Sanatory
7 Capítulo 7
Eu sabia que não era uma boa ideia quando vi o hotel. Sabia que deveria voltar para casa ou procurar outro lugar para ficar, mas naquela época o meu grupo não pensava dessa forma. Conforme os dias passavam, mais eu tinha certeza do que estava por vir, mais eu tinha certeza de que acabaria assim, mais a loucura me consumia e a morte estava próxima.
Enquanto eu não morria, eu via sombras do passado. O incêndio do orfanato mesclava com o incêndio do sanatório. Vi imagens de médicos e pacientes mesclada com imagens de crianças que eu conhecia. Tudo era uma coisa só. Via corpos queimando, ouvia gritos que não estavam aqui, via o cenário se distorcer, uma sombra se formar e senti a minha visão escurecer. Apesar do calor das chamas eu sentia frio. Dei um longo suspiro e tudo virou trevas.
- Hei, acorda! – Sentia que conhecia essa voz, mas de onde? – Acorde, idiota! – Definitivamente conhecia esta voz de épocas passadas. – Não acredito que fiz isso por nada! – Talvez de uma época que eu nem me lembre mais. – Sai! Acorda caralho!
Senti um jato de água gelada me atingir. Eu abri os olhos e me sentei assustado. Olhando em volta, a recepção do hotel estava destruída, o corpo de Sakura estava carbonizado, a porta estava aberta, Kin estava do meu lado e tinha um balde também.
- Eu morri?
- Não.
- O que aconteceu?
- Sacrificaram alguém que não merecia morrer.
- Mas eu merecia morrer.
- Quando se ofereceu voluntariamente para o sacrifício e quando vi que estava determinado a isso, eu vi que você não merecia morrer afinal de contas.
- Você me salvou?
- Não exatamente. Acordei Alessa e a convenci de que alguém que se entrega a morte como você se entregou não merecia morrer, pelo menos não desse jeito. Então ela interferiu e quem acabou morrendo foi a garota que acendeu o círculo.
- Alessa?
- É melhor você ir a não ser que queira ficar e fazer parte deste lugar. – Ela disse mudando de assunto rapidamente.
Eu me levantei e caminhei até a porta, mas antes eu me virei pela última vez para trás.
- Lamento pelo aconteceu com você.
- Você não sabe o que aconteceu comigo.
- Infelizmente eu sei. Eu vi como foi doloroso morrer naquele incêndio antes de perder a consciência.
- Eu não morri no incêndio. – Fiquei pasmo. Não morreu no incêndio?
- Mas como? Não há registro da sua morte na sua ficha. Eu pensei que...
- Não tem registro, é verdade, eu presenciei o incêndio, mas não morri nele. Agora vá antes que essa porta se feche.
- Obrigado por tudo. – Pela primeira vez em anos eu dei um sorriso verdadeiro.
Sem dizer mais nada, eu saí do hotel. Fui para onde estacionamos os carros e vi Hinata, Pain, Konan, Shikamaru, Temari, Deidara, Sasori e Ino lá. Eles ficaram espantados ao me ver. Ino correu e me abraçou e eu retribuí.
- Pensamos que estivesse morto! – Exclamou Temari.
- Eu também. – Eu disse.
- Vimos Sakura pegar fogo depois que acendeu o círculo! Pensamos que você também tinha pegado. – Disse Deidara.
- Como foi que sobreviveu? – Perguntou Shikamaru.
- Eu não sei. – Dei uma meia verdade, pois em parte eu não sabia como.
- Estou feliz de que esteja bem! – Ino chorava de alegria.
Entramos nos carros e fomos embora. Dirigimos até o hotel sumir no horizonte, apesar disso minha cabeça estava cheia de perguntas. Quem era Alessa? Como ela interferiu? Como Kin morreu? Como o Kiba revivia? E por que eu sentia que esse pesadelo ainda não tinha acabado? Por alguma razão eu sentia que voltaria àquele lugar, mas a principal questão era: o que realmente teria acontecido no Sanatório de Willow Hill?
Fim?
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