Salūs

3 Capitulo 3 – A História da resistência


Notas iniciais
acho que este por enquanto foi um dos capítulos que mais tive trabalho. espero que gostem ^u^

(02/05/2419 – Oxford, Inglaterra, UK)

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“— Já estou cansada de tanto andar.... Quando chegaremos a algum lugar?”.

“— Carry on my wayward son... There’ll be peace when you are done… Lay your weary head to rest…Don’t you cry no more! “.

“— humpf.... Seu imbecil!”. Falou a garota nervosa, que, em seguida, estapeou a cabeça do jovem perto da nuca.

“— Ai! Está louca?! Isso machuca desgraçada!”.

“— Awn... atrapalhei seu momento the voice foi?”.

“— Às vezes você é irritante sabia?”.

“— É o sujo falando do mal lavado queridinho...”.

“— Você não consegue se distrair como alguém normal por apenas um único segundo não?”.

“— Ah.... Certo, então eu deveria apenas andar por aí igual a um retardado ouvindo esses... Troços...”.

“— Troços?! Foi isso mesmo que você disse?! Você não sabe identificar uma boa música não?!”.

“— Música? Pensei que seria a citação de um documento histórico de tão velho que é.”.

“— Citação?! Garota, está afim de tomar uns tabefes na cara hoje não está?!”.

“— Ain.... Ficou irritadinho.... Que fofinho.... Aposto que bate igual a uma criança de 4 anos...”. Falava a jovem com cara de deboche, como se o desafiasse.

“— Você cale essa sua maldita boca, sua lazarenta...”.

“— Qual o problema? Só falta assistir series antigas como Supernatural, House, The Walking Dead e The Big Bang Theory, só para comprovar o completo homem das cavernas desatualizado que você é.”.

O garoto então, agarrou a gola da blusa dela, e então suas palavras passaram a sair de sua boca em um tom de ódio profundo.

“— Escute aqui sua maldita filha de wendigo mal concebida! Ou você cala a sua maldita boca, ou eu vou te amarrar em uma maldita arvore e esperar aquele monstro chegar, então vou assistir ele comer cada uma de suas tripas enquanto você grita por socorro e estrebucha em um rio de sangue até a sua morte, que pelos meus cálculos, não vai demorar mais que 15 minutos de puro sofrimento e agonia enquanto estarei comendo pipoca e rindo internamente em minha mente.... Fui bem claro seu projeto inferior a um engenheiro de mecânica aeroespacial?!”.

“— E-e-está b-bem! M-me desculpe!”. Falou ela com uma expressão de medo, já que não sabe de que o rapaz seria capaz de realizar.

Ele largou a gola da blusa dela, colocou a música que tocava em seus fones no volume máximo e saiu andando com as mãos nos bolsos com uma feição emburrada.

Então ali estavam os dois, caminhando a mais de uma semana pela cidade abandonada, quando, após algumas horas de caminhada, podiam avistar ao fim do horizonte, a tão esperada fronteira que procuravam.

Apesar de poder ser avistada no fim do horizonte, ainda seria uma longa caminhada, quando o garoto, em um de seus momentos de distração, acaba acidentalmente avistando um carro estava parado ali na frente de um dos estabelecimentos.

“— Hey... chata de galocha, acho que encontrei a chave para a porta chamada denossa salvação.”.Falava enquanto aproximava-se do carro um pouco esperançoso e com uma ideia em mente.

“— Hmpf, ideia.... Qual? Tentar roubar um carro velho que nem deve funcionar direito?”.

“— Não diria roubar, e sim.... Pegar emprestado.... Se é que me entende, além do mais, se meus olhos não me enganam, estamos frente a frente a um Chevrolet Chevy Impala de 1967 preto em perfeito estado!”.

“— E eu com isso?”.

“— Bem... como um Hunter, assim por dizer, eu reconheço uma belezinha dessas de longe.... Será nossa melhor opção até a fronteira, a não ser que queira ficar aqui e continuar andando arriscando sua própria pele com aquela coisa lá...”.

“— Okay, Okay, já entendi, está com raivinha ainda...”.

“— não estou com raivinha, agora, ou você entra nessa belezinha, ou pode se arriscar andando mais pela rua até que suas pernas se cansem e você desidrate...”. Sem muitas palavras, os dois entraram no carro, o garoto então abaixou-se sob o painel e puxou alguns fios.

“— Seu imbecil! Se essa é a única saída rápida, então para que está destruindo o maldito carro?!”.

“— Além de resmungona também é bem burrinha. Não estou destruindo o carro oh sua inteligência rara! Estou fazendo ligação direta, criatura de QI abaixo da média.”.

Logo a garota cruzou seus braços enquanto ele terminava de realizar a “ligação direta” no carro, após isso, eles seguiram em frente até a fronteira.

Em menos de uma hora, com a ajuda do carro, eles finalmente conseguiram passar pela fronteira da cidade, e então rodaram alguns quilômetros até um pequeno posto de gasolina, chegando lá por volta da noite, onde guardaram o carro, alimentaram-se e repousaram para o dia seguinte.

Enquanto o Garoto dormia para repor suas energias para o dia seguinte, sua companheira de viagem olhava por uma das janelas do posto de gasolina preocupada, pensando “e se a criatura seguir nossos cheiros até este local? Ou pior, e se houverem mais daqueles monstros? ”.

Não demorou muito até que ele acordasse com a agitação dela, ele cautelosamente levantou-se carregando um cobertor em mãos, aproximou-se dela, cobriu seus ombros com o cobertor e a abraçou.

“— Já está tarde, vamos, você precisa dormir um pouco também.”.

“— Não irei dormir, muito menos estando ao lado de uma pessoa que nem ao menos sei o nome...”.

“— Bem.... Acho que começamos com o pé esquerdo, meu nome é Evam, e qual é o seu nome?”.

“— Diana, prazer em te conhecer, eu acho...”.

“— então, você é da Ana? ”. Ele falou olhando para ela com um sorriso em seu rosto, tentando cortar um pouco da tenção que passaram por dias.

“— hã?! É sério mesmo? Piadinhas com o meu nome? Seu nome também não é exemplar sabia?”.

O clima parecia ter melhorado um pouco entre eles, estavam menos irritados um com o outro, tiveram até alguns risos entre as piadas infames que fizeram por alguns minutos.

Após o pequeno momento de “normalidade”, eles deitaram-se em seus cantos e dormiram pelo resto da noite.

Logo ao amanhecer, Evam acordou e logo começou a juntar mantimentos, Diana ainda estava dormindo, com um pequeno sorriso estampado em sua face. Horas depois, ele já estava reabastecendo o carro e ela enquanto isso, colocava os mantimentos no porta malas.

“— Para onde iremos? Nós não podemos ficar na rodovia por muito tempo já que aquele monstro provavelmente irá nos seguir pelo cheiro...”.

“— Iremos para Liverpool, fica a mais ou menos 3 horas daqui mas creio que será muito menos que isso já que não há movimentação pelas ruas, de lá, pegaremos um barco para outro país, nisso podemos dar sorte de chegar a um lugar não infectado.”.

“— Acha que dará tudo certo?”.

“— Tem que dar, afinal, não vou morrer com a propriedade da Ana”. Falou Evam em meio a alguns risos.

“— Ha ha... muito engraçado evam-nescence ”.

“— Está vendo? Agora você está entendendo quanto a se distrair um pouco, agora vamos! Estamos perdendo tempo já.”.

Eles entraram no carro e seguiram rumo a Liverpool, e claro, Evam como sempre começou a tocar uma música no rádio e cantar, desta vez imitando uma cena de um de seus seriados prediletos ao som de “Eye of the tiger”. Pela primeira vez em que eles estavam juntos, Diana não reclamou com ele, e até mesmo tentou cantar um pouco.

Após mais ou menos 3 horas de viagem, os dois finalmente conseguiram chegar em Liverpool, surpreendentemente, a cidade encontrava-se habitada. As forças armadas estavam abrigando os refugiados que chegavam de Oxford.

Liverpool passou a ser então a fortaleza das forças armadas contra a nova praga que se espalhava a cada dia que se passava, e lá, Evam e Diana passaram a viver juntos, tão juntos, a ponto de começarem uma família após alguns poucos anos.

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“Nunca julgue alguém por suas falas, e sim por suas ações, são elas que determinam quem tu és e como viveras”

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.