Sanatory
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Acordei essa manhã com muito frio. Olhei pela janela e vi que uma densa névoa tinha surgido. Ia voltar a dormir, mas ouvi um grito e fui ver o que era junto com os outros. Quando cheguei ao hall, estava tudo abandonado, parecia que ninguém ia lá há meses, tudo empoeirado e com enormes teias de aranha. Como se não bastasse, aranhas enormes apareceram.
- AAAAAAAAAAAAHHHH! – Gritaram algumas pessoas.
- Caralho! – Gritaram outras.
Pegamos a primeira coisa que conseguíamos alcançar e começamos a bater nas aranhas. Consegui esmagar o crânio de três com um atiçador de brasas. Quando pensávamos que não podia piorar, surge um cara com cabeça de aranha. Não estou brincando, a cabeça dele era literalmente uma aranha.
O cabeça de aranha (não sei o nome dele, mas de que isso importa?!) soltou um jato de teia que tirou nossas armas e prendeu nossos braços em algum lugar. Pain conseguiu pegar um cano tirado de ninguém sabe onde e acertou bem na fuça dele, fazendo-o chiar de dor, Sasuke pegou um revolver que achou na lareira e deu um tiro nele. Depois que ele morreu, o hall voltou ao normal.
- Essa foi por pouco. – Disse Konan.
- Como nos livramos dessa coisa nojenta e pegajosa? – Disse Shion com cara de nojo.
- Eu posso ajudá-los. – Disse uma voz misteriosa.
Quando fomos ver, ela vinha de um cara com várias lâminas pelo corpo. Ele veio pronto para nos fazer ficar em pedaços. Ele cortou Kankuro e Kiba, mas Sasuke deu um tiro no meio do rosto e o matou. Nota: arrumar uma arma. Achei uma navalha a poucos centímetros de mim e cortei a teia.
- Não podemos ficar aqui. – Disse Sasuke. – Temos que ir para outro lugar.
- Quem te nomeou o líder? – Perguntou Suigetsu.
- Pelo que e saiba, sou o único com uma arma aqui.
- O que é aquilo?! – Ino apontou para a nossa conhecida parede.
Outra mensagem: “Quer viver? Vá ao quarto 301.”.
- Que porra é essa?! – Tinha que ser o Hidan.
- Vamos para lá. – Eu disse.
- Nem pensar! Aquele é o quarto maldito! – Disse Sakura.
- Pelo menos lá estaremos seguros. – Retruquei.
- Como tem tanta certeza? – Perguntou Sasuke?
- Podemos discutir isso depois? – Disse Deidara chamando nossa atenção para duas bestas em forma de cachorro.
Nós nos dispersamos e corremos. Eu acabei formando dupla com a Hinata. Eu queria ter formado dupla com a Ino, pois gosto muito dela, mas se tinha alguém que não merece morrer aqui, Hinata é uma dessas pessoas. Nos aproximamos do 301, é hora de ver se o quarto era tão seguro assim. Puxei Hinata pelo braço no instante em que entrei no quarto. A fera se atirou em nós, mas tinha uma espécie de barreira na entrada e a fera acabou sendo eletrocutada e evaporou.
- Até que enfim vocês fizeram algo que eu mandei!
- AAAAAAAAAHHHHHHH!
- Calma, Hinata, ela é amiga.
- Simpatizante, não amiga. Simpatizei com você pelos desenhos, pois eles fizeram parte da minha vida.
Como assim? Eu não estou entendendo. Quem afinal era aquela garota a minha frente?
- O-O que eram aquelas coisas? – Perguntou Hinata quebrando o silêncio.
- Antigos pacientes do sanatório. Depois que pegou fogo, seus espíritos não puderam descansar e se tornaram o que estão vendo.
- Como se tornaram isso?
- Isso não é da conta de vocês! – Ela se irritou. – Se eu fosse vocês, me preocuparia em viver e não em como eles ficaram assim.
- C-C-Como saímos daqui?
- Morrendo, é o único jeito.
- Eu vou procurar os outros. – Eu disse me levantando e indo para a porta.
- Ah ta, vai procurar os seus amigos desarmado. Grande ideia! – Resmungou Kin.
- E o que você sugere?
Ela foi para o corredor, pegou alguma coisa não sei aonde e jogou aos meus pés. Era uma arma de cartucho. Eu peguei e verifique se estava carregada, e estava.
- Fique aí. – Eu disse para Hinata. – Vou procurar os outros e depois vamos descobrir como sair daqui.
- Agora vocês querem sair. Porra, estou há dois dias mandando vocês embora e só agora é que querem ir! – O sangue voltou a brotar nas roupas e no rosto – Quer saber, que se foda tudo! – Ela caminhou pelo corredor e sumiu.
- O-O-O que deu nela? – Perguntou Hinata com mais medo do que antes. Foi aí que eu lembrei do que ela disse.
- “Existem dois tipos de pessoa que odeio: o tipo que mata e tem medo de morrer e o tipo que procura a morte e implora para não morrer.”. – Olhei para a expressão assustada de Hinata. – Eu pensei alto demais, desculpe.
Saí do quarto e fui procurar o resto. Apesar de ter dito que ia procurar o resto, só tinha uma pessoa em mente: Ino. Será que ela está bem? Será que ainda está viva? Enquanto eu pensava, vi alguém era Konan sendo perseguida por um cara com uma motosserra. Dei uns dois tiros na cabeça do cara e ele morreu, quem sabe morreu de novo já que matei um morto, ah que se foda!
- Onde estão os outros?
- Eu não sei. Eu me separei e tinha essa cara atrás de mim.
- Vá para o quarto 301, é o mais seguro.
- Ficou maluco?!
- Acabei de vir de lá. Hinata está lá e pode explicar o que aconteceu.
- E aí gente, tudo bem?
- KIBA?! – Foi um grande susto.
- Mas você morreu! – Konan tirou as palavras da minha boca.
- Eu também achei, mas só fiquei desacordado e quando acordei, não tinha ninguém na sala. Eu perdi alguma coisa?
Eu e Konan nos entreolhamos. Konan foi para o quarto 301 enquanto Kiba insistiu em me acompanhar. O que está acontecendo? Eu juro que vi o Kiba morrer! Andamos até que o chão virasse grade e o teto virasse gosma. WTF?!
- WTF?! – Kiba que falou. – O que aconteceu aqui?!
- Cuidado!
Eu gritei e pulei para o lado bem na hora em que um gancho desceu para onde eu estava. Kiba não teve a mesma sorte. Um gancho desceu, se fixou na cabeça dele e subiu para a gosma, que na verdade era uma espécie de ácido. Corri enquanto ganchos desciam e tentavam fazer o mesmo comigo. Em alguns pontos a grade estava quebrada, me forçando a pular. Enquanto corria, eu pisei numa grade que se partiu e eu caí, um gancho desceu na minha direção. Agarrei o gancho e quando ele subiu rumo ao ácido, eu saltei para a grade e comecei a correr de novo.
Estava me aproximando de uma porta, mas ela começou a descer. Corri mais, deslizei na grade (há essa altura eu já tinha mandado a lógica para o inferno) e passei por debaixo dela antes que se fechasse por completo. Mal acreditei que escapei com vida.
- AAAAAAAAAAAAAAHHHHH! – Era o Naruto.
Corri até a origem do grito e vi que ele vinha de um quarto. Chutei a porta no maior estilo e me arrependi do que vi. As tripas dele estavam espalhadas pelo cômodo e tinha uma criatura meio Baraka (careca de dentes afiados) e meio minotauro (com chifre e patas de touro) arrancando os órgãos do Naruto com as mãos. Assim que ele me viu, pegou o enorme machado que estava encostado na parede e veio pra cima de mim.
- Merda!
Eu comecei a correr. Corri pelos corredores com aquela coisa atrás de mim até entrar em um beco sem saída. Droga! Me virei para encarar a criatura que erguia o machado para me acertar. Era assim iria acabar? Eu sobrevivi a uma vida vazia, um incêndio, um cara com cabeça de aranha, um cheio de lâminas pelo corpo, uma besta e um corredor de ácido e ganchos no teto para morrer assim?
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