– Acabei com o clima Libertare, não? — Logan olha para os amigos.

– Você libertou o Kane, não acabou com o clima do dia. — Zoe sorri.

– Obrigado, Zoe. — ele sorri a ela.

– Derrotamos os Liberatus. — Dan acrescenta.

– Acho que dessa vez eles sossegam um pouco. — Zoe olha eles.

– Ou voltam com tudo e viramos o alvo deles. — Melissa se aproxima deles.

– Você está com a gente, não se preocupe. — Jason sorri a garota.

– Acredito que terei que dormir com um olho aberto. — Melissa ri.

– Seu poder é incrível. — Logan comenta e dá espaço para que ela sente.

– É, todos dizem, mas em alguns momentos ele não é tão incrível assim. — Ela fala sem graça e senta ao lado de Logan.

– Só sei que gostei. — Dan pisca.

– E terminou com toda a briga. — Josh acrescenta.

– Era necessário, não queria que alguém levasse choque ou fosse levado como o que aconteceu com o Scott.

– Esses caras... Não entendo-os. — Henry aponta para as câmeras — Liam mesmo com tantas coisas fornecidas pelo DECOE aliado e eles parecem não se importar.

– Se você que é o gênio não os entende, imagina nós, leigos. — Zoe dá de ombros.

– É como se quisessem isso. — Henry parecia confuso.

– Quisessem nos manter presos aqui? — Zoe olha para Henry.

– Eles não só querem, eles podem. — Melissa comenta.

– Verdade. Mas temos Jason ao nosso lado que cada dia fica mais forte. — Dan comenta — Eu vi aquele soco.

– Verdade, você absorveu o poder da Didi, arrasou. — Zoe sorri a Jason.

– Acho que foi quando eu tirei ela da frente dos espetos. — Jason comenta.

– Você sente algo quando absorve o poder deles? — Melissa olha para ele.

– Há uma sensação no toque. — ele diz — Mas me sinto mais forte também, melhor do que já fui antes, entende? — ele procura se expressar de maneira compreensível.

– Entendo. — Melissa sorri.

– Henry, gênio. Você sabe se existe algum dano pro Jason? — Zoe olha ele. — Tipo algum perigo por ele absorver tantos poderes assim, mesmo sem querer?

– Descontrole. Foi o que eu disse a ele. Ele deveria aprender a poder optar por absorver ou não. Há poderes muito complexos. — Henry explica.

– Você deixou bem claro que o meu poder mesmo é um dos que ele não deveria ter. — Dan olha para Henry e depois Jason.

– Sim, se é difícil para você controlar tanta energia. Imagine para Jason que é telepata e clarevidente também.

– Mas se ele absorve sem querer, como que ele vai optar por absorver ou não um poder? — Zoe olha pra ele.

– Eu acredito que há um meio de adquirir o controle disso. — Henry olha ela — E acho que Jason vai perceber como. — ele sorri para o amigo.

– É gênio, acho que não tenho outra opção.

– E as meninas? — Melissa olha para eles. — Pensei que encontraria a Didi aqui.

– Crystal e Noah estão com ela. Ellen foi para o quarto. Wade brincou com elas... — Joshua suspira.

– Barbara está com Scott, Karen com Rapha. — Logan continua.

– Wade exagerou dessa vez. — Melissa suspira.

– Ele sempre controla as pessoas assim? — Zoe olha eles.

– O poder dele excita emoções, mas ele não consegue controlar atitudes. — Henry explana.

– Então o que Kar falou sobre Didi estava certo? — Logan olha ele.

– Provavelmente.

– Nossa, que coisa. Pensei que Didi era amiga da Elle. — Zoe olha eles confusa.

– Ela é. Mas deve ter guardado esse pensamento em algum momento, o poder de Wade aflorou isto. — Henry suspira.

– Ah, entendi. Então se existe um pensamento guardado, a pessoa consegue expressa-lo se estiver sendo controlado pelo Wade.

– Isso. As emoções se afloram e você perde o controle. — Henry continua.

– Ele é perigoso. — Dan fala.

– Ás vezes acho até mais que o irmão. — Josh comenta.

– E qual o poder do Flint?

– Flint consegue absorver qualquer tipo de energia. — Henry explica.

– Térmica, sonora, elétrica, cinética... — Jason continua.

– Poder interessante. — Zoe se surpreende.

– Praticamente nada pode atingí-lo. Se Logan lançar um relâmpago, ele absorve. Um soco da Didi é absorvido. O fogo de Scott também.

– Henry tem razão. A eletricidade de Logan, a energia cinética do ataque de Didi e o fogo com energia térmica só o alimentariam. — Dan entende.

– Não é possível, ele precisa ter uma fraqueza. — Zoe olha eles.

– Poderes mentais. — Jason raciocina.

– Sim. — Henry sorri.

– Ellen?

– Provavelmente. Josh também. Wade. Poderes de toque leve também como o seu e de Crystal, Melissa. — Henry complementa.

– Então podemos enfrentar ele. — Melissa sorri de lado. — Gostei...

– Sim. — Dan pisca a ela.

– Isso é ótimo. — Zoe sorri.

– Gata, acalme-se... — Noah pede fofamente.

– Eu estraguei tudo Noah, Ellen me odeia. — Dianne olha ele.

– Não estragou. Faremos vocês conversarem e se acertarem. — Noah segura na mão dela.

– Mas e se ela não quiser? Que raiva.

– Acalme-se. Deixa essa parte com Crystal e eu. — Noah olha para Crystal.

– Isso. Deixe conosco loira.

– Mas amor você já pensou aquilo dela? — Noah questiona.

– Quando estudávamos sim. — Dianne suspira. — Eu tinha um pouco de inveja dela, mas eu não a conhecia direito. Não éramos amigas quando pensei sobre isso.

– Mas deve ser isso que a fez falar aquelas coisas. — Noah explica.

– Mas eu não penso mais isso dela, Ellen é uma das garotas mais fortes que já conheci. — Dianne explica.

– Didi, espere a poeira abaixar e converse com a Ellen, conte tudo isso a ela e ela vai te entender. — Crystal olha a amiga.

– Também acredito nisso. O grupo de vocês esta com muitas intrigas. — Noah comenta.

– Estamos nos separando aos poucos, não era pra ser assim. — Crystal suspira.

– Talvez isso deva acontecer. — Noah fala ao refletir.

– Não podemos, sempre fomos unidos e é assim que deve continuar.

– Meu pai sempre dizia que quando algo se desfaz se for reconstruído nada mais o destruirá. — Noah conta.

– Talvez isso deveria acontecer conosco. — Dianne suspira.

– É exatamente o que penso. Isso aconteceu com o casamento dos meus pais. Eles, nesse momento, devem estar juntos me esperando, vou voltar a eles. — Noah sorri esperançoso.

– Ajudaremos você a reencontrá-los. — Crystal sorri a Noah. — Não vamos perder a esperança.

– Oh, obrigado. — Noah sorri de volta a ela.

– Não precisa agradecer. — Ela sorri.

– Esse dia deve te trazer muitas recordações. — Scott caminha com Barb pelo complexo.

– Devo dizer que ele está bem emocionante. — Bárbara ri.

– Devo dizer que ele está bem emocionante. — Barbara ri.

– Sente falta dele?

– Sinto, Jackson era importante pra mim, mas agora tem uma pessoa que está tomando o lugar dele. — Ela fala sem graça.

– Ah! Really?! — Scott se surpreende.

– É. — Barbara sorri.

– Me conta tudo. — ele ainda de mãos dadas a ela sobe na arquibancada do Grande Pátio — Vamos subir na arquibancada, só me seguir.

– Ok. — Barbara segue ele e se senta em uma das arquibancadas.

Scott se posiciona ao lado dela e aguarda para que ela revele quem era o novo rapaz.

– Logan... Ele vem sendo um bom amigo e está mexendo comigo.

– Ah num brinca? — Scott pasma colocando a mão na boca chega a ser engraçado ver como ele mudou — Ah, eu pasmei... Você não consegue me ver ainda.

– Imagino que você está bem surpreso. — Ela ri.

– Claro. Tá, o Logan é bonitão, mas... — ele nem sabe muito o que dizer, mas gostou do que ouviu.

– Mas eu não deveria me envolver?

– Eu não sei. Eu percebo a maneira como ele olha minha irmã... — Scott comenta a ela.

– Devo desistir então?

– Claro que não, Barb. Minha irmã é incrível, mas você também é. Logan é o cego desta história... — ele faz carinho na bochecha dela — O faça ver... Você.

Barbara sorri sem graça.

– Mas... Como Scott?

– Se permita sentir mais desse sentimento e continue sendo você. Uma hora ele perceberá. — Scott pisca — Eita... Eu pisquei. Não me acostumo com essa ideia do bloqueio.

– Farei isso, talvez ele me note. — Ela ri. — Não sei porque dessa vez está demorando tanto para passar.

– Talvez a morte de Kiara só tenha agravado sua condição. — Scott segura na mão dela.

– É, pode ser. — Ela segura na mão dele.

Depois de deixar Dianne no quarto, Crystal foi atrás de Scott, queria passar um tempo com ele. Ela entra no ginásio e ao ver o rapaz com Barbara ela suspira e sai dali. "Burra."

– Sabe Barb... — Scott transparece em seu tom que algo o entristecia.

– O que Scott?

– Bem antes de eu incendiar meu antigo quarto algo vem me atormentando. — Scott principia.

– O que te atormenta? Sabe que sempre pode contar comigo Scott. — Ela segura a mão dele firmemente.

– Na verdade você é o que me atormenta. Não você mais isso. — ele coloca as mãos sobre os olhos dela.

– Scott, porque se atormentar ainda por isso? Foi uma fatalidade que me serviu como dádiva. Aperfeiçoei meus sentidos e meu poder.

– Eu não sei acho que isso envolve mais sobre o meu poder. Tenho medo dele. — Scott não sabe explicar.

– Você se descontrola por causa das suas emoções. — Barbara levanta a cabeça a fim de olhar para Scott. — Quando conseguir controlar suas emoções, controlará seu poder.

– Como o medo?

– Sim. O medo, a insegurança, a tristeza, a alegria, a fascinação...

– É interessante mesmo pensar que nossos poderes estão ligados as nossas emoções.

– Todos agimos conforme o que sentimos.

– E essa é você me deixando sem graça por parecer óbvio. — ele revira os olhos — Revirei os olhos.

– Ah eu causo isso nas pessoas. — Ela ri.

– Obrigado, Barb. Acho que precisava dessa conversa. — Scott reconhece.

– Sempre que quiser podemos conversar Scott, não hesite em me procurar. — Ela sorri.

Scott abraça ela.

– Sempre estarei contigo por onde quer que esteje. — Scott fala próximo ao ouvido dela.

– Obrigada Scott. — Ela sussurra.

– Espero que ambos consigamos usar nossos poderes corretamente. — Scott fala ainda abraçando-a.

– Conseguiremos e se errarmos, estaremos um do lado do outro nos apoiando. — Ela sorri.

– Sim, confio nisso inteiramente. — Scott beija a testa dela e se afasta.

Barbara sorri e passa a mão pelo rosto dele.

– Como foi lá? Machucaram você?

– Sim, você sabe como eles são.

– Já estou cansada disso tudo, mas sei que logo vai acabar. Os Evoluídos da Profecia vão tirar a gente daqui. – Barbara fala confiante.

Duncan e Axel saíram do quarto.

– Como aquela garota pode acabar com Flint? — Axel iniciou.

– Nosso grupo está perdendo seu espaço, isso não pode acontecer mais.

Crystal passava pelo corredor distraída, estava chateada com o que acabara de ver.

– Essa garota, Melissa, ela é um perigo. — Axel comentou.

– Perigo é você se olhar no espelho. — Crystal resmunga.

– Ninguém falou com você, Lake. — Duncan fuzila ela.

– Não vou deixar que ofendam meus amigos. — Ela fuzila ele com o olhar.

– Olha garota não estamos com saco para isso. — Duncan olha pra ela com desprezo.

– E eu muito menos Duncan. — Ela revira os olhos.

– A sua amiga nocauteou Flint, ele está imóvel no quarto. — Axel encara ela como se Melissa se materializasse em Crystal.

– Achei pouco! Talvez assim vocês aprendam a respeitar os outros e parem de controlar as pessoas.

– Não controlamos ninguém, garota, Kane escolheu estar ao nosso lado. — Axel estava se irritando.

– Não estou falando do Kane bobão, e sim do que o Wade fez com as minhas amigas. — Crystal revira os olhos. — Você é bem burro hein?!

– Você deveria ser mais esperta e perceber que Wade não controla ações e sim emoções. — Axel rebate.

– Independente de ações ou emoções. Ele controla as pessoas.

– Ele só estava nos defendendo. — Duncan fala como se fosse óbvio.

– Ui, que crianção. Precisa ser defendido pelo papai controlador. — Crystal zomba dele.

– Somos uma irmandade! — Axel se enfurece.

– Da mais suja que pode existir.

– Tem algum problema acontecendo aqui, Crystal? — a principio a garota não reconhece a voz, afinal num era de seu grupo de amigos.

Era Kane que encarava Axel e Duncan.

– Ah, hey. — Crystal olha ele. — Não. Nenhum problema.

– Pois não foi o que pareceu. — Kane continuou encarando os Liberatus.

– Parece que está com mais atitude mesmo. — Axel fala irônico.

– Vem Kane, deixa esses babacas aí. — Crystal dá de ombros e se vira para o rapaz.

– Isso vão ver se a Barbara está trombando em algo. — Axel caçoa.

– Calado! — Crystal se vira e esbraveja.

– Isso mesmo saiam daqui! — Axel debocha.

Kane estava enfurecido, mas seguiu Crystal.

– Obrigada por intervir. — Crystal olha para Kane.

– Não foi nada. Acho que devia isso a vocês e seus amigos. Todos me fizeram enxergar o que eu me recusava a ver. — Kane justifica.

– Eu ainda não entendi como pode se aliar a eles, mas que bom que percebeu que era furada.

– Eles me pareceram amigáveis a principio. Péssima escolha, né, não? — ele ri.

– Com toda certeza. — Crystal ri com ele.

– Me fale sobre o grupo? — Kane assente as arquibancadas.

– São as melhores pessoas que você poderia conhecer. — Crystal sorri e se senta na arquibancada.

– Provavelmente são. Mas e as personalidades?

– Dianne é a mais esquentada, mas também a mais divertida. Ela não tem papas na língua. Já a Ellen é a apaziguadora, ela é paz do grupo. Jason é meio que o nosso líder, assim como a Ellen. Eles são os mais sensatos. Logan e Rapha são os atletas e os amigões do grupo.

– E você? — ele sorri de lado.

– Vou deixar que você me classifique. — Ela sorri.

– Pelo que pude perceber você é a pessoa na qual podemos nos apoiar. — ele diz.

– É. Tento fazer sempre o que posso pra ajudar a todos, embora alguns não percebam. — Crystal suspira.

– Geralmente é assim mesmo que acontece. — Kane nota o abatimento.

– É, estou acostumada com isso. Mas e você? — Ela olha para ele.

– Eu sou bastante protetor. — ele sorri — Combina com meu tipo de poder, afinal sou uma muralha indestrutível.

– Uma muralha indestrutível?

– Sim. Minha pele é impenetrável. — Kane explica.

– Oh, isso é interessante. Então se eu usar meu poder em você, você nem vai sentir.

– Não sei, quer tentar? — Kane estende o braço.

– Você não vai sentir, mas geralmente eu causo dor nas pessoas. — Crystal toca no braço dele.

Kane não demora para sentir os efeitos, suas veias saltam e ele começa a gemer.

– Ah, Kane. — Crystal retira a mão do braço dele. — Eu... Desculpe. — Ela se afasta.

– Está tudo bem. — ele respira devagar para se recuperar.

– Eu não queria te machucar. — Ela olha para ele.

– Foi só um teste. Você é bastante poderosa. Flint comentava que te achava perigosa. — ele faz cara de not bad.

– Ele dizia isso?

– Repetidas vezes. — ele afirma.

– Bom saber... — Ela sorri de lado.

– Vai ser o perigo que ele teme? — ele sorri de lado como ela.

– Quem sabe. — Ela pisca para ele.

– Gostei disso. — ele retribui a piscada.

– Podemos fazer uma boa dupla. — Ela sorri.

– Indiscutivelmente. — ele levanta a mão para que ela bata.

Crystal bate na mão dele e sorri.