Sangue Divino

12 Cap.12 -As amigas são como a esperança.


Notas iniciais
O numero de favoritados caiu... ok... dessa vez eu mereço. Eu fiz essa nota e finalizei esse cap. no dia 09 as 17h –não pude postar no dia graças a uns magníficos probleminhas com a internet. Pessoal, sinto muito mesmo por não ter postado semana passada, parece que eu sempre tenho a droga de uma desculpa para não postar, e vocês devem me odiar muito massssss... não fiquem com muito ódio de mim, fiquem com ódio da gvt que não está colaborando e me deixou sem internet –alias ainda estou sem, se estou postando isso então é por que esse não é meu pc... – eu vou compensar vocês, vou tentar postar mais um cap. no final de semana. (quando terminar BOO e já souber de tudo u.u) ---Pois é, como hoje já é o final de semana, vou postar o próximo cap ainda hj ;) --- Vocês também devem voltar a história um pouquinho porque eu fiz algumas alteraçõezinhaaas. Como eu li os Heróis do Olimpo só semana passada –inclusive estou lendo Sangue do Olimpo agora :3 Chegou hj^^, enfim, descobri que já tem por lá uns rolos com o Hércules e mudei a história da Héstia *novo héroi* *mudanças consideravelmente grandes* kkkkkkkkkk me desculpem por isso também. Para quem estiver boiando em quem é o “Héroi” Pólux, sem ser o que eu criei mas o que já existe na mitologia: Ele é um dos dois gêmeos nascidos de um ovo, filhos de Leda e Zeus (em forma de cisne –acreditem ou não kkkkkkk), irmão gêmeo de Castor, e irmão de Helena de Troia, isso mesmo a própria, aquela antiga dona da adaga da Piper... Aguardem pelo próximo capitulooo onde novos personagens aparecerão, desde os originais como a Piper à gerações que eu criei como a filha dela, Lola. E eu prometo que logo logo a história vai ficar mais emocionante, eu ainda estou encaixando as peças para que vocês entendam a missão que vai surgir... :33 E explicando o nome do Cap: *A esperança é a ultima que se vai e a primeira a quem recorremos*

–Eu não sou como todos aqui! Porque eu tenho meus pais aqui. Isso não deveria me ajudar em alguma coisa?

–Não. Não deveria. –Minha mãe diz de uma maneira tão melancólica que visivelmente da para saber que ela não gostaria de dizer isso.

–Você quer me ajudar. Eu sei que quer!

–Se você se acostumar com a nossa ajuda... filha... nós não vamos estar aqui para sempre.

–Mas vão estar por um bom tempo! Não fale como se fosse morrer logo. Vocês dois são bem novos. –Afirmo de maneira fria e raivosa.

–O que sua mãe quer dizer é que às vezes só temos a nós mesmos e não há saída a não ser contar com as próprias habilidades. Não quer dizer que vamos te abandonar de novo. –Percy intervém.

–Ah, é? Porque parece que já estão fazendo isso! –Sinto a fúria me dominando, os anos em que eu sonhei em ter meus pais de volta. –Vocês me deixaram por conta da minha vó por anos e agora que eu finalmente tenho vocês por perto querem que eu conte apenas comigo mesma? Isso não é justo! Vocês não me contam nada. Eu não sei quase nada sobre vocês, e sinceramente eu já sinto como se tivesse perdido vocês de novo. Porque eu não sinto que são meus pais! –Digo me levantando, me virando para o outro lado, e elevando o tom de vós junto.

Os dois parecem extremamente magoados. Mas não podem estar mais magoados que eu. Eles não tiveram que ser criados pela avó... mas... também perderam um dos pais por muito tempo, eles sabem o que eu sinto, sim. Meus deuses o quê eu estou fazendo?

–Sinto muito. Eu... não quis dizer essas coisas é só que... –Digo passando a olhar para areia.

–Quis. Foi exatamente o que quis dizer. –Minha mãe sussurra. Vejo uma lágrima escorrendo pela sua bochecha.

–Mas... mas eu não devia. Me desculpem.

–Não tem nada com o que se desculpar. Você tem razão. Não podemos foçar tanto você agora. Você não é como eles, querendo ou não, precisa de mais ajuda que eles. –Ela olha para baixo tentando esconder, mas não há como, uma lágrima escorre atrás da outra, e para mim é como se cada uma fosse uma gota do meu arrependimento dando pontadas no meu coração. Por que eu sou tão impulsiva? Que droga!

Annie se vira para Percy, que está ao seu lado, e ele a abraça. Ela enterra a cabeça em seu peito. Nenhum deles olha para mim até que meu pai decide levantar o olhar e diz:

–Também tem razão sobre o fato de que sabe muito pouco sobre nós. Tem o direito de saber o que quiser. –E então olha para baixo para ver como está Annabeth, ela pisca os olhos, ainda muito brilhantes e meche a cabeça em concordância a ele.

–Vocês também tem o direito de escolher quando querem contar as coisas. A vida não parece ter sido fácil para vocês. –Digo levantando mais o olhar para eles, mesmo que parte de mim quisesse simplesmente começar a fazer perguntas.

–Nem por isso devemos dificultar a sua. Ser nossa filha já é dificuldade suficiente.

Aquela mesma parte insensível de mim queria gritar “ISSO MESMO. Vocês me devem isso!”, porém, graças aos deuses tenho uma consciência que sabe gritar mais alto na minha cabeça. Eu tenho que sair daqui antes que fale mais besteiras.

–Não devem se culpar por amar um ao outro. Eu... vou deixar vocês sozinhos um pouco. Depois podemos conversar. –É o que consigo dizer forçando um sorriso de apoio ao meu pai.

Viro sem mesmo perceber para onde estou indo, é instintivo, pelo menos em garotas, para buscar uma amiga, não se tem que pensar. Quando me dou conta estou na frente do Chalé de Afrodite e me sento ao lado de uma garota que está fazendo lacinhos cor de rosa.

–Bom dia. –Digo. –Quer ajuda, Sophie?

–Court! Que bom ver você. –Ela responde sorridente. –Eu quero ajuda, sim. Tenho que terminar isso logo e pregar nas cortinas, antes da inspeção.

–Sem problemas.

Passamos mais alguns minutos juntas fazendo laços e pregando nas cortinas rosa bebê. Como alguém consegue viver naquela casa da Barbie em tamanho real? Me da enjoo só de ver. Falando nisso...

–Sophie, você faz alguma ideia do que o Mark tem?

–Claro. Ele tem olhos lindos, um cabelo muito legal, músculos beeem visíveis...

–Não, não isso. –Digo rindo tanto que meu lacinho fica disforme e tenho que desata-lo e fazer de novo. –Quer dizer... sim, ele tem essas coisas mas... não sei, acho que ele tem alguma doença.

–Ah, isso? Bom, sim. Ele às vezes some, ou passa muito tempo no chalé, ele treina muito na opinião de todos, é um garoto estranho, sabe? Sempre se afastando de todos. Ele nunca falou nada sobre doença para ninguém mas a maior parte de nós aposta em alguma doença no coração ou asma. Eu aposto em asma, se já é loucura treinar demais com asma não quero nem pensar o quão louco ele deve ser se tiver problema do coração.

–Nossa... eu definitivamente não sei o que ele tem. Mas, sei lá, tomara que seja só distorção em algum músculo.

–Que os deuses te ouçam. –Ela suplica. –Acho que já terminamos!

Sophie se afasta um pouco e levanta os braços como sinal de orgulho. Faço uma careta que logo disfarço sorrindo. Por que diabos decorar uma cortina rosa com lacinhos pink se nela moram meninas na maior parte com mais de doze anos? Não entendo isso.

–Quer conversar aonde? –A filha de Afrodite questiona.

–O quê?

–Ah, por favor, Courtney. Você não veio aqui para me ajudar a pregar lacinhos na cortina, não é?

–Não. Não, claro que não. Eu estava só tentando me afastar dos problemas acho.

–Vou me sentir honrada em ouvir todos eles!

Nem acredita que arranjei uma amiga tão boa e tão pouco tempo, sei que posso confiar nela, não sei como, só sei. O vento sopra com mais força a as cortinas se movem como se estivessem em desespero apara se soltar, porém, nenhum lacinho se soltou, sou uma boa artesã tenho que admitir... ah, espera, isso está no meu sangue também, não? Droga de sangue de Atena! É impossível de controlar. O enjoativo aroma de morangos somado a paisagem dessa casa de bonecas faz meu estômago embrulhar. Faço uma careta.

–Vamos para qualquer lugar. Que seja bem longe.

Ela ri, pega minha mão e corre em direção a floresta me puxando. Quando chegamos a uma distância considerável de tudo –menos do cheiro doce e agradável, apesar de já enjoativo, de morangos-, paramos de correr, nos encostamos numa rocha e começamos a rir.

–Ei. Por que tem um triângulo marcado aqui? -Questiono, observando um pequeno triângulo levemente azul bem ao meu lado, marcado na rocha.

–Aqui era a antiga entrada do labirinto de Dédalo. –Arregalo os olhos e começo a me afastar devagar. Sophie ri. –Relaxa! O labirinto foi desativado pelos seus pais a uns bons anos... eu acho.

–Você acha?

Ela começa a rir da minha expressão assustada, até que nós duas voltamos a cair na gargalhada por olhar uma para outra. Como é bom apenas rir, é como se eu até esquecesse que estou em uma luta interna para ser normal.

–É estranho como meus pais parecem estar ligados com tudo por aqui, não?

–Não é? Deve ser demais ter pais como os seus, eles estão marcados como heróis fantásticos que já superaram de tudo um pelo outro e pelo acampamento. Eu só sou a filha de um surfista pouco carinhoso, mas muito bonito que vive isolado de todos, com Afrodite, a maravilhosa deusa do amor que de nada me serve. –Ela diz com um olhar sonhador fazendo gestos ao vento.

–Cuidado com o que fala. Se ela te ouvir...

–Acha que eu ligo? Se ela me ouvir, que então ouça que é uma porcaria como mãe! –Sophie grita.

–Não devia dizer isso a sua mãe... sendo ela quem é.

–Não entende? O fato é exatamente quem ela é! Tão superior e divina que eu duvido que esteja me escutando agora. Tão magnifica que nunca veio me visitar! Do que me vale uma mãe como essa? Que mal se importa comigo? Que nunca esteve presente?

–Sophie... minha mãe também nunca esteve presente...

–É diferente! As histórias dos sacrifícios que seus pais fizeram por você são lendas aqui, eles nunca realmente deixaram você, ou deixaram de se importar com você, eles te amam! Morreriam por você! Tenho certeza que minha mãe não iria se jogar na minha frente e levar um tiro por mim, por exemplo, e olha que ela é imortal, mal iria incomoda-la levar um tiro. Court... o dia em que você souber tudo que seus pais já fizeram um pelo outro, vai perceber o quanto fariam por você.

Ela tem razão. Não sei nem um milésimo do que meus pais fizeram. Eu tenho muito a criticar, mas eu tenho meus pais agora, Sophie nunca vai ter seus pais juntos de novo. Nem sei o que dizer, então fico encarando a grama em torno dos meus sapatos, sapatilhas pretas simples com um pequeno lacinho vermelho no calcanhar.

–Maaas... estamos aqui para você desabafar, não eu. Minha vida é uma droga nada emocionante. Fale da sua!

–Está bem. Ontem eu conversei com a Deusa Hés.. Do Lar.

–Héstia?

–Não fale os nomes, Sophie!

Ela ri e diz:

–Os deuses são muito chatos a respeito disso. Os nomes precisam ser ditos. Relaxa, Courtney. Zeus não vai te atingir com um raio se falar o nome dele, se não, quantas pessoas morreriam por dia por falar “Meu Zeus!”. –Ela para, ri mais e continua: -As divindades Olimpianas só são rabugentas, mas vivemos fazendo preces inconscientemente como: “Por Atena!” ou coisas assim, não tem com o que se incomodar, eles só dizem para você não falar o nome que é por falsa humildade, eles não te rastreiam só porque você chamou por eles.

–Hum... O.k. Podemos continuar a história se você parar de rir.

–Está bem! Vou tentar. –Minha amiga respira fundo e pede: -Prossiga.

–A Deusa... Héstia, me contou como... como dizer isso? Como controlar meu sangue.

–O quê?

–Como fazer ele voltar a ser vermelho!

–Ah! Sim... Que bom! –Ela afirma mostrando um sorriso radiante e fica me encarando.

–O que foi?

–Hum... você ainda não disse como.

–Isso! Claro, me desculpe. Eu não posso usar meus poderes se quiser ser mortal.

–Wow, isso é mal.

–Por quê? Acho que posso fazer isso.

–Porque, caramba... você tem um baita poder, pode controlar a água! E isso pode ser muito útil. E, sei lá, talvez você não consiga controlar o fato de que não pode se afogar como não pode controlar o fato de que é inteligente.

–Eu sei, eu sei. Sabe, admiro cada vez mais o tal de Pólux, o cara devia ser muito controlado!

Sophie assente com a cabeça. Todos que sabem dessa história obviamente percebem que não deve ser fácil estar no lugar dele, mas eu não tenho escolha. Quer dizer... eu tenho, não tenho? Ser uma semideusa desprotegida lutando pela mortalidade ou ser uma deusa menor? Será que eu sou muito idiota em escolher ser mortal? Balanço a cabeça como se afastasse os pensamentos como se faz com folhas no cabelo. Minha escolha tinha sido feita.

Só então percebo o quanto a cara de concordância de minha amiga parecia irônica e confusa.

–Por que essa cara?

–Sei lá, só que estava esperando você acabar seus devaneios e se lembrar que não me disse quem é Pólux, quer dizer... eu conheço a história que envolve Zeus na forma de um cisne mas algo me diz que não é essa.

–Não, não é. Polúx, pelo visto, foi o único semideus, ou melhor, deus, filho de semideuses, que tinha o mesmo problema que eu, já implícito na frase.

A filha de Afrodite da um risinho abafado enquanto seus cabelos são, graciosamente –caramba, como ela faz isso?-, movimentados pelo vento.

–O quê foi agora? –Questiono com uma voz impaciente e tediosa, tentando não engolir meu cabelo, já que está ventando no mesmo sentido para o qual estou virada, trazendo meu cabelo –que resolvi deixar solto essa manhã- para frente.

–Nada. Só que... acabei que perceber que sou amiga de uma deusa, isso é muito legal! –ela olha para careta que estou fazendo e completa rapidamente: -Quer dizer, é uma droga! É! Uma droga! Imortalidade é uma droga! E... eu vou parar de falar...

–Melhor assim. Onde paramos?

–Acho que acabamos seu desabafo por hora. Ou tem algo mais?

–Não...

–Isso não soou confiante.

–Não me leve a mal, mas tenho conflitos pessoais de mais ás vezes.

–Está bem. Isso magoa um pouco, mas eu posso superar. –ela sorri- Relaxa! Eu sei que sou sua amiga á pouco tempo demais, mas pra o que precisar, estou aqui.

–Obrigada.

–Inclusive se quiser falar sobre seus pais...

–Não exagera. Vamos voltar... Mas antes, o que essa pedra enorme e irregular é?

–Uma pedra enorme e irregular! –Sophie responde rindo, mas depois aponta para a rocha e explica: -Algum panaca nomeou isso de “punho de Zeus” porém isso claramente não tem forma nenhuma e essa pessoa estava alucinando ou era só bajuladora mesmo. Agora a gente tem que ir mesmo, ou vamos nos atrasar para aula de Mitologia, você nem vai acreditar quem leciona mitologia as quintas!

–Deixe me adivinhar. Vai ser mais uma maravilhosa aula onde minha mãe é a professora.

–Bingo!

–Uhl! –Faço um gritinho e levanto as mãos sarcasticamente. Acabo andando um pouco para frente, tropeço numa pedra e quase caio da cara no chão.

–Não fique tão para baixo! –Sophie zomba- Tem pessoas que eu quero que você conheça.

–Contanto que eu não tenha que lutar com nenhum deles...

–Nem se preocupe. Essas coisas normalmente ocorrem a noite. Normalmente.

–Estimulante!

–Se acha isso desanimador, espere para caça a bandeira amanhã.

–Caça o quê?

–Ah... você vai descobrir. Agora corre que faltam 15 min, e nós já cabulamos a aula de técnica de ataque a monstros.

–O quê? Eu achei que só tivesse grego antigo de manhã! Isso não devia ser supostamente um acampamento de verão, sabe... onde crianças correm e relaxam?

–Bem... se você considerar que não somos campistas comuns, vai entender que isso é mais relaxando do que fugir o ano todo de monstros, pode acreditar.

–O.k. Então... Let’s...

–GO! –Completa Sophie que já sai correndo em disparada na minha frente, meus deuses, que fôlego tem essa menina!

Notas finais
Sorry...sorry...e sorry e novo pessoal! Ps: eu ainda amo vcs. Não me odeiem.