Same to you - The Vamps
7 Capítulo Sete
Maya
Dias atuais.
Bradley conseguiu o final de semana de folga e estava vindo para Nova York. Poucas foram às vezes que nos vimos desde que decidimos que teríamos uma nova chance. Nos comunicamos todos os dias, mas eu precisava senti-lo de perto.
A saudade não cabia mais em palavras.
Tomo um banho demorado e passo creme por todo meu corpo, visto a lingerie de renda preta que comprei. Olho-me no espelho e gosto do que vejo. Não acho meu corpo perfeito, o mudaria em diversos aspectos, mas aprendi a dar valor a cada curva ali presente, afinal elas formam quem eu sou. Visto uma calça Jens e blusa preta básica, faço minha maquiagem de todo dia acrescentando meu queridinho batom vermelho. Calço um coturno, pego as chaves do carro e vou ao aeroporto buscar Bradley.
Não espero muito até ele chegar, o avisto vindo em minha direção de boné para ser mais discreto e não chamar atenção caso alguém o reconheça. Sem recepções calorosas apenas trocamos um sorriso para não chamar atenção. O estacionamento está escuro e vazio. Abro o carro e ele guarda sua mala no porta-malas.
Antes que eu possa entrar Brad faz a volta e para em minha frente sorrindo, ele chega tão perto que me encosto ao carro.
— Senti saudades, boneca. — Ele diz.
—Eu também. — Sorrio, colocando minhas mãos ao redor do seu pescoço o puxando para um beijo.
Meu coração bate mais forte, em meio ao beijo meus lábios suplicam. — Vamos para casa, Bradley. Por favor.
Não preciso repetir a frase, entramos no carro e seguimos para meu apartamento. É madrugada e as ruas estão praticamente vazias, mesmo sabendo o caminho me pergunto onde estamos indo.
Subimos direto deixando a bagagem para depois. Enquanto fechava a porta, senti Bradley tirar meu cabelo das costas e depositar beijos ali, fomos direto para o quarto sem questionamentos. Passamos direto pelo passado, minha mente perguntava em alerta o que eu estava fazendo. Talvez fosse cedo demais, ainda assim parecia certo.
Diminuímos as luzes, fecho os olhos com seu toque. Minha pulsação acelera, rastreando nossos corpos. Todo o amor escondido vem à tona, não temos mais segredos ali.
Sempre lutamos para fazer dar certo, não há uma formula para isso. Não há certo e errado, não há verdades. Nós vamos ter que descobrir sozinhos, e esta noite talvez estejamos um pouco mais perto.
Mais perto do que somos.
Mais perto do nosso amor.
Mais perto do que queremos ser.
Na outra manhã acordo enrolada nos lençóis, me espreguiço enquanto uma sensação boa toma conta de mim. Olho para o lado e Brad ainda dorme, dessa vez não tenho medo do depois.
Levanto e tomo um banho, coloco uma camisola bonitinha. Brad não demora muito para acordar, enquanto ele toma banho eu arrumo o quarto. Pegamos algumas bolachinhas e frutas e voltamos para a cama. Ficamos ali deitados conversando. Brad está brincando com uma mecha do meu cabelo.
— Então... Você não estava namorando antes?
— Não. — Digo rindo. — Da onde você tirou essa ideia?
— Não sei, ouvi os meninos conversando um dia e presumi que você estava. —Brad diz dando de ombros.
— Eu cheguei a ir a alguns encontros, mas não me envolvi com ninguém. — Disse e Bradley fez uma careta. — Que foi? Não é como se você não tivesse feito nada.
— Beijos aleatórios não contam.
— Eu não beijei ninguém, Bradley. — Disse com uma sobrancelha arqueada.
— Ah é? E como você sabe que eu beijei? — Ele diz cruzando os braços, fingindo estar indignado.
— Connor me contava algumas coisas. — Disse sentando de pernas cruzadas na cama. — Ele foi muito importante nessa época...
— Sim. — Brad me cortou antes que eu pudesse continuar, levantou e já foi colocando sua calça Jens. — Então o que vamos fazer hoje?
Eu apenas fiquei o olhando por alguns segundos, não era a primeira vez que tentava falar sobre isso e ele se esquivava. Como não queria estragar o final de semana com nenhuma briguinha boba deixei passar. — Eu não sei. Podemos dar uma volta por ai ou ir a um restaurante, o que você quiser.
— Tudo bem. Vou deixar você se arrumar. — Ele me deu um selinho antes de sair do quarto.
— Ok.
O clima estava agradável nesses dias. Coloquei um vestido e peguei uma jaqueta caso esfriasse, Bradley estava de touca e óculos escuros para não o reconhecerem.
— Por que você esta rindo?
— Você fica fofo de touca. — Disse e ele fez uma carinha tentando ficar mais fofo ainda, eu ri e o beijei.
Fomos dar uma voltar pelas ruas, entramos em algumas lojas de coisas antigas e discos. Não andávamos de mãos dadas para não chamar atenção, na rua éramos apenas amigos. Paramos para comer em um restaurante pequenino e aconchegante, apenas na volta que um grupo de três garotas reconheceu Bradley. Estávamos quase chegando de volta ao meu apartamento quando elas nos abordaram.
— Hey! Você é o Bradley do The Vamps?
— Sim.
— Meu Deus! Você pode tirar uma foto com a gente?
— Sim! Claro!
Bradley foi atencioso com as meninas, me afastei um pouco para eles poderem conversar. Elas pareciam legais e educadas. Uma delas virou para mim e perguntou quem eu era com um sorrisinho sugestivo.
— Ela é minha amiga, Maya. Nos conhecemos ha muito tempo. — Bradley disse enquanto autografava o cantinho da camiseta de uma das meninas. Concordei com um sorrisinho.
Era estranho ouvi-lo dizendo que eu era sua amiga e enfatizando isso, quando dentro de quatro paredes éramos bem mais que “apenas amigos”.
— Legal. — Uma delas disse sorrindo para mim.
— Gostei do seu vestido, ficou bonito em você. — A outra menina comentou.
— Obrigada.
Despedimos-nos das meninas e voltamos para casa. De noite eu mesmo preparei a janta, um jantar quase romântico. Bradley ainda não acredita que agora eu cozinho, mas no fim ele até elogiou minha comida.
Na manha seguinte Bradley embarcou de volta para seus compromissos. O levei até o aeroporto e nos despedimos no carro com um beijo. Agora a semana começava novamente, não sabia quando o veria de novo já que a tour começava em alguns dias. Enquanto o via caminhar até a entrada do aeroporto meu coração já estava apertado de saudade, torcia para que dessa vez nos sobrevivêssemos a sua agenda apertada.
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