretextos, mas nunca força de vontade para superá-los. Então pare de dizer que não pode e faça tudo que quiser sem o menor pudor! Tora Takayama