Sakura Harem
2 SasoSaku ― Manipulador
Notas iniciais

A névoa de areia envolveu seus olhos por um instante. Sakura respirou fundo. Suas costelas protestaram, uma ardência estranha no ombro começava a se espalhar para a omoplata. Seus lábios estavam ressecados. Clamando por algo líquido, por ar e por justiça. Acima de todos os desconfortos que ser uma kunoichi lhe trazia, nada lhe deu mais sentimento de impotência do que ver aquela senhora cair a sua frente. Kami, aquilo a matou por dentro.
Quando a fumaça de areia abaixou enfim, a garota cerrou os olhos verdes e berrou com uma fúria homicida para o nukenin ruivo completamente entediado.
A velha Chiyo deu um último suspiro e virou-se para a rosada. Estranhamente lhe sorriu antes de soltar, o seu finado e final, murmúrio:
— Sakura, não desista...
— Chiyo! — Avançou os pés até a velha e imóvel senhora. Foi impedida por um dos vários fantoches ainda incólumes. — Maldito!
Um único soco foi necessário para que o humanoide de madeira se explodisse em mil farpas. Avançou mais, saltou sobre o corpo inerte de Chiyo e continuou. Mais um soco em um maldito fantoche, mais uma explosão. Mataria todos, iria estilhaçar cada um! Inclusive o criador deles.
Akasuna no Sasori definitivamente morreria!
Gritou a plenos pulmões. Enceguecida, sedenta. Por ele. Pelos olhos revirando-se das órbitas. Pela alma pútrida se esvaindo daquele corpo desprovido de sentimentos.
Ele não se movia. Aquele maldito integrante da Akatsuki permanecia parado, com o mais leve dos sorrisos nos lábios infantis demais para um homem adulto. Mas, em um momento de cega raiva, ela não percebeu.
Os dedos movendo-se sutilmente.
Uma sombra cobriu o céu. Tão negra que esfriou a pele branca e machucada da kunoichi por uns instantes. Uma terrível sensação de familiaridade a tomou.
Aquele desgraçado!
Pulou para trás e moveu as pernas no ar, esquivando-se dos mil braços que mergulhavam em sua direção. Daquela vez, não havia ninguém para guiá-la. Um dos longos tubos de madeira passou sussurrando em sua orelha. Quebrou com as mãos nuas o braço que se atreveu a correr na direção de seu rosto. Destruiu e dizimou cada pedaço daqueles rígidos tentáculos. Os nós de seus dedos queimavam como um próprio inferno, mas, com um arfar, constatou que conseguira.
Aproveitou o pequeno momento de ressentimento do nukenin ruivo e pulou até ele com os punhos em riste. Os olhos avermelhados se arregalaram e por um momento o viu erguer as mãos para se defender. Kuso, defender-se dela!
Mas aquilo durou pouco. Porque ao aterrissar, Sakura não firmou os pés no chão. Sequer viu um chão.
Sua visão estava turva, engolfando-a em uma torpe sonolência repentina. Seu ombro queimou e ela percebeu com um grunhido de raiva.
O veneno.
Seus joelhos encontraram o chão áspero e, tão logo, suas mãos. Sakura levou os dedos aos olhos, tentando arrancar aquela bruma da visão, mas algo segurou seu tornozelo e Sakura levitou. Sentiu a brisa quente acariciar sua face antes de receber toda a potência das pedras contra suas costas. O ar saiu de seus lábios com um "Ugh" agoniado e surpreso. Não teve tempo de recobrar o fôlego, pois seu corpo estava de novo no ar e encontrou o chão. Novamente. Desta vez seu rosto arrastou-se nas pedras. Quando Sakura foi suspensa de novo, seus braços já não puderam lutar mais. O veneno se espalhara quando fora chacoalhada como uma espécie de shake humano. Mas aquilo não a entristeceu. Sua cabeça estava cheia de outras frustrações mais importantes que sua morte. Ela havia fracassado. De novo.
Aquilo era tão frustrante.
A kunoichi ouviu passos lentos. Aproximando-se. Sentiu dedos tocarem seus cabelos. Estava de ponta a cabeça e com o mais leve puxar, ele ergueu o rosto semi consciente dela para cima.
— Você perdeu. — ele comentou casualmente como se conhecesse seus piores temores. Argh!
— Me mate logo, desgraçado. — Aquilo soara como um choramingo? Maldição, ela devia ter pigarreado antes. Mas não podia pedir mais de um corpo arrebentado e envenenado. Apenas aguardou que ele acatasse a ordem. E, por um momento, ele estava ávido para obedecer.
Sakura resfolegou quando seu tornozelo foi libertado e seu corpo desabou, só não caindo no chão de todo porque a mão de Sasori segurava firmemente seu pescoço. Seus pés nem tocaram no chão. Ele sorriu mais abertamente quando os dedos manipuladores se fecharam mais sobre a pele macia da rosada. Sakura não tentou recobrar o ar que ele lhe roubava. Mas não pode evitar que as lágrimas que a falta de oxigênio causavam escorressem.
Fechou os olhos quando sentiu que aquele seria o momento. Adeus, papai, mamãe. Naruto. Eu amo você, Sasuke-kun. Kakashi-sensei, Ino, Tsunade...
Vão se sair bem sem mim.
— Não. — a mão se afrouxou em sua garganta e Sakura embebedou-se de ar.
— Por que?! — não pôde deixar de indagar. Afinal, o ruivo mantinha as mãos em seu pescoço e não havia sinal de compaixão no rosto de bebê.
— Tenho outros planos pra você. — E aquela foi a única explicação que recebeu, já que o punho dele ergueu-se, tomando força ao inclinar-se para trás, e chocou-se com o rosto atônito da garota. Tudo ficou negro.
...
Que droga. Droga, droga, droga. Aquilo doía demais. Gemeu alto quando recobrou a consciência. Seus braços se encontravam esticados acima da cabeça. Sua respiração saía entrecortada, aos poucos. Levantou os braços. Presos. Forçou-os. Realmente presos. Algum chakra poderoso impedindo-a de se mover, mas não havia cordas, algemas ou grilhões. Não seria possível! Olhou para baixo e... Oh, droga.
Por que diabos Sakura estava nua?
Sua respiração começou a sair rápida. O pavor alastrando-se por sua mente. Não, não podia ser. Puxou os braços com toda sua força.
— Não vai funcionar.
A menina se sobressaltou. As bochechas adquiriram um tom escarlate quando notou o ruivo observando-a nas sombras do cômodo pouco iluminado. Sasori se aproximou e Sakura fixou os olhos nas mãos dele. Semiabertas. Apontadas em sua direção.
— Me solte! — ordenou com toda a fúria que o momento permitira. — Me solte e lute! Nukenin covarde e pervertido, me solte agor--
Um sutil mover de dedos e as mãos da própria kunoichi a calaram. Os olhos verdes se arregalaram com descrença e terror.
— Esse vai ser meu maior obstáculo. — ele lamentou-se, mas pareceu entediado. — Garota, você realmente fala.
Gemeu contra os próprios dedos com raiva. Do que ele estava falando? Seu corpo ainda parecia colado ao... Aquilo era uma cama? Sakura começou a estremecer, dando-se conta precisamente de sua nudez. Ela arquejou quando seus braços saíram de seus lábios e se esticaram ao lado do corpo. Contra a sua vontade.
— O que... você quer de mim? — Ele sorriu largamente. Covinhas se formaram nas bochechas e Sakura questionou como era possível que um homem de aparência tão angélica pudesse ser tão vil. Ele acabou com a distância ao sentar-se displicentemente na beira da cama. Os olhos castanho-avermelhados percorreram a tez nua da garota à sua frente. A kunoichi foi erguida da cama em uma velocidade surreal, sem ser tocada diretamente. De repente estava sentada ao lado do nukenin. Notou que ele não usava a capa da Akatsuki, apenas uma blusa preta de mangas simples e uma calça da mesma cor. Os cabelos desgrenhados vermelhos pareciam mais vívidos, assim como os olhos. Apesar da expressão entediada no rosto, havia uma intensidade assustadora nele que Sakura temeu.
— Você destruiu meus fantoches. — Sasori declarou. Pôs, com cuidado extremo, uma mecha do cabelo róseo atrás da orelha da garota. Sakura se sobressaltou com o ato.
— Você vai...
— Preciso de um novo. — cortou-a e a olhou sugestivamente.
— Eu não estou entendendo. — Sakura franziu a testa e o ato seguinte a sobressaltou mais ainda. Pela primeira vez ela sentiu o toque do nukenin. Um toque não agressivo ao menos. Os dedos dele se agarraram no maxilar feminino, erguendo o rosto para ele.
— Haruno Sakura. — replicou ele. — Você vai me servir.
O choque a atingiu em flama. A médica aprendiz gaguejou e enrubesceu. De raiva.
— Não vou servir coisa alguma, seu idiota! Bastardo, o que te faz pensar que eu aceitaria isso?! Argh- — gemeu quando o rosto do ruivo ficou subitamente próximo ao seu. Os dedos dele escorreram de seu maxilar para a nuca e ali se agarraram nos cabelos macios. Sasori puxou os cabelos dela para trás e Sakura arfou com a dor.
— Você é uma pirralha muito atrevida. Ensinarei como se portar daqui pra frente. — Dizendo isso ele segurou-a pela cintura e a jogou de bruços na cama. Sakura sentiu o peso dele sobre suas pernas e quis morrer.
— Nunca, nunca obedecerei a suas ordens — arfou quando sentiu algo frio percorrer sua espinha, arranhar seus braços e parar, por fim, na palma de suas mãos. Sasori forçou-a a fechar os dedos sobre o objeto. A kunoichi abriu os olhos surpresa quando constatou o que era aquilo.
Uma kunai. Ele lhe dera uma kunai!
— Veremos, Sakura. — e então saiu de cima dela apenas para virá-la para cima. Os seios se eriçaram quando se encontraram com o ar frio. E Sasori percebeu. Ele correu os dedos pelo mamilo róseo e beliscou-o bem na ponta. Sakura cerrou os dentes e sua mão almejava mover-se com a kunai para dentro do coração daquele pervertido. Ele também percebeu isso, pois com um mover de dedos, trouxe a mão que segurava a arma para perto dele. Os olhos verdes cintilavam de desejo. Desejo de sangue. Sasori sorriu apreciando o olhar homicida da garota. Mas resolveu agir de pronto. Com os fios invisíveis, manipulou Sakura e a fez posicionar a kunai contra o próprio pescoço. Permitiu que a lâmina se afundasse brevemente na pele branca. A rosada chiou. — Você vai me obedecer.
— Não. — ela gemeu entredentes. O integrante da Akatsuki rosnou. Naquelas circunstâncias, qualquer idiota já teria acatado suas ordens. O sangue rubro brotou da pele e o fez lamber os lábios. Ele puxou, mentalmente, o braço da kunoichi do pescoço e afundou o rosto ali, provando da essência da garota. Deslizou a língua pela tez macia e Sakura arquejou e tremeu quando ele sugou.
Aquilo era errado! Ele era um inimigo. Odiava-o. Ele nem era... humano. Como era possível... Como poderia ele fazer...? Mas os questionamentos caóticos se dissiparam quando os dedos dele deslizaram para a parte mais íntima da rosada. Ela gemeu alto. Kami, tão vergonhoso! Akasuna no Sasori sorriu contra a pele da ninja.
— Não existe maneira mais fácil de domá-la. — ele sussurrou presunçoso e seus dedos se apertaram naquela região quente da garota. A Haruno se enfureceu. Tentou, inutilmente, se desvencilhar do ventriloquista. Seu corpo todo era manipulado pelos dedos — agora ocupados com a sensível feminilidade de Sakura — dominadores do ruivo.
— Então me solte. — desafiou-o com a respiração descompassada. — Verá se é realmente fácil!
— Hm, — ele ronronou com um sorriso inocente e negou. Os cabelos bagunçados caindo-lhe pelos olhos. — Quem sabe daqui a pouco? Por ora, continuemos assim. — Sem aviso ele abaixou o rosto e Sakura gritou em sobressalto. A língua quente tomou seu seio com força, sugou com gana, lambeu com vontade. A kunoichi mordeu os lábios e a parte interna da bochecha num fracassado plano de não fazer barulhos. Plano falho. Ela era muito sensível ali. Um leve respirar na pele rosada dos seios e ela já se derretia. Uma língua estimulando seu corpo lhe pareceu demais. Prazer demais. Contrações demais.
Até que se tornou insuportável.
Um grito agudo escapou de seus lábios presos e seu quadril se arqueou sobre a mão invasiva que a acariciava. Sasori interrompeu as lascivas sucções e olhou-a confuso e até um pouco estupefato. Ele mal movera as mãos! A não ser que... Deslizou o nó do dedo indicador pelo mamilo cor de rosa e úmido. Sakura reclamou e seu corpo estremeceu.
— Você é bem sensível, não? — provocou-a novamente. Aquilo era um caso raro e o nukenin ansiou prová-la. Sakura cerrou os olhos com ódio e rosnou para o ruivo.
— Eu vou acabar com você! — Os braços delgados mantinham-se disciplinante apertados contra o corpo curvilíneo. Sasori puxou-os e envolveu-os em seu pescoço. A kunai roçou em sua pele, mas não o machucou.
— Tente. — E então Sakura estava jogada entre os travesseiros. Lembrou-se agora que ele ainda mantinha roupas no corpo. Ele levantou-se e puxou a blusa com calma pela cabeça. Abaixou a calça com a mesma tranquilidade e o corpo da ninja começou a estremecer, sentindo calor deixar aos poucos sua pele. Fechou os olhos quando o tecido negro caiu aos pés dele. Sentiu seu rosto esquentar mais quando sentiu a cama se afundar com o peso do ruivo. As mãos dele correram livres por seu pescoço, arrepiaram os seios e pararam lentamente abaixo do umbigo, apreciando o vai e vem arfante que o ventre liso fazia. Sasori sorriu e moveu as mãos de maneira fugaz.
—K-kami! — gaguejou Sakura e abriu os olhos subitamente. Os dedos de seu inimigo se alojaram em sua ardente intimidade. O polegar se atreveu a circular naquele ponto que queimava com algo que fez Sakura choramingar de vergonha e prazer. Tentou fechar as pernas, mas o nukenin moveu os dedos da outra mão. Agora suas pernas se abriram mais, apoiando os pés na cama ao dobrar os joelhos. Ela o xingou e Sasori ignorou, aproximando-se mais do centro dela com um olhar estranhamente fascinado. Ele impulsionou um dedo para a entrada da menina com delicadeza e quase gemeu ao senti-la envolver seu dedo num aperto delicado. O ventriloquista ousou se aproximar mais e depositou um beijo pressionado no clitóris da garota rosada. Ela gemeu totalmente suscetível e os quadris se arquearam na direção da boca do homem. Sasori sorriu internamente e tomou aquela pequena pérola cor de rosa na boca. A médica suspirou com força e suas pernas se ergueram de leve da cama quando ele, juntamente com a língua, bombeou o dedo contra ela. Segurou os arquejos, mas não conseguiu impedir o corpo de se mover contra a mão do ruivo. Ela pôde sentir o pulsar ficando cada vez mais intenso, mais forte, deixando-a desequilibrada. Seus olhos se apertaram, os dedos se fecharam em punho à espera daquela torrente devastadora que sentira há alguns instantes. Mas a sensação não chegou.
— Desculpe, isso fica pra outra hora. — Sasori replicou e Sakura notou que a voz estava mais próxima. Quando abriu os olhos, ele já estava sobre ela. Aquele rosto de olhar sonolento tão perto do seu...
— AH! — Sakura não pôde segurar o gemido estridente. Sasori estava dentro dela com um único movimento. Ela se sentiu totalmente preenchida. E quando o nukenin saiu com cuidado para voltar com força, um arquejo escapou dos lábios dele. A kunoichi se contorceu abaixo dele. Céus, aquilo era tão... bom. Queria que ele se movesse mais rápido, com mais força, mas nunca se atreveria a pedir. Então separou as pernas e agarrou a base das costas de Sasori, gemendo alto quando aquilo o fez ir mais fundo. Ele, que chupava o seu pescoço devagar, ergueu o rosto de súbito e sorriu pra ela. Droga! Aquelas malditas covinhas das bochechas fizeram o interior de Sakura se esmagar envolta do Akatsuki. O sorriso sumiu da face de anjo e ele se apertou contra ela com mais força, fazendo Sakura cravar as unhas curtas nele e o corpo sensível tremeu da cabeça aos pés. A garota choramingou quando ele parou de se mover com força e fez movimentos lentos com o quadril. Entrando nela sem pressa, mais indo tão fundo quando podia. O rosto escondido no ombro feminino mordiscou a pele branca e macia. Algo gelado roçou sua pele e Sasori, secretamente, levou a mão até o objeto.
A kunai estava jogada ao lado da cintura fina e trêmula da rosada. Totalmente esquecida. Ele puxou a arma e escondeu-a sob os travesseiros. Sakura sequer percebeu isso. Estava tão envolvida naquela névoa extasiante que não notou nada além da incursão profunda do nukenin nela.
Resolvendo colocar seus planos iniciais à prova, Sasori girou o corpo e inverteu as posições. A garota, tonta de prazer, apoiou-se no peito o inimigo confusa, mas ainda desesperada pelos movimentos dele. Ainda estavam conectados.
— Mova-se. — O ruivo ordenou. E não precisou repetir. Sakura grunhiu e ergueu o corpo uma vez, revirando os olhos quando se abaixou novamente, abrigando o membro pulsante de Sasori dentro dela. — Mais forte. — e ela obedeceu. E como!
Os gemidos roucos deixaram o nukenin atordoado. O som das nádegas cheias dela batendo em sua pele o fez se retesar e arfar. Aquela garota, exceto pela língua solta, era perfeita. Seria perfeita pra ele. O rosto retorcido de prazer fez com que ele soltasse as nádegas macias e acariciassem, de leve, os lábios macios. Ele não esperava que Sakura os chupasse com tanta vontade. Sasori não pôde evitar o gemido. Resolveu se vingar daquela lasciva atitude apertando os mamilos entre os dedos espalmados. Ela gritou e os movimentos se tornaram mais erráticos, mais intensos. Até que o centro dela se apertou uma vez, e Sasori ergueu-se para prender um mamilo entre os dentes enquanto o corpo acima do seu convulsionava e prendia o seu dentro daquele mar quente e apertado. Aquilo foi demais para os dois. Sakura desfaleceu levemente e os braços envolveram os cabelos ruivos que se encostavam a seu peito. Sasori gemeu abafadamente contra a pele suada da kunoichi sentindo a umidade dela escorrendo para o seu corpo. Ele a puxou de seu colo e a depositou entre os travesseiros. O corpo feminino ainda sofria leves espasmos e os lábios estavam entreabertos a procura de ar. Ele se levantou e vestiu a calça. A garota estava na cama, devastada e Sasori sorriu, glorioso, sem ao menos arfar cansado. Ele... não era humano.
— Eu... — Sakura balbuciou trêmula e se ergueu da cama devagar.
— Você fica aqui. — Sasori comentou baixo e caminhou em direção à porta.
— Você não manda em mim!
— Você me obedeceu.
— Isso é porque eu...! — ela moveu os pulsos e gaguejou ao perceber que estava solta. Kuso! Ela estava solta! Não, não, não... Quando? Como ele havia...?
— Já está há um tempinho assim. — ele respondeu como se lesse sua mente. Um sorriso inocente pintou os lábios dele enquanto erguia a mão. A kunai circulou o indicador de Sasori. Zombando dela. — Garota, — divertiu-se ele — qual será a sua desculpa agora? — Sakura guinchou ao saltar da cama. Avançou nele, mas suas pernas fraquejaram. O braço do ventriloquista envolveu sua pele nua e nem se deu o trabalho de imobilizá-la. O corpo pequeno estremeceu. — Devia descansar antes de me atacar de novo. Ainda está ofegante.
— Eu te odeio! — Grunhiu ela tentou se desvencilhar do braço forte. Sasori meneou a cabeça e a empurrou contra a parede, esmagando as costas femininas e nuas no concreto, apertando-se contra ela.
— E o que fará com todo esse ódio? — indagou antes de abocanhar aqueles lábios falantes. Ela gemeu surpresa e repudiou o ato. Moveu a cabeça em negação, mas o ruivo manteve-se impassível. Empurrou a língua para dentro dela e provou-a, provocou-a. Dominou-a. Os lábios macios moveram-se com os seus até que ele quebrou o contato, não sem antes lamber aquela pele macia. Soltou a kunoichi devagar e sussurrou no ouvido dela: — Você fica aqui.
E então abriu a porta. O último olhar nas íris verdes foi o suficiente para que Akasuna no Sasori concluísse que Haruno Sakura o obedeceria dali pra frente.
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