Samantha Roberts - O Livro de Sócrates
26 Hipoteticamente Falando
Notas iniciais
hahaha Esse saiu rapidinho. Preciso falar que eu ameeeeeeei demais esse capitulo? Não, né? Xd
— Para Atena. E que hoje seja um dia perfeito Todo mundo comeu seu café da manhã, eu já o devorei. Levantei-me da mesa e fui escovar meus dentes correndo. Fui para a enfermaria. Por minha sorte, Queen não tentou ir comigo. Só eu dessa vez, muito bom. Entrei na enfermaria e ela estava como sempre — vazia, com cheiro de Néctar, e somente com Ned e Nick lá dentro. — Srta. Wikipédia! Nick abriu o sorriso mais lindo. — Olá, Cabeça de Bagre. Deitei na cama ao lado dele e Nick pôs o braço em volta do meu corpo. — Feliz por hoje? Perguntei. — Obvio! Nossa, não aguento mais ficar nessa enfermaria. Que coisa chata. Hã, sem ofensa, Ned. Ned chegou perto de cama e checou algo na prancheta que carregava em suas mãos. — Ah, tranquilo. Você ficou aqui tempo demais, é normal que você fique odiando esse lugar chato e monótono que tanto te ajudou. Eu vou sair pra pedir uma encomenda. Não façam nada de errado. — Ah, oi Ned. Falei. — Oi, Sam. Ele disse e foi embora. Nick assobio e se sentou. Também me sentei. — O que houve aqui? Nick perguntou. — Ah, nada. Só creio que Ned está meio bolado comigo. Ele levantou a sobrancelha. — Você, a Srta. Simpatia do ano, consegue deixar alguém bolado? O que faze fez exatamente? — Ah, bobeira dele. Ned me convidou para ir para os Fogos. Confessei. Senti Nick ficar desconfortável com o assunto. Dei um copo de agua para ele. Eu... eu recusei. Nick engasgou com a água. Tirei o copo de suas mãos e bati nas suas costas. — Ei, é para você me desengasgar e não para tirar meus pulmões do lugar! Nick reclamou. — Desculpa. Pedi rindo. Você é muito desligado, Cabeça de Bagre. — Engraçadinha, não? Por que você deu um fora no Ned? Ele é muito legal! — Não era bem dele que eu esperava o convite para os Fogos. Acho que Nick não sentiu muito bem a indireta. Que idiota. Ned chegou na enfermaria ainda com os olhos fixos em sua prancheta. — Sam, você pode se retirar, por favor? Tenho de fazer os exames finais em Nicholas. Ele só está dispensado no final da tarde ou de noite, quem sabe só amanhã. Olhei para Nick pedindo desculpas. Dei um beijo em sua bochecha e me levantei. — Não creio que Nick fique aqui até amanhã. Falei para Ned. Você é um excelente profissional na medicina e irá ser um grande médico. Sei que você nunca irá questões pessoais intervirem no tratamento de um paciente que não tem nada a ver com isso. Você é mais maduro que isso. Pisquei para Ned e ele entendeu o recado: Se atreva a deixar Nick mais um tempo aqui para ver o que acontece. Deu tchau para os garotos e sai da enfermaria. Encontrei meus irmãos na Arena de Combates para treinar. Briana nos ensinou um novo movimento e separou as duplas de combate para podermos treinar. Como sempre, fiquei com a própria Briana. Ajeitei minha armadura e fui para o centro da arena junto com minha irmã. Briana desembainhou a espada e eu gritei: — Sofía! Minha espada apareceu com uma luz prata em minhas mãos. A sensação era a melhor de todas. — Já deu um nome para ela? Briana perguntou. — Nome para espada? Eu ri. — Sério? Olhei para a cara de Briana. Era sério. — Hmm... sei lá. Sabedoria. — Sabedoria? Por quê? — Por que é a tradução de Sofía, o grito que eu uso para ativa-la. Ah, também por causa dos trocadilhos. Use Sabedoria com sabedoria. ou Que a Sabedoria sempre esteja com você. . Briana riu. — Ok, então. É Sabedoria. Mas vamos usa-la na prática agora. Hoje você não me escapa. E com isso Briana foi me atacar. Depois da esgrima eu teria aulas de arco e flecha com Quíron. Eu era o desastre no tiro com arco. — Tente mais uma vez, querida. Mantenha o arco na altura de seu queixo. Isso aí. Agora levante mais esse cotovelo. Braço firme e mire. Tente agora. Mirei bem no centro do alvo. Atirei. Se consegui acertar? Sim, bem na madeira de apoio do alvo. — Droga de arco e flecha. Posso fazer outra aula de esgrima agora? Pedi para Quíron. — Não. Você também tem de desenvolver outros talentos sem ser a esgrima. — Não está na cara que arco e flecha não é um talento meu? Eu posso ir para a aula de dominação de poderes ou corrida, posso até escalar de novo na parede de escalada. Juro.
Quíron riu de mim. — Tente. Ele mandou e foi ajudar outro campista. Preparei a flecha no arco e comecei a mirar. Do nada apareceram três flechas bem no centro de meu alvo. Com certeza não eram minhas. Olhei para trás e vi Jenny com pondo mais uma flecha no arco. — Aprenda com o mestre. Ela disse e acertou mais uma flecha no centro. — Ah, sim. Joga na cara sua perícia com o arco. Sabia que a humildade é uma virtude? Jenny riu de mim. Ela guardou seu arco e depois foi me ajudar. Ela me pôs na posição e disse as mesmas coisas que Quíron antes me dissera. — Eu já sei disso tudo. Eu sou uma ótima arqueira, na teoria. — Do que adianta se na pratica você é péssima? Você está errando só no seu método. Se você enfiar na cabeça que você odeia arco e flecha, você vai se dar mal nisso. — Mas eu odeio mesmo! — Cale a boca, chatona. Deixe-me explicar. Como você derrotou Sócrates? — Com meus poderes mega legais? Jenny bufou. — Sim, mas para você usar aquilo você canaliza sua raiva em cima da pessoa. Pelo menos quando você não tinha pratica. Vamos ver. Olhe aquele alvo redondo e feio. Imagine que ele é a cara de Hillary, que também é redonda e feia. Nos gargalhamos. — Certo? Agora tente. Nota pessoal: você nunca, mas nunca deve subestimar Jenny. Essa garota é um gênio. É por isso que sempre fomos amigas. Afinal, acho que temos pelo menos isso em comum. Mirei no alvo. Flap! Disparei a flecha, que acertou um pouco abaixo do centro do alvo, mas já é alguma coisa. — Valeu. Eu disse. — Ah, de nada. Com muito treino você pode ficar quase tão boa quanto eu. Ela riu. — Não, não só por isso. Obrigada por ter me mostrado onde era a minha classe no primeiro dia de aula. Obrigada por encarar todos os meus planos infalíveis contra as patricinhas. Obrigada por ser a mais louca amiga que irei ter. Obrigada por ter me mostrado onde era minha verdadeira casa, por ter mostrado quem sou eu. Obrigada por ter me acompanhado na missão e por sempre estar ao meu lado nos momentos mais difíceis. Obrigada, principalmente, por me mostrar que não precisa ser de sangue para sermos irmãs. Te adoro, Miss Sunshine. Eu abracei Jenny e ela me apertou ainda mais. Bom, depois disso o dia ainda tem que continuar. Graças aos deuses, fomos para as aulas de mitologia na qual O Livro de Sócrates já estava sendo utilizado falando mais sobre os monstros e mitos e novas incríveis táticas de combatê-los. A tarde passou e os treinamentos acabaram. Tomei banho e fui dar um tempo no píer. Eram mais ou menos umas 6h30 da tarde. Cheguei ao píer e sentei na balaustrada e fui assistir o sol se por, que é minha atividade favorita do dia. Quando eu já iria ir jantar, vi Nick e Queen conversando e rindo passeando pela beirada do lago. Nick me viu, sorriu e deu tchau para Queen. A gótica mostrou a língua para mim e saiu toda alegre, quase saltitando. Perguntei-me o pedido de tal alegria. Será que Nick havia a convidado para os Fogos? Será que ele admitiu, depois de anos, que a amava? Ai, eu tenho que para de pensar nisso! Calma, Sam! — Oi, Srta. Wikipédia! Olhe só para mim. Estou passeando! Nick disse e deu uma viradinha. Ela parou de sorrir ao ver minha cara. O que foi? Por que essa cara de emburrada? Lembra? Hoje seria o dia mais feliz. — Ah, sim. O dia mais feliz. . Vejo que você quis compartilhar sua felicidade com uma pessoa muito especial para você, não? Como foi o passeio com Queen? Ela parecia tão feliz. — É, ela estava feliz sim. Nick sentou-se ao meu lado na balaustrada. Esperei que ele me empurrasse na agua de novo, mas aquilo deveria ter siso só um sonho normal, não um sonho semideus. Eu a agradeci pelo tempo que passou comigo na enfermaria. — Agradeceu como? Perguntei. — Como que se agradece uma pessoa? Com a boca! — Você a beijou! — Não! Não! Agradeci com palavras, idiota. Beijar a Queen? Credo. Não a vejo como mais que minha amiga. Deuses, o que deu em você? — O que deu em mim? Ora, vou te falar o que deu em mim? Parei para pensar. O que deu em mim mesmo? Eu não sabia! Ah, eu odeia não saber. Inventei uma desculpa. Ah, sua cara pau é o que deu em mim. Você tem de agradecer a Ned ou Jenny e Zack. Se não fosse Jenny e Zack você não estava vivo, sabia? E Apolo foi muito bom para a gente. — Apolo? Mas por quê? Um fato: eu sou péssima para arranjar desculpa esfarrapada. — É ... ele te deu uma benção, para que seu processo de recuperação fosse mais rápido. — Tá, mas por quê? — Por que ele é um ótimo deus! Nossa, essa foi péssima. — Ah, Sam. Pare com isso. Por que Apolo iria me ajudar? Eu não fiz nada por ele. — Matou Polifemo! E também me ajudou a pegar o livro, me ajudou na missão. — Então é por isso? Posso confiar em você? Ele perguntou. Apelou para a chantagem emocional, ele é bom. Bufei com raiva de mim mesma por não saber mentir. — Ok, eu conto. Assim que chagamos ao acampamento, Dionísio nos intimou a ir ao Olimpo para falar com os deuses. Depois da discussão Apolo deu o violão de Jenny, totalmente restaurado. Era tudo o que ela mais queria no momento. Ele disse que eu podia pedir qualquer coisa para ele, a coisa que eu mais queria. E eu pedi... — Você pediu o quê? — Pedi que ele te ajudasse. Pedi que te curasse. Porque era essa a coisa que eu mais queria: você de volta. Nick não sabia o que dizer. — Então não é a Queen a quem você deve agradecer. Como eu disse: Zack, Jenny e Apolo. Foram eles que salvaram sua vida. Certo? Agora temos que ir, senão perderemos o jantar. Desci da balaustrada e Nick também. Eu já ia saindo quando ele segurou meu antebraço. — Não, Sam. Não é a Queen que eu tenho que agradecer. É a você. Obrigado, por tudo mesmo. E quando Nick me puxou para mais perto dele, Queen teve que interferir. — Vocês vão perder o jantar, molengas! Vamos. Eu vou mata-la, pensei. O jantar foi muito bom, mas deliciosa mesmo foi a fogueira. Pela primeira em meses, Nick estava ao meu lado cantando. É logico que Queen Carrapato estava ao seu outro lado, mas eu tinha uma vantagem: Jenny era minha BFF. — Canta alguma coisa pra nós. Pedi em sua mente. — O que? Ela pensou alto. -Qualquer uma! Com essa intimação Jenny começou a cantar You Belong With Me da Taylor Swift. Queen fuzilou Jenny com os olhos. Jenny respondeu com uma expressão Foi ela quem mandou! e depois era eu quem estava na mira de Queen. Ignore, Sam. Ignore a gótica à esquerda, pensei. Olhei para meu colo. A mão de Nick estava indo lentamente em direção a minha. Primeiro pus minha mãe em cima da dele, depois entrelaçamos os dedos. Queen estava vermelha de raiva, já eu estava vermelha de quão encabulada eu estava. Nem percebi o tempo passar direito, mas a fogueira já estava no fim. Todos estavam indo para seu chalé. Queen deu um beijinho de boa noite na bochecha de Nick e foi dormir. Não aprovei isso. Jenny estava guardando o violão em sua capa. — Eu vou dormir, galera. Boa noite para vocês. Desejei. — Não, Sam! Espere, quero de mostrar uma coisa. Nick disse. Victor falou algo para Jenny e eles trocaram umas risadinhas entre si. — Hmm, ok. Nick fez um sinal para que eu o seguisse. Fui bem rápido, depois do toque de recolher as Harpias poderiam ficar bem a vontade para nos comer. Fomos caminhando em direção à floresta. Passamos pelo riacho, onde eu tinha feito com que Nick se socasse. Ele riu para mim. Passamos pelo punho de Zeus e começamos a entrar na parte mais escura da floresta. — Tem certeza que isso é seguro? Além dos monstros na floresta, podemos ser pegos — o que não é muito legal. — Tá com medinho? Relaxe, você vai gostar. À medida que andávamos, a floresta começou a ficar menos densa e fechada. Andamos até uma área redonda sem árvores. No meio havia algumas pedras e a grama era bem verde. Nick andou até o centro e se deitou na grama. Fiz o mesmo. Olhei para o céu. As estrelas brilhavam demais e o ângulo era perfeito para a observação. Era melhor para se ver as estrelas daqui do que no píer. — Uau. Admirei. — Lindo, não? — Sim e muito. Admiti. Continuamos a ver as estrelas, que acho que deveria ser nossa atividade em dupla favorita. — Sam? Eu estive pensando... sobre o que você disse na enfermaria. — Sobre o que? — Sobre Ned e sobre ele não ser a pessoa com quem você gostaria de ir aos fogos. Sabe? Isso fez com que eu me perguntasse: com quem você gostaria de ir? — Você sabe muito bem quem é. — Não, não sei! Ele negou.
— Sabe sim! — Ok. Então se eu, hipoteticamente falando claro, te pedisse para ir aos fogos comigo, você aceitaria? — Eu, hipoteticamente, aceitaria. Me levantei. Mas que pena que você não me pediu. Vou ter que dormir. Beijos e uma ótima noite. Fui andando em direção ao meu chalé. Nick primeiro não acreditou que eu sairia, mas depois que viu que era sério se levantou. — Ei, Sam! Pare, eu ainda não terminei. Ele me puxou pelo pulso até as pedras no circulo aberto na floresta. Nos sentamos em cima delas. — Sam, eu queria saber... Ele coçou a parte de trás da cabeça. — V-você quer ir aos fogos comigo? — Hm, sei não. Você não acha melhor nos conhecermos melhor e ... quem sabe no próximo verão? Brincadeira tosca. Cara do Nick era tão triste que até deu pena. Ei, Cabeça de Bagre. Era só brincadeira! Soquei o seu ombro. É óbvio que eu quero, Nick. Achei que não era nesse éon em quem você iria me pedir. Bobo! Eu literalmente pulei em cima dele e dei um abraço mega sufocante. Ficamos conversando por mais um tempinho e depois tivemos de voltar para nosso chalé, não iriamos arriscar com as harpias. Tentamos fazer o mínimo barulho possível. Nick me deixou na porta de meu chalé. — Boa noite, Srta. Wikipédia. Ei, não vai dar para trás, né? — Não, não irei. Boa noite, Cabeça de Bagre. Ele pôs meu cabelo para trás da orelha e me deu um lento beijo na testa. — Boa noite. Eu disse. — Você já disse Boa Noite. Ele riu. — Eu não... ah, é mesmo. Eu só estava meio... esquece. Boa noite. — Para de dizer boa noite, garota! — Então você pode responder ao menos um para eu para de dizer boa noite! — Boa noite, Sam. — Boa noite. — Você disse que iria parar! — Ah, tchau Nick!
Notas finais
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