Same Old Love
1 Doente
Tara vai manter o dedo pressionado no gatilho até sair daquela vida dupla que levava em Redwood, esse era o único modo dela ao menos tentar sair viva daquela cidade infernal, com caipiras infernais, e a porra de um moto clube infernal que se achavam os heróis de uma nação estadunidense. Tara queria vomitar sobre o manto de SAMCRO apenas em imaginar que aqueles homens conservadores, machistas, e vestindo couro fervido velho eram quase que uma entidade na cidade que ela e seu pai sempre
Ela vai manter o dedo no gatilho, com a arma apontada para Jax Teller assim que se lembrar como se respira do lado do homem loiro a qual um dia ela
A primeira vez que Tara olha para Jax é quando eles tem apenas dezesseis anos. Ele usava aquele cabelo loiro sujo sobre os ombros, o colete de Prospect e um óculos escuros enquanto fumava cigarros Malboro. Tara tentou fumar Malboro uma vez porque a televisão disse que era legal, eles disseram que era legal. Tara queria ser
Mas Jax Teller tinha cheiro de nicotina barata, e um cabelo que não era lavado
A primeira vez que Tara olha para Jax Teller ela jura que seu coração está apostando corrida contro o próprio corpo, tentando fazer ver quem aguentava mais naquela resistência de uma garota de pouca
“Jax Teller.” Ele se apresenta para ela naquele dia, sacudindo a sua mão, e deixando um rastro de um sorriso sapeca no seu
Tara ainda se recorda daquele dia com pesar, desejando que tivesse ficado na cama até mais tarde assim nunca teria cruzado o olhar com
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Eles dizem que uma paixão dura apenas três meses. Já o amor dura
Tara ama Jex Teller por quase dois anos agora. E ela está tão cansada desse amor atravessado, dessas noites com promessas que nenhum deles tem a intenção de
Jax Teller e Redwood são medíocres, e Tara tem nojo de vidas medíocres. Por isso ela se inscreve em uma universidade de medicina que fica longe daquela gente, longe daquele aspecto podre de cidade pequena, longe das armas e balas de cartucho
“Eu estou te deixando.” Ela diz pra Jax quando sua carta da Universidade chega, sem nem um pingo de arrependimento na sua voz doce de menina que cresceu sem mãe. “Eu estou indo embora, para longe de você e da sua inferioridade. Sou uma menina boa demais para você, Jax Teller.” Ela cruza os braços sobre os seios e mantém uma expressão fria em seu rosto, quase como se fosse uma
Anos mais tarde ela vai descobrir que é por isso que Gemma tem tanto ódio dela, porque ela se achava superior a família
[e Gemma sabe que isso é verdade, mesmo que ela nunca vá admitir].
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A esposa de Jax é uma viciada loira magra demais com olhos fundos de cocaína.
Tara quer dar um soco na cara dela assim que ela entra no hospital com uma overdose e uma criança em seu ventre que não recebe os nutrientes necessários para o seu crescimento.
“Eu sempre considerei muitas coisas sobre você Jax, mas irresponsável nunca foi uma delas.” Ela cospe as palavras nele, querendo arrastar aquele cabelo loiro pelos seus dedos e o empurrar hospital a fora. Ele não merece uma vida feliz e completa, não após ter destruído tantas mulheres pelo caminho.
Jax Teller não merece amor.
“Você não sabe nada sobre mim, Tara. Você foi embora.” Ele grita de volta, atraindo olhares no corretor para eles.
Mas Tara não vai abaixar a cabeça, não vai se curvar.
Não para alguém tão abaixo dela quanto um motoqueiro sujo e burro como Jax Teller.
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Estou tão cheia desse mesmo velho amor.
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Uma adolescente é sequestrada em Charming em uma noite galada em que Tara está de plantão. Os Sons entram desesperados no hospital, com manchas de sangue sobre suas vestes, e terra sobre as unhas desleixadas.
“Nós achamos ela, mas precisamos da sua ajuda.” Um deles fala com ela, como se Tara fosse mais uma devedora de favores para eles. Ela suspira de modo cansado e pega suas coisas no hospital, nem ao menos retirando seu jaleco quando entra no carro escuro.
A moça de pouco mais de quinze anos está ajoelhada no canto escuro da sede do clube. Os joelhos feridos, as mãos em um sinal de oração trêmula. Seus lábios estão cortados, indicando violência, e seus cabelos que antes eram loiros platinados agora tem um tom escuro de vermelho, com um corte feito as pressas.
“Querida?” Ela tenta se aproximar, mas a menina apenas se arrasta mais pelo chão, suspirando de uma dor que Tara tem medo do que seja.
Demorou quase quinze minutos para que ela percebesse que a menina tinha tido a língua arrancada.
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“Todo esse sangue e ódio em Charming é culpa de vocês.” Ela grita em direção a eles, com a roupa manchada de sangue mais uma vez. Um rapaz havia sido baleado em meio a uma briga dos Sons com qualquer que fosse as outras pessoas. “Eu estou cansada de costurar corpos que vocês deixam atrás de si.” Jax olha para ela como se ela fosse uma louca.
Ele anda até ela, e a beija.
Forte.
Violento.
Sem paixão alguma.
Jax não está beijando Tara.
Jax está beijando a violência.
A raiva.
A dor.
Jax está beijando a ruína que uma vez já havido sido Tara.
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Eu já ouvi tudo isso antes, ao menos um milhão de vezes.
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“Eu te amo, Tara.” Jax disse quando ela está com a arma engatilhada na sua cabeça.
Mas Tara não sente nada, além do sangue quente respingando em suas roupas.
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