Sangue Divino

30 Cap.30 - Argo II 5.0


Notas iniciais
Amoreeeeeeees Então, eu vou viajar. Na real, eu programei isso, então, eu já terei viajado quando lerem isso. Eu escrevi esse cap dia 15, mas não quis postar hoje para que não ficasse com um intervalo muito grande sem postagem. Eu volto de viajem apenas dia 30, e como vou para o exterior, sem chance de poder postar até voltar, sinto muito. Vou sentir falta de vcs

O sacolejar do barco me acorda. O quê está acontecendo?

Saio do quarto as pressas e vou para o deque. Sophie está sentada em cima das próprias pernas e segura firme no chão. Nathan se apoia em uma das laterais do barco e observa o mar. Segurando nas beiradas como se fossem corrimões e tentando evitar cair, vou até ele.

– O que está acontecendo? – Grito para que me voz se sobressaia sobre o barulho do mar.

– Não faço ideia. – Ele responde em tom alto. — O barco está se balançando como se estivéssemos em uma tempestade. É como se o mar estivesse nos conduzindo perigosamente para longe, fomos desviados da nossa rota. Eu diria que isso só pode ser obra de um deus do mar, mas você tem descendência de Poseidon, ele não te machucaria. Não faz sentido, não é?

– Não... mas... deuses! Como pude esquecer disso?! Droga... droga.

Nathan me encara confuso.

– Pega a Sophie e desce até meu quarto! – Digo.

Ele assente em resposta e eu desço depressa para meu quarto. Como fui deixar isso acontecer? Estamos sob total influência de um deus nada bonzinho e é culpa minha. Devia ter lembrado. Eu e meus problemas pessoais que me fazem esquecer todo resto do mundo. Droga. Vou acabar matando todos nós.

Quando nós três já estávamos sentados no chão do meu quarto – já que na cama seria perigoso – eu comecei:

– Eu li em algumas das minhas pesquisas os deuses que habitavam essa região no momento. Não achei que tinha importância porque não teriam motivos para nos importunar. Mas esqueci que um deles faz isso só por prazer e incomodamos a outra seriamente com meus atos ontem.

– Que deuses estão nos castigando? – Indaga Nathan.

– Ceto e Fórcis.

Os olhos de Sophie brilham.

– Isso. Eu também li sobre! A deusa dos monstros marinhos e o deus que vive nas profundezas, há um tempo passaram a habitar... a região próxima ao litoral do Chile. – Sua expressão se torna sombria.

– Sim. Fórcis provavelmente só está se divertindo e Ceto está se vingando por eu ter matado um monstro em seus domínios, por mais que ele não fosse totalmente marinho. – Explico.

– Não é só isso. – Afirma Nathan. Eu e Sophie nos viramos para encara-lo. – Seu pai já lutou com esses dois antes, acho que querem vingança especificamente de você, e você chamou a atenção deles matando o wendigo ontem.

– Maravilha. – Ironizo. – Quantos deuses meu pai já deixou querendo vingança?

Nathan faz uma careta.

– Muitos. – Diz.

– Eu devo ser o instrumento de vingança do ano. Só pode. – Falo. – Temos que sair daqui, mas como?

– Estamos nos movendo muito rápido. Já estamos bem longe da nossa rota original que era basicamente reta. – Ele explica. — Estamos nos dirigindo na direção do Japão.

– Japão?

– É.

– Deuses!

Todos voltamos ao deque para observar melhor a situação, o balanço diminuiu um pouco e conseguimos nos manter em pé com algum esforço.

Sophie morde o lábio.

– É melhor sermos rápidos, antes que Ceto tenha ideias... e... – Ela gagueja.

– Envie bichinhos. Sei. – Digo.

– Só conseguiremos sair do domínio desses dois antes de chegar aonde pretendem nos levar se formos voando. Infelizmente não temos nenhum filho de Zeus por aqui, então, estamos com problemas. – Diz o filho de Apolo.

– Creio que sim. – Concordo.

Nathan resmunga alguma coisa que não consigo entender e então vejo... vejo uma enorme embarcação pairar metros acima de nós e acompanhar nosso curso na mesma velocidade. É muito grande e brilhante, feita de ouro ou bronze com madeira. Todos nós olhamos espantados para a fantástica construção.

A embarcação se aproxima de nós, abaixando alguns metros, e uma escada desce. Coloco a mão apoiada na testa para tentar enxergar mais algo, consigo apenas vislumbrar que alguém está descendo a escada. Saco os três shurikens que coloquei no bolso da calça preta que estou usando hoje, já me acostumei a fazer isso, aprendi a me movimentar abertamente sem me cortar. Nathan estava com uma cimitarra no cinto, preparado para qualquer ataque de algum animal que viesse do mar, mas preferiu pegar meu arco, que estava amarrado junto ao piso, igualmente a alijava. Está tão próximo a mim que nossos ombros se encostam. Nunca o tinha visto escolher portar essa arma, isso prova eu ele deve estar aceitando mais o pai que tem... deve ser por causa dos poderes... Ele se porta como um arqueiro de guerra dos filmes que retratam tempos antigos... é... muito lindo. Pisco algumas vezes e vislumbro o brilho do chicote de Sophie sendo arrastado.

A pessoa que pousa no deque não parece ameaçadora. É uma mulher jovem, vestida num macacão jeans bonito, mas um pouco sujo de graxa, terra e tinta, o cabelo cor caramelo está preso por uma trança lateral enfeitada com algumas flores. Ela sorri para nós. Mas nenhum de nós se move, continuamos tensos e com olhares duros.

Alguém desce em alta velocidade pela escada agora. Um homem magro pousa no deque, tem cabelos castanhos cacheados, uma expressão cansada e preocupada, está usando um macacão de mecânico com alguns instrumentos presos ao cinto, a roupa está bem mais suja que a da moça. Nathan relaxa e abaixa o arco, me deixando confusa. O homem mal nos olha antes de se dirigir a jovem que parece ser irmã dele:

– Querida, eu disse para você ficar lá em cima que eu descia. – Ok. Talvez ela não seja irmã dele.

– Eu causo uma primeira impressão melhor que você. – Ela afirma.

– Até pode ser, mas devido as circunstâncias... – Ele parece preocupado.

– Eu não vou dar uma de inválida! – Ela coloca as mãos na cintura.

– Leo? – Arrisca Nathan.

O homem olha para ele e sua expressão se ilumina, demonstra bem menos cansado e posso ver o que ele é o tipo de homem que se porta de maneira divertida. Ele vem até nós e aperta a mão de Nathan.

– Nathan, não é? – Indaga.

– Isso. – O filho de Apolo sorri, posso ver que ele demonstra respeito pelo homem. Guardo os shurikens no bolso. – Essa é Courtney e aquela – ele aponta para a filha de Afrodite que está recolhendo o chicote – é Sophie.

– Bela arma. – Ele observa enquanto analisa o chicote de longe. Sophie sorri. O olhar dele se volta para mim, seus olhos semicerram e ele se curva de leve, brincalhão. – Madame, sou Leo Valdez, sua mãe me enviou para ajudar vocês, e essa, — ele dá um sorriso torto é aponta a moça – é Calipso. – Ela força um sorriso para mim.

– Prazer em conhecê-los. – Murmuro.

– Leo é um amigo antigo dos seus pais. – Explica Nathan para me tranquilizar.

– Acho que podemos concluir as apresentações depois que todos estiverem a bordo do Argo II 5.0. – Leo diz.

– II 5.0? Porque dois números? – Questiona Sophie se aproximando.

– Bem, porque é o Argo II, e o 5.0 significa que já foi reconstruído cinco vezes.

– Oh...

– Agora é melhor vocês pegarem seus pertences e colocarem aqui no deque. Depois, subimos e eu pego os pertences com a garra e subo eles para o Argo ||. Depois eu subo o barco de vocês para um compartimento maior. Se apressem. – Leo aconselha.

Alguns minutos depois todos voltamos com nossos poucos pertences e colocamos eles no chão. Leo acena indicando a escada, se vira para Calipso e diz:

– As damas primeiro.

Ela revira os olhos e depois começa a subir. Ele indica que devemos subir depois. Por algum instinto, olho para Nathan, buscando instrução. Ele sorri de maneira encorajadora e acena para que eu vá na frente. Começo a subir a longa escada, ela parece ser feita de materiais bem resistentes. Sophie sobre atrás de mim, Nathan a segue e Leo vem por último.

Depois de pegar nossas coisas, Leo some nosso barco — com dificuldade devido a velocidade em que estava se movimentando. Calipso se recolhe assim que chegamos. O amigo dos meus pais, então, devolve nossos pertences e nos mostra nossos novos aposentos. Todos os aposentos são enormes comparados aos do nosso barco, pelo que contei, se só houver quartos nesse andar, são oito suítes. Leo me deixou no meu quarto por último, eu já havia tido um vislumbre do de Sophie, mas o meu não se parecia em nada com ele. Arregalei os olhos. Meu quarto tem uma organização diferente dos móveis, mais prática. Há um painel com algumas poucas fotos dos meus pais juntos, tornando o local mais pessoal, e ele está ao lado de uma escrivaninha com alguns livros, todos se parecem com o tipo que eu leria, na escrivaninha também há uma parte vazia com uma gaveta abaixo.

– É... perfeito. – Digo. Leo sorri para mim, mas antes que possa dizer algo me dirijo até a gaveta e a abro. Está vazia, mas tem riscos, como se alguém guardasse facas nela. – Esse lugar pertencia a minha mãe, não é?

– Sim. – Ele confirma. — Era o compartimento da Annabeth. Ela tirou a maior parte das coisas daqui mas... deixou outras, talvez pelo complexo de surpresa que todos os semideuses enfrentam, aquele que diz que qualquer coisa pode acontecer a qualquer momento, sabe?

– Sei.

– E o quarto em si também sofreu uns upgrades...

Sorrio para confirmar a entendi.

– Se precisar de qualquer coisa, o meu quarto está ao lado esquerdo do de Nathan, é só bater. – Leo completa.

– Está bem. Obrigada, Leo.

– Imagina. – Ele acena teatralmente e sai do quarto. Parece uma boa pessoa.

Estou realmente fascinada com o quanto esse quarto é perfeito para mim, minha mãe e eu somos tão parecidas... tanto fisicamente como intelectualmente, é demais, quem me dera se eu tivesse todas as habilidades dela também.

Vou até o painel e observo as fotos. Cinco fotos dos meus pais juntos, se divertindo, sorrindo. Passo o dedo por uma foto onde estão abraçados. Meus pais devem ser o casal mais sólido que já vi, e mal tive a chance de conhecê-los.

Arrumei minhas coisas no pequeno armário de uma porta só que fica ao lado da cama, peguei um dos livros, li um pouco e então prendi meu cabelo de frente ao espelho do meu novo banheiro e sai do quarto/compartimento/suíte em busca de alguém para conversar.

Encontrei Calipso mexendo em uma horta/jardim interno alguns minutos depois.

– Olá.

– Oi. – Ela se vira e sorri. – Quer me ajudar?

– Seria um prazer, mas já vou avisando que sou um desastre com plantas.

– Bobagem.

Eu me aproximo e fico de joelhos, ao lado dela. Ela me passa uma tesoura de podar.

– É só cortar as folhas mortas.

– Está bem. – Respondo.

Começo minha tarefa, mas logo divido minha atenção e pergunto:

– Você está melhor?

– Que?

– Logo que chegamos você se recolheu, por mais que tenha sido discreta, eu percebi que devia estar passando mal ou algo assim.

– Ah. Isso. Estou melhor, sim. Não se preocupe, tenho tido muita dor de cabeça ultimamente, mas vai passar. – Assinto com a cabeça.

Calipso corta as folhas com uma precisão automática, paro para observá-la e percebo algo.

– Você é Calipso, aquela que foi aprisionada em Ogígia? – Questiono

– Eu mesma. – Ela responde ligeiramente melancólica.

– Você é imortal?

– Não mais. Descobri que o que me mantinha viva era aquela ilha, eu deixei de ser uma entidade há muito tempo, tenho poderes fracos.

– Hum. – Parece que sou a única com a habilidade de conquistar imortalidade indesejada. – Como saiu da ilha?

– Leo. – Ela sorri. – Ele me tirou de lá.

– Ah... – Definitivamente não são irmãos.

– Bom, eu tenho que tirar isso aqui – ela aponta para o macacão, apenas um pouco mais sujo de terra que antes – para jantar. – Ela se levanta e eu faço o mesmo. – Até mais.

– Até.

Ando de volta pelos corredores a paro na frente do quarto de Sophie. Tenho boa memória, lembro qual é o dela, também sei que o de Nathan é o que está na frente do dela. Bato na porta. Ouço um clique, mas é atrás de mim. Nathan abriu a porta.

– Marie?

Viro-me para encará-lo.

– Faz um tempo que não ouço barulho algum no quarto dela, e você sabe o quanto ela é barulhenta. Acho que dormiu. Quer... entrar? – Ele pergunta saindo da frente para que eu passe por sua porta.

– Tá. – Murmuro e entro em seu quarto.

A primeira coisa que reparo são que os lençóis são azuis com detalhes em verde, bem diferente dos meus que são bege claro discreto. E num canto há uma pia em forma de concha onde a água se move constantemente, como numa fonte.

– Você está no quarto antigo do meu pai. – Sussurro.

– Eu... percebi. – Ele diz. – Você deve estar no da Annabeth, certo?

– Sim. – Sorrio. – Amei aquele lugar!

Ele ri de leve.

– Acho que Sophie deve estar no quarto de Piper, deve ter parecido adequado ao Leo. – Ele fala.

– É, acho que sim. O quarto do meu pai é bem impessoal levando em conta que no da minha mãe há fotos dos dois. – Observo.

– Sério? – Nathan indaga.

– Sério. – Afirmo. Observo a cama, o lençol está completamente esticado, é obvio que ninguém sentou nela. – Você não mexeu em nada?

– Hã... não. Não me sinto confortável estando no quarto do Percy.

– Ah, fala sério, Nathan. Ele não deve usar isso há anos e ele não deve ser muito organizado também. Aposto que ele não se importa nem um pouco.

– Eu sei... mas ainda assim... eu não gosto de mexer em nada dele.

– Você realmente respeita muito meu pai, não é?

– Com certeza. Marie, seu pai praticamente me criou.

– Mas você não precisa venerar ele.

– Eu não venero ele. – Rebate Nathan.

– Venera, sim.

– Não, não venero. Só respeito muito ele.

– Sei. Nathan você não quer mexer nas coisas das quais ele mal deve se lembrar, isso é um nível estranho de respeito.

– Só fico incomodado com o fato de que eu possa mudar algo.

– E ele perceber e não gostar? – Indago.

– É.

– Isso não vai acontecer. Ele não é muito atento, e ele não ligaria se percebesse porque é bobagem! – Afirmo. Nathan faz uma careta. – Você morre de medo de desapontar ele por qualquer coisa, não é? – Ele prensa os lábios. – Não adianta negar.

– Não vou negar, está bem? É verdade. Não quero desapontar ele, ele já fez muito por mim, o mínimo que posso fazer e não causar problema algum e deixar ele orgulhoso.

– Isso é extremamente fofo da sua parte. – E tentando consertar o erro por tê-lo chamado de fofo, continuo a falar: — Mas tenho certeza de que não precisa se esforçar tanto, ele já deve se orgulhar, e muito, de você. É um ótimo guerreiro, uma pessoa muito boa e um amigo atencioso. Qualquer um que puder chamar você de filho deve se orgulhar muito.

Mordo o lábio tentando me convencer de que não falei demais. Ele levanta as sobrancelhas levemente e me encara por um tempo com a expressão vazia, depois desvia os olhos para o chão.

– Obrigada. – Diz.

Sorrio carinhosamente e ele dá um sorriso contido em resposta. Depois de um estranho minuto em silêncio, digo:

– Acho que... devíamos ir jantar.

Ele abre a porta para que eu passe, levanto uma sobrancelha, não me diga que ele vai dar uma de cavalheiro também... Rio discretamente e passo pela porta, ele vem em seguida e a fecha.

O Argo II 5.0 tem quatro andares. O primeiro é o superficial, o deque. A cozinha fica no segundo andar – descobri com a ajuda de Nathan – e os aposentos ficam no terceiro. Pegamos o elevador e fomos até a cozinha. Isso, sim, é o que se pode chamar de cozinha e sala de jantar.

Calipso está mexendo alguma coisa no fogão e acena para nós. Nos sentamos na mesa circular de dez lugares. Nathan fica ao meu lado esquerdo, logo Sophie chega – meticulosamente penteada e vestida de lilás – e senta à minha direita. Leo chega segundos depois.

– Querida, eu falei que não precisa... – Ele começa.

– Leo, qual é? Eu cozinho muito melhor que você, e não quero que as visitas fiquem traumatizadas no primeiro dia.

– Mas...

– Mas nada. Caramba, querido, eu sei que você só quer que eu fique bem, mas eu não vou ficar bem se ficar fazendo absolutamente nada! Não faz meu tipo.

– Eu sei. – Ele suspira, resignado.

– O que será que ela tem? – Sussurro para Sophie.

– Sei lá. Acho que só um namorado superprotetor. – Ela sussurra de volta.

– Não é isso. Pelo menos não só isso. Leo não faz o tipo superprotetor por nada.

Sophie dá de ombros, mas arregala os olhos quando me levanto. Dirijo-me a Calipso e pergunto sorrindo:

– Quer ajuda?

– Não precisa, querida. – Ela se vira para Leo. – Viu? Já conseguiu assustar as crianças. Eu posso fazer as coisas sozinhas muito bem.

Pressiono os lábios.

– Obrigada por perguntar. – Ela coloca a mão no meu ombro.

– Só acho que... – Leo diz.

– Leo! – Calipso grita o interrompendo. – Gravidez não é doença terminal!

Nathan, Sophie e eu olhamos estupefatos para ela. A moça se recompõe e sorri para nós.

– Sinto muito. Não costumo fazer esse tipo de coisa, juro. Só que ele tem me atormentado há três meses. Por mais que seja fofa a preocupação do meu marido, eu não gosto nem um pouco. Acho que a janta está pronta. – Ela se vira.

Então é isso. Isso explica o comportamento cuidadoso de Leo e as dores de cabeça de Calipso... não consigo evitar analisá-la, para alguém com mais de três meses de gravidez ela está bem magra.

– Não pode dizer que não tem fundamento minhas preocupações. Vivemos viajando e eu não gosto de te ver mal. – Leo diz pra ela.

– Eu sei, eu sei. Mas eu posso suportar dor de cabeça e enjoo sem morrer.

– Mas você devia evitar exercícios.

– Cozinhar não exige esforço para mim, muito menos jardinagem.

Ele suspira e olha para o chão. A expressão dela se torna carinhosa e ela pega as mãos dele.

– Olha, eu amo você, e acho legal que se preocupe comigo. Mas eu vou passar mal de verdade se não fizer nada. Eu posso suportar o peso de dois bebês e ainda fazer minhas atividades normais. Estou sendo cuidadosa. Está bem? – Ela beija a bochecha dele. Prendo a respiração. Deuses... Ela está grávida de gêmeos. Está definitivamente muito magra ou as roupas dela estão criando uma ótima ilusão.

– Está bem. – Ele resmunga.

– Courtney, já que está aqui, pode colocar isso na mesa para mim? – Ela estande guardanapos para mim.

– Claro. – Respondo. Pego os guardanapos e faço o que ela pede.

Durante o jantar, Calipso se mostrou carinhosa e atenciosa – vai ser uma ótima mãe, pensei – e a comida dela se mostrou muito, mas muito, boa. Leo nos perguntou animadamente sobre nossa missão, falamos sobre quase tudo que aconteceu desde que saímos do Acampamento Meio-Sangue até os problemas de hoje de manhã. Ele nos contou algumas coisas do passado e também como conheceu e resgatou Calipso. Também nos explicou que há anos eles moraram no Argo II, viajando constantemente, e visitam o acampamento cerca de uma vez por ano apenas. Explicou que era filho de Hefesto, como se eu já não tivesse deduzido.

O amigo dos meus pais também falou sobre como minha mãe se comunicou com ele por sonho e disse à ele que precisávamos de ajuda e onde estávamos. Não sei como ela descobriu nossa localização tão rápido, mas sendo quem é, não duvido que só tenho precisado de algumas horas para deduzir onde ficava a “toca” de Nyx. Só queria saber como ela soube que já tínhamos encontrado Nyx...

Depois, desejei boa noite a todos e me recolhi. Passei a noite em claro observando meu quarto e pensando em como deve ter sido esse lugar, quando minha mãe estava aqui, e no que ela pensava à noite nesse barco flutuante.

Notas finais
Até mais ;) Alias, só expressando minha felicidade pelos 45 acompanhamentos :DDDDDDDD!