Sakura Harem

7 SaiSaku — Translúcido


Notas iniciais
Yoo! Desculpe a demora, eu estava meio enrolada pra continuar os capítulos. Anotei umas ideias pra alguns ships e acho (aaacho) que o próximo pode ficar completo antes de quarta-feira! Esse é um crackship que acho fofo demais, apesar do Sai ser um cara muito estranho. HAUHAUAHUAHA Um MEGA ARIGATÔ para o Karlos-san pela recomendação. Meu, o capítulo de NaruSaku vai ter que ser muito caprichado, aguarde! Aproveitem :B



O Ryokan era terrivelmente silencioso à noite. Sakura podia ouvir apenas o sutil farfalhar das cachoeiras artificiais das termas dali. O quarto escuro se encontrava vazio. A kunoichi sentou-se no chão frio e encolheu os joelhos tentando não pensar. Era difícil. Sua mente encontrava-se em um caos impossível de ser dominado por mais que tentasse manter a calma. Os problemas pareciam surgir de todos os cantos para golpeá-la, sem contar aquela dor mais intensa que não a abandonava desde que certo shinobi fugira de Konoha. Ela engoliu seco e tentou travar as lágrimas inutilmente. Permitir-se chorar era um luxo que não podia usufruir sempre, principalmente em missão.

— Qual é o seu problema, Sakura-san? — a voz ressoou no quarto vazio causando um breve eco que a sobressaltou. O novo companheiro de time estava parado no canto mais sombreado do quarto de pé. Ele mantinha os braços cruzados e uma expressão neutra no rosto de marfim. De onde ela estava, ele mais parecia um fantasma na penumbra que um shinobi.

— O que faz no meu quarto? — perguntou ela e pigarreou quando sua voz saiu como um guincho ressentido. — Está aqui há muito tempo? — insistiu quando Sai não a respondeu. Ele sorriu forçadamente e pendeu a cabeça para o lado, se aproximando calmamente, se sentou sem cerimônias na frente da médica e murmurou:

— Há algum tempo.

— Eh… — ela coçou a nuca envergonhada. O olhar fixo nos seus a desconsertou, mas não poderia ter ficado mais surpresa quando o ANBU aproximou-se mais e a abraçou meio rígido. — O-o que está fazendo?!

— Abraçando você — ele murmurou inexpressivo e Sakura quase podia sentir aquele sorriso falso no rosto do garoto. O seu rosto se apertou rigidamente contra o tecido grosso do colete curto que ele usava. A médica sentiu-se levemente desconfortável, principalmente porque ele a apertada de maneira errada e os braços a seguravam com firmeza demais. Ela tentou se ajeitar ainda envolvida pelos braços dele e olhou para cima, uma expressão confusa tomando o rosto.

— Por que está fazendo isso?

— Eu li em um livro que dar um abraço é a melhor maneira de se desculpar com um amigo.

— Desculpar pelo… Um abraço… amigo? — gaguejou a garota terrivelmente confusa. Talvez devesse dizer a ele que um abraço não costumava demorar tanto e que, de maneira alguma, ele devia prendê-la entre os braços de maneira tão apertada. Mas a verdade é que havia começado a apreciar o calor do shinobi irradiando em sua bochecha, secando suas lágrimas e juntando os destroços que era seu coração naquele momento. Por isso, quando ele não respondeu à sua cacofônica indagação, ela permitiu-se ficar entre os braços firmes no ninja por mais alguns minutos, prendendo os lábios quando um leve soluço tentou escapar de sua garganta.

— Eu fiz alguma coisa errada. — declarou ele parecendo… desinteressado. Afastou-a lentamente pelos ombros e olhos para o rosto úmido. — Você está chorando.

— Não é sua culpa — respondeu ela secando as lágrimas com as costas das mãos. Sai ainda próximo a ela, com uma expressão calma no rosto. Sakura distraiu-se por um momento com os olhos distantes do ANBU e seu rosto corou quando ele não desviou o olhar. Ele realmente é um pouco parecido. A rosada inconscientemente aproximou o rosto dele para observar com mais minúcia. O formato dos lábios era semelhante, mas o quadrado do queixo era menos aparente, a cor definitivamente era errada, mas o formato e a cor dos olhos eram quase idênticos. Talvez, se ela semicerrasse um pouquinho os olhos, Sai ficaria… Ah, ela estava próxima demais agora. Muito, muito próxima. Sentiu o hálito frio como a noite chicotear seus lábios e não pôde resistir em provar um pouco do sabor dele ao separar a boca, inspirando.

Sakura encostou muito levemente os lábios nos dele, Sai não se afastou, mas também não se moveu. Ela não conseguiu fechar os olhos completamente, pois as íris negras fitavam-na de maneira interrogativa, mas aquilo não a repeliu. A kunoichi forçou levemente a língua por entre a abertura da boca dele e Sai sobressaltou-se, fazendo com que a médica aproveitasse a surpresa para aprofundar o beijo com calma. Ela levou as mãos à nuca do rapaz e sentiu os braços dele se erguerem hesitantes para segurar cada lado de seu rosto. A ninja médica se afastou devagar e beijou o maxilar do garoto, arrancando um esgar levemente assustado dele. Sai moveu a mão da face para a parte de trás do pescoço delgado, segurando-a pelos cabelos.

— Eu não sou o Sasuke, Sakura-san. — Ele murmurou com aspereza, mas não conseguiu disfarçar o suspiro apreciativo quando Sakura beijou o pescoço pálido antes de deslizar a língua por toda a pele. Nem mesmo o insulto foi proferido com censura ou tom pejorativo, pareceu-lhe mais... uma súplica.

— Não é ele que eu quero. — Era uma meia-verdade. Sakura achava que nunca superaria o amor doente que sentia pelo vingador, no entanto não era ele que queria naquele momento. O garoto pálido lançou-lhe um olhar estranho que a rosada não soube interpretar, então apenas agarrou-o pela camiseta e atacou os lábios com veemência.

Talvez fosse louca por fazer isso, talvez apenas devesse deixar o novo companheiro de time em paz, mas estava muito ansiosa para voltar atrás. Puxou ela mesma sua camisa e voltou a abraçar o antigo ANBU. Ele parecia hesitante e quase temeroso, mas era difícil de conjecturar porque a máscara de inexpressividade que ele vestiu por tanto tempo ainda lhe enevoava o rosto. Pouco a pouco a kunoichi notava uma ou outra face nova do shinobi e aquilo era instigante. Não parecia o mesmo Sai, e a ânsia da garota só suplantou com aquilo. Queria conhecê-lo. De verdade. Cada reação do ninja era uma singularidade que lhe incitava a continuar, a tocá-lo e a explorar aquele campo desconhecido. Sai era uma tela em branco — quase literalmente — que carecia de sentimentos e Sakura, definitivamente, desejava ser a artista a colori-lo.

— A-ah... — Ele arquejou quando a menina arranhou os dentes pelo peito desnudo assim que puxou a curta camiseta para fora do corpo quase translúcido do rapaz. Não podia dizer que aquela parte dele lhe surpreendia tanto. Ele vivia com a barriga de fora. Mordeu os lábios. Ele era, de fato, um pouco estranho, não? Mas a médica-nin surpreendeu-se por gostar do formato magro, no entanto atlético do garoto.

Ele era tão branco que parecia de cera, quase irreal. Espalmou os dedos pela tez, sentindo cada relevo, cada cicatriz... O calor pulsante que emanava dele — principalmente de certas partes nas regiões baixas — era muito real, no entanto. Recolhendo toda a coragem que não tinha enfiou a mão dentro da calça escura encontrando, com um gemido baixo, aquela parte delicada que tanto ansiava tocar e, mesmo por cima das roupas íntimas, ele estava muito quente e rígido. O hálito de Sai tocou seu rosto quando, gentil e hesitante, ela começou a mover a mão devagar. Curiosa, ela ia com calma, apreciando os tremores que tomavam o corpo do jovem ANBU a cada movimento seu. Ousou deslizar o polegar até a ponta mais úmida do tecido e pressionar de leve aquela parte. Sai deu um meio rosnado e a mão dele se agarrou nos dedos que o acariciaram repentinamente, imobilizando-a.

— Fiz algo errado? — indagou sentindo uma pontada de vergonha chegar até suas bochechas. A testa dele estava franzida e os lábios retorcidos em alguma expressão que ela não soube caracterizar.

— Não… — A resposta soou como uma pergunta. Ele passou a mão pelos cabelos curtos e suspirou fundo. — E-eu… não sei o que faço… O que tenho de fazer em uma situação dessas. — Os olhos negros se ergueram para os verdes. Sakura notou confusão e algo mais nas íris escuras, mas ele logo disfarçou presenteando-a com um daqueles infames sorrisos falsos. — Ne, feiosa, acho melhor pararmos por aqui.

Ele já ia se levantando, mas a rosada o interceptou. Ergueu-se na frente e o empurrou de volta para o chão. Puxou o zíper da blusa sem hesitar e se ajoelhou entre as pernas semiabertas do shinobi enquanto se livrava do tecido.

— Você realmente me acha feia? — perguntou sinceramente ao fixar os olhos nos dele. O ninja estava ocupado demais absorto no feminino torso nu. Ouviu-o engolir seco antes de suspender o rosto até o dela. Ela puxou as mãos que estavam cerradas em punho e pressionou-a contra os seios. Sai arquejou, mas os dedos se fecharam sobre a carne macia da kunoichi. Os mamilos se eriçaram contra sua mão e um leve ruído escapou dos lábios ousados quando ele beliscou levemente a pele, curioso.

— Acho que você tem peitos pequenos — concluiu Sai depois de um tempo acariciando-a. Sakura mordeu o lábio envergonhada, mas não se afastou. Adiantou-se para mais perto dele e sentou-se no colo masculino. Apreciou o olhar desnorteado do shinobi quando suas intimidades encontraram-se por cima dos tecidos.

— Isso é um problema? — inquiriu ao serpentear timidamente no colo do rapaz. Ele fechou os olhos lentamente, mordendo a parte interna da bochecha para não gemer em deleite. Os dedos pálidos se apertaram na cintura nua e macia da jovem garota e ela tomou aquilo por um “não”. Sai parecia totalmente sucessível àquilo e cada vez mais entregue. A mente do ANBU estava em um impasse interno, tentando inutilmente entender o que a rosada queria com aquilo afinal das contas. Nenhum livro o preparara para aquele tipo de situação, mas não queria dizer que ele não estava interessado em aprender. Ele estava. Muito.

— Sakura — rezingou enervado. A rosada se apertou mais sobre o colo dele, sobressaltando-se quando algo rígido pulsou uma vez contra ela. A garota arfou e puxou-o pelo pescoço para colarem os lábios mais uma vez. Sai foi mais ansioso dessa vez, quase faminto. Os lábios trêmulos se mesclaram com os dela, e Sakura grunhiu baixinho e sugou a língua dele devagar e massageou-a com a sua própria, deliciando-se com a umidade que banhou os dois. Sai pegou-se imaginando aquela boca macia sugando e acariciando outra parte dele. Rosnou baixo quando seu membro pulsou uma vez, ardendo.

Mnm, Sai… Eu quero você… — A garota parecia perder o controle a cada beijo úmido que era depositado em seu pescoço. Os lábios do shinobi desceram lentamente pela pele sedosa da kunoichi, deslizando devagar pela clavícula, inspirando o cheiro doce impregnado no colo e, por fim, deixando a língua acariciar os doces seios, envolvendo os cálidos mamilos na boca. Chupou devagar a tez rosada, sorvendo os gemidos baixos dela como se fosse o alimento mais nutritivo para o seu corpo faminto. Ele ardia de fome por ela. Os dedos de Sakura se agarraram ao cabelo negro de Sai, entremeando-os pelos fios e mantendo-o ali colado nela, não que ele fosse fugir, pois ela duvidava muito disso. O ninja parecia empenhado em fazê-la suspirar e revirar-se em seu colo. O baixo ventre da garota se contraiu e um pequeno e preciso ponto de calor irradiou de seu sexo para o resto do corpo, deixando-a ansiosa, torturada. Puxou-o pela nuca e quase desfaleceu quando o movimento súbito fez com que a última sucção em seu mamilo fosse mais intensa, soando audivelmente com o desgrudar de lábios dele.

— Te machuquei? — indagou ele levemente confuso. O rosto branco-cera estava corado e Sakura sentiu mais um leve espasmo em seu íntimo.

— K-kami, não. Eu só… — ela prendeu os lábios resignada. Mesmo que fosse corajosa o suficiente para tomar a iniciativa, não havia reunido tanta coragem para dizer certas coisas com… clareza. Resolvendo deixar as palavras de lado, Sakura puxou a calça dele pra baixo devagar, agradecendo pelo zíper já estar semiaberto — culpa de sua indômita curiosidade —, então foi fácil apenas puxar o tecido elástico que envolvia o que ela mais desejava do rapaz. O sobressalto dominou-a quando o membro foi libertado daquela desconfortável redoma azul escura. Sai deu um suspiro baixo e fechou os olhos. Sakura mordeu o lábio inferior e sentou-se com cuidado nas pernas do garoto. Apoiou as mãos nas coxas nuas e… Seu rosto adquiriu um tom rubro vívido, podia sentir isso. Tentou ignorar e levou a mão até ele, sentindo agora a quente pele macia e de aparência sensível. O som sufocado ecoou na garganta do ANBU, ela só ouviu porque estava muito próxima a ele. Engoliu toda a timidez com um movimento firme, mas delicado da mão. Sorriu internamente quando Sai estremeceu entre seus dedos. Tomando isso como um incentivo, ela permitiu-se ser mais ousada. Deslizou o polegar lentamente até a extremidade e acariciou a glande sensível, depois desceu os dedos até a base, tornando a subir. Repetiu o gesto gradualmente até ouvi-lo suspirar de maneira ritmada.

Porra — rosnou ele e segurou-a pelo antebraço, — pare.

— O que… — Sakura não concluiu a questão, pois a expressão distorcida no rosto dele a deixou enervada. Sai puxou-a pela nuca e colou as bocas mais uma vez. A Haruno sentiu os dentes se apertando e puxando sua pele, sugando sensualmente. Ele escorregou para sua bochecha, arrastou a língua pelo maxilar feminino e alcançou o lóbulo da orelha imaculada. A respiração descompassada ali fez Sakura gemer alto, desapercebida, ela se esfregou sobre a nudez do jovem ANBU, fazendo-o rosnar em seu ouvido e mordiscar-lhe a pele delicada.

— Se você me quer — começou ele ainda colado ao rosto lânguido de Sakura —, que seja agora. — Dizendo isso, ele puxou com brusquidão o short apertado e rasgou a saia avental que ela usava por cima. Sakura soltou um guincho assustado quando ele a puxou para cima e a aterrissou em seu colo. O membro tocou-lhe a intimidade e a kunoichi arquejou quando o sentiu pulsar entre sua abundante umidade.

— Aah… kuso… — praguejou baixo quando ele moveu o quadril contra ela. Sakura ergueu-se trêmula sobre os joelhos e segurou o membro rígido pela base, encostando-o com cuidado em sua entrada. Sai respirou com dificuldade e puxou-a pelos ombros, fazendo-a sentar-se sobre ele, devagar, apreciando cada centímetro conquistado, enlouquecendo com o aperto pulsante e quente da cavidade molhada. O ANBU xingou alto quando a kunoichi finalmente encaixou-se completamente nele, sentando-se em suas pernas gemendo baixinho.

— Você é pequena em tudo — declarou ele ao segurar a cintura delgada da rosada. Sakura tentou rir, mas um gemido tremido escapou de seus lábios ao invés da gargalhada. Sai deixou o corpo desabar no chão e apalpou toda a pele macia da garota que estava ao seu alcance. Ela impulsionou o corpo uma vez e apoiou a mão no chão, uma de cada lado do rosto dele para manter o equilíbrio. Mais um movimento e ela arquejou ao senti-lo se retorcer dentro dela. Sai envolveu o braço ao redor da cintura dela e esticou-se para sugar os seios tímidos que pendiam do corpo esbelto na altura do seu rosto. Sakura segurou os gritos que surgiam sem que percebesse, enquanto se movia cada vez com mais força, engolindo-o por completo, sentindo sua cavidade se contraindo a cada incursão. Não conseguiu conter um deles quando os dentes de Sai roçaram em seu mamilo sensível.

A parte interna de suas coxas latejaram doloridas e o calor aumentava cada vez mais, sufocando-a quando os gemidos não pareciam o suficiente para mostrar o seu desespero por mais dele. Sai permanecia silencioso, apenas suspiros apreciativos escapavam dos lábios pálidos enquanto os dedos percorriam caóticos cada parte das costas suadas da kunoichi. Sakura ergueu-se, lamentando-se internamente por afastar os seios da boca do ANBU e apoiou-se nos joelhos dele, arqueando as costas e movendo-se agora na vertical. Ela escutou um grunhido mais rude dele quando o fez. Sentiu os dedos urgentes dele afagando sua intimidade exposta e não suportou, suas pernas bambearam e Sai aproveitou sua fraqueza momentânea para empurrá-la. Sakura caiu de costas no chão, mas foi posta de bruços.

— Sai… — gemeu levemente em protesto. Seu centro se convulsionou fortemente sentindo a ausência do shinobi dentro de si. Ele sorriu ao deitar-se devagar sobre as costas dela. Sakura gemeu longamente quando o membro deslizou pelas nádegas e escorregou mais para baixo, aconchegando-se novamente em sua entrada apertada. O ninja apertou a carne firme e avantajada dali e a médica corou quando ouviu-o sussurrar:

— Me enganei. Nem tudo é pequeno em você. — Ela não conseguiu rebater porque o sentia mais fundo naquela posição, parecia ter ficado mais apertado. E quando ele se moveu, ela levou as mãos à boca para ocultar o grito. Sai apoiou uma mão no chão e apertou-se contra ela, rápido, firme, cada vez mais brusco, mais resoluto. Sakura sentiu os dentes baterem e choramingou quando seu corpo se apertou firme no dele.

— Mais — implorou ela quando sentiu o orgasmo se aproximar. Sai a obedeceu prontamente, rosnando entre os suspiros e empurrando o membro mais fundo dentro da rosada. Ela gritou quando a pressão entre os corpos suados foi tão intensa que sua visão ficou escura por curtos segundos. — Oooh, droga, droga! — reclamou ela quando tudo se tornou quente demais para que suportasse calada. O orgasmo a tomou completamente, devastando sua sanidade e fazendo-a proferir inúmeras blasfêmias. Em cima dela, Sai sufocou um gemido rouco mordendo o ombro macio e chupando forte a pele dali. Kami, Sakura podia jurar que vira estrelas. Sai jorrou sua essência quente nas nádegas arredondadas da garota, banhando a convexidade de músculos e deliciando-se ao observar o líquido deslizar pela tez branca. A kunoichi se virou lentamente para olhá-lo, dando a ele uma visão de uma Sakura sexy e pervertida. A rosada mordeu os lábios e as bochechas se tornaram rubras.

O ANBU sentou-se devagar e recolheu sua camiseta que estava caída próxima das roupas de Sakura. A garota se ergueu mais lentamente, ainda lânguida, mas os olhos verdes o encaravam confusos. O shinobi puxou a cueca pra cobrir-se e fechou o zíper devagar.

— Já está indo? — ela perguntou insegura. Um braço delgado cobriu os seios marcados pela boca do ninja.

— Sim? — ele pretendia afirmar, mas a indagação foi inconsciente. Ficou mais enervado quando ela se aproximou, sem se levantar, mas engatinhando. Como uma verdadeira gata. Sakura não o atacou pervertidamente, apenas deitou o rosto no peito pálido como neve e suspirou baixinho. Sai não pode deixar de deslizar a mão pelos cabelos róseos reluzentes. Um sentimento muito estranho obstruía sua garganta e trazia ardência em seus olhos. Sai ficou terrivelmente nervoso, mas não sabia bem como por em palavras aquilo. — Sakura…

— Você não é ele — ela disse calmamente. — Eu sei disso, Sai.

— Então…

— Eu… eu acho que talvez… eu possa gostar de você — ela declarou sem erguer os olhos para o ninja. Sakura sentiu a respiração dele suspender por um momento e o coração palpitou sob o peito. Sentiu os dedos dele se enroscarem seu cabelo. Sai puxou com delicadeza os cabelos rosados para trás, fazendo-a olhar para ele. Os olhos pretos como carvão fixaram-se nos dela, como se a sondasse. Talvez querendo ler algo que ela não deixara explícito nas palavras. A médica não pode constatar se ele encontrou algo em seus olhos ou não, mas depois de alguns minutos observando-a, Sai dirigiu-lhe um daqueles odiosos sorrisos falsos e os dedos que se apertavam em seus cabelos deslizaram para as costas.

— Você é muito estranha mesmo, feiosa.

— Eh?! — Sakura enfureceu-se por um instante, mas expirou forte pelo nariz. — Tsk! Esqueça. Eu preciso de um banho. Que acha de irmos às termas? Acha que Yamato-taichou ou Naruto vão nos ouvir saindo?

— Ne, se eles não ouviram seus gritos, definitivamente não vão nos ouvir saindo. — declarou inexpressivamente o garoto. Sakura mortificou-se e seu rosto tornou-se roxo de vergonha.

— Você tem que parar de falar indecências tão casualmente! — exclamou ela e se levantou rapidamente.

— Ei, feiosa! — chamou ele quando a kunoichi se afastou em passos largos até a porta.

— Vamos logo! — disse Sakura entredentes.

— Você pretende sair assim e me chama de indecente? — Sai questionou baixinho e apontou para o corpo nu quando ela se virou para olhá-lo. Sakura deu um grito esganiçado e o ANBU estremeceu lentamente com a expressão furiosa que tomou o rosto da ninja.

— Maldito bastardo! — xingou ela ao retornar como uma leoa até onde o rapaz estava parado. Ele se encolheu levemente quando ela se aproximou, mas, felizmente, não o agrediu. Apenas abaixou-se para pegar suas roupas, vestindo-as às pressas. O shinobi não soube bem explicar, mas não resistiu ao desejo de puxar o rosto rubro para cima e beijar os lábios franzidos da garota. Sakura exclamou, mas relaxou assim que sentiu a língua quente dele envolvendo a sua. Sai não sabia o que era, mas aquela sensação de sufoco cedia quando a sentia próxima de si. Os dedos delicados se apertaram em sua nuca.

E Sai desejou internamente que não se soltassem dali jamais.

Notas finais
Gostaram? Gostaram? Gostaram? *-* Espero que sim e, por favor, comentem :D Quem será o próximo da lista, arrisquem um chute! Um bombom pra quem acertar! Irra! Kissus, galera ♥