Sam Fill

1 Deserto


Notas iniciais
Primeiro capitulo, não terminei.

Deserto



Olhava o amarelo da areia no chão por onde andavam, gotículas de suor caiam aos poucos, muito calor, sol parecia nunca se por naquele lugar, os dias davam a impressão de serem anos. Sam caminhava um pouco arrastado pelas correntes que o prendia, agora não sangravam mais, agora era somente um ferimento seco, com certeza uma cicatriz para sempre. Sam era arrastado juntamente com mais seis pessoas. Escravos acorrentados, as vezes alguém vinha molesta-los no caminho, para caminharem mais rápido, sua boca muito seca, seus lábios quebrados ardiam quando alguma gota de suor caiam sobre elas. No final do dia era dado agua, mas durante o dia eram obrigados a andarem sem parar sobre aquele calor escaldante. Eram conduzidos pelos desertos de Hadarac local fim do império, para serem vendidos como escravos.

A cidade de Sam, foi destruída completamente pela guerra, perdeu a família inteira e tudo o que tinha, quando o exercito invasor abandonou a cidade, os poucos sobreviventes foram mais uma vez subjugados por escravistas. Oportunistas aproveitavam a época de guerra, para fazer riqueza com a desgraça alheia.

Ao todo eram três escravistas, ambos morenos, usavam roupas leves, lembrando uma túnica, o menor era o chefe, pois dava ordem aos demais e controlava o estoque de comida e agua. Era baixo, menor que Sam, quando ele descia de seu camelo, vinha com um chicote, para golpear quem andasse devagar. Era agressivo e não demonstrava piedade. Este gritava enquanto os agrediam.

– Andem Mancipias.

As vezes este se excedia e chicoteava até a quase morte, depois parava se aproximava falava em uma língua estranha e de forma sobrenatural, um dos camelos caia não suportando o próprio peso, ou os outros escravos juntamente com Sam desmaiavam, e as feridas da pessoa não produziam morte, e nem marcas. Isto somente acontecia quando ele se excedia.

Sam andava no meio, dos demais, não tinha força nenhuma para resistir, simplesmente obedecia, andava e andava sobre a areia quente. Ruim era quem vinha atrás, uma moça, esta andava devagar, possivelmente afetada pelo sol, ele nunca a vira em sua cidade, talvez fosse de outro lugar, era morena, agora muito magra, quando ele foi capturado, ela já estava com eles, porem era um pouco mais cheia. Sam simpatizava com ela, os dois dormiam um encostado sobre o outro a noite, o pouco conforto que ele tinha era encostar ombro com ombro com ela e dormir. No final da fila era um homem quase senhor, reclamava e sofria os maus tratos, pelo seu temperamento, era uma espécie de soldado na antiga cidade de Sam, ele ainda queria lutar. De dia ele caminhava pouco, preferia ser quase arrastado pelos outros, Sam não tinha opinião nenhuma sobre ele, tão pouco sabia o nome, mas ele já o tinha visto antes.

A sua frente ficavam mais três homens, Sam nunca tinha visto nenhum deles, tão pouco conversou com eles, o que ele percebeu é que tirando o senhor do final da fila, ninguém aparentava ser da mesma cidade ou região, a noite todos eles comiam e ficavam presos por correntes. Atrás da morena vinham dois homens, um fedia muito, e era o mais magro de todos, este parecia ser um mendigo, não tinha mais dentes na boca e tinha no seu rosto expressão de estrema fome. Depois dele, era um homem, que inspirava mistério mesmo estando todos na mesma situação, este homem se destacava.

Sam caminhava, e as correntes fazia seu peso habitual, e seu balançar, um dos escravistas fez seu camelo parar, e saltou do mesmo, todos os Mancipias pararam olhando para frente, se olhassem para trás, eles sabiam que levariam uma chicotada. O homem ficou ao lado de Sam e disse.

- Você, estenda suas mãos.

Sam estendeu suas mãos, este liberou a trava de suas correntes agora ficava atado somente pelas algemas, arrastou e o deixou a frende de todos, o escravista se pos a frente de Sam meio que se medindo, levantou o chicote e golpeou no meio do rosto, Sam caiu na areia, com a mão sobre o rosto, sentia queimar a região onde o chicote tocou. Sam agora apanhava violentamente do escravista, este o golpeava uma vez por outra. Uma chicotada sobre as costas rasgando a roupa e abrindo um ferimento, outro sobre as pernas produzindo outro ferimento, outra mais uma vez sobre as costas, quando terminou Sam já havia desmaiado.

O escravista prendeu a todos deixou Sam a frende do grupo, voltou ao seu camelo e pegou agua e jogou no rosto de Sam, voltou ao seu camelo e mandou todos andarem, assim foi o resto do dia, com o Sam à frente conduzindo.

À noite fazia muito frio, agora Sam não tinha ninguém para ajudar a suportar a noite, suas feridas doíam, sentia uma profunda triste, era tratado pior que animal, para os escravistas ele era um animal uma mercadoria de pouco valor. Alternava entre meio sono e lembranças, delírios, viu seu pai e sua mãe, Sam era filho único de um casal de comerciantes. Quando os soldados chegaram e destruíram tudo saquearam e mataram seu pai e sua mãe em sua frente, Sam estava escondido, sobre o assoalho, a população não teve a mínima chance, o ataque foi surpresa, algo terrível, diziam que esta cidade havia ajudado os Vardens, e por isto todos tinha sidos condenados à morte.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.