Sanatory: The Silent Hill Chronicles
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Sai’ POV
Os cavalos vieram para cima de nós e tivemos que sair da frente, mas eles deram meia volta e se atiraram contra nós de novo.
- Venha comigo! – Ordenou Kin e eu tive que obedecer porque, seja lá o que ela tem em mente, tem mais chances de dar certo do que se eu fizer alguma coisa.
Corremos pelo parque até chegar a uma parte onde tinham tonéis vermelhos. Kin pediu ajuda para deitar os tonéis e empurrá-los contra os cavalos. Como se isso fizesse algum efeito. Todos os tonéis se foram e os cavalos os pularam. Ela pensou que ia acontecer o que? Eles iam passar por cima dos cavalos e amassá-los? Ela está vendo televisão demais.
Kin’s POV
Depois de rolar todos os tonéis vermelhos em direção aos cavalos, peguei Sai pelo pulso, mudei a nossa trajetória, contornei os cavalos e corri até as outras, fazendo os cavalos que as estavam perseguindo virem atrás de mim. Enquanto Sai e os outros estavam vomitando as tripas, notei o símbolo da Ordem no piso do carrossel. Alessa tinha desenhado esse símbolo uma vez quando os médicos novos chegaram e disse para nunca confiar em alguém que o possuísse ou o adorasse. Os cavalos se soltando e correndo atrás de nós só me faziam perder tempo.
- O que você está fazendo?! – Perguntou Sai alterado e não entendendo porra nenhuma.
- Você vai ver.
Corri até o carrossel e ele ficou doido. Parte do meu plano mais que improvisado estava concluída. Foi sorte achar aqueles tonéis inflamáveis no meio do parque (e muito estranho também, mas de tratando de Silent Hill, nada é normal) e agora esses mesmos tonéis estavam no carrossel.
- Espere, esses tonéis são inflamáveis.
- Jura? Porque eu notei isso assim que os vi.
- Você está pensando em...
- Finalmente está acompanhando meu raciocínio.
Contornamos o carrossel e retornamos à nossa trajetória. Virei para trás para ver se estávamos em uma boa distância. Após confirmar isso e ver que os cavalos estavam aonde eu queria, atirei em um tonel fazendo-o explodir, como nos filmes que vi pela primeira vez. A explosão tomou conta do cenário e voou pedaços daqueles cavalos para todos os cantos. O problema é que o chão começou a rachar e tivemos que correr mais ainda para não sermos engolidos pela cratera. Felizmente conseguimos escapar.
- Que bosta é essa?! – Escutei uma voz feminina desconhecida.
Eu, Sai, Hinata, Konan, Gai e Kakashi olhamos para a enorme cratera que se formou e vimos galerias subterrâneas e uma câmara onde estavam as pessoas da minha visão. O homem mascarado, Claudia e uma mulher velha. O corpo de Alessa estava no chão e Yui estava lutando contra o homem para não ser levada até ela.
- Kin! – Gritou Alessa surpresa, porém feliz.
- Você de novo?! – Grunhiu Claudia.
- Isso ainda não acabou, Claudia.
Sai’s POV
Lá estava Yui, mas para nosso azar, Claudia estava lá também. Havia mais duas pessoas desconhecidas e Alessa.
- Algum plano? – Perguntei já sabendo que ela ia fazer uma grande besteira.
- Eu pego a Claudia e você pega o resto. – Falando isso, ela saltou para o buraco e ficou frente a frente com Claudia.
As duas começaram a discutir e a brigar. Tentei pensar em um plano, mas ao olhar para o horizonte podia ver vários Slender men, Pyramid Heards, Nêmesis e enfermeiras vindo em direção à cratera. Pelo jeito, tudo se encaminhava para um combate direto. Não teve jeito, saltei para a cratera e pousei na frente dos dois restantes. A velha se preparou para me atacar, mas o homem a impediu.
- Não. Ele é meu. – Disse o mascarado.
- Muito bem. – Ela segurou Yui enquanto ele veio na vinha direção.
Kin e Claudia jogaram as armas para o lado e o mascarado a minha frente fez o mesmo. Joguei minha pistola para o lado e avancei em sua direção. Ele se esquivou e socou meu estômago. Levantei com certa dificuldade, mas consegui desviar a tempo do soco que seria desferido em mim e desferi outro na cara dele. Para minha sorte, a máscara era feita de argila, se fosse de ferro, eu teria quebrado a mão pela intensidade do soco.
Continuamos nesse combate físico por um bom tempo até que destruí sua máscara por completo. Eu congelei. Não podia acreditar no que estava vendo. Seus cabelos brancos cobriam a face com antigas cicatrizes de queimadura, mas mesmo assim o rosto me era conhecido.
- Shin? Mas... Você está morto!
- Não, eu não estou morto.
Ele me golpeou e eu fui ao chão.
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