Sanatory

6 Capítulo 6


Notas iniciais
Entre um trabalho e outro e uma matéria e outra, consegui escrever um pouco mais! *solta foguete* Espero que gostem.

Quando voltei para o dentro do hotel, o cenário do sanatório tinha sumido. Passei pela recepção e andei até encontrar Pain, Temari, Neji e Sasuke ao lado do corpo de um monstro e o corpo de Kiba. Pelo visto ele reviveu e foi morto de novo.

- Alguma novidade? – Perguntei.

- Os outros já eram. – Ele respondeu.

- Como assim já eram?! – Perguntou Temari incrédula.

- Estão mortos. Todos eles. – Respondeu Sasuke com sua habitual frieza.

Temari não aguentou, se ajoelhou e começou a chorar. Ela tinha visto Kankuro ser morto e agora sabia que nunca mais veria Gaara novamente. Shikamaru surgiu das sombras com um pedaço de papel. Esperamos Temari se recompor um pouco e fomos para o quarto 301. Enquanto o pessoal conversava e lamentava, eu peguei o meu caderno de desenhos, fui para o banheiro e me tranquei lá.

Folheei o meu caderno. Nele tinha desenhos de Shin e eu, alguns outros desenhos e o desenho do incêndio no orfanato. Prefiro não falar no assunto. Folheei o caderno de Kin e não acreditei no que vi. Vi alguns desenhos de duas garotas, uma mais velha e uma mais nova. A mais velha era a própria Kin já a mais era uma garota de cabelo castanho escuro e olhos azuis, talvez fosse alguém importante para Kin que ela perdeu no incêndio, mas o que me chamou atenção foram os outros desenhos. Alguns deles mostravam pessoas mortas ou prestes a se matar e outros mostravam a garota mais nova em uma maca incendiada, levando choque ou qualquer coisa do gênero.

Depois apareceu um desenho do incêndio, algumas páginas depois apareceu de novo, depois um homem em meio às chamas, mas ele não estava sendo queimado por elas, e foi assim até que eu viu uma página arrancada. Não é preciso ser um gênio para descobrir que a folha que faltava era a que eu encontrei na gaveta junto com a chave e ela tinha uma data.

Lavei o rosto e ouvi gritos. Saí do banheiro correndo para ver, mas era só a Kin com sangue por todo lado e uma cara de assustar o capeta que tinha aparecido na frente de todo mundo.

- O que aconteceu aqui? – Perguntei.

- Estamos sob ataque! – Gritaram Sakura e Ino.

- Kin?

- Eu não tolero putaria no meu quarto! – Está na cara que tinham casais se pegando.

- Seu quarto?! – Perguntaram os outros espantados.

- Ela era paciente do sanatório e este é o quarto dela.

Os olhos dos outros se arregalaram, depois começaram a discutir, mas nada importante. Kin sentou na cama e ficou olhando vidrada para nós. Os outros foram para um canto, pois ninguém gosta de ficar perto de um fantasma. Eu me encostei na porta do banheiro.

- Descobri algo que nos tirará deste lugar. – Anunciou Shikamaru segurando o pedaço de papel. – É preciso fazer um círculo, atear fogo e colocar uma pessoa viva dentro para que se realize o sacrifício.

- Parabéns, descobriu como sair. – Disse Kin irônica. – Mas será que isso é tudo?

- Mas isso é um absurdo! – Exclamou Konan. – Então isso quer dizer que um de nós terá que morrer!

- Exatamente, mas apenas sairão quando sacrificarem alguém que merece morrer. A pergunta é: qual de vocês merece morrer? – A fantasma abriu um sorriso psicótico que gelou a espinha de todos.

Ficamos em um silêncio mortal, mas depois ficamos discutindo quem deveria se sacrificar para que os outros pudessem ir embora. Nessa hora era um expondo os podres do outro. É claro que ninguém ali queria morrer, muito menos para salvar um grupo. Enquanto o povo discutia eu notava as expressões da paciente do 301. Ela dava um sorriso sádico quando alguém intitulava o outro para o sacrifício, mas quando um gritava que não queria morrer, a expressão dela era de puro desprezo.

Lembrei de uma coisa! “Existem dois tipos de pessoa que odeio: o tipo que mata e tem medo de morrer e o tipo que procura a morte e implora para não morrer.”. Ela tinha me dito isso no segundo dia em que estivemos neste maldito hotel. Todos estávamos no 2º grupo, pois viemos aqui procurar fantasmas, ignoramos os avisos, procuramos a morte e estávamos com medo da possibilidade de morrer, mas eu, Sasuke, Pain e Temari estávamos no 1º grupo, pois nós matamos vários monstros e estávamos com medo da morte. Tudo faz sentido! Todos nós merecíamos morrer!

- Eu vou. – Todos me olharam perplexos. – Não tenho medo da morte.

- Mas Sai... – Começou Ino.

- Tudo bem, eu não me importo. Não tenho nada a perder.

Kin não tinha mais sangue. Inicialmente ela me olhou perplexa, depois abriu o conhecido sorriso sádico, mas depois preocupada e eu não entendi por quê. Sem dizer mais nada, ela saiu do quarto e flutuou pelos corredores até sumir de vista.

Descemos para a recepção. Precisávamos de algo para desenhar o círculo e de fósforos. Isso seria fácil, se o ambiente não se distorcesse e virasse um quintal de grama vermelha, um teto de cimento como céu e a nossa frente tinha uma larva de mariposa gigante. Eu me pergunto que diabos uma larva faria num sanatório/hotel, mas isso não importa.

Eu, Sasuke, Pain e Temari começamos a atirar. Tínhamos sorte do bicho ser lento para atacar. Quando o matamos, vários cães sem pele saíram de dentro da larva e vieram para cima de nós. Dois deles destroçaram Neji e um deles quase arrancou a perna de Sasuke. Tivemos sorte em acabar com eles.

- Sasuke! – Gritaram Sakura e Ino.

- Merda! Aqueles malditos! – Gritou ele.

- É um ferimento profundo. Precisa de um médico se quiser sobreviver. – Sasori analisava o ferimento dele.

- Temos que nos apressar antes que a gente morra antes de ter uma chance de sair. – Disse Pain.

Fomos até a cozinha, achamos um pouco de óleo e uma caixa de fósforos. Voltamos à recepção e fizemos um círculo com o óleo. Eu já estava me acostumando com a ideia de morrer.

- Você tem certeza de que quer fazer isso? – Perguntou Ino um pouco insegura.

- Todos nós merecemos morrer, Ino. Qualquer um de nós poderia estar no meu lugar. – Não vou explicar essa lógica para os outros porque para mim a lógica já tinha pegado o ônibus para a puta que pariu.

- Baka! Por que não deixou a gente decidir que fosse outra pessoa?!

- Por que essa outra pessoa poderia ter sido você.

Seus olhos ficaram marejados. Ela me abraçou e me beijou. Foi um beijo profundo e cheio de tristeza. Eu jamais imaginaria que iria acabar assim e que o meu primeiro beijo seria o último. Puta que pariu! Só agora eu percebi! Eu vou morrer virgem!

Ouvimos um grito e nos separamos. Quando vimos, era uma criatura que mais parecia um zumbi matou Sasuke. Dei um belo tiro no meio da cabeça dela, o último tiro que eu daria na vida.

- Vamos logo com isso antes que apareçam mais! – Berrou Pain.

Entrei no círculo e Sakura acendeu o fósforo e jogou no óleo, só não esperava que o fogo tomasse grandes proporções e incendiasse a sala inteira. Em poucos segundos o cômodo inteiro estava em chamas. A porta se abriu num estrondo permitindo a saída. Eu não conseguia enxergar nada e tossi. Estava muito quente, não me aguentava em pé. Caí de bruços no chão e fiquei olhando as labaredas.

Notas finais
Acabou? Esse é o fim da história? Mas se este é o fim, por que o "Não" ainda está no campo "Terminada"?