Salvame
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Acordo assustada, pelo barulho de alguma sirene que parece ser de ambulância. Olho para Phoebe e vejo que ela apenas se mexeu, mas graças a Deus não acordou. Mas alguma coisa está acontecendo, mas o que será?
Calço o chinelo apenas, já que devido a noite está fria, optei por dormir com uma calça de moletom preta, e uma camiseta que cobre até a metade de meus braços, na cor branca. Assim que abro a porta, vejo uma movimentação estranha, já que que o dia ainda nem amanheceu. Meus olhos confirmam que a ambulância realmente está aqui nesse momento parada no Jardim.
Corro para o local em que a ambulância está, e vejo Taylor nervoso gritando com alguns homens. Ele está tão nervoso que nem percebeu que eu estou aqui, então o chamo.
–Taylor, o que está acontecendo?
–Anastásia, o senhor Grey está indo nesse exato momento para o hospital. — vejo tristeza em seu olhar e sinto meu coração se acelerar, mas o que aconteceu com Christian? Já que ontem ele estava bem.
– Mas Taylor, o que aconteceu com ele? Ele estava bem ontem. — pergunto sem ainda não está acreditando no que está acontecendo.
– Lembra sobre o que te disse, sobre manter segredos sobre as coisa que acontece nessa casa? — eu afirmo que sim com a cabeça.
– Mas o que isso tem a vê agora?
– Os seguranças me informaram que o senhor Grey, foi deixado aqui em frente a mansão por um carro Preto, mas ninguém conseguiu identificar quem estava dirigindo. O senhor Grey está tendo convulsões.
– Mas o que os médicos disseram Taylor? — pergunto já nervosa e vejo a ambulância fechando as portas, mas como Taylor não responde, corro até a ambulância para saber o que ele tem.
– Senhorita, precisamos ir. — o senhor me informa quando vê que eu seguro a porta da ambulância.
– Mas, por favor, me diz como ele está? — nunca me senti desse jeito, estou sentindo uma aflição dentro de mim. Como pode uma pessoa boa como o senhor Grey está passando por algo assim
– Senhorita, não podemos perder tempo, o paciente está precisando de cuidados urgentes.
Como vi que não iria dar em nada, consegui puxar a porta e entro na ambulância. Assim que entrei, meu coração por um instante parecia que ia parar. Christian está usando uma máscara de oxigênio, mas ao mesmo tempo parece que está tendo convulsões. O médico que não quis me dizer sobre o que estava acontecendo, puxa o meu braço para que eu saia da ambulância, puxo meu braço se volta e digo que irei com ele. Nesse momento, Christian olhou para mim, suas pupilas estavam deletadas e ele parecia está delirando, nesse momento ele as convulsões aumentaram e seu corpo começou a tremer, posso vê o suor exalando. Christian me olha, mas parece não me enxergar. Sinto uma mão em meu ombro me puxando, penso em gritar, mas reconheço a voz.
– Anastácia, você precisa ficar com a sua filha. — nesse momento me lembro te Phoebe. Estou tão nervosa que nem estou me lembrando que minha filha iria ficar sozinha se eu fosse.
– Taylor, você vai com ele? — ele me dá um sorrindo triste e responde.
– Sim, vou com ele, e irei mante-la informada.
Taylor entra na ambulância e eu entro para casa. Phoebe continua dormindo, mas meu sono foi embora. Estou nervosa e com medo de o senhor Grey morrer, eu tenho que ter fé que ele iria sair dessa, mas pela forma que ele estava, parece ser algo sério. Mas o que ele estava fazendo na rua? Quando chegamos ontem ele parecia que ia dormir.
**
O dia amanheceu e não consegui dormir novamente. Acordo Phoebe para ir para a escola, arrumo sua mochila, dou banho nela e a arrumo. Como hoje é segunda ela está mais preguiçosa, quando eu a acordei ele quis chorar, mas como viu que não tem jeito levantou.
– Mamãe, está triste? — ela para de beber seu leitinho e pergunta me surpreendendo.
– Não filha, por quê?
– Porque sua cara tá estranha. -acabo rindo pelo seu comentário.
– A mamãe só está cansada, meu amor.
O ônibus da escola chega e eu me despeço de Phoebe. Entro para a mansão e tento fazer as coisas, mas as lembranças do estado em que o senhor Grey estava dentro da ambulância, não sai da minha cabeça. Resolvo ligar para Taylor que me atende no segundo toque.
– Taylor, sei que você está ocupado, mas me desculpe, eu não estou aguentando mais sem saber notícias do senhor Grey. — já iniciei a ligação dizendo o que eu quero, pois sei que se ele não me ligou, é porque está ocupado.
– Eu que peço desculpas Anastasia, eu realmente me destrai e esqueci de te ligar. O senhor Grey está internado agora é ainda respirando por ajuda de aparelhos, pois ele teve quase um ataque cardíaco.
– Taylor, mas o que levou ele passar mau desse jeito. Ele tem algum problema de saúde?
Taylor ficou um tempo em silêncio, e apenas era possível ouvir as nossas respirações. Eu desconfio que isso nunca aconteceu antes, pela forma que Taylor está nervoso, se fosse um problema de saúde como ataque epiléptico, que eu acredito que não seja, ele não estaria nervoso desse jeito.
– Anastasia, o senhor Grey por pouco teve uma overdose de cocaína , ele chegou bem perto de morrer.
Meu Deus, não acretido que acabei de ouvir isso. Como um homem lindo e com a vida pela frente, quase morreu devido ao uso de drogas. O que aconteceu para ele ter entrado nesse mundo obscuro? Por isso que ele agiu comigo naquela noite de forma estranha, na noite em que nos beijamos ele estava drogado, eu percebi que algo estava estranho nele, mas preferia acreditar que estava errada.
– Taylor, nem sei o que dizer. Eu ainda não consigo acreditar que um homem como ele, que tem tudo para ser feliz, precisou entrar no mundo das drogas. — eu estou feliz por ele está vivo, mas queria poder ajudar de alguma forma.
– Verdade Anastasia. O que o senhor Grey precisa, é de uma motivação na vida para ser feliz.
– Será que eu posso visitá-lo?
– Isso eu não posso te responder, você precisa perguntar para a família dele.
– Verdade, vou vê se encontro o número de telefone de um deles, e vou ligar para saber se posso.
Encerro a ligação, e lembro-me que tenho o número da Kate. Acredito que ela vai me ajudar. Eu sei que sou uma simples empregada e que sou paga para trabalhar, mas acredito que Christian não vai se incomodar seu eu for até o hospital visitá-lo, mas meu medo é que ele se sinta constrangido, pois agora foi confirmado para todos que ele realmente usa drogas.
– Alô?
– Alô, Kate?
– Sim, quem fala? -droga, ela não tem meu número.
– Anastasia. — digo um pouco sem jeito.
– Ana, como vai? Me desculpe, é porque eu nem olhei para o visor, apenas atendi.
– Tudo bem, eu estou bem, e você?
– Estou bem, mas estou triste pelo que aconteceu com meu cunhado né.
– Sim, também estou triste com isso, e por isso queria te pedir ajuda.
– Claro, o que você precisa?
– Eu queria saber se eu posso ir visitá-lo?
– Claro que pode, vou perguntar ao Elliot o horário das visitas e te ligo de volta avisando.
– Muito obrigada Kate, nem sei como te agradecer.
– Você pode me agradecer ajudando meu cunhado, eu sei que ele tem um grande carinho por você e sua filha. Para ser sincera, espero que vocês possam se conhecer melhor.
– Que isso Kate, o senhor Grey é meu patrão, nada mais do que isso.
Depois de conversar mais um pouco com Kate, encerro a ligação na esperança de ter a resposta de quando posso ir visitá-lo.
**
Finalmente o dia da visita chega. Phoebe tem perguntado muito por Christian, já que ele prometeu que vai fazer a festa a festa dela. Eu disse que ele está viajando, mas que disse que logo vai voltar, mas estou tentando ter paciência com ela, mas é meio difícil. Sei que ela é apenas uma criança e tudo para ela é novo, mas tem dias que ela não para um minuto. Prometi que irei levá-la ao cinema no fim de semana. Tenho esperança que o foco dela vá para o cinema e que esqueça um pouco a história da festa.
Optei por uma calça jeans preta justa, uma blusa verde esmeralda frente única, mas não muito aberta atrás, um salto preto simples, coloquei uma jaqueta preta conjunto da calça, deixei meus cabelos soltos e passei pouca maquiagem. Coloquei Phoebe na escola e pretendo voltar antes.
Como não sei andar muito bem por aqui, ia de ônibus, mas Taylor pediu para o motorista me levar até o hospital. Christian não sabe que eu irei visitá-lo, mas a família dele sabe, e permitam que eu fosse a primeira a vê-lo.
Assim que chegamos ao hospital, vou direto para a recepção e digo o nome do paciente. A atendente me olha de cima em baixo,imagino que seja porque eu sou a única que não possuo o sobrenome Grey.Seu olhar vai para meu rosto novamente, e agradeço mentalmente por ter me arrumado bem hoje.
Ela diz o número do quarto e eu vou para lá. Paro em frente a porta e bato duas vezes até ouvir um "entra" abro a porta e vejo que ele está vendo tv. Impossível deixa de perceber que ele está pálido e até um pouco mais magro que antes. Nossos olhos se encontram, e vejo que ele me olha surpreso, mas logo abaixa a cabeça.
– Posso entrar?
– Sim. — ele suspira frustrado e a resposta sai como um sussurro. Eu acho que ele não gostou de vê aqui.
– Eu quis vim ver se o senhor está melhor, mas se o senhor não se sentir bem, eu posso ir embora.
– Não, me desculpe. Desculpe se passei uma impressão errada, mas é porque eu me lembrei que você me viu naquele estado.
Ele fala e fecha os olhos como se estivesse recordando aquele dia. Na verdade, ele está com vergonha de mim, vergonha por eu ter visto ele vulnerável. Só de pensar que aquele dia poderia ser o último dia que eu o veria com vida, sinto um dor dentro de mim. O senhor Grey já se tornou uma pessoa importante para mim, de alguma forma eu sinto que posso confiar nele. Eu sei que se ele permitir, nós seremos grandes amigos. Espero que sim, pois eu quero ajudá-lo, quero que ele saiba que tem uma solução para esse problema dele, e quero saber qual é verdadeiro motivo para ele usar drogas, mas só posso saber disso, se ele deixar eu ajudá-lo.
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