Salvame

20 Capítulo 20


Notas iniciais
Capítulo mais uma vez postado pelo celular, e peço desculpas pelo a erros de português e por não ter respondido dos os comentários, mas eu leio todos, mas prometo que dessa vez farei o possível para responder todos. Sobre as outras ficções, por esses dias eu estarei um pouco ocupada com um curso que inicie hoje e um relatório que tenho que entregar para pegar o diploma do curso anterior, então se eu demorar vocês já sabem os motivos, bjs e espero que vocês gostem e, por favor, tenham paciência, pois aos poucos eu vou começar a mudar as coisas a partir desse capítulo, espero que vocês gostem, bjs.

– Eu sou um tremendo filho da puta! Por que eu tive que fugir de lá como o diabo foge da cruz? Ana com certeza deve está puta comigo, e o pior é que ela tem toda razão. — digo enquanto sinto jatos de água gelada descendo pelo meu corpo, na esperança de levar a tensão de todos os músculos do meu corpo.
Assim que termino o banho, percebo que após todos os cuidados da "enfermeira" Ana, fez com que eu me sentisse mais disposto. Mas gora eu não sei como será daqui para frente com ela. Adoro Phoebe, não posso negar que ela e Ana tem me salvado de mim mesmo, mas eu nunca tive um relacionamento sério, e nunca nem pensei em ter. Na verdade, apenas pensava no futuro da empresa, enquanto na minha vida intimida, pensava apenas no momento. Sei que Ana merece alguém que a trate bem, como ela merece, e eu penso que posso trata-lá como ela merece, mas a única coisa que eu não posso dar a ela, é um compromisso. Eu tenho fugido da atração que sinto por ela, mas hoje eu realmente queria senti-lá novamente, nem que fosse apenas os seus lábios nos meus, mas no momento que Phoebe disse duas palavras que não pertence ao meu vocabulário que foram "papai" e "namorado", eu realmente me vi sem saber o que dizer, apenas pensei que o melhor seria sair da li, e foi o que eu fiz, mas sei que ferrei tudo.

– Alô? — digo rispidamente, já que não estava com vontade de ser incomodado.
– Desculpa Christian, percebi que você não está bem, mas recebi uma proposta de um sócio, alguém que pode finalmente tirar a Grey House do buraco.
– Ross, a minha empresa não está no buraco, ela apenas está passando por momentos difíceis.
– Você diz isso por que não estava mais por dentro de tudo o que a empresa estava passando, mas eu te garanto que realmente a empresa está no buraco. — reviro os olhos, já que não adianta discutir com Ross.
– Ok, me passa toda a proposta por e-mail, que agora mesmo irei ler, e depois volta a falar com você sobre isso.
– Tudo bem, tenha um bom dia.
– Igualmente. — finalizo a ligação, e abro meu e-mail esperando o e-mail da Ross.

***

– Boa noite Gail, cadê a Ana? — pergunto já que desde que fugi de sua casa, ela tem me evitado, e sempre e que a vejo, Gail está sempre por perto. Até Phoebe não tem me dado muita confiança, percebi que toda as vezes que ela está aqui, sempre está com fones de ouvido e com seu tablete nas mãos. Ana fazia isso quando elas vieram morar aqui, ela uma vez me disse que Phoebe fica concentrada em seus jogos no tablete, e como ela fica com fone de ouvido, ela fica mais concentrada ainda, ela me disse que era uma boa distração enquanto ela faz todo o seu trabalho. Por isso tenho respeitado a vontade dela, já que tanto ela, quanto a filha estão afastadas de mim, como Ana que responde por Phoebe, então cabe a mim respeitar a decisão dela. Só que esses dias sem contato com as duas, tem feito com que eu me sinta com o mesmo vazio de antes delas chegarem aqui. Antes o vazio que era preenchido apenas pelas minhas festas particulares regadas de mulheres e drogas, mas depois de tudo o que aconteceu, Phoebe e Ana eram as minhas companhias, que eu perdi.
– Boa noite Sr. Grey, eu acho que elas saíram. Hoje é folga dela, e como vi as duas arrumadas, imagino que tenham saído. — Ana não costuma sair em suas folgas, mas para aonde as duas foram? A única amiga que Ana tem aqui é Kate, mas será que ela foi sair com Kate? Preciso sondar Elliot.
– Ok, Gail, você pode levar o meu jantar no meu escritório?
– Sim senhor.

Assim que cheguei no escrito, sentei em minha cadeira e pensei em alguma desculpa para ligar para Elliot. Na verdade tem algo que estou querendo fazer a um bom tempo, já que minha família sempre cobra isso, e por mais que eu deteste tudo isso, acho que para saber sobre o paradeiro de Ana, seria a desculpa ideal.
Pego meu celular, e disco o número da casa de Elliot. Se Kate atender, sei que ela vai me sondar sobre eu está ligando para a sua casa do nada, e o pior que quase nada passa despercebido por ela.

– Alô? — Elliot atende para a minha tranquilidade.
– Oi Elliot, sou eu... — ele me corta.
– Não acredito que Christian Grey está ligando para a minha humilde residência. Kate, o presidente da Grey House nos ligou — reviro os olhos para a recepção calorosa dele.
– Dá para parar de gracinha, por favor, Elliot? — digo já sem paciência.
– Ok, mas aconteceu alguma coisa? — o ar brincalhão deu lugar a uma voz preocupada.
– Não, apenas liguei para convidar você e a Kate para um jantar amanhã, estou pensando em chamar a mamãe e papai, sabe, só nós mesmos.
– Mas por que disso tudo? É alguma data especial? — ele pergunta com um tom malicioso.
– E que tipo de data eu estaria comemorando?
– Eu não sei, mas pensei que era relacionado a Anastasia, mas imagino que não seja já que... — ouço vozes de crianças.
– Tem mais alguma criança ai com a Ava? — pergunto curioso.
– Pensei que você sabia que Phoebe estava aqui.
– Phoebe? Pensei que ela tinha saído com a Ana. — perguntei sem entender.
– Ana deixou Phoebe aqui em casa, pois amanhã não terá aula para ela e para a Ava. Mas só ouvi Kate dizendo que Ana iria sair, mas não sei com quem e para aonde foi, a única coisa que posso te dizer, é que ela estava gostosa pra caralho! -
– Papai, não pode dizer essa palavra feia. — escuto a voz de minha sobrinha repreendendo o pai. Se fosse em outro momento eu iria aproveitar para tirar um sarro da cara dele, mas agora minha mente quer saber para aonde a Sra. Stelle foi já que sua filha está na casa do meu irmão.
– Phoebe vai dormir ai?
– Pensei que você e Ana iam sair juntos para acabar logo com essa tensão sexual que paira sob vocês, mas pelo que vejo você está surpreso por não saber nem que ela tinha deixado Phoebe aqui. Vocês brigaram? — não gosto de dar satisfações da minha vida para ninguém, muito menos para Elliot.
– Não Elliot, mas agora que você já sabe o motivo da minha ligação, tenha uma boa noite. — tentei encerra a ligação, mas Elliot não deixa.
– Então vou avisar a todos sobre o jantar amanhã, então as 19:30 estaremos aí, fale para Gail caprichar, pois tem um bom tempo que não como na comida dela. — minha mente estava tentando imaginar se Ana saiu com uma amiga, ou será com um amigo? Mas ela não parece ser mulher de uma noite só, mas será que ela conheceu alguém por esses dias que ficamos distantes? Será que é por esse motivo que ela se distanciou de mim?
– Ok Elliot, boa noite. — desliguei já que nada do que ele estava falando me importava no momento.

Coloquei uma dose dupla de wisk, e fiquei na sala escura pensando no misto de sensações que acontece em mim nesse momento em que sei que Ana está por essas ruas de Seattle. Mas e se ela se perder por ai? Ela não conhece Seattle direito. Será que eu devo ligar para saber se ela está bem?
Nunca me senti assim preocupado com alguém como estou com ela, o pior é que no fundo me odeio por ter me apegado tanto a Ana. Nem com os meus funcionários mais antigos eu tenho esse tipo de preocupação, mas eu disse para os seus pais que iria cuidar dela e de Phoebe, então por isso eu tenho motivos para ficar assim, já que eu sou um homem de palavra.
Olho no visor do meu celular e vejo que já se passa da uma da manhã, e nada de Ana. Meus cabelos estão em pé de tanto que passei as mãos nele, mas vou esperar só mais dez minutos, se ela não ligar ou não aparecer, irei ligar para o seu celular, e se por acaso ela não atender de birra, irei colocar Seattle abaixo atrás dela, só por me deixar preocupado. Amanhã eu tenho uma reunião importante no primeiro horário, aquele tipo de reunião estressante, por isso que eu deveria está dormindo e não está aqui no escuro olhando para entrada da minha própria casa, esperando pela minha empregada, com o mesmo copo de wisk que eu nem consegui beber de tão preocupado que estou.

– Porra Anastasia! Eu realmente estou preocupado com você. — em uma forma de extravasa a minha raiva, taco o copo na parede, que no mesmo instantes se quebra em mil pedaços por toda a sala.

Nesse momento olho pela janela, e vejo a culpada de toda a minha raiva entrando com uma jaqueta de couro preta, uma blusa justa azul da cor dos seus olhos que desce até seu quadril, uma calça justa também de couro preta e uma bota de cano alto com um salto enlouquecedor. Seus cabelos estão amarrados em um coque alto, e sua maquiagem um pouco pesada, mas sem ser vulgar. Mesmo distante, vejo uma Ana vestida como uma mulher fatal, uma Ana que sem pensar duas vezes tiraria toda sua roupa deixando apenas aquela botas que ficaram perfeitas em suas pernas torneadas. Mas o que me incomoda nessa Ana sensual, é o sorrisinho de quem teve uma noite maravilhosa, mas o que me deixa louco é saber com quem ela estava até essa hora?
Apesar se intrigado, agora posso dormir em paz, pois sei que tanto Ana como Phoebe estão bem.

***

– Bom dia. — pelo tom de voz dela, vejo que entre nós tudo continua a mesma coisa.
– Bom dia só se foi para você né. — disse sem pensar, mas na verdade tive uma noite de merda sem saber o por que me preocupo tanto com essa mulher em minha frente.
– Se você tem problemas, não desconte em mim. — ela disse um pouco mais alterada, então colocou meu café e antes de sair, segurei seu braço.
– Me desculpe Ana, mas é que esse... — ela me corta antes deu terminar.
– Christian, quer dizer Sr.Grey, eu lhe agradeço por tudo que fez por mim e por minha filha, mas a partir de hoje, para que eu continue nessa casa acho que o certo é que nós dois tenhamos uma relação normal entre um patrão e a empregada. Não quero que minha filha se iluda com tudo isso que você a proporciona, ou que se iluda com nós dois. — ela disse de forma seria, em seus olhos eu podia ver que tudo o que ela estava dizendo, era apenas para se proteger e proteger a filha.
– Ana, deixa eu te ex... — ela me cortou novamente.
– Com licença. — disse e se retirou sem ao menos deixar eu terminar. Logo em seguida Gail entra na sala de jantar.
– Bom dia Sr. Grey, mandou me chamar?
– Sim Gail, por favor, confirme com a minha mãe, mas acho que minha família vem jantar aqui hoje.
– Pode deixar senhor, tem alguma preferência para o jantar?
– Não Gail, eu confio em você. — Gail saiu e assim que terminei de tomar meu café fui para a empresa, mas minha vontade era de entrar naquela cozinha e fazer com que Ana me diga com quem passou a noite.

***

– Mamãe! — ouço a voz de Phoebe que entrou correndo na sala de jantar assim que viu Ana, que estava vestida com um dos seus uniformes que me deixam louco, correu para os seus braços. Ana colocou a travessa em cima da mesa e abraçou a filha logo em seguida distribuindo beijos por todo o seu rosto.
– Tio! — Ava pula em meu colo sem eu esperar. Eu retribuo o abraço caloroso de minha sobrinha, e logo Phoebe sai dos braços da mãe e vem em nossa direção.
– Oi Sr. Gey. — voltamos ao "Sr. Gey" como ela me chamava no início que veio matar aqui. Como eu estava com saudades dela, não pensei duas vezes em pegá-lá no colo e abraça-lá.
– Sem Sr. Grey, me chama de Christian como você sempre me chamou. — ela assentiu com a cabeça toda tímida, e eu abracei lhe dando um beijo e um abraço. De longe pude ver Ana olhando para mim, mas assim que nossos olhos se cruzaram, ela desviou.
– Meu filho que saudade. -coloquei Phoebe no chão para minha mãe vim me abraçar.
Mia, Ethan, Elliot, Kate, Ava, meu pai, minha mãe me cumprimentaram. E assim que todos nós estávamos indo em direção a sala de jantar, ouço a voz de alguém que eu acreditava que nem em Seattle estava.

– Vocês nem iam me esperar família? — Jack entrou com um buquê de rosas brancas, e todos pareceram surpresos.
– Resolve assumir sua paixão por Christian Jack? Já que trouxe até rosas para ele. — Elliot zombou de Jack, eu apenas cruzei meus braços e levantei minha sobrancelha quando o vi indo em direção a Ana que estava parada para nós servia ao lado de Gail.
– São para Ana. Obrigada por ter topado sair comigo para jantar ontem. — Elliot fingiu torcir enquanto me olhava, Kate me olhava com um sorrisinho sinico. Olhei para Ana que corou antes de pegar as rosas.
– Obrigada Jack, mas não precisava. Vou colocá-las em um jarro, com licença. — ela saiu e pude notar um sorrisinho feliz em Jack quando olhou de volta para mim.
– Devo servir o jantar agora Sr. Grey? — Gail pergunta.
– Sim, por favor. — Eu queria era mais eu todos fossem ir embora para saber o por que Ana aceitou sair com o meu primo, que nem sei se foi para jantar mesmo, depois que lhe disse que ele não era confiável.