“E você, como soube?”, Caleb se forçou a perguntar para distrair o gosto amargo na boca.

Arlequim passou uma tigela de água opaca pela grade.

“Sei de muitas coisas. A maioria, não sei por que sei.”

Caleb afundou o rosto nas mãos, chorando. Sua própria existência era um sintagma de erros e atrocidades. Pensou na mãe, com suas regras, sua dificuldade de demonstrar carinho e a culpa de não conseguir amar o filho, e desejou com todas as forças que nunca tivesse nascido. Desejou que Desmond tivesse sacado a espada, e um tivesse destruído o outro, até nenhum deles restar.