Same Old Games

27 From the moment I met you everything changed...


\"\"

PDV Niall

Natália ficou mais alguns dias no hospital, em observação. Todos nós ficamos muito preocupados com ela, especialmente Harry e Leticia. Graças a Deus, ela já estava melhor e quando o médico nos avisou que ela voltaria pra casa no dia seguinte, Zayn teve uma ideia brilhante, o que é muito vindo dele.

- Gente, por que nós não damos uma festa surpresa pra Nath? – ele disse quando nos reunimos na minha casa.

- Festa surpresa? – Leticia perguntou – Aonde?

- Podia ser na casa das meninas. Lá tem piscina.

- É, eu que o diga. – eu disse passando a mão pela cabeça.

Eles riram rapidamente e Zayn voltou à falar.

- Não precisa ser nada demais, é só entre a gente. Só pra ela se sentir melhor e tudo o mais. Levem mais como uma tarde com os amigos.

- Não, pera lá. – Harry se intrometeu – Se vai ser uma festa pra minha princesa, precisa ser festa de verdade. Não quero festinha sem graça, não.

- Awn, que lindo o bebê defendendo a namorada. – Marleine disse fazendo voz de bebê e apertando as bochechas dele.

Ele deu um tapa na mão dela e suas bochechas ficaram vermelhas. Coisa que eu não atribuia ao aperto de Marleine.

- A questão é: precisa ser uma festa de verdade pra que ela se sinta tão importante quanto ela realmente é. Precisa ter música... – ele disse contando nos dedos

- Eu cuido disso. – disse Zayn levantando a mão – Faz tempo que o DJ Malik não entra em ação.

- Comida... – Harry continuou.

- Isso é comigo. – eu disse

- E bebida. – ele finalizou.

- Pode deixar. – Louis disse.

- Tudo certo, então? – Harry terminou – Casa das meninas, amanhã às 19hrs. Se vocês concordarem, claro.

- Por mim tudo ótimo. – Gabi disse

- Por mim também. – Marleine e Victória disseram.

- Então, vamos fazer essa festa ser a melhor em que ela já foi.

...

Nós precisamos correr muito pra dar tempo de preparar tudo, mas acabou dando certo. Enfeitamos a parte da piscina com uma faixa escrito “Bem-vinda de volta, Natália” e colocamos tudo lá, inclusive a parte do DJ.

Nós combinamos que Harry iria buscar ela no hospital e ia dizer que precisava falar com a Gabi antes de levá-la em casa. Nós avisamos os pais dela e eles concordaram que ela precisava se divertir um pouco.

Por volta das 18h30 eu saí de casa e toquei a campainha da casa das meninas. Marleine abriu a porta pra mim, linda como sempre.

- Oi, Niall. – ela sorriu e me abraçou – Chegou cedo.

- É. Os meninos ainda estão tentando decidir que roupa colocar. – revirei os olhos e ela riu.

- Entra aí.

Eu entrei e encontrei Victória sentada no sofá, mexendo no celular. Ela ergueu a cabeça quando ouviu Marleine fechando a porta e deu um sorriso radiante.

- Oi, príncipe. – ela disse se levantando e vindo me abraçar.

- Oi, princesa. – dei um selinho nela e me afastei para vê-la melhor – Você está linda.

E era verdade. Victória estava se tornando mais linda à cada dia, e eu não estou falando isso só porque sou namorado dela.

- E aí, tudo pronto? – perguntei.

- Quase. – Marleine respondeu – Zayn e Leticia estão lá na piscina arrumando as últimas coisas.

- Zayn? E Leticia? – ergui uma sobrancelha.

- É.

- Tem certeza de que eles estão “arrumando as coisas”? – perguntei tentando não rir.

Marleine riu e deu um tapa no meu braço.

- Para, eles sabem se comportar.

- E aí, vocês acham que esse ficou bom? – Gabi disse descendo as escadas – Oi, Niall.

- Oi, Gabi.

- Que linda. – Marleine disse sorrindo.

- Eu não entendo essa necessidade de vocês se arrumarem tanto. Nem é uma festa de verdade, vocês nem vão sair de casa. A Marleine é a mais normal daqui.

- Cala a boca, Niall. – Gabi disse me lançando um olhar fulminante. – Afinal, cadê o resto dos meninos? Daqui a pouco o Harry e a Nath estão aí.

- Liam e Louis ficaram lá em casa tentando decidir qual roupa ia ficar bonita o bastante pra impressionar vocês duas. – revirei os olhos – Como se eles precisassem disso.

- Eu ouvi isso. – Louis disse abrindo a porta e entrando com Liam.

- É bom que tenha ouvido mesmo. – eu retruquei – Assim você aprende a demorar menos.

Ele fez uma careta e foi cumprimentar as meninas. Deu um abraço mais demorado na Mar enquanto Liam beijava a Gabi. Me virei pra Victória.

- Também quero, amor.

Ela riu e segurou na minha nuca. Puxei-a mais pra perto e a beijei.

Ninguém nunca vai entender o quanto eu me sinto bem beijando a Victória. Os lábios dela parecem ser feitos exatamente para que eu possa beijá-los. Eu e ninguém mais. Senti um arrepio quando ela arranhou minha nuca e decidi retribuir, mordendo o lábio dela. Eu ficaria com ela pelo resto do dia se pudesse, mas fomos interrompidos por algo batendo na minha cabeça e um grito de Louis.

- ARRUMEM UM QUARTO.

- Isso se a Gabi e o Liam não precisarem de um primeiro, né? – eu falei.

Gabi me mostrou o dedo do meio e Liam pegou outra almofada e jogou em mim.

- Parem com isso. – Victória disse.

- Ei, o Harry mandou uma mensagem. – Gabi disse mexendo no celular – Eles estão chegando, vamos lá pra trás.

- E como ele vai entrar? – Liam perguntou

- Eu dei uma chave pra ele. – ela disse, saindo da sala e indo para o corredor que daria na piscina.

- Você deu uma chave pro Harry? — Liam perguntou indignado – Uma chave da sua casa?

- É. Qual o problema?

- Eu não tenho a chave da sua casa.

- Ai Liam, é só por hoje. Eu dei a minha chave pra ele, assim ele pode entrar sem que ninguém precise abrir a porta com roupa de festa.

- Ah, claro.

Liam fez uma cara envergonhada e eu tive que rir. Gabi sorriu e apertou as bochechas dele.

- Você fica muito fofo com ciúmes, sabia? – e deu um selinho nele.

Que casal mais meloso, meu Deus. Abracei Victória por trás e nós ficamos esperando que Harry e Natália chegassem.

Menos de cinco minutos tinham se passado quando nós ouvimos o barulho desnecessariamente alto da porta a frente batendo e a voz de Harry mais alta que o normal.

- Só preciso pegar um caderno com ela. Gabi? Gabi?

Teve silêncio por um tempo, o que sugeriu que Harry estava fingindo procurar por ela.

- Harry, acho que ela saiu. – Natália disse.

- Elas devem estar na piscina, vamos lá rapidinho.

Nós ouvimos passos e Harry acendeu a luz do corredor. Natália veio andando na frente e assim que ela saiu do corredor para os três degraus nós gritamos.

- SURPRESA.

Tudo bem, gritar isso é muito clichê, mas a cara dela foi a melhor. Ela olhou pra cada um de nós com a boca aberta, entre a vontade de rir e chorar. Depois ela virou pro Harry e deu um abraço forte nele. Ele riu e disse:

- Calma que a ideia nem foi minha.

- De quem foi, então? – ela olhou pra todos nós, confusa.

- Fui eu. – Zayn disse envergonhado.

Natália deu um sorriso radiante, saiu correndo e literalmente pulou no pescoço dele, que teve que recuar alguns passos pra não cair.

- Você é o melhor amigo do mundo, sabia?

- Imagina. É você que merece isso e muito mais.

Natália estava radiante, não conseguia parar de sorrir em momento nenhum. Ela abraçou um por um, até chegar em mim.

- Bem-vinda de volta, chatinha. – eu disse e a abracei.

Eu só percebi a saudades que eu estava de Natália naquele momento. Foi o melhor abraço que eu já tinha recebido porque foi como ser renovado. Sabe, se as coisas não tivessem corrido bem, eu nunca mais a teria abraçado, e por mais que ela não seja a minha melhor amiga e nem nada do tipo, eu ia sentir falta dela todos os dias.

- Eu te amo, Nath.

- Também te amo, loirinho.

Ela me soltou e eu tentei esconder as lágrimas que começaram a se formar em meus olhos.

- Bom, então vamos começar a festa. – Zayn disse e foi para a mesa do DJ colocar as músicas.

A hora que se seguiu foi basicamente Zayn, Harry, Natália e Leticia jogando vôlei na piscina e o resto dos casais, tirando Lou e Marleine que ainda não eram um casal, se agarrando por aí. Festa legal, hein? Não que eu reclamasse claro.

- Hm – eu disse afastando Victória depois de um beijo – Topa ir comigo no Nando’s?

- O que? Agora?

- É. É que eu tô com fome e pelo visto não vai ter comida aqui.

Apontei para os dois casais que estavam ocupados demais pra fazerem alguma coisa e o resto do pessoal dando risada na piscina.

- Sorte sua que eu tô morrendo de fome. – ela sorriu e eu à puxei pela mão, sorrindo também.

Não acredito que alguém fosse sentir nossa falta, então nós saímos sem nos preocupar em fazer silêncio.

- E como a gente vai até o Nando’s, Niall? – ela me perguntou enquanto estávamos na sala.

- Vou pegar o carro do Louis emprestado, ele não vai se importar.

- Tudo bem, então me dá 15 minutos pra eu trocar de roupa, ok?

- Mas, você tá linda assim.

Ela me olhou com uma cara de “véi, na boa”.

- Niall, é um restaurante chique. Eu não vou pra lá desse jeito. São só 15 minutos, eu prometo.

Revirei os olhos e bufei:

- Por que eu não consigo dizer não pra você?

Ela sorriu.

- Volto em 15 minutos.

Ela me deu um beijo na bochecha e subiu as escadas.

- Não leva bolsa, eu vou pagar. – gritei pra ela.

- Tá. – ela gritou de volta.

Saí da casa dela e entrei na minha. Procurei pela chave do carro de Louis e deixei um bilhete em cima da mesa explicando que eu tinha pegado emprestado. Coloquei um blazer por cima da roupa que eu estava vestindo e tomei um iogurte pra dar tempo de Victória se arrumar. Sabe como é, né? Elas sempre falam “15 minutos” e acabam levando meia hora. Eram 20h30 quando eu entrei na casa dela de novo e bati na porta do seu quarto. A música nos fundos abafava qualquer barulho que eu pudesse fazer.

- Tá pronta, amor?

- Quase, só preciso escolher um colar. Entra aí.

Abri a porta e me deparei com Victoria diante do espelho com uma maleta cheia de colares, pulseiras e anéis na sua frente.

- Me ajuda aqui? Não sei qual escolher.

Fiquei olhando para os colares por um tempo e decidi pegar um delicado de prata. Pedi pra que ela segurasse o cabelo no alto e cheguei mais perto para colocar o colar em seu pescoço. Me demorei um pouco mais do que o necessário só pra sentir o perfume dela. Suave, mas marcante.

Fechei o colar e beijei seu pescoço em seguida, passando a mão por seus ombros e descendo por todo o braço. Ela soltou os cabelos.

- Você está linda. – beijei seu pescoço – Perfeita – subi para sua bochecha – Pra mim.

À virei pra mim e a beijei mais uma vez, sentindo cada centímetro de sua pele, querendo que ela soubesse por meio daquele beijo que ela era a princesa que eu tanto tinha esperado. Segurei em sua cintura com cuidado pra não amassar o vestido e coloquei a outra mão em suas costas, que se arrepiaram com o contato da minha pele gelada.

Ela finalizou o beijo aos poucos e sorriu de olhos fechados, com a testa grudada na minha.

- Você não sabe o quanto eu te amo. – ela disse abrindo os olhos e olhando pra mim.

- E nem você, o quanto eu esperei pela minha princesa. Mas, ela finalmente chegou – coloquei uma mecha de seu cabelo atrás da orelha. – Agora vamos porque senão vai ficar muito tarde pra jantar.

Ela riu e nós descemos.

Entramos no carro de Louis e ligamos o rádio bem alto. Eu sou boylieber e Victória e belieber, então ela colocou o Believe dela e nós fomos cantando o mais alto que podíamos durante todo o caminho.

Estávamos quase chegando quando eu parei de dar risada e cantar e freei bruscamente, me assustando com o que vi na estrada.

Victória olhou pra mim assustada e com os cabelos no rosto, até que um vulto passou na frente do carro e ela sorriu aliviada.

- Niall, era só um gato.

- Não, Vick. Era um gato preto.

- Tá... e daí?

- E daí que gatos pretos dão azar. Você nunca ouviu essa história, não?

- Já, mas eu não acredito nessas coisas. Para de ser supersticioso, Niall. – ela riu

- Pode rir. – eu disse ligando o carro novamente – Mas eu não gosto de gatos pretos.

Chegamos ao Nando’s pouco tempo depois. Todos lá me conheciam, mas foi uma garçonete nova que nos ofereceu a mesa. Ela devia ter ouvido falar de mim, porque nos deu a minha mesa favorita, a em que eu sempre ficava.

- O que vai ser hoje?

- Ah... eu vou querer o frango. – Victória disse olhando o menu.

- Eu também. E quero uns biscoitos da sorte depois, ok?

- Pode deixar, senhor Horan.

Assim que ela deu as costas e saiu, Victória começou a rir.

- O que foi?

- Você viu o nome no uniforme dela? – ela perguntou tentando não rir.

- Não, qual era?

Ela respirou fundo e disse:

- Ivanilda.

Tudo bem, era um nome incomum e eu até ri um pouco no começo, mas depois eu me lembrei de algo.

- É um nome brasileiro, eu acho.

- Como você sabe? – ela perguntou.

- Eu tinha uma amiga brasileira à muito tempo atrás e a avó dela tinha esse nome. Eu sempre achei engraçado, mas me acostumei depois.

- Ah, que legal. Eu nunca tive amigos de outros países, tirando os daqui.

- É bem legal. Ela tinha nascido no Brasil, mas sabia falar inglês muito bem e ficou aqui por dois anos. Agora ela voltou pra lá e me esqueceu, mas tudo bem. Nunca fomos muito amigos mesmo.

- Sinto muito. É difícil perder um amigo.

- Sem problemas. Falando em amizade... Desde quando você conhece as meninas?

Ela demorou um pouco pra responder.

- Ah, nós nos conhecemos desde pequenas porque nossas mães sempre foram amigas.

- Mas, por que vocês se mudaram pra cá?

- Eu não posso te contar tudo, mas a mãe da Gabi resolveu mandar ela pra cá pra se recuperar de algumas... coisas. Eu não falo direito com o meu pai e também não me dou muito bem com a minha mãe e eu não ia conseguir ficar no Canadá sem ela, porque ela e a Mar eram as únicas pessoas com quem eu tinha mais afinidade. Então eu conversei com a minha mãe e pedi pra ela me deixar vir com ela porque a Gabi ia precisar de uma amiga aqui pra ajudá-la a superar os problemas. Minha mãe e a mãe dela concordaram e ninguém queria deixar a Mar pra trás, então ela veio junto.

- Hm, entendi.

Agradeci mentalmente por Ivanilda ter voltado com os pratos porque eu não tinha o que dizer. Nós comemos enquanto conversávamos sobre qualquer bobagem, até que a garçonete retirou os pratos e voltou com os biscoitos da sorte.

- Quando eu contar até três. – ela disse – Um... Dois... TRÊS.

Nós quebramos o biscoito e eu li o meu em voz alta.

- Você irá encontrar a pessoa que parece certa, mas em uma hora totalmente errada.

Levantei uma sobrancelha e Victória olhou pra mim com uma cara de “véi, quê?”. Ela desenrolou o papel do biscoito dela e também leu em voz alta.

- Você terá uma surpresa extremamente agradável, mas que pode se tornar incômoda depois.

Foi a vez dela levantar a sobrancelha.

- Só vai ter contradições na nossa vida? – eu perguntei e ela riu, mas seu olhar se perdeu em alguma ponto atrás de mim e seus olhos se arregalaram.

- Ai. Meu. Deus.

- O que foi? – perguntei.

- Justin... Bieber.

- Quê?

Eu me virei e me dei conta do que ela tinha falado. Era ele, Justin Bieber. Ele tinha acabado de entrar no restaurante e se sentou em uma mesa perto da nossa.

- Victória. – eu disse, em estado de choque.

- Niall. – ela estava branca feito cera e parecia não saber se agarrava ele ou chorava ali mesmo.

- A gente precisa ir lá falar com ele. – eu disse me levantando.

- O quê? É claro que não.

- Por que não?

- Ele é o Justin Bieber. Eu vou falar o quê com ele?

- Tira uma foto, pede um autógrafo. Sei lá, improvisa. Vem, a gente não pode perder essa oportunidade.

Puxei seu braço e nós fomos andando até onde Justin estava sentado. Eu estava nervoso, mas não era nada comparado à Victória. Parecia que ela ia desmaiar ali mesmo.

- Anh... Justin? – eu perguntei.

Ele se virou, confuso.

- Eu sou o Niall e ela é a Victória e nós somos grandes fãs. Será que você podia nos dar um autógrafo?

Justin abriu um sorriso enorme e se levantou.

- Mas é claro.

Ele me deu um abraço e depois foi abraçar Victória, que agarrou no pescoço dele e parecia não querer soltar mais, até que eu percebi que ela estava chorando.

Justin também percebeu porque a soltou e disse:

- Ei, não gosto de ver nenhuma garota chorando. Principalmente uma garota linda como você.

Ele enxugou as lágrimas dela e beijou sua bochecha. Ele enxugou as lágrimas da Victória e depois beijou a bochecha dela. Dela. Da minha Victória.

Ela deu um sorriso fraco e o abraçou mais uma vez. Depois disse:

- Desculpa, Justin. É que eu esperei por esse momento por muito tempo e... nossa, eu realmente amo você. Você me ajudou à acreditar e à nunca desistir quando ninguém mais dizia isso pra mim. Obrigada.

- Eu que agradeço por estar sempre me apoiando. Ah, vocês queriam um autógrafo, né?

Ah, ele lembrou que eu estou aqui?

- Sim. Amor, você tem um papel e uma caneta? – quis dizer a palavra “amor” pra deixar tudo muito claro ali.

- Não, Niall, você disse pra eu não trazer bolsa.

- Ah, verdade.

- Vocês são namorados? – Justin perguntou.

- Sim. – eu respondi fazendo questão de enlaçar Victória pela cintura e a puxar pra perto. Ela pareceu não entender direito, mas não reclamou.

- Você é um homem de sorte. – ele sorriu.

Eu não estava gostando nada daquilo. Nem do jeito dele de falar e nem do jeito que ele olhava pra Victória, mas não conseguia ficar com raiva de Justin, afinal, ele tinha servido de inspiração pra mim.

Pedimos uma caneta e papéis na recepção e Justin deu um autógrafo pra cada um de nós e depois tirou algumas fotos com a gente.

- Vai ser meu plano de fundo. – Victória disse sorrindo e já colocando a foto como plano de fundo do celular.

- Awn, que fofa.

- Desculpa Justin, não queria atrapalhar seu jantar. – eu disse

- Atrapalhar o que? É sempre ótimo encontrar fãs. É uma forma de agradecer por tudo que vocês já fizeram por mim. Me empresta seu celular, Victória?

Ela fez uma cara engraçada, entre a surpresa e a incredulidade.

- O meu?

- É, vou te dar um “presente”.

- Anh... tudo bem.

Ele pegou o celular dela e mexeu em algo que eu não pude ver. Decidi ir embora antes que as coisas ficassem muito românticas entre os dois, coisa que eu não ia gostar nem um pouco.

- Anh... vamos, Vick? Tá tarde e o Justin ainda não comeu.

- Que é isso. É sempre bom ter alguém pra conversar, pessoas novas pra conhecer.

- Nós vamos indo mesmo, Justin. Muito obrigado por tudo, eu te admiro muito.

Dei mais um abraço nele.

- Qualquer coisa, estamos aqui. Niall, não é?

- Sim.

- Tudo bem, então nos vemos por aí. Tchau, Victória.

- Tchau, Justin. – eles se abraçaram mais uma vez – Eu te amo.

- Também te amo, linda.

Linda? Opa, quê?

- Até logo, Justin.

Abracei Victória e entrei no carro um tanto irritado, enquanto ela não tirava o sorriso do rosto e parecia simplesmente encantada com algo que viu no celular.

- O que ele colocou aí, afinal?

- O telefone dele.

- O QUÊ?

Freei bruscamente e um carro quase bateu no nosso.

- Calma Niall, cuidado com a estrada.

- Como assim o Justin Bieber deu o telefone dele pra você?

- Ah, sei lá... às vezes ele só gostou de mim.

- É, tá na cara que ele gostou de você. – eu disse emburrado

- O que?

- Nada.

Não trocamos mais uma palavra no caminho de volta pra casa. Tudo bem, eu sou boylieber e ela é belieber, mas eu queria que o Justin tivesse tido só um pouquinho mais de respeito pela minha namorada. Victória estava feliz e eu não ia fazer nada pra estragar a felicidade dela, afinal ela o ama à muito mais tempo do que à mim. Decidi ficar quieto antes que eu fosse arrogante com ela.

Coloquei o carro na garagem e fui levar Victória até em casa. Levei um susto quando me deparei com Natália abrindo a porta.

- Ah, oi. Onde vocês foram?

- Nós fomos jantar antes que morrêssemos de fome. – eu respondi – Se divertiu?

- Sim, foi tudo ótimo. Obrigada mais uma vez.

- Gente, vocês viram a Gabi? – Liam apareceu na porta junto com o resto do pessoal – Ela disse que precisava resolver uns assuntos e ainda não voltou.

- Eu estou aqui.

Nós nos viramos. Gabi vinha andando com uma garota ruiva ao seu lado. Não pude deixar de notar que ela era muito bonita.

- Desculpa gente, eu esqueci que tinha um compromisso. Pessoal, essa aqui é a Jéssica. Nós éramos amigas no Canadá e ela também precisou se mudar pra cá. Ela vai morar aqui perto e eu fiquei de buscá-las no aeroporto e ajudá-la à conhecer Londres. Eu esqueci, claro, então fui até a casa dela pra trazê-la pra conhecer vocês.

- Oi gente, como vão? – Jéssica disse.

Gabi nos apresentou à ela e ela deu um beijo e um abraço em todos. Jéssica parecia ser uma garota bem legal e era muito bonita também.

- Bom, eu não quero incomodar. Gabi disse que me ajudaria e é o que ela está fazendo. Foi um prazer conhecer todos vocês. Boa noite.

Nos despedimos dela e eu me voltei pra Victória.

- Boa noite, amor.

- Boa noite, Niall. E obrigada por tudo, hoje foi perfeito.

- Ah, claro... sem problema.

Dei um beijo de despedida, mas não fiz questão de aprofundá-lo muito. Eu estava meio chateado, meio magoado. Não queria que ela se sentisse mal, então beijei sua testa e fui pra casa.

Quando me deitei na cama e fiquei encarando o teto, as frases de nossos biscoitos da sorte voltaram à minha mente. “Você irá encontrar a pessoa que parece certa, mas em uma hora totalmente errada.” “Você terá uma surpresa extremamente agradável, mas que pode se tornar incômoda depois.” Pois é. Encontrar Justin tinha sido bem legal no começo, só no começo. Porém, essa era a frase de Victória e eu não fazia ideia do que a minha queria dizer. Encontrar a pessoa que parece certa? Mas, a Victória é a pessoa que parece certa pra mim... Não é.

- Bobagem. – falei e me virei pra dormir, tentando não pensar mais nisso.

Notas finais
OOOOOOOOOOOOOOOOOI ! Gente, quero agradecer por todos os elogios e reviews. Eu não respondo eles por preguiça, mas eu leio todos e agradeço de verdade. Agradeço à Mar de uma forma especial porque ela que me ajudou a escrever o capítulo inteiro e finalmente criar uma história pra Nick ! Bom, espero mais reviews e me desculpem pela demora pra postar. Eu vou TENTAR terminar essa fic até mês que vem, tá? Beijos xx