Sam

12 Capítulo 12


Notas iniciais
Eu disse que não demoraria mais quatro meses, bem, fiz as contas e demorei cinco, o motivo: TAKESHI-II, sim, eu precisei trocar de computador, e até conseguir passar os arquivos pra cá, foi uma lerdeza sem tamanho já que minha madrinha acabou ficando com o pc antigo.. enfim.. espero que alguém ainda leia isso aqui, isso é, alguém além da Aylla que começou a ler agora ^^"

Não fazia ideia de que horas eram quando o som insistente das batidas na porta de meu quarto começou, só sei que já devia fazer uma meia hora desde esse momento e ainda nada de elas cessarem.

Levantei-me vagarosamente e segui rumo à porta ainda de olhos parcialmente fechados, o rosto meio amassado ea boca entreaberta.

Ao girar a maçaneta, o esforço pareceu-me desgastante de tal modo que bocejei imediatamente após o ato, espreguiçando-me e dando as costas a quem quer que fosse que estivesse parado na porta e em seguida voltei a me atirar por sobre a cama.

A pessoa entrou logo atrás de mim, sentando-se ao meu lado na cama, fazendo assim com que colchão se movimentasse e afundasse com o peso recém-adquirido.

Permaneci com os olhos fechados, o rosto deitado de lado e o corpo estirado sobre o colchão até que senti mãos tocarem os fios de meus cabelos e eles serem afagados em uma caricia calmante que me provocava mais dainda aquela sensação de sonolência pós-despertar.

–Bom dia, dorminhoca. –sussurrou a voz que eu não reconheci.

Abri os olhos preguiçosamente enquanto erguia a cabeça a fim de fitar o rosto daquele que me proporcionara tais caricias e a minha frente encontrei Rob, sentado na cama.

–Bom dia Robbie. –respondi-lhe com a voz ainda embargada pelo sono.

Ergui o corpo sentando na cama e movendo lentamente o rosto na direção em que Rob olhava. Parados em frente à porta de meu quarto encontravam-se Edwin, Gregori e Elliot.

–Entrem garotos. –murmurei coçando os olhos tentando me livrar do sono.

Os garotos um tanto sem graça adentraram timidamente o quarto murmurando um bom-dia um tanto quanto acanhado demais para o meu gosto.

–A que devo a honra de ser acordada por tantos homens? –perguntei de modo divertido me sentando de forma mais correta na cama e apontando para que os garotos fizessem o mesmo. Edwin e Elliot sentaram-se na cama, a minha esquerda em direção à porta, já Gregori, preferiu sentar-se na cadeira da escrivaninha.

Os garotos se entreolharam antes de sequer cogitarem responder minha pergunta. Sorrindo de forma inquieta com o silencio olhei para L que logo tratou de fazer frente aos garotos e aquietar minhas duvidas. –Os garotos e eu, quer dizer, a gente, bem, nós ficamos preocupados. Já eram quase duas horas da tarde e nenhum sinal de vida ainda, e bem, ontem você bateu no Daniel, eu, nós, realmente queríamos saber como você estava depois disso.

Olhei para o lado oposto encarando Rob que logo entendeu o que eu queria saber. –Nem olhe pra mim Samantha, eu só estou aqui porque alguém tinha que te acordar.

–Otay. –sorri para os garotos, já bem mais desperta do que antes. –Eu estou bem, inteirinha, viram? –falei erguendo-me da cama e dando alguns pulinhos no chão pra mostrar que estava completamente curada da briga, muito embora minhas costelas ainda doessem e esperei que eles não houvessem notado minhas caretas de dor no processo.

Esperei em vão, diria eu, após notar que os garotos todos haviam se erguido e se aproximado de mim. Rob, o menos acanhado de todos, ergueu a camisa de meu pijama expondo minha barriga e costelas, deixando a vista todos os pontos roxos e doloridos.

Corei envergonhada por ter sido pega no flagra e dei graças a Deusa quando meu celular deu sinal de vida. Baixei rapidamente a camisa e segui até a cama, pegando-o.

Olhei para o visor, a bateria estava baixa. Atirei o aparelho novamente sobre a cama e me virei para os garotos, todos parados a alguns passos de mim com expressões preocupadas, e três deles com as bochechas coradas por terem me visto com mais pele exposta do que o normal.

Rob, o único com as bochechas ainda possuindo a coloração habitual, se aproximou dando os poucos passos necessários para chegar ao meu lado. Tocou levemente meu braço e sorriu ao me afagar a cabeça tal qual faria com um cãozinho. –Boa garota Sammy, batendo num dos mais folgados e valentões da escola. Mal chegou e já está arrumando confusão, se parece mesmo com o papai aqui.

Ri, realmente achando graça da situação, mas o movimento me causou ainda mais desconforto, provocando caretas às quais já estava parcialmente habituada.

Abaixei-me cautelosamente e então me ajoelhei aos pés da cama, procurando nos bolsos da mochila pelo carregador do aparelhinho de som irritante que estava jogado sobre minha cama, porém Rob me fez voltar a sentar na cama assim que notou o que eu fazia e me alcançou o carregador junto do celular.

Agradeci com um aceno de cabeça e me preparei para colocar o aparelho na tomada.

Só ao estar novamente de pé eu reparei em como todos aindame olhavam de forma preocupada e protetora, naquele momento eu me senti extremamente grata por ter encontrado aqueles quatro “caras” que já se preocupavam comigo daquele modo mesmo após pouco mais de dois dias de convivência. Esse momento de gratidão durou só até a voz de Elliot sugerir que eu deveria ir a enfermaria e aqueles outros três traidores concordarem prontamente.

–Tudo bem, eu vou, mas antes preciso de um banho. –disse ao me dar por vencida.

–Só não me ofereço pra ficar lá com você porque soaria estranho. –disse Robbie de seu modo todo engraçadinho, ao qual começava a me habituar.

Sorri para os garotos e me dirigi ao banheiro.

Ao adentrar no lavabo ouvi os passos nas escadas em direção ao andar de baixo e me senti mais relaxada ao saber que eles não estariam do outro lado da porta esperando por qualquer sinal de um mal estar mais grave.

Conectei o carregador na tomada que se localizava ao lado da pia e me preparei para ver as ligações e mensagens pendentes.

A mais antiga, passava o e-mail de contato da Ali, outras duas eram de Bubbles pedindo encarecidamente que eu lhe ligasse ou logasse no computador para conversarmos. Passei então para as ligações, algumas eram de casa, provavelmente de Mary, mas algumas também eram de minha Mãedrasta e do “papai”.

Enquanto me preparava para telefonar e descobrir o que se passava, recebi uma mensagem de meu adorado irmãozinho, a qual dizia que eu estava ferrada, e logo pude imaginar o caráter de todas aquelas ligações: o pestinha havia aprontado para mim novamente.

Controlei-me para não estragar o quarto aparelho em menos de seis meses e disquei para meu pai, que logo atendeu.

–Samantha Edwards Owen, o que diabos isso significa? Não atende minhas ligações, ignora as de sua mãe e ainda por cima não dá noticias. –ele ia continuar, mas o obriguei a calar-se quando minha voz se fez ouvir em um riso um tanto quanto debochado.

–Samuel Owen, vá se acalmando senhor estressadinho, eu estava dormindo até agora, estou àmilhas daí, não tinha como ter feito nada de errado então nem venha com isso de fazer coisas que eu nem diabos sei o que seriam. –a dor atenuou-se com minha raiva e eu me deixei sentar sobrea tampa fechada da privada.

–Seu irmão, ele encontrou um, um, um maldito de um vibrador cor-de-rosa em seu antigo quarto, então não me venha dizer que teria sido o seu irmão o arquiteto deste plano mirabolante e vá logo se explicando.

Ri, ri tanto que achei que iria chorar, este era o melhor plano bolado por ele até agora, e realmente, até eu acreditaria que isso era verdade, se não conhecesse a figura diabólica e maquiavélica que meu pai chamava de filho.

–Um, vibrador? no meu ANTIGO quarto? aquele do qual vocês tiraram todas as minhas coisas, incluindo a mobília e colocaram as do meu irmão? provavelmente depois de pintarem o quarto? É, realmente, vocês devem ter deixado passar um vibrador cor-de-rosa jogado em algum canto. Até porque, rosa é realmente minha cor favorita, não? -eu ria, ria tanto que achava que morreria por falta de ar, mas, não era um riso de alegria, era uma mistura de escarnio, nojo, presunção, pena e, até um tanto de melancolia, só eu conseguia rir desse jeito, foi o que me falaram na quarta série após eu quase morrer rindo depois de bater num garoto ao ponto de terem de chamar a ambulância.

–É, é.. –meu pai se embolava nessas horas. todas as vezes que eu jogava em sua cara como as acusações de "mamãe" e de meu "adorado" irmão serem totalmente infundadas. Acho que ele ficava sem graça por ter desconfiado de mim. –Você tem razão, mas na hora parecia tão provável, e seu irmão, porque ele faria algo assim? — Já disse que meu pai é ingênuo demais? pois é, esse é um fato interessantíssimo a respeito dele.

–Acho que foi pra sacanear a mamãe, aposto que o vibrador era dela... –disse ao notar que só podia ser por isso que ela havia me ligado, devia estar pensando que eu havia pego uma de suas preciosidades.

Por mais que eu brigasse com meu pai, eu nunca conseguiria lhe odiar, ele sempre esteve presente em todos os meus momentos, não seria justo com ele.

–Está tudo bem aí?- perguntou ele, querendo, provavelmente saber se eu ainda não havia aprontado nada.

–Bati em um garoto ontem. –contei a verdade.

Ele suspirou derrotado, odiava quando eu brigava, odiava quando eu agia como um garoto, odiava quando a menininha dele se saía melhor como menino que o filho homem. –Precisava disso? REALMENTE precisava?

–Ele tentou ME BEIJAR e bater em um nerd. Você realmente queria que eu não fizesse nada e ficasse parada? Queria mesmo? É isso que você espera de mim? Que eu seja uma cadelinha, só porque sua mulher é? Só porque o seu filhinho perfeito balança o rabinho e acena a cabeça concordando com tudo o que acontece? Não espere que eu seja assim, você sabe que isso não é possível, eu já estou longe o suficiente, não precisa mais se preocupar agora, papai. – e lá fomos nós de novo, entrando em outra discussão, era sempre assim.

–Eu desisto Samantha, você não tem mais jeito. –Desliguei o telefone antes de ouvir mais qualquer palavra vinda dele, seria sempre o mesmo discurso, nem as virgulas mudariam de lugar.

Conforme me acalmava as dores pioravam, coloquei o telefone sobre a pia e retirei as roupas, entrando no chuveiro e deixando que a agua quente lavasse minha alma, levando junto muitas lagrimas. Não gostava de brigar com meu pai, não gostava nem um pouco, mas era preciso. Ele devia abrir os olhos, ver com quem estava casado. Não ligava pro fato de ela ser minha mãe, ou de que ele realmente a amasse, ela fazia de tudo para me manter longe, talvez tivesse se casado com ele por estar gravida de mim, eu realmente não sei, mas ela me odiava e era assim, desde que eu me lembro então, com os anos, eu passei a odiar ela também.

Saí do banho mais cansada do que entrei, cada musculo do meu corpo doía agora que eles estavam relaxados. Me enrolei em uma toalha e desconectei o carregador da parede, seguindo rumo ao quarto.

Assim que me virei para a cama, pensando em largar o celular ali antes de procurar algo para vestir, encontrei, já sobre a cama uma camisa branca sem mangas e escrita bem em seu meio estava em letras grandes e pretas "Baddies", uma calça jeans preta que ficava um tanto folgada e um belo conjunto de correntes para serem presas a ela.

Ri me sentindo estremecer só de imaginar que havia alguém no mundo que me entendia tão bem depois de apenas umas poucas palavras. Avaliei melhor o conteúdo sobre a cama e notei que nas roupas intimas ele não se atrevera a tocar, provavelmente os garotos teriam matado ele caso o fizesse.

Abri a gaveta onde se encontravam minhas roupas intimas e retirei de lá um conjunto preto e liso, um conjunto um tanto "estranho" para a maioria das garotas, um sutiã esportivo e uma cueca feminina.

Me vesti e desci as escadas secando os cabelos, o celular estava no bolso e vibrava com mais uma mensagem recebida, murmurei um "vibrou" e deixei a toalha pender sobre o ombro enquanto retirava o aparelhinho dali para poder ver quem enviara a mensagem.

Era de Mary, dizia que papai estava muito abatido depois de minha ligação, respondi com um simples "sinto muito" e me voltei para os garotos.

–Onde fica essa tal de enfermaria?

–No prédio principal–falou Rob — Nós vamos com você, não se preocupe.

–É agora que eu fico preocupada. –falo olhando falsamente assustada pra eles enquanto cubro meus minúsculos seios com as mãos — tem quatro garotos querendo me ver sem camisa.

Os meninos ficaram ligeiramente envergonhados e tentavam de todos os modos desfazer o "mal entendido" enquanto Robbie sacava a piada e caia na gargalhada, resolvendo entrar na dança.

–Como se eu fosse querer ver duas bolinhas de gude, eu devo ter mais peitos que você. – Ele inclinou o peito para frente e segurava os mamilos com as mãos por baixo da blusa fazendo de conta que eram seus seios.

Quase morri de rir com a cena, o que provocou muita dor, e logo eles estavam "encima" de mim outra vez, todos estavam verdadeiramente preocupados, o que me fez quase mencionar que já havia quebrado algumas costelas e que aquela dor não se comparava em nada com a que eu sentia agora.

Assim que me recuperei nós seguimos rumo a enfermaria e durante o trajeto os garotos me apontavam as salas e lugares que julgavam serem necessários para meu conhecimento.

Abrimos a porta que daria na enfermaria e os garotos (L, Edwin e Gregori) não sabiam onde se esconder, tamanha era a vergonha que sentiam.

A enfermeira, uma mulher não tão jovem, devia ter seus 30 e tantos anos, cabelos rubros tingidos em um vermelho sangue, estava sentada sobre a mesa do consultório, seu uniforme encontrava-se desabotoado, caindo por sobre os ombros chegando já a altura do cotovelo, deixava a mostra a pele nua das costas e a parte traseira de um sutiã de abertura frontal na cor rosa shocking, os seios aparentemente fartos encontravam-se nas mãos do homem a sua frente, os cabelos ralos e esbranquiçados encontravam-se espalhados por sobre o ombro alheio, o qual fazia questão de morder com certa força. Certamente havíamos pego o casal em um momento intimo.

Robbie pigarreou e se aproximou do casal, tocando o homem no ombro, e eu me senti extremamente invadida em minha privacidade, mesmo que quem estivesse no momento intimo fosse outro casal. Com esse ato impensado do moreno eu adicionei uma nota mental a respeito de nunca transar de porta aberta naquele quarto. Eu REALMENTE não gostaria de ser interrompida em uma foda por que o senhor Robbie queria um disco emprestado para NÃO OUVIR a foda...Meus devaneios foram interrompidos pela voz de Rob:

–Sr. Parkinson?

Notas finais
Ah, se ficarem confusos com algo, perguntem, não se acanhem, não arranco o figado de quem pergunta as coisas :3 só dos que me brigam por colocar coisas sem sentido no meio do texto ~mentira~ Eu sou uma escritora bem boazinha que não faz mal a ninguém, então.. comentem e me deixem feliz :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.