Samantha Roberts - O Livro de Sócrates
20 Sócrates
Notas iniciais
Realmente espero que gostem desse capitulo. Em meu julgamento ( se é que ele é válido ), está bem legal
Perdi meu ar por completo. Agora foi o meu chão que caiu. Sócrates! Como é ... Cara, não consigo falar nem em pensamento. A única coisa inteligente que eu consegui falar foi:
— Mas você foi executado! Ele deu um sorrisinho, como se divertisse comigo e eu acho que se divertia mesmo. — De fato, querida. Mas com uma ajudinha, a qual não é de seu governo, eu consegui me levantar. E irei conseguir tirar minhas ideias do papel. Começando por você. – Ele começou a andar lentamente em minha direção. Nesse momento eu quase caí. Senti a benção de minha mãe acabar. Minhas dores voltando, meu metabolismo ficando mais lerdo e minha vontade para a luta era mínima. Lembrei-me do que minha mãe disse: que não podia demonstrar favoritismo entre seus filhos. Acho que dar alguns poderes extras para mim era um tipo favoritismos. Bom, se eu iria morrer, eu iria morrer sabendo a razão. — O que eu te fiz? Não encare pegarmos o livro como um roubo. Afinal, até agora você era dado como morto. — Não foi pelo o que você fez que eu irei te matar. É pelo o que você vai fazer. — Virou filho de Apolo agora? – Soltei essa sem querer. Sabe, passar muito tempo com Nick pode ter seu lado ruim. — Eu morderia a língua se fosse você. – Sócrates grasnou. – É uma grande perda mesmo. Cada semideus irá ser muito importante para mim. — Cada semideus? Então você está pensando em... — Exato. Vou reunir todos os semideuses. Todos. Os deuses têm de pagar pelo o que ele fazem. — O que eles fazem? Ele só foram super legais comigo. Bom, até agora. — Deuses são egoístas! São egocêntricos! – Ele explodiu de raiva. – Você pode ser mutilada que eles não irão levantar um dedo. Nós, semideuses, somente somos os peões do tabuleiro de xadrez deles. Fazemos lições e tarefas para nossos deuses. E eles não são gratos como deveriam. — Mas Ártemis me... – tentei falar algo. — Temos que mostrar aos deuses de que somos capazes! Irei reunir os semideuses do Acampamento Meio-Sangue e os não-reclamados. Sei de um modo de como posso enfraquecer os deuses. Vou tomar o Olimpo. Fazer um lugar onde os semideuses que são os superiores. Louco varrido. Incrivelmente era esse meu único pensamento em relação a Sócrates. Derrotar os deuses? Que idiotice! Se bem que eu notei a tensão no ar quando estava no Olimpo. Será que Sócrates era capaz de fazê-lo? — Um homem humilde. Pessoa com os pensamentos mais lindos que sempre me inspiravam, que gostava de crianças. Sempre se recusou a ter discípulos! Você não é Sócrates! O que aconteceu com você? — Como é que vocês moleques dizem? – Ele ponderou um pouco. – Eu caí na real! Cansei de ser só um semideus inútil para os deuses. — Você não é! Somos seus filhos. Eles nos amam e se importam conosco. — Já cansei de você, garota. Se gosta tanto de deuses, tomara que se de bem com Hades! – Ele disse. – E logo depois de você, seus amiguinhos também vão. Agora ele apelou pro lado pessoal. Ergui minha espada em fui em sua direção. Guiei a lâmina em direção ao pescoço dele, mas ele com um simples movimento desviou com a lâmina da espada dela. Com o punho de sua espada, Sócrates bateu em meu ferimento no braço. Meu braço explodiu em dor. Tentei ignorar. Minha vez de retribuir. Bom, aquela toga vai até seus pés. Talvez se eu for rápida e conseguir o fazer usar jogo de pés, ele possa tropeçar. - Não conte com isso. – Ele disse em minha mente. Nota pessoal: Nunca, em hipótese alguma, pense no que fazer enquanto você luta contra Sócrates. Por Atena! Como eu posso vencer alguém sem pensar no que vou fazer? Impossível. — Chega de brincar. – Ele me disse. Ela começou a dar muitos golpes. Fui dentando me desviar a medida do possível. Ele investiu contra minha cabeça e eu fiz o mesmo que eu tinha feito no treinamento com Briana: abaixei-me girando o corpo para lhe dar uma rasteira. Ele caiu de costas no chão surpreso. Tentei fincar minha espada em seu corpo, mas ele rolou para o lado e eu só consegui rasgar sua toga um pouquinho. Ele me deu um chute na barriga, que me fez com que eu perca todo o ar. Cambaleei para trás. Quando baixei minha guarda, Sócrates tentou enfiar a espada em minha barriga. Prendi sua lâmina a cinco centímetros de minha barriga prensando ela entre minha mão e a espada. Com isso consegui um belo e profundo corte na minha mãe esquerda. Uma pequena coisa que reparei: a espada de Sócrates era idêntica a minha. Só que no punho onde devia ser preto era prata, e a coruja que deveria ser prata era preta. Meio que falta de criatividade de Atena, não? Ou talvez isso fosse proposital. Ah, tanto faz. Tenho de me concentrar na luta. Tenho que falar que Sócrates é mil vezes melhor do que eu na esgrima. Nem sei como ainda estava viva. Eu desviava dos golpes literalmente sem querer. Deixei meus instintos de batalha me levar. Sem eles, com certeza eu estaria morta. Sócrates desviou de um golpe em que eu tentei o acertar no braço e conseguiu fazer um leve corte em minha bochecha. Pequeno, mas ardeu bastante. Para piorar minha situação, nuvens escuras carregadas de agua pararam bem em cima de nós. Começou o chover.
Sócrates deu apenas uma pequena gargalhada. — Seu esforço é inútil, garota. — Veremos. – O desafiei. Investi contra ele com um golpe na diagonal. Ele simplesmente deu um passo ao lado e aplicou uma estocada em mim. Desviei, mas perdi o equilíbrio. Minha espada voou de minha mão. Um único pensamento: ‘’ Estou morta. ‘’ — Está mesmo. – Sócrates completou. Ele ameaçou a me dar um golpe na lateral do corpo e chutou meu pé, fazendo com que eu caia. Mas fiz disso uma vantagem. Tomei um impulso extra, rolei no chão e consegui pegar minha espada de novo. Com muito esforço me levantei. Dei um passo manco à frente. Com um risinho no rosto, Sócrates desceu a espada e cortou minha perna. Dor, muita dor. Caí de joelhos do chão. Eu já perdera a luta. Mas a dor física não era suficiente para ele. — Fraca. Mas esperar o que de uma garota que só apanhava na escola? Ainda mais de garotinhas patricinhas sem coisa alguma no cérebro. Você não é de nada. — Cale a boca! – Ordenei. No entanto, não tive forças para levantar. — Ora, sei pai não te deu educação? Desculpe-me. Esqueci que você quase não o via por que ele dava aula o dia inteira para te sustentar. Cresceu sozinha. Sem amigos. Sem professores que gostem de você. Praticamente com os dois pais ausentes. Sem alguém. Já pensou em namorar ou sua queridinha deusa Afrodite te amaldiçoou? E que pena que agora você arranjou uma família, dois amigos que te amam, que é tudo que você sempre quis. Eles vão junto com você. — Vá ao Tártaro, idiota! Eu mandei você calar a boca! – Não como, mas eu me levantei. Um fato sobre mim: ninguém, mas ninguém mesmo mexe com meus amigos. E quem mexesse... Ha-há esse iria se ferrar. Fui a sua direção e interceptei o golpe que ele tentou me dar com a espada. Eu só queria que ele morresse bem aqui. E foi nesse momento em que eu me dei conta de como eu havia feito aquilo com Emily. A raiva. Todos os sentimentos ruins que eu tinha teriam de cair sobre alguém. Como Emily, eu só queria que ele sofresse. Se eu conseguisse controlar melhor meus sentimentos, poderia fazer isso à hora que eu quiser. Para minha infinita felicidade, aconteceu novamente. Conclui que Sócrates já havia feito ou sofrido isso, pois ele, por alguns segundos, conseguiu bloquear. Concentrei-me mais do que nunca. Eu precisava que isso acontecesse. Com um grito agoniante, ele caiu de joelhos. Tentei fazer a dor dele aumentar enquanto eu recuava devagar para pegar a caixa com o livro. Peguei a caixa e corri para a beira do desfiladeiro. Avistei Jenny, ainda trabalhando no processo de cura de Nick. — Jenny, pega! – Joguei para ela a caixa, assim Sócrates não a pegaria se eu falhasse. Jenny pegou a caixa e deixou em segurança ao seu lado. Ela não falou comigo por que tinha de se concentrar com Nick. Voltei à frente de Sócrates, que ainda gritava da dor agonizante de seu cérebro praticamente explodindo. Sócrates pôs as duas mãos na cabeça e se curvou até o chão. Momento perfeito para lhe arrancar a cabeça do corpo, eu pensei. Ele mandara todos aqueles monstros para nós matar. Jenny perdera seu precioso violão. Todos nós estamos feridos. Ele merecia isto. Mas matar uma pessoa? Ok, sei que eu atropelei Bill e ele morreu. Mas seu não fizesse isso ele com certeza ele iria matar Nick e Jenny. Bom, seria o mesmo com Sócrates. Mas mata-lo a sangue frio? Não. Sou melhor do que isso. Estava indecisa. Fiz um esforço descomunal para conseguir lhe fazer um corte ao mesmo tempo em que fazia sua cabeça continuar doendo daquele jeito. Se já não tinha forças, agora eu nem sabia como estava em pé. Mas eu não sou malvada. Eu somente lhe fiz um belo corte no peito. Sabe quando o Zorro fazia um Z com a espada em seus inimigos para lhes deixar sua marca? Senti-me um Zorro agora. Fiz um S bem caprichado em seu peito, para que ele, com certeza, nunca se esqueça de mim. — Sinta-se honrado. – Eu disse. – Você lutou contra Samantha Roberts, a garota que não vai deixar você mexer numa única coisa no Acampamento Meio-Sangue. Em nada. Estamos entendidos? — Não seja tão dramática, garota. – Sócrates disse como muito esforço. Ele gritou de dor logo depois. – Pode ter pegado meu livro. Você pode treinar quanto quiser. Mas quando eu estiver totalmente com minhas forças restauradas, nem você terá como me deter. – Mais um grito de dor agoniante dele. Sócrates começa a se debater de tanta dor. – Um acordo! Um acordo! Eu entro na caverna e não te mato. Mas assim que você descer da montanha é por sua conta. Eu posso te matar quando quiser depois disso. Nada mal. Ele não conseguiria nos pegar mesmo assim que descêssemos. Aumentei a dor dele somente para me certificar de que ele não vá ter mais forças. Parei, pois se eu continuasse a fazer isso com ele mais um pouco ele morreria ali mesmo. Sócrates se levantou. Uma coisa que eu gosto de reparar é como as pessoas olham para mim. Agora ele não olhava com medo, surpresa ou com um olhar de superioridade. Ele olhava preocupado. Sabia que eu poderia lutar de igual para igual com ele. Sócrates citou: ‘ Sábio é aquele que reconhece os limites da própria ignorância. ’ Ele não seria muito inteligente se me atacasse agora. — Eu voltarei. Você sabe disso. — E eu te esperarei. – Retribui. Sócrates foi mancando em direção a caverna. Que ele fique com seu amigo Atlas e outros monstros. Eu já tenho meus amigos. Di immortales! Meus amigos! Nick estava a beira da morte lá em baixo e eu ainda não tinha feito nada.
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