Samantha Roberts - O Livro de Sócrates

23 Falando sozinha, mas nem tanto.


Notas iniciais
Realmente espero que gostem.

Assim que Jenny chamou alguns de seus irmãos para levar Nick à enfermaria, fomos para o Salão de Jogos. Todos se reuniram em volta da mesa de tênis de mesa. Cada um sentou em seu respectivo ligar no Conselho de Guerra. Fiquei atrás de Briana.
— Sente-se aqui, Samantha. – Quíron me ofereceu puxando uma cadeira.
— Não, obrigada. – Recusei. – Estou bem aqui com minha irmã.
Briana sorriu. Queen resmungou algo como ‘ nerdizinha idiota’ e ficou com a cara fechada em sua cadeira. Todas as cadeiras estavam ocupadas, menos a do chalé três. Quíron pediu que eu contasse sobre minha missão. Falei sobre tudo. Falei sobre o que minha mãe e Apolo previam para mim. A missão em si. Como Nick ficou desacordado, para ninguém (vulgo Queen) falar mal de mim. E, por fim, sobre Sócrates.
— Sócrates se reergueu. Ela tem um plano para tomar o Olimpo e quer contar com os semideuses do Acampamento Meio-Sangue. Para isso ele deve ter um infiltrado aqui. Temos que descobri-lo antes que os campistas passem para o outro lado. Tive sorte por ele não estar totalmente recuperado quando lutei com ele. Ele é forte, ou pior, ele é um gênio. Não vai ser fácil vencê-lo.
Silêncio absoluto na sala. Queixos caídos, respiração inaudível. Nem eu que lutei com Sócrates acreditava no que eu estava falando.
— Há indícios de que Sócrates teve uma carreira militar. Bom na batalha. Como você conseguiu vence-lo? – Matt perguntou.
Todos os olhares para mim. Ah, eu odeio isso. Me deixa desconfortável, sei lá.
— Eu... eu fiz com que seu cérebro estivesse a ponto de explodir. É um poder que eu desenvolvi há algum tempo. Só agora eu descobri que eu podia fazer isso porque sou uma semideusa. Me custa muito esforço e concentração, mas eu consegui usar isso contra Sócrates bem a tempo. Sem meus poderes, com certeza eu teria morrido. – Respondi.
Todos boiando. Briana chocada. Todos continuavam a olhar para mim, nem sabia o eu fazer. Peguei minha mochila e de lá tirei o Livro de Sócrates. Pus o livro na frente de Quíron e Sr. D..
— O livro é verdadeiro. Tomei a liberdade de lê-lo com Jenny e Zack. Muitas informações úteis para a batalha. Queria que vocês o analisassem. — Pedi.
Todos se amontoaram atrás deles. Eles soltaram alguns ‘ Uau ’ e depois se sentaram.
— Iremos analisar o livro. Depois que eu falar com Zeus, divulgarei aqui o que devemos fazer em relação a Sócrates.Talvez, amanhã Samantha vá ao Olimpo. – Disse Sr. D.. – Reunião encerrada.
Todos voltaram para seus chalés. Sr. D. correu para sua cama assim que possível. Quíron nos desejou boa noite e foi se recolher. No salão de festa só ficaram eu, Briana, Victor que estava enchendo Jenny de abraços de saudade, a gótica e Julia que me deu outro abraço.
— Ei, eu estou bem. Agora dolorida de tantos abraços, mas estou bem. – Eu disse. Julia sorriu.
— Ficamos preocupadas e com um pouquinho de saudades, sabe? – Confessou Briana. Dei um abraço nela.
— O que você vão fazer agora? – Julia perguntou.
— Vou ficar na enfermaria com Nick. – Queen e eu respondemos juntas.
— De jeito nenhum, nerd! Eu vou virar a noite na enfermaria. – Queen protestou.
— Eu que vou ficar na enfermaria! Você não diz que eu sou a culpada pelo o que aconteceu com ele? Nada mais justo que eu fique com ele na enfermaria.
— Mas ... mas ... – Ela tentou falar algo para me barrar, mas não conseguiu. Depois ela conseguiu pensar em algo. – Por que se preocupa tanto? Pelo jeito que você está desesperada para ficar com ele até diria que você está apaixonada.
— Queen! – Jenny chamou sua atenção. Briana olhava chocada para mim. Corei.
— Hã... ele é meu amigo, ok? Eu me sinto em dívida com ele. Eu vou dormir essa noite na enfermaria. Ponto final. Não vou discutir com você. Eu sou muito persistente, você sabe que eu iria ganhar. Vai jogar um graveto pro Spike e ver se ele corre pra pegar.
— Um dia você vai ver, Samantha. Pelo seu bem, não ande pela sombra. – Queen me alertou e foi para seu chalé.
Briana cruzou os braços e começou a bater os pés. Seus olhos queriam respostas.
— O que houve aqui, Sam? – Ela perguntou.
— Uma típica briga por um garoto. A velha paixão omitida e a melhor amiga que tem vergonha de expressar seus sentimentos. Isso é tão romântico – Victor se intrometeu.
— Victor, para. Ficou meio aboiolado. – Jenny o advertiu. Todos riram.
— Desculpa. – Ele deu um beijo em Jenny. – Bom, o que estou dizendo é que você não precisa ter medo de se expressar, Sam. Isso só acaba nos matando por dentro.
— Por que vocês, filhos de Afrodite, cismaram com isso? Que droga! Eu não posso estar preocupada com ele?
— O que ela quis dizer com nós ‘’ vocês, filhos de Afrodite’’? – Victor perguntou.
— Longa história. – Respondeu Jenny. – Depois te conto.
— Argh! Estou indo, gente. Encontro vocês no café de manhã. Boa noite. – Agora sim fiz minha saída dramática batendo os pés.

Antes deu eu ir para a enfermaria fui para meu chalé para tomar banho e trocar de roupa. Para cuidar de alguém eu tinha que estar inteira, certo? Depois disso dei boa noite para meus irmãos e fui para a enfermaria.
O clima no acampamento era ótimo. Batia um vento gostoso que espalhava o cheiro dos campos de morango pelo ar. Ainda havia alguns semideuses cantando na fogueira. Era noite de lua cheia e as estrelas brilhavam intensamente hoje. Procurei ‘ não andar pela sombra’, vai ver que a gótica louca me ataca. Hoje eu não estava querendo brigar. Vou tentar não me encrencar com Queen. Como Jenny disse, Nick não aprovaria isso. Vai ser um longo trabalho de controle da raiva com ela.
Cheguei na enfermaria. Lá só havia um campista, acho que filho de Deméter, e Nick. Um filho de Apolo, que se apresentou como Ned, estava de plantão. Ele checou o outro campista e depois foi para o lado de Nick.
— O coma está confirmado. — Ned anunciou.
— Quanto tempo você acha que ele pode ficar assim? – Perguntei.
— Um ... talvez dois.
— O que? Dias? Meses? Anos?
— Talvez três ou quarto. O tempo é incerto.
Respirei fundo antes que eu me estressasse.
— O.k., Ned. Hã, eu vou passar a noite aqui para ver se ela expressa alguma reação. Se algo muito ruim acontecer eu te chamo, certo?
Ned assentiu e foi se deitar. Puxei uma pequena poltrona que havia na enfermaria para o lado da cama de Nick. Peguei um pequeno travesseiro e lençol que havia no armário. Cobri Nick com um cobertor também, já estava começando a esfriar.
— Agora você está em casa Nick. – Comecei a falar com ele. – Eles te puseram na enfermaria, é um pouco longe dos chalés. Mas não se preocupe. Eu vou vir aqui todo santo dia. Nem mesmo essa gótica, quer dizer Queen, vai me tirar daqui. Vou vir aqui antes e depois dos treinamentos. Você nunca vai ficar sozinho nessa enfermaria. E, como eu disse, vou estar aqui quando você acordar. Prometo. Eu quero ser a primeira pessoa que você vai ver.
Nick deu um tipo de suspiro. Já é algo, não é? Continuo acreditando que ele está me ouvindo.
— Hoje duas pessoas me acusaram de estar apaixonada por você. Acredita? Mas não posso negar que você é especial para mim, e muito. Queen diz que sou responsável por você está aqui. É verdade. Você pode me perdoar? – Não posso conter que as lágrimas venham aos meus olhos. – Ah, essa Queen. Ela é louca e infinitamente apaixonada por você, caso você não saiba. Você sente o mesmo? Eu sei o que os outros dizem, mas eu preciso ouvir isso de sua boca. Tenho de admitir para você que não fui mesmo com a cara dela. Mas ela nos trouxe aqui, então tenho que agradecer. Ele sempre foi legal com você? Ela te merece? Ah, que droga. Ainda desperdiço meu tempo com você falando dela e te perguntando o que, no momento, você não pode me responder. – Dei um beijo em sua bochecha e ajeitei seu corpo. – Boa noite, Nick. Tenha bons sonhos enquanto dorme. Eu te... eu te... argh, deixe para lá.
Ajeito-me na poltrona e me cubro com o lençol. Pego a mão de Nick. Assim eu me sinto mais perto dele, me sinto segura, como quando eu tive aquele pesadelo e Nick ficou ao meu lado até eu me acalmar. Desse jeito fica mais fácil dormir.
Dessa vez tive um sonho meio atípico. Não sonhei com Sócrates, com monstros, com relances do futuro, nem sonhei com papai ou Jenny, ou aqueles sonhos que são como flashbacks de minha infância. Dessa vez, muito estranhamente, sonhei com Nick.

Em meu sonho eu estava em meu local favorito de todo o acampamento: o píer do lago de canoagem. A brisa gostosa vinha contra meu rosto. O sol estava se pondo, esse é o melhor e mais gostoso momento do dia.
— Ei, Srta. Wikipédia! Pensou que iria assistir ao pôr-do-sol sem mim? – Nick chega e me um abraço gostoso.
Nos dois nos sentamos na balaustrada do píer e assistimos ao belo show que Apolo, quer dizer o sol, nos proporciona. Eu já iria me levantar quando Nick me empurrou e eu caí no lago. Ah, ele iria me pagar. Fiz questão de não aparecer. Fiquei em baixo d’agua e depois nadei até embaixo do píer. Nick começou a ficar preocupado então foi até a beira do píer para ver se me achava. Emergi na agua e o puxei pela camisa para que ele também caísse. Dessa vez, Nick fez questão de estar tão molhado quanto eu. Rimos muito um da cara dou outro, depois começamos a fazer aquela brincadeira de um tentar afogar o outro. Sei que com o Nick isso não tem muita graça, mas não custa tentar. Ele também começou a jogar agua na minha cara. Muito divertido.
— Ah, para. A água está entrando no meu olho! – Protestei.
— Então tá. – Ele parou e se imergiu por completo. Depois disso o senti pegar meu pé e me puxar para o fundo do lago.
Ele fez uma bolha de ar para a gente depois que se tocou que não respiro embaixo da água como ele. Passamos horas lá embaixo do lago observando os peixes e plantas subaquáticas. Um dia perfeito.

Notas finais
E aí? O que me dizem sobre o capitulo?