O resto do dia eles foram auxiliando a novata a se instalar. Apesar de ainda estar revoltada por estar presa, Zoe se soltou com os novos amigos e falou um pouco mais de sua vida. Ela era filha de um dono de academias de luta e sabia lutar muito, foi capturada por ter sido denunciada e ela não faz ideia de quem seja.

– E seus poderes? Como os descobriu? — Logan olha ela.

– Uma vez eu estava na cozinha e acabei me cortando, meu pai veio me ajudar, mas acabei me regenerando. — Ela olha para eles. — A partir daí tentei esconder e estava tendo sucesso... — Ela é interrompida por Crystal.

– Até te flagrarem e te denunciaram.

– Isso. — Zoe suspira.

– Também fomos denunciados, gostaria de saber quem foi e porque. — Jason suspira.

– Ah, quando eu descobrir essa pessoa vai se arrepender de ter nascido. — Dianne bufa.

– E então, quando conversaremos com o Liam? — Scott cochichou a Crystal.

– Tipo agora. — Crystal segura na mão dele e o leva para fora do quarto.

– Calma garota. — Scott sorri ao ser puxado.

– Estou ansiosa, por respostas e principalmente pela festa. — Crystal sorri.

– É só um I-Pod e uma falsa alegria, Crys... — Scott suspira.

– Vai deixar de ser uma falsa alegria quando você aproveitar essa noite comigo. — Ela sorri.

– Bem... É... — Scott ficou sem graça e bateu na porta do quarto de Dan, Noah, Henry e Liam.

– Tudo bem Scott? — Crystal olha para ele ainda sorrindo.

– Claro, está. — Scott sorri amarelo e espera alguém abrir a porta.

Henry a abre e sorri.

– Hey amigos. — o menino fala e ajeita sua bandana.

– Fala pirralho. — Crystal sorri e bagunça o cabelo dele.

– As expressões de vocês não negam. Estão tramando algo... O que é? — Henry questiona.

– Não queira saber de tudo Henry... — Crystal sorri de lado. — Cadê o Liam?

– Hey Liam... Você tem visitas. — Henry chama o rapaz.

Crystal fica olhando para dentro do quarto esperando que o rapaz saia de lá.

Liam aparece, provavelmente estava dormindo, pelo bocejo forte que deu e pela bagunça que seus cabelos estavam.

– Vocês não dormem muito não?

– Desculpa acordar você bela adormecida, mas temos que conversar. — Crystal olha para ele e se segura para não rir pela situação em que ele estava.

– A garota desconfiada... — ele boceja mais uma vez.

– Temos uma proposta tentadora a você. — Scott fala.

– Super tentadora... — Crystal sorri.

– Nos deixe a sós, pirralho. — Liam olha Henry.

– Poxa... — Henry suspira e vai em direção ao pátio de entrada.

– Ai, não gosto de excluir ele. — Crystal faz careta. — Mas, enfim... Scott, faça as honras.

– Estávamos pensando em fazer uma festa! — Scott sorri a ele.

– Sim! Merecemos uma distração, consegue fazer algo por nós? Diz que sim vai... — Crystal sorri.

– Posso conseguir algo. — Liam sorri com certo desdém.

– Pensamos em fazer uma espécie de tiro ao alvo, sabe uma competição, poderia se usar a mira mesmo, ou os poderes. — Scott comenta.

– Acha que consegue algo relacionado a isso? — Crystal arqueia uma sobrancelha.

– Claro, posso conseguir alvos. Preciso contatar meu amigo. Scott você sabe... — Liam olha ele.

– É eu sei... — ele faz uma careta parecia estar se preparando para algo.

Liam deu um murro na cara dele, Scott foi ao chão.

– Hey! — Crystal olha para ele. — Surtou?!

Ele vai prá cima de Scott e começa a chutá-lo.

– Toma babaca!

– Hey, pare! — Crystal esbraveja e toca no ombro dele, fazendo ele sentir dores.

Liam veem ao chão se contorcendo.

– Crystal... — pode ouvir os susurros de Scott.

– Scott. — Crystal solta Liam e se ajoelha ao lado dele. — Tudo bem?

– Calma... Esse é o sinal. — Scott sorri — O DECOE sabe que quando Liam agride alguém é o sinal prá que ele apareça quando as câmeras desligarem.

– Mas você é louco! Pode se machucar assim! — Crystal passa a mão pelo rosto dele delicadamente, onde Liam havia batido nele.

– Era necessário. — Scott começa a se levantar.

Liam também se recupera de suas dores e se levanta.

– Caramba, garota!

– Calado, se não faço de novo! — Crystal esbraveja.

– Deu certo, Liam? — Scott questiona ao se levantar.

– Certamente, a noite me encontrarei com ele e lhes informo sobre a festa. — Liam sorri de lado.

– Ok. — Crystal se vira e caminha para longe deles.

– Precisamos conversar. — Jason puxou Barbara para fora do quarto, deixando Zoe conversar com os demais.

– Pode dizer. — Barbara tenta olhar para Jason, mas a garota acaba encarando a parede.

Antes de soltá-la, Jason sente algo diferente fluir, uma sensação estranha, porém ele releva aquilo.

– Tem visto mais algo? — Jason olha ela.

– Não. — Ela suspira.

– Como assim não? — ele olha ela.

– Não conseguindo! — Barbara se encosta na parede. — Estou bloqueada.

– Oi? — Jason olha não fazendo ideia do que aquela palavra poderia ser.

Um casal de detentos passa por eles, Jay cumprimenta com a cabeça.

– Quando eu sinto um medo extremo ou passo por situações como as de ontem, eu fico bloqueada. É como uma defesa. — Barbara explica, olhando para o nada.

– Quando o assassino te trancou no banheiro? — Jason indaga.

– Sim, eu não consigo mais ver nada.

Jason não sabia o que dizer, mas achou necessário naquele momento de tensão saber o que viria pela frente. Infelizmente eles estavam cegos, logo que Barbara estava nesse bloqueio, Jason começa a se perguntar se poderia existir outra vítima e se existisse quem seria.

– Barbara você sabia desses perigos? — Jason olha ela.

– Sei de muitas coisas, Jason. Só posso dizer a você que a maioria delas não devem ser expostas. — Barbara suspira.

Jason se virou de costas e balança a cabeça negativamente. "Vou descobrir por conta própria", ele fala e ativa seu dom para ouvir os pensamentos dela.

"Deveria sair da minha cabeça, isso é ridículo", ele escuta.

– Barbara me deixe ajudá-la, conte-me o que sabe. — Jason se vira para ela.

– Eu já disse que não sei de nada! Pare de me atormentar! — Barbara esbraveja.

– Eles precisam de você Barbara. Precisam que guie eles, eu passo a acreditar nisso agora. — Jason se aproxima dela.

– Mas eu não posso ajudá-los agora! Tente entender Jason.

– O que houve com aquela coragem? — Jason encara ela.

– Ainda está aqui, mas está me pedindo algo que não posso lhe dar. — Barbara suspira.

– Estou confuso sobre mim, Barbara. Eu também preciso.

– Desculpe não poder ajudar nesse momento. — Barbara se vira para sair dali.

Havia alguém no fundo do corredor, parado, observando-os. Não se movia, apenas secava eles.

– Perdeu algo aqui? — Barbara para no meio do corredor.

– O quê? — Jason olha ela sem entender ao certo.

– No fim do corredor Jason. — Barbara aponta para a pessoa. "Que lerdo."

– Hey... Você ai? — Jason começa a correr atrás da pessoa.

Quem o observava também corre em direção aos Vestiários.

– Hey, Jason! — Ellen vê o amigo correr e se afasta de Joshua.

Barbara vê ele corre e suspira voltando ao seu quarto.

Jason continua perseguindo ele.

– Ellen o que houve? — Joshua segue ela.

– O Jason. — Ellen olha para ele. — Passou correndo por aqui.

Seja lá quem for entrou nos vestiários, Jason parou na porta ao ver que ele sumiu. "Deve estar em um dos sanitários...", ele pensa e caminha em direção ao primeiro lentamente.

– Jason? — Ellen toca no ombro dele. — O que aconteceu?

– Lembra que você disse que há alguém que fica nos observando... — Jason assente aos sanitários. Todos com as portas fechadas.

– Ah, hora de pegar esse alguém. — Ellen sorri.

Joshua vai ao primeiro dos 4 sanitários e abre a porta.

– Ele não está aqui. Seja lá quem for.

– Nem aqui. — Ellen fala ao abrir a segunda porta. — Alguém aqui consegue ficar invisível Josh?

– Quem consegue, toma LCC. — Joshua fala e abre a terceira, que também está sem ninguém.

– Jason? — Ellen aponta para a última porta para que ele abra.

Jason se aproxima da porta e abre lentamente a porta, ao término nota-se que não há ninguém.

– Tem certeza que viu alguém Jason? — Ellen olha para o amigo.

– Claro. E ele correu até aqui. — Jason fala com clareza.

– Ok, mas ele deve ter despistado você. — Ellen dá de ombros.

– Ele entrou aqui, tenho certeza. — Jason suspira.

– Não há pensamentos aqui, além dos nossos. — Joshua fala enquanto coloca as mãos nas têmporas.

– Bom, então deixa eu sair daqui, porque né, banheiro masculino... — Ela faz careta e ri saindo dali. — Jason, relaxa ok? — Ela sorri para o amigo e acena para ele.

– O que a linda está fazendo aqui? — Axel fala ao entrar no banheiro e sem vergonha vai ao miquitóro, já urinando.

– Nojento... — Ellen revira os olhos e esbarra em Wade. — Olha por onde anda brutamontes!

– Fala a garota que está num banheiro para homens... — Axel olha ela sair, enquanto urina.

Wade a encara com aquele olhar misterioso.

– Ah cala a boca Axel. — Ellen bufa.

Axel ri, já Wade encara Jason e Joshua quando esses passam por ele.

– O que será que eles estavam tramando? — Axel questiona a Wade.

– Enquanto não nos causa perigo, não é de nossa conta. — Wade fala rispidamente.

Dianne estava no refeitório, queria se distrair, mas não sabia como. Resolveu correr entre as mesas para se exercitar e esquecer da morte de Allan.

Alguém parecia correr atrás dela. Ele ria.

– Ah qual é?! — Dianne para de correr e olha em volta. — O que você quer?!

– Oi. — Noah olha ela. O salvador.

– Noah! — Dianne sorri. — Oi.

– Se distraindo? — ele questiona, ainda correndo.

– Tentando. — Dianne volta a correr, alcançando ele. — E você?

– Imitando uma garota interessante... — ele sorri de lado a ela.

– Engraçadinho. — Dianne sorri.

– Se adaptando a Alkalia? — Noah questiona.

– Não, é impossível se adaptar a esse lugar horrível. — Dianne suspira.

– Seria mais fácil se tivesse cores. — ele comenta sem saber que compartilha de uma opinião dela.

– Concordo plenamente! Essas cores frias só dão um ar maior de depressão.

– Caramba, achava que só eu me importava com cores. — ele fica surpreso e depois de olha ela começa a gargalhar.

– Eu lá tenho cara de me vestir só de cinza? Isso não é o cinquenta tons não. — Dianne ri com ele.

– Isso não é o cinquenta tons não. — ele imita ela.

Quando Dianne olha para ele, ela se vê. O que antes era um rosto com uma barba rala e um cabelo bastante bagunçado, no entanto que o completava de charme, agora era o loiro intenso de Dianne e o rosto era o seu. Como se ela estivesse olhando num espelho.

– Hey... — Dianne faz careta. "Como isso?"

– Não gostou? — era incrível como a fisionomia e a voz estavam sendo perfeitamente reproduzidas por Noah, ele conseguia mudar de aparência — Prefere assim. — a voz engrossou e podia se ver como numa troca de pele o que antes era Dianne se transformar em Scott.

– Eu prefiro você normal. — Dianne revira os olhos. — Porque se transformar nesse babaca?

– Caramba... — ele voltou a ser Noah — Parece que detesta alguém...

– E muito. — Dianne para de frente a uma mesa e se senta nela.

Noah senta ao lado dela.

– Sabe Dianne... Lembra que naquela noite que te encontrei com medo você me disse que alguém estava te observando? — Noah olha ela.

– Lembro, ainda tenho essa sensação.

– Acho que senti isso, quando levaram o corpo do Allan. — Noah confessa a ela.

– O que será que pode ser isso Noah?

– Eu não sei... Pode ser o assassino. — Noah suspira, preocupado.

– Você acha? Eu tenho certeza! — Dianne olha ele.

– O que prá Travisk é perfeito, um Evoluído que mata Evoluídos. Será que é por isso que as câmeras são desligadas?

– Uma boa teoria... — Dianne pensa um pouco. — Mas será que não é o próprio Travisk que faz isso?

– Matar os Evoluídos? — ele começa a entrar no raciocínio dela.

– Sim! Eu não conheço outra pessoa que odeia tanto os evoluídos como ele.

– Você pode estar certa. — ele balança a cabeça positivamente.

– Ou posso levar um choque por acusá-lo disso. — Ela ri.

– Isso é algo que eu não quero ver... — ele olha penetrantemente nos olhos dela.

– E o que você quer ver?

– Seus olhos se fechando a medida que minha boca se aproxima da sua... — Noah vai se aproximando ainda mais.

– É? — Dianne se aproxima dele e fecha os olhos.

– Bem do jeito que pensei. — ele beija ela suavemente, parecia que havia treinado para beijá-la a dias, estava do jeito que Dianne apreciava.

Dianne retribui ao beijo e entrelaça as mãos na nuca dele, o beijo era do jeito que ela gostava, talvez Noah a conhecesse bem.

Scott estava vindo e ao ver a cena desgostou. Ele não entendi o por que disso. Noah passou a mão pela nuca dela e progrediu com o beijo.

Dianne se arrepia ao sentir o toque dele e sorri entre o beijo, ela se aproxima mais dele e continua com a carícia.

Scott ainda encara cena. O sinal forte toca, era a hora do almoço. Os detentos se encaminham para lá velozmente. Estavam famintos.

Noah desfaz o beijo por ter se assustado. Ele ri.

– Ah, tudo que é bom dura pouco. — Dianne ri.

– Não é? — ele coça o cabelo sem graça.

– Hey, Didi, você não vem... — Logan chama a amiga — Ah! Foi mal... — ele entende.

– To indo. — Dianne sorri para ele. — Vamos Noah?

– Ah claro... — ele sorri por estar sendo convidado.

– Logan.

– Noah.

– Dianne. — A loira ri e caminha com eles. — Tomara que não seja aquela comida com cara da sopa de hospital....

– Didi. — Logan gargalha.

– Nem me fale... Meu irmão comia papinhas mais atrativas. — Noah comenta.

– Viu, não sou a única. — Dianne ri e pega uma bandeja.

– Ela tá com ele? — Crystal olha para o casal e depois para Ellen.

– Parece que sim e isso é bom, vai mantê-la distraída. — A morena responde.

– Ou não. — Rapha sorri a elas — Uma vez paranoica e controladora, sempre será paranoica e controladora.

– Fato! — Ellen sorri ao amigo.

– Ah, você também desencalhou Rapha... — Crystal olha para ele.

– Karen é quente. — ele pisca.

– É? Que bom. — Crystal sorri amarelo. "E periguete."

Crystal consegue ouvir um "psiu", tratava-se do Fornecedor que estava no fim do corredor de mesas, perto da porta que dava para o Grande Pátio.

– Licença. — Ela deixa a bandeja com Raphael e vai até o rapaz.

– O que será? — Rapha olha ela e depois Ellen.

– Algo que vai nos surpreender. Porque né... É a Crystal. — Ellen sorri.

– Conseguiu algo? — Crystal questiona ao se aproximar do rapaz.

– Sim... Ele me forneceu o prêmio. — Liam sorri maliciosamente.

– E qual é o prêmio? — Crystal olha para ele sem entender.

– Algo que faz tempo que não bebemos. — ele levanta uma garrafa de tequila e pegando na mão dela a faz subir com ele numa mesa.

Os detentos de Alkalia já sabiam que quando o Fornecedor subia na mesa era para propor alguma festa.

– Uh... Tequila. — Crystal sorri e sobe na mesa com ele.

– Ela ta fazendo o que com ele? Kiara olha para os dois.

– Teremos festa! — Karen comemora. — Finalmente!

– Eai pessoal! — Liam berra aos detentos.

– Aquele é o Fornecedor, geralmente ele é quem promove as festas de Alkalia... — Duncan explica a Kane, o novato.

– Eu não gosto dele. — Axel afirma.

– Muito menos eu, mas ele é importante. — Duncan complementa. Flint e Wade encaravam a cena intrigados por Crystal estar lá com ele.

– Ela é perigosa. — Flint comenta apenas para o irmão.

– Eu sei. — Wade responde inexpressível.

Ellen olha para os Liberatus e acena para Kane.

– Seja discreta Ellen... — Dianne revira os olhos.

– Ela não deveria ficar tão perto dele. — Barbara comenta com Kiara, se referindo a Crystal e Liam.

– Ela sabe o que faz Barbara. — Kiara encara Liam e Crystal.

Kane vê Ellen acenando e retribui.

– Como já devem saber, hoje teremos uma festa, do jeito Alkaliano, claro, mas teremos. — Liam explica, os detentos vibram.

– E para completar teremos uma competição. — Crystal olha para eles. — Tiro ao alvo.

– Essa vai ser mole. — Axel sorri de lado.

– E o prêmio... — Liam faz suspense — TEQUILA!

Os detentos vibram.

– Finalmente uma bebida! — Dianne sorri e esfrega as mãos.

– E a Dianne competitiva deu o ar da graça. — Ellen ri da reação da amiga.

– Claro, eu vou ganhar essa. — Dianne sorri de lado.

Todos estavam eufóricos e ansiosos. Podia se ouvir os grupos de amigos já comentando sobre a disputa.

– É bom de mira, Kane? — Duncan questiona.

– Péssimo, acho que vou só observar. — ele coça o cabelo, sorrindo.

– Bom, eu posso muito bem nos representar. — Axel comenta.

– Duvido que me vençam. — Sasha pisca para eles.

– Veremos, St. Louis, veremos. — Axel retribui a piscada.

– Caramba... Tem esse tipo de garota aqui? — Kane comenta vendo Sasha e duas garotas gêmeas seguindo-a.

– Não a subestime... Sasha é poderosa. — Flint encara ela.

– Eu quero saber porque a Crystal está com ele. — Kiara continua encarando eles.

– Porque está interessada tanto nisso? — Karen olha ela. — É ciúmes?

– Karen, não me provoque. — Kiara revira os olhos.

– Parem as duas! — Barbara interfere. — Já falei que a Crystal é responsável pelas escolhas dela, deixe que ela reconheça o certo e o errado Kiara.

– Tudo bem Barbara, tudo bem. — Kiara bufa e caminha com elas para uma mesa.

– Gostei de ver... — Scott comenta a Crystal quando ela desce da mesa.

– É? — Crystal sorri. — Foi uma surpresa ele me fazer subir também. — Ela olha para o rosto dele. — Você está roxo.

– Deve ser o meu soco. Malz. — Liam dá um tapinha nas costas dele.

– Foi necessário. — Scott assente.

– Não gostei nada dessa forma de chamar a atenção. — Crystal faz careta.

– Bom foi você quem pediu uma festa. — Liam pisca a ela e vai saindo dali.

– Mas... — Crystal abre a boca surpresa. — Ele é bom...

– Bom? — Scott olha ela.

– Ele me tirou e com classe! Ele é bom! — Ela ri e puxa ele para que eles possam se servir e almoçar.

– Ele é cheio de estilo... Gosta dele? — Scott pergunta enquanto se aproximam do compartimento em que as refeições eram colocadas.

– Nop. — Crystal sorri. — Não é porque eu elogiei que eu gosto Scott.

– Ui, grossinha... — ele brinca com ela.

– Desculpe. — Ela ri e depois de se servir, ela caminha para a mesa que Scott sempre se sentava, já que as outras estavam ocupadas.

– Difícil sentar com seus amigos né? — Scott comenta, estava logo atrás dela — O grupo aumentou. — ele vê além dos 5 amigos de Crystal, Karen, Henry, Noah, Joshua e Zoe lá com eles.

– É... Aquela japa mal chegou e já está lá com eles. Isso não é justo. — Crystal revira os olhos. — Sim, estou com ciúmes.

Scott gargalha.

– Eles estão só acolhendo ela, como o Allan fez com vocês.

– Ah, o Allan... — Crystal abaixa a cabeça ao lembrar do rapaz.

– Vamos descobrir quem fez isso. Hoje, talvez. — Scott olha ela e se senta.

– Quando eu descobrir, isso não vai ficar barato. — Crystal bufa e começa a comer.

– No seu primeiro dia e já terá "festa"... — Noah comenta para Zoe.

– É uma boa maneira de ser recebida. — Zoe sorri.

– Sem querer te desmerecer Zoe, mas não acho que essa festa seja de boas vindas, tem algo por trás disso. — Dianne olha os amigos.

– Desenvolva a teoria Didi... — Ellen olha ela.

– Porque raios dar uma festa logo depois da morte do Allan? Lógico que quem teve a idéia da festa, quer descobrir o assassino. — Dianne fala como se fosse óbvio.

– Scott e Crystal estão com cara de que estavam aprontando... — Logan olha para os dois e depois para os amigos.

– Por isso o tiro ao alvo... Pelo que disseram Allan tinha uma lâmina cravada na cabeça. Eles querem eliminar suspeitos. — Henry comenta e ajeita sua bandana.

– Eles formam uma boa dupla, Sherlock Holmes e Sarah Slide.... — Dianne faz cara de "not bad".

– Acho que você misturou algo aí... — Zoe olha para Dianne.

– Nem se abale Zoe, é assim mesmo. — Ellen ri e bebe um pouco de seu suco.

– Você acaba se acostumando... — Joshua sorri a ela — Falo por experiência própria.

– Deixem de implicar comigo! — Dianne revira os olhos.

– Vão competir? — Raphael olha eles.

– Eu vou, óbvio! — Dianne sorri.

– Sou péssima em pontaria, então não contem comigo. — Ellen sorri amarelo.

– Nem eu. — Raphael complementa.

– Então torçam por mim e Didi. — Logan diz.

– E você Zoe, é boa de mira? — Jason olha ela.

– Não muito, mas vou me arriscar. — Zoe sorri.

– Gostei de ver. Espero que a novata chute seus traseiros. — Noah estende a mão para que ela toque.

Zoe bate na mão de Noah e ri.

Dianne fuzila Zoe com o olhar e se levanta da mesa.

– Acabei. — Ela pega sua bandeja e leva para a mesa onde as bandejas sujas eram depositadas.

– É impressão minha... — Raphael cochicha a Ellen.

– Não é impressão. — Ellen cochicha de volta.

– Treinamento, hoje? — Joshua questiona a ela, logo depois.

– Claro! Estou precisando. — Ellen sorri e dá um selinho nele.

– Parece mais que vão namorar e não treinar. — Karen ri.

– Podemos treinar também. — Raphael sorri de lado a ela.

– Ah, com toda certeza. — Karen sorri maliciosa.

– Sobrei. — Logan ri.

– Não é o único. — é Jason quem fala.

– É... — Zoe ri.

– Podemos mostrar os outros lugares de Alkalia para você, Zoe. — Logan sugere.

– Ah, eu agradeço por isso. — Zoe sorri. — Embora eu prefira minha casa... — Ela dá de ombros.

– Sairemos daqui um dia. — Jason sorri a ela, falando confiantemente.

– É, eu acredito nisso, temos que ter esperança. — Ela sorri.

Logan, Jason e ela após deixaram as bandejas na mesa, caminham em direção ao Grande Pátio. Noah e Henry também havia saído da mesa e ido para o quarto. Assim como Ellen e Joshua tinham ido treinar.

– Enfim sós. — Raphael morde o lábio.

– Demorou pra isso acontecer. — Karen dá um selinho nele.

– Escovem os dentes pelo menos. — Kiara ri.

Raphael olha para Karen fazendo uma careta para a garota.

– Desnecessário. — ele olha Kiara.

– Desculpa casal. — Ela ri e se afasta deles.

– Fui grosso?

– Claro que não. Não ligue pra ela.

– É... Você tem razão. — ele sorri de lado e beija ela.

– Eu sempre tenho. — Karen retribui ao beijo se aproximando dele.

Raphael mantém o beijo, enquanto sua mão percorre a cintura dela. No entanto, algo faz com que Rapha se assuste interrompendo o beijo. Um grito, vindo do banheiro feminino.

Notas finais
Gostaram? Reviews? Favoritos? Recomendações? #FaçamOsAutoresFelizes E então? Só eu adoro a Didi? E esse grito? Mais uma vítima do misterioso assassino? Quem será que é ele? Façam suas apostas e comentem pra gente. Até o próximo :*