Sanatory
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Não vou poder postar o próximo capítulo tão cedo, minhas provas estão chegando e eu tenho que estudar, mas assim que elas acabarem podem ter certeza de que um novo capítulo os aguarda.
É isso, tenham uma boa leitura.
Os cães arrombaram a porta. Tive que recarregar a arma e matar os cinco restantes. Tiramos a cômoda e fomos buscar os sobreviventes. Não achamos mais ninguém no andar de cima, então fomos para a recepção. No caminho, passamos pelo quarto 301 para ver como Konan e Hinata estavam. Konan relatou como um daqueles cães tentou pular para o quarto e foi evaporado. Este quarto também é um mistério para mim.
Deixamos Sasori e Deidara para tomarem conta delas e fomos finalmente para o andar de baixo. Pain e Temari conseguiram mais munição, assim como eu. Passamos pela cozinha e o fogão parecia ter criado vida, mas Temari acabou com ele. Continuamos até encontrar Sakura e Ino fugindo de um monstro feito de pernas. Não foi difícil matá-lo.
- Onde estão os outros? – Perguntou Temari.
- Eu não sei, não os vejo desde que nos separamos. – Disse Sakura desesperada.
- Eu quero sair daqui! – Gritou Ino.
Tentamos abrir a porta de entrada, mas ela não se movia. Tentamos abrir as janelas, mas elas pareciam estar coladas. Pain e Temari iriam procurar pelos outros enquanto eu levaria Ino e Sakura para o quarto 301. Não encontrei nada no caminho até o quarto, quando saí dele, eu fui de volta para o andar de baixo, mas alguma coisa estava errada.
Os quartos não pareciam mais ser quartos de um hotel e sim quartos de um hospital. Vi imagens de pacientes, médicos e funcionários, mas depois as imagens se distorceram e viraram monstros em cima das macas. Atirei que nem um louco neles, matei muitos, acabei com o que restava da minha munição (sou péssimo em economizar munição).
Corri para as escadas que davam para o pátio e por incrível que pareça, eles não me seguiram. Olhei um pouco desconfiado, mas decidi não voltar, não até me recuperar da corrida e do susto. Desci até o pátio vazio, apoiei as minhas mãos no muro e fiquei tentando recuperar minha respiração. Ao estabiliza-la, fiquei encarando o abismo sem acreditar em como tinha parado em um lugar como aquele.
- É tentadora, não acha? – Quando eu penso que estou sozinho o diabo dessa fantasma aparece.
- O que é tentadora? – Perguntei sem encará-la.
- A queda.
- Você não sabe falar de outra coisa que não seja a morte?
- Ora, eu estou morta, sobre o que mais você quer que eu fale?
- Sobre a possibilidade do meu colega reviver.
- Isto está fora de cogitação.
- Então você sabia.
- Eu não sabia, apenas descobri depois do nosso último encontro.
- E por que não pode me contar?
- Se eu te contar, menos chances você terá de voltar para casa.
- Então, vai finalmente me dizer como sair daqui.
- Por que eu deveria?
Eu definitivamente não a entendo. Como um fantasma pode saber como sair deste pesadelo, me ajudar e ao mesmo tempo não querer que eu saia daqui? Só pode ser sádica e querer ver como eu irei morrer!
- Você quer assistir a minha morte, não é mesmo?
- Na verdade não. – Dessa vez eu me surpreendi.
- Então por que não me diz como sair daqui?
- Porque se eu disser, você contará a todos o que viu e o que passou aqui, mais gente virá para cá a procura de fenômenos sobrenaturais. Eu já vi isso acontecer antes. – Ela estava apreensiva. Não precisei olhá-la para saber disso.
- Por que está me ajudando? – Perguntei querendo esclarecer a minha maior dúvida.
- Porque somos parecidos.
- Só porque temos a mesma cor de cabelo e olhos e eu pareço com um fantasma por ser muito branco, não quer dizer que somos parecidos.
- Vi seu caderno de desenho. – O QUE?!
- Você fez o que?! – Eu gritei, mas ela parecia estar imóvel olhando para o abismo e não tinha uma gota de sangue. Daria um belo quadro.
- Eu vi seu caderno de desenho. Nós temos muito em comum. Não temos família, nosso passado é marcado por um incêndio e perdemos as pessoas que mais amávamos nele. Como eu vi o seu sem permissão, vou deixar que veja o meu, mas não me pergunte nada sobre o que tem nele. Eu já falei demais ao meu respeito.
Depois disso ela desapareceu. Eu olhei para o chão e vi cinco cartuchos de munição, um caderno de desenho e um bilhete: “Se continuar a gastar munição assim, vai acabar morrendo, melhore essa mira!”. Minha mira é boa, os monstros é que se mexem demais! “PS: Quando terminar de ver, vá ao quarto 301 e o deixe lá.”.
Primeiro verifique se não tinha nenhum monstro, depois eu guardei o caderno e fui procurar pelos outros. Enquanto eu subia as escadas, eu comecei a refletir sobre minha conversa com Kin. Cada vez que a encontrava, mais perguntas se formavam em minha mente e cada vez mais uma delas me atormentava: o que teria acontecido no Sanatório de Willow Hiil?
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