Sakuras
6 Sakuras... Dragneel e Heartfilia
Notas iniciais

–Não, eu já falei. Não. Não. Mamãe. — Falava Lucy em meio ao mercado.
A loira havia decidido abastecer seu apartamento com seus alimentos preferidos, já eram cerca de 13:30 e havia ligado para sua mãe para falar sobre como estava. Os pais da loira, Jude e Layla Heartfilia eram o sinônimo de proteção.
Quando pequena, Lucy sempre saía para o parque com protetor solar e repelente, ficando mais pálida do que já era. Aos 6 anos de idade, começou a andar de bicicleta, e por ordem dos pais, manteve as rodinhas até os 12 anos. Quando tinha 7 anos de idade, resolveu fazer balé, Layla colocava protetores nos joelhos e cotovelos de Lucy com a desculpa de "Você pode cair e se machucar", no mesmo ano, ela começou a querer passar batom, e seu pai escolhia as cores e o quão forte poderia ficar. Aos 12 anos quando quis sair na rua sozinhas, um carro da família a seguiu para onde fosse. Aos 13 e 14 anos, ficou com uma empregada particular, seu nome era Beca. Tinha olhos grandes, era velhinha e vivia apertando as bochechas da loira a chamando de fofa. Quando foi a faculdade com 18 anos, seus pais compraram um andar inteiro para que ela não corresse o risco de ter vizinhos maus. E essa era só metade de 1 /1000 da lista de "Coisas super-hiper-protetoras do Sr e Sra. Heartfilia.
No momento, enquanto pegava uma lata de leite condensado, a loira explicava que não voltaria tão cedo para casa.
–Mamãe! Eu tenho 24 anos, farei 25, já sou maior de idade a muitos anos e posso me virar sozinha- Falou sabendo que mesmo que explicasse mil vezes, Layla Heartfilia sabia ser insistente quando queria.
–Minha filha. Eu só estou preocupada. Eu não quero que o meu bebezinho se machuque.- A voz de sua mãe era gentil e suave. Elas eram praticamente gêmeas. Os meus olhos, o mesmo cabelo, quase o mesmo corpo, sendo que Layla tinha um busto 3 cm maiores, o mesmo sorriso. Eram lindas, loiras e estilosas. Lucy havia puxado a chatice para apostas e negócios com seu pai, enquanto a beleza veio de sua mãe.
–Eu sei mãe, mas eu não sou mais um bebe. Não uso fraudas- Falou voltando a andar com seu carrinho quase transbordando.
–Meu anjo. Eu me lembro de quando tinha 5 anos de idade e ficava andando pela casa com aquela fraldinha rosa, feita somente para você.- A voz da mais velha soava sonhadora, lembrando-se das épocas super protetoras e "Não cresça meu bebe"
–MAMÃE!- Gritou Lucy assustando algumas pessoas ao seu redor. Corada, envergonhada e irritada com sua mãe, Lucy foi para o caixa — Eu tenho que ir, avise ao papai que eu estou bem e fale a Virgo que sinto saudades. Beijo
–Espere, Lu...
Antes mesmo de Layla falar, a jovem já tinha desligado, ao mesmo tempo em que bufava. Ela sabia que seus pais a amavam, mas as vezes sentia a enorme vontade de os esganar. Se lembrava bem se sua infância, era feliz, muito. Mesmo eles sendo super protetores, ela conseguia ter suas amigas, suas aventuras, seu namorados -alguns escondidos, outros não.
Não demorou muito e logo estava em casa. Trocou seu vestido florido, retirou sua trança, jogou suas sandálias pelo chão e buscou algo para comer, me meio aos mil sacos de mercado na cozinha. Já estava voltando ao seu quarto para comer e dormir quando seu celular mais uma vez tocou.
–Alô?- Perguntou
–Oi peituda
Revirou os olhos ao mesmo tempo em que um sorriso entrava em seu rosto. Somente uma pessoa, baixa e chata, a chamava assim. — Oi, tábua tamanho mega P
–Você realmente me irrita com isso. Só porque eu não tenho duas melancias nos seios, não quer dizer que eu seja uma tábua.
–Claro que não. Então, por que me ligou, limão?
–LIMÃO?!
–Sim. Eu tenho melancias, você tem limões, ou será ameixas, ou pêssegos, ou coquinhos?
–Eu. Te. Odeio.
O riso abafado da loira foi solto e ela começo a rir. Logo as duas estavam rindo de sua "Amizade amável".
–Eu também te amo, Levy-chan
–Eu sei. Lu-chan, me diga. Hoje você está indo na casa da peituda 2?- Perguntou Levy
A garota era baixinha e fofa. Tinhas seios pequenos, mas que eram compensados em sua mente. Era inteligente, determinada e amigável. Levy e Lucy se conheceram quando tinha 16 anos as duas, eram inseparáveis e os pais de ambas gostavam da amizade das duas, por isso sempre permitiam quando queriam sair juntas.
–Sim, sim. E eu não sei o que vestir. Eles são ricos, gente elegante.- Falou a loira se deitando na cama
–E você é o que? Filha de um dois empresários mais tops do mundo. Você é 10x milionária.
–Mas não sei me vestir de forma elegante. E não exagere
–Exagerei um pouquinho, mas mesmo assim. Mas se você quiser eu posso ir aí, quer?
O tom de ansiedade era notável na voz da garota, fazendo Lucy sorrir
–Sim
–Chego em 3 minutos.
Falou sem deixar a loira terminar de falar.
–Preciso de amizades novas.
♥ Sakuras ♥
Lucy Povs
Estava sentada em minha cama king olhando meu celular, tentando raciocinar o que havia acontecido. Era esperado que Levy viesse para cá correndo a partir do momento em que eu toquei no assunto moda, mas 3 minutos, era rápido demais, se bem que não dá para duvidar daquela baixinha.
Me levantei e rumei ao meu closet, sabendo que Levy iria entrar e correr direto para lá.
–LU-CHAN!- Escutei Levy me chamando. Esperei alguns segundos e logo a baixinha estava na porta do closet olhando as roupas, sapatos, bolsas e etc.. Parecia escolher mentalmente qual eu iria usar. -O.K. Vamos lá.
Levy praticamente me jogou na cadeira em frente a um grande e retangular espelho, no qual tinha uma bancada com maquiagens, coisas de cabelo, unhas. No colegial, Levy era apaixonada por moda, mas nunca fazia nada nela. Sempre era em mim, algo sobre "Loiras ficam mais bonitas quando bem vestidas". Ela era tímida e não gostava quando chamavam-na de fofa, pensava sempre que era feia e sem corpo. Lembrou-me bem de quando ela levou um sermão e começou a tentar ficar bonita, não demorou muito e logo decidiu fazer faculdade de moda.
♥ Sakuras ♥
Já havia passado 2 horas, Levy já havia feito minha maquiagem, meu cabelo, escolhido minha roupa, acessório e bolsa. Agora ela olhava para minhas unhas, dando alguns toques finais.
–Já são 19:45- Falei
–Lu-chan, você está nervosa — Falou a baixinha rindo da ansiedade -Parece que vai na casa do primeiro namorado
–Há-há, muito engraçado Levy-chan. — Falei
–Acabei. — Me levantei e fui me olhar no espelho. Levy era muito talentosa, sabia perfeitamente o que combinava com meu corpo, com ocasiões e sempre me ajuda em tudo, seja moda ou pessoal.
–Você está linda– Falou Levy
–Bom.. Já me vou.
Levy e eu descemos pelo elevador e cumprimentamos o porteiro, Levy e eu dividimos um táxi e fomos conversando pelo caminho
–Eu soube que o irmão da peituda2 é o diabo em pessoa.- Falou Levy
–Nossa! Muito obrigada por me tranquilizar- Falei irônica
–Não fique assim, Lu-chan — Falou a azuladinha rindo -São só "Eu ouvi", pode não ser verdade- Falou
–Mas você falou, e você nunca, nunca, erra.- Falei
–Pois é.
–Aqui é o endereço. — Falou o taxista
–Obrigada- Dei o dinheiro a ele e desci do carro, acenei para Levy e segui com os olhos o carro até não poder mais.
Toquei a campainha e esperei. Levy nunca errou nada. Sempre tirou 10 em todas as coisas escolares. Uma vez apostamos como seria os nossos dormitórios na escola e ela acertou, depois apostamos para ver como seria o primeiro encontro da tomate e ela acertou, apostamos quem ganharia a olimpíada e ela ganhou — a aposta, já que foi a última na corrida. Então a chance dela errar em como é o irmão da tomatinho são de 0,001%.
"Ele deve ser um idiota."
"Ele era um popular no colegial, deve dar em cima de você o tempo todo, deve feder a bebida, deve ser um babaca, deve ser o pior cara do mundo"
"A Peituda2 disse que ele destruiu o laboratório da escola, ele foi o "salamander", lembra. Que teve um incêndio na escola?"
Eu estou completamente ferrada, Levy nunca erra.
Peguei meu celular e comecei a discar uma mensagem para Levy. "Você estava ", já ia digitar "certa", quando a porta se abriu.
–Oi — Falei sentindo o canto da minha boca se levantar em um meio sorriso
–Oi.- Ele falou. Essa voz
Mordi meu lábio inferior, no qual eu havia pintado de vermelho no carro, apo´s uma discussão com Levy, sobre ressaltar meus dentes.
–Dragneel, não? — Eu falei me referindo do fato de não termos falado nossos sobrenomes o dia em que nos conhecemos.
–É... Acho melhor nos apresentarmos novamente — Ele falou bagunçando os cabelos
–Okey.
–Natsu Dragneel, irmão de Erza. — Falou sorrindo e levantando a mão
–Lucy Heartfilia, amiga da Erza.- Falei apertando.
–Loirinha.
–Candy.
–Entre- Dando espaço, eu entrei e antes de me maravilhar com a casa, ou dar um abraço em uma Erza sorridente, continuei a mensagem
"Acho que todos nós podemos errar"
... ♥ ...
–É agora que a brincadeira começa, de verdade.
...Continua
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