"Pirralho, tente imitar Yoko. Tenho um plano, mas que só vai dar certo se vocês estiverem juntos." Lance olhava para mim e parecia convencido que eu talvez não conseguisse fazer o que ele tinha me pedido.

Já estávamos próximos ao acampamento dos humanos. Eles não estavam muito longe do nosso esconderijo. Com mais um dia de caminhada em linha reta eles chegariam. No momento nos encontrávamos ao lado de um riacho.

Yoko escondia suas orelhas e cauda. Oh! Então ela pode fazer isso... será que consigo imitar? Deve ser que nem quando mudei as minhas partes para a forma de dragão.

Pensei em esconder meus chifres. Olhei para meu reflexo e vi ambos os chifres encolherem até sumirem, fiz o mesmo com a cauda e as pequenas escamas que haviam em meu corpo. Agora meu reflexo era completamente igual a de um humano, exceto pelas pupilas verticais e irís vermelha... isso acho que não consigo esconder... Olhei para Lance, ele estava espantado, mas estava feliz. Yoko... já ela tinha um ar de quem sabia que eu podia fazer isso.

"Muito bem. Agora posso avançar com o plano." Ele disse enquanto um sorriso obscuro aparecia em seu rosto. "Quero que vocês entrem no acampamento inimigo e fingir serem parte de um grupo de crianças que foram atacados e fugiram de nós."

"Já falei como eu 'odeio' esse seu plano?" Yoko disse com sarcasmo. E seu sorriso... melhor nem falar... "Um problema Lance, ele não mudou os olhos, vai ter que fingir ser cego e andar com vendas nos olhos..." Ela disse com uma voz triste... é impressão minha, ou ela ta tirando sarro de mim? Ela rapidamente estalou os dedos e gritou."Já sei! Você sabe fazer magias hipnóticas? Se souber, faça uma armadilha para quem ver seus olhos! Sempre que eles olharem neles você a ativa e eles vão apenas ver olhos sem vida!" Ei, ei, ei. Você está amando isso, né? Eu realmente duvido que conseguiria mudar meus olhos...

Enfim, discutimos mais alguns detalhes e mudamos as roupas que estávamos vestindo por algumas mais velhas e puídas, para dar a impressão de fugitivos. Eu coloquei uma camisa branca rasgada nos braços, a calça era marrom e tinha alguns retalhos e rasgões em sua extensão. A roupa realmente passava a impressão de ter sido retirada de algum fugitivo. Yoko estava com um simples vestido marrom e branco, esse também tinhas rasgos e cortes em alguns lugares e sem contar que em meu rosto havia uma tira de couro amarrada ao redor dos meus olhos, para deixar claro que eu não via nada... se bem que mesmo sem olhar ainda consigo "ver". Se bem que seria mais sentir.

Passamos algum tempo nos "arrumando". Isso quer dizer rolar um pouco no chão, andar dentro do rio, fazer alguns cortes. Essas coisas. O problema era o que fazer com as armas, mas Lance rapidamente acabou com o problema. Ele me entregou um anel de ferro. E me pediu para colocar um pouco da minha magia ali. Ao fazer um espaço se materializou e eu poderia colocar e tirar coisas de lá... que bom, agora não temos que nos preocupar com isso. Pena que tenho que devolver isso para ele depois... 'Será que posso ficar com isso?' Fiz meu melhor rosto de criança inocente quando perguntei para ele. Mas nosso 'amado' líder, só para deixar claro, isto é sarcasmo, olhou, riu e disse que não... cruel... *sob* apenas queria um anel como esse...

Deixando isso de lado. Andamos, ou melhor, eu e Yoko corremos para o nossos alv...*cough* salvadores. Lance disse que devíamos tentar nos aproximar o máximo possível do centro. Onde creio que o comandante deles estaria.

Fomos parados na borda, Yoko me guiava por uma das minhas mãos, na outra eu carregava um galho resistente o bastante para que pudesse sentir o chão e as coisas ao meu redor.

"Parem ai mesmo!" Uma voz robusta, mas cansada ordenou. Paramos na mesma hora. "Quem são vocês, o que fazem aqui e por que vocês estão com tanta pressa?" A voz era de um homem, pela entonação devia ser um soldado de baixa patente... ouvia mais ordens do que podia dar... enquanto pensava a menina a minha frente já estava respondendo.

"Desculpe! Somos Huellen e Droki Vanguor, estamos fugindo de alguns demi-humanos que nos atacaram. Eles nos tiraram de nossos pais..." nesse momento ela começou a chorar. Se eu não soubesse que ela estava atuando eu juro que eu prometia que ficaria chocado. A abracei e passei a mão em seus cabelos para "acalmar" a minha "irmã".

"Me desculpe. Faz pouco tempo que fugimos deles." Falei para onde a voz tinha vindo. Cegos não devem enxergar, mas quando se retira um sentido os outros são apurados. "E ela já está assim faz um tempo. Demos sorte de 'vermos' alguns rastros e acabamos chegando aqui." Nesse ponto Yoko já parecia ter acalmado o choro.

"Sim. Fugi levando meu irmão*sob*já que ele não pode ver o guiei pela floresta. Corremos por algum tempo, mas não sei se eles ainda estão nos seguindo.*sob*" 'Sério... você tem certeza que isso é uma atuação?' "O senhor poderia nos levar para uma cidade próxima ou algo assim? Não queremos atrapalhar o que vieram fazer aqui." Ela disse desvencilhando-se de meus braços.

"Ei, acha mesmo que acreditaria que seu irmão é cego simplesmente porque ele está com uma faixa sobre os olhos? Acham que sou burro assim?" 'Achamos sim!' "Garoto, venha cá e me deixe dar uma olhada em seus olhos." Com um leve aceno de cabeça andei me guiando pelo toque do bastão em minha mão até o lugar onde ele estava. 'Tenho que fazer o papel de cego.' pensava comigo.

Assim que cheguei próximo ele desamarrou a faixa ao redor dos meus olhos. Ambos estavam fechados, mas quando os abri pude ver que a magia tinha funcionado. Os olhos do soldado estavam arregalados, como se não acreditasse no que via.

"Ei. Por que os olhos dele são completamente bra... ah..." Ele começou a rir nervosamente. "Sério... ele realmente é cego..." E me devolveu a faixa. A amarrei ao redor dos olhos. Sem ver, mas sentido tudo voltei ao lado da minha irmã. "Que sejam. Parece que a história é verdade. Os olhos dele batem com a descrição, pela roupa e estado vocês parecem cansados. Me chamo Moguir, vou pedir permissão ao comandante para ver o que fazer com vocês. Frank, tome conta desses dois." E ele sai quando um outro guarda chegou.

Ficamos sentados no chão 'recuperando' nossas forças. Não demorou mais do que 30 minutos para duas pessoas voltarem. Moguir vinha na frente e atrás dele vinha um outro homem. A sua aura era forte. Esse com certeza era o comandante. Nos levantamos do chão quando se aproximaram, demorei um pouco para que Yoko pudesse me indicar que era para levantar.

"Hum... então essas são as crianças..." O comandante tinha uma voz grave e segura. Porém havia um pequeno tom de cansaço em sua voz. "Sou o comandante Eglont Truin Gloid, essa expedição veio lidar com os demi-humanos que estão por aqui. Lamento informar, mas não teremos como enviar-lhes para a cidade mais próxima no momento. Mas logo deveremos ser capazes." Ele está certo de sua vitória.

Podia sentir que ele olhava fixamente para mim. Como se não acreditasse que era realmente cego. "Garoto. Sei que é cego, mas por que está escondendo isso com a faixa?" Perguntou-me.

"Meus pais não se importavam de olhar para mim, mas outras pessoas reclamavam dos meus olhos, portanto comecei a escondê-los." Era uma pergunta que já estava esperando.

Em alguns minutos foi decidido que poderíamos ficar, mas estaríamos sendo vigiados... eles não confiavam em nós, mas só colocaram um único guarda para nos vigiar.

A infiltração foi um sucesso. Mal podia acreditar nisso. Fomos colocados próximo ao centro do acampamento, já que não éramos úteis em combate. E esse seria o lugar mais seguro para ficarmos se fossemos atacados.

Assim que a noite caiu. Um sussurro poderia ser ouvido da nossa barraca se não houvessem sons de armas sendo afiadas. A lua subiu alta no céu, meus olhos vermelhos observavam a lua por trás do pano da barraca. Amanha quando o almoço estivesse no fim o ataque começaria. Nossa missão era matar ou deixar mortalmente ferido o comandante antes da luta. Mas creio que isso seja impossível. O local onde ele se encontra é bem guardado.

Ao amanhecer todos as pessoas do local notaram algo estranho no céu. O sol tinha sumido e só havia uma luminosidade cinzenta. Não havia indicio de chuva era apenas um mar infinito de nuvens.

Pássaros voavam apressadamente. Pessoas gritavam ordens. Eu e Yoko estávamos quietos em nosso lugar. Minha boca mal se movia e um som abafado saía dela. Assim que terminei a presença dele veio até mim.

O comandante estava se aproximando. Quando chegou ele nos cumprimentou e começou a extrair a história de nossas bocas. Conversamos por um tempo após completar o relato de como viemos chegar aqui. Ele pediu para ver meus olhos, mas quando fui retirar a venda alguém chegou e fez um reverência ao chefe.

"Senhor, vimos um deles. Eles parecem estar armando para atacar. Ele estava armado." O guarda comentou.

"Pode se retirar." O guarda bateu contingencia e saiu. "Desculpe-me, mas parece que isto é algo urgente." Se levantou e quando estava para sair se virou. "E não façam nada, ainda quero ver esses olhos." E saiu.

Alguns minutos se passaram e a menina ao meu lado disse que assim que quando a luta começasse seria nossa hora de agir.

A espera não foi grande, logo ouvimos o clamor de armas e gritos de guerra. Desamarrei a faixa e desativei a armadilha de meus olhos. Ambas as orbes se tornaram vermelhas com pupilas verticais. Do anel retirei as nossas roupas antigas. Nos vestimos de costas um para outro. As armas estavam do nosso lado. Y'ugaed parecia estar excitada. Assim como eu.

"Vamos, está na hora." Tivemos que esperar um pouco mais antes de entrarmos em ação.

Saímos de nossa tenda. As escamas que tinha em meu corpo já estavam aparecendo.

"Ohohoho! Já está querendo entrar em ação?" Yoko me perguntou enquanto ela mesma deixava a cauda e orelhas aparecerem. Meus chifres e cauda apareceram logo em seguida. De minhas costas duas asas apareceram, dessa vez escolhi por uma camisa que não tivesse a parte de trás para que tivesse total liberdade de movimento ali.

Dois guardas atrasados estavam saindo de suas tendas. Antes que pudessem gritar Yoko e eu já havíamos os silenciados. A garota usara uma das suas lâminas, eu quebrei o pescoço com minha cauda. Ah! Que belo barulho! Opa, quase me perdi no pensamento de sair correndo e ir matando quem estivesse no meu caminho.

Não houve mais nenhum confronto até chegarmos ao local onde o conflito principal ocorria. Estávamos em desvantagem numérica, mas compensávamos em força, agilidade e reflexos. Magias podiam ser vistas voando de ambos os lados, normalmente elas se anulavam, mas algumas atingiam ambos os lados.

1000 demi-humanos contra 5000 humanos. Essa era a diferença. O comandante gritava ordens, mas ele quase não ia ao combate. Comandar já é uma tarefa difícil, mas assim a moral vai abaixar.

Nosso sinal apareceu quando uma bola de fogo explodiu e brilhou. Saímos de nosso esconderijo e atacamos os soldados pela retaguarda.

Membros, espadas, armaduras, cabeças e sangue, muito sangue voava por todos os lados quando Y'ugaed cortava. Fui me cobrindo com o sangue dos inimigos que me atacavam. Minha lâmina brilhava cada ver mais feroz com cada golpe que acertava.

"Ahahaha! Venha a mim! Chamas que carregam a destruição. Ventos que trazem o cheiro da morte. Terra que esconde os corpos. Água que lava o sangue. Quebrem, estraçalhem, corroam, queimem meus inimigos! Seu sangue voa por todos os lados! Eu sou a destruição. Eu sou o mensageiro da morte. Em meu nome carrego o desejo de meus pais. Em minha carne carrego o meu poder. E em minha alma a espada. E quando estamos todos juntos. Somos uma única entidade. Gre'dorf Tykio'r Ark'li!" Fui cantando isso a cada golpe. No fim Y'ugaed não era mais uma única espada. Ela agora tinha se dividido em duas adagas de 50 centímetros cada.

Entalhes começaram a aparecer nas lâminas. Elas pulsavam prontas para o combate. Um novo sorriso apareceu em meu rosto. Esse estava pintado de carmesim por que chamas podiam ser vistas saindo de minha boca. Expeli aquele jato na minha frente. E tudo em seu caminho se derretia.

Pulei e abri os braços quando cortei um inimigo. Cantei quando vi a bela visão de sangue escorrendo de corpos sem vida e de outros gritando de agonia.

"Ahahaha! Mais uma vez estou aqui! Aqui estou eu! Parece que não importa o que aconteça, eu volto para cá! Me sinto completo aqui! Olhe para essa cena! O sangue dessas pessoas brilha lindamente quando iluminado pelo fogo e pela minha arma. Ah! Que bela cena!"

"ACHEI VOCÊ!!!" Gritei quando vi o comandante lurando junto com alguns soldados. Voei na direção dele e fui queimando os inimigos no caminho. Pousei próximo ao seu grupo. Eles estavam assustados. Uma criança estava a frente deles e dela eles podiam sentir o poder.

"Saiam. Eu cuido dele!" Eglont ordenou aos seus subordinados. "Cuidem para que outros não me atrapalhem!" Quando um deles abriu a boca para falar algo ele já tinha refutado. "Sem mas! Juntos temos chances de vencê-lo, mas aqui, estamos emboscados. Eles pegaram por dois lados... quem imaginaria que duas crianças seriam as armas secreta deles..." Com um sorriso pálido ele virou para mim. "E que vença o melhor!" E veio em minha direção.

"Hoje a colheita está sendo proveitosa. Olhe a fartura em que ela aparece! Correndo para todos os lados. Uma imensidão sem fim. 5000 é o número. Eles nos superavam de 5 a 1, mas mesmo assim. Eles não conseguem vencer. Já que o pequeno dragão está aqui!" A língua antiga assustou o comandante, ele não sabia o que esperar, só uma coisa ele sabia. A voz do garoto com o qual ele tinha conversado antes agora estava cantando algo que ele só arranhava pois tinha algum conhecimento em magia.

"Brilhem, brilhem! Dancem e dancem! Essa é a canção da guerra. Uma hora ou outra a morte está nos esperando. Por que não escolher a hora da sua? Venha, pule em minhas garras. Pule ao meu alcance. Pule, pule, pule, pule! Venham, está na hora, hoje mais uma vez vamos cantar e dançar. Sangue brilha em cada ferida. O fogo brilha nos olhos dos dançarinos. Sozinho não vemos a beleza, mas quando dois dançarinos se juntam a harmonia que fazem é perfeita." Eu não podia parar de cantar. A música que saía de meus lábios era mais antiga que eu nem mesmo sabia como sabia dela.

"Seres que aqui estão vivos. Olhem com prazer essa obra de arte. Contemplem o que acontece quando dois seres querem se matar com tanta clareza que até mesmo as pessoas a sua volta não conseguem parar. Ah! Sol vejo que hoje você preferiu nos olhar através de seu cortina de nuvens. Não há problema. Quando ela sumir, você verá quando a obra estiver completa!" O comandante atacava cada vez mais ferozmente. Ele queria interromper a canção. Ahahaha! Como se isso fosse possível! Y'ugaed não era mais duas adagas. Ela já tinha voltado a ser a espada de sempre. Dentes começavam a aparecer a espada que Eglont possuía.

Pela primeira vez reparei na espada que ele segurava. Ela era prateada. Mas agora estava meio avermelhada e com vários dentes. Alguma palavras na lingua antiga estavam entalhadas no centro de sua lâmina. Hu'ilon B'guv As'car ou Procuradora de Corações. Belo nome. Mas isso não vai impedir que ela seja destruída.

"Oh, ser que baila comigo. Parece que a hora está chegando. O número 13 se aproxima. E olhe sua perfeição! Quantos mortos será que o Ceifador pegará no dia de hoje?" Ao falar Ceifador o comandante dobrou os ataques e começou a inovar tentando colocar magias em alguns golpes, mas esses foram desviados por minha espada. "Todos aqueles que caíram por mim hoje já estão em sua sacola. E parece que sua comprida e bela lâmina está se aproximando de você. A hora está chegando, quem será o próximo, quem será? Sua amada esposa, seus filhos, seus servos, seus subordinados? Não se desespere. Você os verá novamente. Pois a morte está aqui para todos!" Y'ugaed estava vibrando e dela emanava uma onda de calor. A cada novo golpe que a usava deixava rastro de calor. Eglont não estava mais aguentando. Seu corpo já estava cheio de feridas, não apenas minhas, mas também dos outros combates que ele tinha enfrentado, pro azar dele eu só sofri alguns cortes contra ele. Mas esses logo começavam a ser curados.

"Oh, parece que a hora finalmente chegou! Olhe" Levantei minha lâmina para ele ver. Desespero estava estampado em seu rosto. "Ele veio. Olhe, olhe, olhe!" A cada olhe um golpe seguia e ele bloqueava com a espada. No terceiro ela quebrou. Não havia mais nada entre mim e ele. "Agora é a hora de dançar solo. Me desculpe, mas o palco é todo meu!" Com essa última frase cortei-lhe a cabeça. "A hora chegou! Que os jogos comecem!" Com a morte do líder a moral foi totalmente destruída. Humanos deixavam posições. Os que viram o que acontecia em minha luta foram os primeiros a morrerem.

Sangue, corpos e pedaços de armaduras e armas estavam pelo chão quando o massacre finalmente terminou.

"Como eu disse. Hoje era o dia da última dança. Que bela visão!" Olhei mais uma vez para o campo de batalha. Dos 1000 que trouxemos 60 morreram e 200 estavam feridos. Olhei para Lance e para as pessoas que ele trouxe. Todos pareciam estar assustados quando olharam para mim.

Um garoto de 13 anos, completamente coberto de sangue, sorrindo completamente feliz. Como se isso fosse algo normal. A música que estava sendo cantada por ele tinha ido a todos os lados da batalha, mesmo as pessoas mais distantes ouviram toda a canção.

Mas o mais assustador era que ele, ou seja, eu. Não estava completamente amadurecido. O terror que ele deixava passar não poderia ser esquecido por ninguém.

"Ahahahahaha! Mais uma vez isso acabou rápido de mais! Cante, dance, corte, estraçalhe, voe e por fim morra." Essas palavras saiam de minha boca. Estava voltando ao normal, dessa vez não perdi para os instintos, eu os usei para sobrepujar todos meus inimigos. Minha reserva de magia estava muito maior. E tudo que fiz usou um pouco dela. "A fim chegou. Espero que na próxima vez possamos aproveitar mais!" Me curvei para os mortos e andei para os vivos. Mais uma vez, meus olhos passaram do vermelho para o carmesim.

Andei até Lance e o cumprimentei rapidamente. Ia me lavar no rio, mas ao chegar percebi o meu erro. Ele já estava vermelho. Provavelmente isso foi parte do primeiro feitiço que cantei.

Ninguém me interrompeu enquanto estava ali sentado relaxando. E pouco a pouco a vida da floresta estava voltando ao lugar.

Notas finais
Comentem o que acharam, podem comentar se achar algum erro. Críticas são bem vindas. Como já tinha explicado, em itálico estarão as palavras que se passam na língua antiga na qual dragões utilizam e está completamente ligada a magia. Vejo vocês no próximo capítulo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.