Salūs

2 Capitulo 2 – O início do fim


Notas iniciais
foi bem demorado escrever isso, espero que gostem ^u^

(22/04/2419 – Oxford, Inglaterra, UK)

Era um belo dia, pássaros cantavam, flores desabrochavam.... Tudo parecia normal, como qualquer outro dia entediante.

A evolução tecnológica claramente toma conta da rotina de todos, mas alguns hábitos de séculos atrás nunca mudaram, como arrumar-se para uma entrevista de emprego, ou levar seu par romântico para jantar ou assistir um filme no cinema.

“— An invisible man sleeping in your bed... who you gonna call?... GHOSTBUSTERS! ”. Cantava um simples e jovem rapaz de cabelos castanhos, pele clara e olhos verdes com um leve tom de azul claro enquanto usava seus fones de ouvido conectados ao celular que se encontrava no bolso de seu uniforme de vendedor de uma simples loja de eletrônicos.

Uma pessoa o cutucou o ombro e assim que o rapaz retirou os fones dos ouvidos, falou: “— Você ainda escuta a essas músicas antigas? Fala sério, elas já têm mais de 400 anos garoto...”. Falava o empregador do rapaz, que, rapidamente respondeu com simpatia ao seu chefe “— Ah.... Bem.... Eu não me importo que tenham mais de 4 séculos, são bem melhores que as músicas de hoje em dia.... São como vinho...quanto mais velho, mais refinado seu sabor...”. Falou com um sorriso no rosto.

Assim que o jovem termina de falar, uma cliente entra na loja, ela parecia assustada de certo modo, com um jornal em mãos e tremendo, olhou para os dois e logo com uma voz tremula e gaguejando perguntou: “— s-souberam do ocorrido ao centro de p-pesquisas daqui?!”.

Ambos olharam um ao outro, confusos já que ainda era por volta da manhã e certamente os jornais ainda estariam sendo distribuídos, portanto não tinham a menor ideia quanto ao que se tratava.... Então olharam novamente para a cliente e juntos perguntaram “— Que ocorrido? ”.

Ela então, aproximou-se deles e mostrou o jornal que havia pego por ai, tratava-se de um atentado bem sucedido ao laboratório no centro de pesquisas da cidade, a pesquisa que estava sendo realizada no momento do atentado era quanto a um novo vírus encontrado recentemente em um animal de rua, do qual matou um cidadão que caminhava por perto do animal com apenas uma única mordida em sua perna... Segundo o jornal, a causa do atentado foi por conta de um vazamento de gás que espalhou-se por todo o laboratório pelo sistema de ventilação, do qual chegou a uma das salas no qual estavam ocorrendo reformas, câmeras de segurança haviam detectado o sujeito do qual provocou o vazamento de gás, pelo qual pareceu ser algo proposital, o rosto do sujeito n foi identificado.

“— E não é só isso! Houveram relatos de uma criatura enorme que estava atacando a tudo e todos aqui por perto... olhem só! ” Dizia ela, mostrando reportagens sobre a tal criatura em web jornais pelo celular.

“— Ora isso de criatura atacando tudo e todos deve ser apenas um mito... olha para essa foto... deve ser pura montagem para assustar os internautas ”. Dizia o dono da loja de eletrônicos cético a tudo isso, enquanto isso, o jovem apenas olhava para as imagens sem dizer uma única palavra...

“— Isso não é brincadeira! Vocês são os únicos dessa cidade que não acreditam nisso.... Já olhou ao redor?! Este é o único comércio aberto depois da notícia circulando pela internet... Todas as outras pessoas evacuaram a cidade assim que ficaram sabendo! ”.

“— Se todos saíram da cidade.... Então me diga.... Por que não partiu também? ”.

“— Bem eu.... Ér... E-eu.... Isso não importa! Temos que sair daqui por nossa própria segurança... ”. Ela parecia com receio ao dizer isso, estava nervosa e apressada.

Os dois ficaram discutindo quanto ao motivo para partir da cidade por um longuíssimo período de tempo sem chegar a nenhuma conclusão decisiva, até que em meio as suas falas, o jovem rapaz fala gaguejando e tremendo com uma expressão assustada estampada em seu rosto enquanto olha para a janela com vista para a faixada do estabelecimento. “— P-p-pessoal... E-e-eu sairia d-d-daqui agora m-mesmo.... De p-preferência o mais r-rápido p-possível...”.

“— Ora o que houve agora?! Está com medo de especulações da internet só por que todos se assustaram por isso? ” Reclamou o dono do estabelecimento como se fosse um deboche por perceber a expressão do rapaz.

“— N-Na verdade... E-estou com medo do que está p-passando e-e-em frente à loja. ” Enquanto fala, ele aponta lentamente para a janela com seu braço tremulo por conta de seu próprio medo, mostrando que ali pela rua, a tal criatura que seu empregador tanto disse que não era real estava praticamente a pouquíssimos metros de distância dos três.

Era uma criatura enorme, tinha garras afiadas e dentes enormes serrilhados, era praticamente igual a um lobo, porém 5 vezes maior. Seus pelos estavam cobertos com sangue, tão cobertos que parecia ter tomado um banho com o sangue, mas como se ninguém houvesse os secado, fazendo o sangue escorrer ao chão, provavelmente ele estava sentindo o peso por estrar encharcado ao caminhar.

Os três entraram em desespero em poucos segundos, e o medo que tinham fez com que seus corações acelerassem e consequentemente, ficassem mais agitados e até mesmo ofegantes...

Em tais circunstâncias, a besta conseguiu perceber facilmente a presença deles graças a sua audição aguçada, e logo olhou para a loja e começou a cerca-la, rodando em círculos em volta ao estabelecimento.

Eles sabiam que seria o fim, não havia como sair dali sem perder alguém, foi quando o empregador sugeriu que os dois corressem, e ele sairia lá fora servindo de isca enquanto os dois fugiriam para longe dali...

Não houveram discussões, o empregador e o jovem se abraçaram antes da fuga, e assim o plano foi posto em prática.

Logo, o rapaz e a moça ficaram em um ponto seguro, e segundos depois, o empregador saiu em disparada pela porta da frente, atraindo toda a atenção da fera para si. Após ele tomar uma longa distância com a fera correndo atrás dele, os dois que ficaram para trás saíram em disparada rumo fronteira da cidade...

Percorrendo pelo caminho, encontraram a cidade desértica, sem sinal de nem mesmo uma única alma amiga por perto, apenas o silencio ensurdecedor daquelas ruas abandonadas, que, a 24 horas atrás, estariam cheias de pessoas sorrindo, caminhando, vivendo.

Dias e noites passavam-se diante aos seus olhos, lembranças dos bons tempos tomava conta de suas mentes, entrando em uma profunda colisão direta com o apocalipse que ali avistavam ter devastado suas vidas, forçando-os a aprender a sobreviver fora de suas vidas normais, não como seres civilizados, mas como animais, do qual seu primeiro e mais importante instinto é nada além de manter sua espécie segura e acima de tudo, zelar por sua própria vida e também as de seus companheiros de viagem...

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“O medo é apenas um obstáculo que devemos superar em alguns casos e um cinto de segurança em outros... se temos a coragem para esconde-los, então também temos a habilidade necessária para supera-los”.