Salvation
25 Capítulo 25
Notas iniciais
— O que será que está acontecendo com eles? — Scott estava inquieto.
Ao seu lado todos os amigos compartilhavam da preocupação.
— Boa coisa não deve ser.... — Karen suspira.
— Você mais do que ninguém deveria saber, afinal, você já esteve lá Scott. — Zoe encara ele.
— E é por isso que estou tão inquieto. O General... Ele é maligno. — Scott comenta.
— Se acontecer algo com Ellen, derrubaremos este lugar! — Josh extravasa.
Neste momento, todos os DECOEs, o Dr. Jenner e toda a equipe médica já ultrapassavam o portão.
— Calma Don Ruan, ela vai ficar bem. — Melissa olha ele.
— Eu concordo com ele. — Dan se irrita — Está na hora de detonarmos isso aqui.
— Na hora certa gente, na hora certa! — Karen olha para eles.
— Ela tem razão. — Henry fala — O tempo dirá quando devemos agir.
— E quando ele dizer, faremos isso todos juntos. — Karen sorri.
— Está falando que nem a Barb... — Zoe sorri a amiga.
— Gosto da maneira que falam, me passa verdade e talvez um pouco de fé. — Kane comenta sinceramente.
— Barbara nunca deixou que perdêssemos a fé. — Karen sorri pensando na amiga.
— E não perderemos. — Joshua fala — Vou tentar captar algo? — Ele coloca o dedo indicador em uma das têmporas e tenta telepaticamente localizar os amigos.
— Vai em frente professor X. — Zoe sorri.
— Baixou a Dianne nela. — Melissa ri.
— E olha que as duas tem faíscas. — Dan caçoa — Se bem que também rola faíscas entre a Karen e a Didi.
— Com quem a Didi não se impôs? — Scott balança a cabeça negativamente ao se lembrar do jeito da loira.
— É o jeito dela ué, e vamos ser sinceros, precisávamos de alguém como ela para dar uma animada aqui.
Joshua se esforça, mas não conseguia ultrapassar as paredes de Alkalia.
— Droga, droga! — Ele bate com o punho na mesa irritando-se — Não consigo ultrapassar essas paredes. É como se me bloqueassem.
— Alkalia sendo Alkalia. — Henry revira os olhos.
— O que acha que foram fazer com eles Henry? — Karen olha o garoto.
— Provavelmente interrogá-los. Travisk nos teme. — Henry responde a velocista.
— Ele é um grande babaca, isso sim. — Zoe bufa.
— Tenho certeza que ele quer nos intimidar. E já começou com nossas peças chaves. — Henry continua seu raciocínio.
— Peças chaves? — Zoe olha confusa para eles.
— Eles que irão nos tirar daqui, Bárbara sempre previu isso. — Karen explica.
— E a própria Barbara que já está abalada pelo bloqueio e a morte da Kiara. — Scott acrescenta.
— Temos que descobrir quem é esse assassino logo. — Karen bufa.
— Tenho certeza que isso não vai demorar. O que não pode acontecer é alguém mais morrer. — Scott olha os amigos.
— Os Liberatus não falavam muito desse assassino. O que sabem? — Kane olha a turma.
— Suspeitamos que ele pode absorver poderes de outros Evoluídos. — Karen olha eles.
— Por isso ele mata os detentos. — Dan completa.
— Travisk e Jenner o chamam de Zero. — Joshua é quem fala.
— E o que diz a respeito gênio? Qual sua opinião? — Zoe olha para Henry.
— Eu tenho uma grande suspeita. — Henry pronuncia.
— Qual? — Karen olha ele.
— Vejam que conveniente...
— Desembucha, gênio. — Dan implica.
— Fala logo Henry! — Zoe bufa.
— O Zero mata os Evoluídos, exatamente o que Travisk tem vontade de fazer. Ele não faz por que o Estado ainda não permitiu isso. — Henry espera que eles entendam seu raciocínio.
— Então....
— Ele é uma arma do Travisk. — Melissa interrompe Karen.
— Claro! Por isso as câmeras começaram a ser desligadas a noite. — Noah conclui.
— Nada mal... — Zoe olha eles.
— Será que isso pode ficar pior? — Kane se surpreende com as descobertas.
— Se atacarem nosso grupo, isso com certeza ficará pior. — Karen suspira.
— Não vamos dar oportunidades para isso. — Scott olha para a irmã.
Karen sorri a Scott.
— Ficaremos sempre unidos. -Melissa sorri.
— Contem comigo. — Kane assente a eles.
— Eles não vão voltar? — Karen encara a porta do refeitório.
— Vão. — Noah olha para a mesma direção esperançoso.
— Barb! — Logan exclama ao ver um DECOE trazendo-a para perto deles.
Eles estavam na entrada do grande corredor que dava para Alkalia.
— Logan. — Barbara sorri.
— Como você está? Ele fez algo com você?! — Ellen se aproxima.
— Estou bem, ele não fez nada. — Barbara segura no braço de Logan.
— Sem muitas conversas, vamos escoltá-los até Alkalia novamente. — Um dos DECOEs informa.
Travisk não saíra da sala.
— Não precisava disso. — Crystal suspira.
— Só seguimos ordens, mocinha. — Outro oficial responde — Agora andem.
Raphael bufa e toma a dianteira, nunca desejou tanto voltar para a prisão.
— Vocês são idiotas. — Dianne revira os olhos.
— E você irritante, Millbrook! — O DECOE empurra ela para que acompanhasse Raphael e os outros.
Dianne fuzila ele com o olhar e acompanha os amigos.
— Fiquei com medo de que se machucasse. — Logan fala a Barbara enquanto se dirigem de volta a Alkalia.
— Estou bem, ele queria conversar. — Ela suspira.
— Contou o que ele queria? — Logan fala um pouco mais baixo ao ver que os DECOEs os encaravam.
— Infelizmente tive que contar. — Ela sussurra.
— Não tem problema, infelizmente ainda somos impotentes contra ele.
— Mas isso vai mudar. — Jason cochicha aos dois.
— Eu não tenho dúvidas quanto a isso Jason.
Eles já conseguiam a ver o portal que dava para a prisão, certamente Scott e os outros estavam os esperando preocupadíssimos.
— Acho que nunca quis tanto voltar para esse lugar como agora. — Crystal suspira.
— Pensei a mesma coisa. — Fazia tempo que Raphael não falava algo com Crystal.
— Ainda pensamos em sintonia. — Ela sorri a ele.
— É... — Ele estranha. Desde a discussão o clima entre ele e Logan e ele e Crystal estava mal.
— Eu deveria te ignorar, mas não consigo. — Crystal dá de ombros.
— Muito bem, evoluídos, está na hora de voltarem para seu lar. — O DECOE coloca sua mão num escanear de digitais.
Este estava acoplado na parede ao lado da grande porta metálica, após a digital da palma da mão ser escaneada a porta se abriu.
— Entrem logo. — O oficial falou rispidamente.
— Ridículo! — Dianne bufa e passa por ele.
— Fica quieta Dianne! — Ellen segue ela.
— Eles chegaram! — Noah exclama ao ver a porta se abrindo.
— Finalmente! — Joshua sai da mesa e corre até lá.
Logan sorri ao ver os amigos se aproximando.
— Noah! — Dianne vai até ele.
— Gata! — Noah beija ela.
A porta se fecha assim que Raphael cruza ela. O jovem suspira ao ver todos os amigos ali se abraçando e vai até a mesa Liberato.
— Josh! — Ellen abraça o namorado.
— Você está bem? Machucaram você? — Joshua retribui ao abraço dela.
— Estamos bem, ele queria saber da profecia, apenas isso. — Ellen suspira.
— Trouxa. Não adianta tentar interferir vamos sair daqui. — Joshua fala a namorada.
— Vamos, mas não quero pensar nisso agora, quero ficar contigo. — Ela abraça ele novamente.
— Crystal! Barb! — Scott vai até elas.
— Scott. — Barbara abraça ele.
Logan sorri vendo os 2.
— Que bom que voltaram e estão bem. Estão, né? — Scott olha ela.
— Estamos, por incrível que pareça ele queria conversar apenas.
— Qual a pauta? — Scott questiona.
— A profecia. — Crystal olha ele.
— Vem, vamos todos para a mesa e vocês podem nos contar tudo de maneira mais detalhada. — Scott puxa ela.
— Calma. — Ela ri com a forma dele a puxar.
— Eles estão tendo um caso? — Ellen olha para Crystal e Scott.
— Os pensamentos deles levam a crer que sim. — Joshua sorri de lado.
— E o que eles estão pensando? — Ellen olha ele curiosa.
— Ela quer beijá-lo. Ele nunca sentiu tanta falta dela como agora. — Ele revela.
— Ah, que fofo! — Ellen se encanta, era uma romântica incurável.
— É bom tê-los de volta. — Henry fala ao ver os amigos sentando a mesa.
Os Alkalianos encaravam os jovens intrigados com o que houve com eles.
— Por incrível que pareça, também queríamos voltar para cá. — Ellen suspira.
— Isso é novo e soa estranho. — Noah caçoa.
— Podemos mudar de assunto? — Dianne se incomoda.
— Está tudo bem, gata? — Noah retorna à atenção a ela.
— Está, só não quero falar deles. — Ela dá de ombros.
— Podemos falar de algo que aconteceu comigo enquanto íamos para o interrogatório. — Jason se empolga e olha para todos.
— O que aconteceu Jason? — Melissa encara ele.
— Ainda é muito estranho para mim entender a habilidade da Barbara, mas acho que vi o futuro. — Ele informa.
— Sério? — Logan indaga e recebe um sinal positivo.
— E o que exatamente viu? — Dan é quem pergunta.
— Algo que me encheu de esperanças... — ele sorri e tenta relembrar as imagens para poder contar aos amigos.
— Conte-nos tudo. — Karen se senta diante dele.
— Bom estávamos atravessando o corredor e Travisk nos avisava que estava usando um aparelho que tinha a função de detectar habilidades e que se tentássemos algo... — ele passa o dedo no pescoço e sorri.
— Ah! Eu lembro disso. Do nada o aparelho começou a apitar e Jason foi punido. — Logan relata — Mas ele estava de mãos dadas com a Barbara e ela recebeu a carga também.
— Mas foi inevitável não?
— Infelizmente. — Jason olha Karen.
— Mas Jason e Barbara dividiram a carga, pelo menos não foi tão forte, não é? — Joshua questiona.
— Não foi. Acredito que caímos no chão pelo susto que levamos. — Barbara tranquiliza eles.
— Menos mal. — Scott faz carinho na mão de Barb e olha para Jason para que continuasse.
— Aquele corredor extenso eu comecei a ter uma nova percepção dele e foi quando vi.... Todos correndo por ele. Todos fugindo! — Ele se levanta.
Ellen olha para Jason e sorri.
— Conseguiu ver o que sempre vi? — Barbara olha ele.
— Bom... Foi isso que vi. — Ele sorria.
— Seremos livres no futuro, é isso? — Kane pergunta ainda tentando se encaixar nas conversas do grupo.
— Isso Kane, todos nós sairemos daqui. — Barbara sorri.
— Era exatamente disso que precisávamos. — Joshua comenta — Sinceramente, estava perdendo minha fé nisso.
— Eu também. — Noah concorda.
— Não percam, nós sairemos daqui juntos. — Ellen olha para eles.
— Só espere que não demore. — Jason olha para Ellen.
— Talvez ainda não seja a hora, mas quando ela chegar, nós saberemos.
Logan sorri vendo quão esperançosa Ellen estava.
— Bom, pelo menos vocês voltaram bem, isso que importa. — Karen olha eles.
— Com certeza. — Logan sorri a ela, eles têm aquela troca de olhares e o sorriso se intensifica.
— Vão para o quarto. — Dianne revira os olhos.
— Nossa, ta azeda hein. — Crystal faz careta.
— Shiu. — Dianne retruca.
— HEY! — A voz familiar de Liam rompe o momento de Karen e Logan, o rapaz cora.
— O que quer Liam? — Melissa olha ele.
— Queria me certificar de que estão inteiros. — Ele responde.
— Estamos, obrigada. — Crystal sorri a ele.
— Travisk parecia irritado com vocês! Sinceramente, pensei que nem todos voltariam. — Ele olha todos.
— E quando ele não está irritado? Ele é um grande babaca. — Dianne bufa.
— Totalmente. — Kane continua.
— Jason acabava de nos dizer que... — Noah iria contar sobre a visão, mas Scott o impediu.
— Ele vai acabar nos matando qualquer dia. — Scott interrompe.
— Bom, estamos bem, se me dão licença, vou ao banheiro. — Ellen se levanta.
— Vou indo nessa também, que bom que estão bem. — Liam sorri e acena ao pessoal.
— Gosto do Fornecedor. — Logan comenta.
— Eu não, não confio no Liam. — Melissa olha para os amigos. — Essa cara de bom moço, não me engana.
— Porque não me deixou contar sobre a visão? — Noah olha para Scott.
— Talvez seja melhor ficar apenas entre nós. — Scott afirma.
— Concordo. — Henry assente a Scott — Acho que podemos incluir Rapha a isto.
— Isso mesmo gênio. — Crystal sorri a ele e o abraça. — Senti sua falta.
— Também. — O garoto se derrete.
Dan como fiel caçoador do gênio gargalha.
Crystal se afasta e pisca a ele.
— Bom, vou para o quarto, com licença. — Karen se levanta e caminha para o quarto.
— Kar, espera. — Barbara se levanta. — Vou com você.
Karen sorri e ajuda a amiga.
— Eu vou dormir um pouco também, antes do jantar. — Logan acena ao pessoal e segue Barbara e Karen — Me esperem! — Ele pede.
— Esperando. — Karen e Barbara riem.
— Depois de levar a punição pela primeira vez, acho que mereço descansar. — Ele desabafa ao se aproximar.
— Merecemos. — Barbara sorri.
— Ficaram animadas com o que o Jay contou? — Ele pergunta enquanto caminham.
— Sim, eu sempre soube que sairíamos daqui e ver que o Jason confirmou o que sempre vi, renovou minhas esperanças. — Barbara sorri.
— Faço das palavras dela, as minhas. Tirando o lance das visões. — Karen ri.
— As duas sabem que eu estava com problemas em relação ao meu papel nessa história, acho que ouvir isso me deu uma motivação. — Ele sorri e olha para elas.
— Cada um tem a sua função Logan. Acredite. — Barbara sorri.
— Estou mais firme disso.
— Então.... Vamos deitar? — Karen para diante do seu quarto com Barbara.
Logan para com elas para que possa se despedir.
— Obrigada Logan. — Barbara entra no quarto.
— Não foi nada, Barb. — Ele sorri ao vê-la entrando.
Depois ele olha para Karen e não consegue negar que seu coração acelera quando ficam sozinhos.
— Fiquei preocupada com você. — Karen olha ele.
— Achei que nunca mais te veria. — Ele ajeita a franja dela e se aproxima.
— Acho que não vai se livrar de mim tão fácil assim. — Ela sorri de lado.
— Estou gostando disso. — Ele passa a mão pela nuca dela.
— Duvido que esteja mais do que eu. — Ela encerra o espaço entre os dois, beijando o rapaz.
Ele retribui ao beijo saboreando lentamente, ele não precisava se desesperar havia aguardado esse momento com Karen e ele simplesmente aconteceu, afinal de contas.
Karen sorri entre o beijo, turbilhões de pensamentos invadiam sua mente, entre eles Barbara e Raphael, mas naquele momento ela só queria aproveitar aquele beijo que ela havia esperado desde o momento em que viu Logan.
Ele envolve a cintura dela, ele sente ela se arrepiar à sua mão percorrer a pele dela.
Karen aprofunda o beijo e acaricia a nuca de Logan.
— E então, gostou da minha... O que?! — Crystal se surpreende ao ver Logan e Karen aos beijos.
— Kar? — Scott estranha totalmente.
Logan se afasta dela e fica sem graça.
— Scott... — Karen olha o irmão.
— Você é rápida.... Literalmente. — Crystal faz careta.
— Não ajam como se isso fosse um crime, mas Barb.... Bem... — Scott suspira.
— O que tem ela? — Crystal olha para Scott.
— Gosta do Logan. — Karen suspira.
— Droga. — Logan se sente um tanto mal.
— Ah... — Crystal olha o casal. — Boa sorte para vocês.
— Concordo com ela. — Scott sorri amarelo a eles.
— Obrigada, eu acho. — Karen suspira.
— Vamos Scott? — Crystal segura na mão dele.
— Vamos. — Scott segue Crystal.
— Eles estão certos.... Temos que encarar isto.
— Eu converso com ela. — Karen olha ele.
— Obrigado. Mas o importante é que finalmente estou com você. — Ele sorri de lado.
— Você queria isso? — Karen sorri de lado.
— Você sabe que sim. — Ele morde o lábio.
— É que gosto de ouvir. — Karen beija ele novamente.
— Vou te mostrar o que gosto. — Ele morde o lábio excitantemente.
Karen geme com a mordida e sorri.
— Que porra é essa!? — Raphael interfere nervoso.
— Mas que droga! — Karen bufa e encara Raphael.
— Que gritaria é essa? — Barbara sai do quarto.
— Esses dois... Logan! — Raphael se enfurece e parte para cima do elétrico.
— Parem! — Karen encara eles.
— Façam eles parar Karen! — Barbara se preocupa.
Raphael agarra Logan e os dois vão para o chão.
— Você não pode esperar, ham? Você é muito cretino. — Raphael se revolta.
— Eu que beijei ele Raphael! — Karen olha ele.
— O que?! — Barbara se surpreende.
Logan não vê alternativas, acaba eletrificando todo seu corpo, o que afeta Raphael, este se joga para longe para não receber mais a descarga.
Barbara suspira e volta a entrar no quarto.
— Barb... — Karen tenta entrar, mas percebe que a garota trancou a porta. — Droga! Satisfeito?! — Ela brada olhando para Raphael.
— Vocês terminaram Raphael, pelo que sei o único errado aqui é você. — Logan estava irritado com ele.
— Podem continuar com..... Isso... — ele fala com certo desprezo — O que esperar de 2 pessoas que não respeitam uma garota cega. — Rapha cruza entre eles e segue para seu quarto.
Karen olha Raphael e depois Logan.
— Acho que ele tem razão...
— Infelizmente.... Será que ela vai ficar bem? — Logan se sentia terrível.
— Eu espero que sim. — Karen suspira.
— Mas o que não quero é ter que evitar isso... — ele segura na mão dela.
— Não evitaremos Log, mas temos que conversar com ela.
— Faremos isso de manhã. — Ele começa a caminhar com ela rumo ao seu quarto.
— Ok... — Karen o acompanha.
O sono havia nocauteado a maioria dos detentos de Alkalia. Wade era um dos que não conseguira realizar tal feito, incomodado o rapaz se levanta e resolve dar uma volta no complexo.
Ellen aproveitava que todos dormiam e por estar com a chave do salão de esportes, ela se encaminha para o local. Queria espairecer e faria isso na piscina.
Wade notou outro presente no grande corredor de quartos e se escondendo retornou ao seu esperando tal pessoa passar.
Ellen passa pelo corredor e arruma a toalha em seu corpo. Ela pensa nos acontecimentos do dia e destranca a porta do salão de esportes.
Wade acompanha e estranha ela ter a chave. O rapaz torce para que ela não tranque a porta ao entrar no salão.
Ellen encosta a porta e vai até a piscina. Ela sorri e retira a toalha. Sem demorar muito ela mergulha na piscina.
Wade abre lentamente a porta e procura por ela. O lugar era grande, de primeira ela ainda estava oculta para ele.
Ellen continua com as braçadas, era inegável o talento da garota na piscina.
Wade escuta sons na água e decide se aproximar da piscina, ele tinha uma leve sensação de que além de Ellen e ele, havia uma terceira pessoa ali.
Ellen para pôr um momento para pegar um pouco de fôlego. Ela se encosta na parede da piscina e fica olhando para água. "Pai, como você me faz falta." Ela sorri com o pensamento.
Abruptamente alguém agarra a cabeça de Ellen e submerge ela.
A garota se afunda na piscina e se debate em busca de ar.
A pessoa força ainda mais, nesse momento Ellen sabia de quem se tratava.
Wade se aproximou da piscina, estava escuro ele viu uma penumbra na beira da piscina e muito agito na água, ele estranhou e foi se aproximando esperando não ser visto.
Ellen se desespera ainda mais, ela buscava ar, mas acabou engolindo mais água. Ela segura na mão da pessoa e finca suas unhas no punho dela.
O indivíduo libera ela e urra de dor, no entanto ao ver ela tentando escapar ele afunda-a ainda mais forte.
Ellen tentou buscar ar, mas foi em vão, ele foi mais rápido. Ela estava começando a perder as forças.
— Deixa ela em paz! — Wade se enfurece — Medo! — Ele utiliza de seu dom.
O indivíduo encara ele e se enche de pavor, então liberou Ellen e correu em direção a uma das paredes. E sumiu. Como um fantasma, ele atravessou a parede. O poder de Allan.
Depois de ficar um tempo submersa, Ellen acaba engolindo água demais e boia na água desacordada.
Wade remove ela da água e procura uma reação da mesma.
— Hey, Ellen, acorde...
A garota não responde, estava desacordada.
— Droga. — O rapaz abre a boca dela e inicia uma respiração boca a boca.
Ellen ainda continua irresponsiva, tinha ingerido uma grande quantidade de água.
Ele alterna com massagem cardíaca.
— Vamos Ellen, vamos.
Não demora muito e a garota volta em si, cuspindo a água que tinha ingerido.
— Hey! — Ele se assusta — Está segura agora.
— Wade... — Ela sussurra. — Você... viu?
— Vi... Ele já se foi. — Ele fala ainda com os lábios próximos aos dela.
Ellen olha nos olhos dele e se aproxima do rapaz.
Wade se afasta.
— O que estava fazendo?
— Desculpe... — Ela fica sem graça. — Era ele? Era o Zero Um?
— Zero? — Ele estranha — Chamam ele assim? Bom... O que importa é que ele se foi... — ele ajuda ela a se levantar.
— Chamamos.... — Ela se levanta. — Obrigada.
— O que diabos fazia aqui?!
— Vim nadar, não é óbvio?
— Sim, claro. Mas agora? Você não tem juízo? — Ele balança negativamente.
— Desculpa pai, não sabia que precisava da sua autorização. — Ela fala irônica.
— Vem, vamos sair daqui. — O rapaz indica a porta.
— Porque veio atrás de mim? — Ela pega a toalha e segue ele.
— Uma garota acordada perambulando por Alkalia a essa hora... O que faria? — Ele reverte a pergunta.
— É, tem razão. Iria atrás...
Ele sorri.
— É difícil para mim admitir isso, mas gosto de você Ellen. — Ele fala e olha para ela, enquanto caminham ao redor da piscina.
— Como? — Ellen não acredita no que ouve.
— Não tenho amigos aqui. Não me permito ter. Preciso cuidar do meu irmãozinho, mas.... Você seria uma boa amiga para mim. — Ele sorri a ela. Era um momento raro para Wade, ele valorizaria isso.
— É admirável o seu carinho pelo seu irmão. Acho que eu seria assim se tivesse um. E aliás, eu gostaria de ser sua amiga.
— Tome cuidado, Ellen. — Ele pede.
— Tomarei. — Ela olha ele. — Obrigada.
— Não estou falando sério. Esse assassino rouba poderes, não é?
— Rouba e eu sou a próxima vítima dele. — Ela suspira. — Porque meu poder?
— Não me leve a mal. Mas se eu fosse ele também roubaria seu poder. Por ser indiscutivelmente util. — ele confessa.
— O que faria com ele? — Ela olha o rapaz, estava gostando de conversar com ele.
— Pensa comigo.... Se eu quero algo, eu simplesmente posso puxá-lo para perto. Ou posso lançá-lo longe. Posso levantar, derrubar, parar coisas no ar. Entende agora? — Ele explica.
— Entendo, vendo por esse lado, tenho um poder e tanto. — Ela ri um pouco nervosa.
— Ellen explore-o mais. Sei que o que mais quer é proteger seus amigos. Você pode isso. — Ele fala a ela e sai da Área de Esportes.
O rapaz dá uma verificada no local para certificar-se que o assassino não estivesse por ali.
— Eu quero ajudá-los mais do que tudo, mas tenho medo de machucá-los nesse processo. Ainda não tenho controle total aos meus poderes Wade.
Ele encosta nela e suspira.
— Autoconfiança.
— Wade... — Ellen olha nos olhos dele.
O rapaz sorri a ela e utiliza seu dom.
Sem pestanejar Ellen abraça ele, talvez a intervenção de Wade era o que faltava para que a garota entendesse que era capaz de se dominar.
Wade retribui meio que estranhando o ato, mas acaba sorrindo. Sabia que sua lealdade era com Flint e que a lealdade de Ellen era com a profecia e que eles estavam de lados opostos da moeda, contudo entre todos ela merecia ajuda.
Ela mantém o abraço por um tempo, cada momento daquele encontro surpreendia a garota, não imaginava que o ogro poderia ser uma boa pessoa.
— Chega. Acho que devemos voltar aos nossos lados do jogo. — Ele ri e se afasta.
— Tem razão. — Ellen ri com ele. — Mas se juntássemos forças, sairíamos mais rápido daqui.
— No momento certo faremos isso. — Ele assente a ela e se aproxima da porta de seu quarto.
— No momento certo... — Ela olha ele. — Obrigada mais uma vez.
— Não foi nada, sinto que faria o mesmo por mim. — Ele olha fixamente a ela.
— Sem nem pensar duas vezes.... É quero dizer... — Ela faz careta ao tentar se corrigir.
Ele sorri.
— Boa noite. E mais uma vez, se cuide.
— Boa noite Wade. Vou me cuidar. — Ela beija o rosto dele e caminha para seu quarto.
O Evoluído espera ela entrar em seu quarto para então ir dormir.
Ellen acelera um pouco o passo, mesmo com Wade a observando, estava receosa quanto a um novo ataque. Ela entra em seu quarto e depois de se trocar, se joga na cama, encarando o teto. A noite havia sido cheia de acontecimentos, mas mesmo com sua quase morte, o que a surpreendia era a forma com que Wade havia cuidado dela. Com esses pensamentos, ela acaba adormecendo profundamente.
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