Sakura Harem

4 MadaSaku — Absorvendo


Notas iniciais
Tlin dlin dlin! Alguém acertou! Olha, eu queria algo mais aqui... só que acho que... Bom, tirem suas próprias conclusões e me digam. Boa leitura :)

Sakura não havia entendido de todo como aquilo acontecera. Sua cabeça girava em uma espiral caótica desde o momento em que pusera os olhos nele. Ele. Tão assustador intimidante e terrivelmente irresistível.

Ela era uma kunoichi. Tinha um nível de conhecimento acima da média, agilidade, uma força definitivamente mortal e um pouco de malícia necessária para que não confiasse em qualquer olhar, mas, de alguma forma, sentia-se uma civil indefesa perto dele. Tão fraca quanto uma garotinha com duas vezes menos idade. E não era só fisicamente. Toda sua inteligência, sua rapidez e capacidade — que ela sempre se gabou de ter — inconsciente de ter todas as respostas na ponta da língua pareciam se dissipar como um bunshin mal feito quando ele se aproximara.

Não podia dizer que não percebera as reais intenções do cofundador de Konohagakure quando sorrateiramente serpenteou até ela. Em uma noite que nunca imaginaria que o inimigo estivesse tão perto. Aquele poder estranho de absolvição que ele possuía impossibilitou-a de lutar. A fez letárgica e submissa. Sequer teve uma chance. Apenas um leve apertar de dedos no pescoço feminino e delgado foi o suficiente para que ela caísse na escuridão da fraqueza.

A escuridão não era tão ruim, pelo menos.

Era sedosa.

Macia contra sua pele.

E tão negra… como os cabelos dele.

A escuridão ainda engolia sua visão, enaltecendo mais os seus sentidos de ninja apesar de estarem muito enfraquecidos para que tentasse uma fuga.

Mas podia escutá-lo. Sua audição estava aguçada, nem o mais leve roçar de couro contra o chão — os pés dele — lhe escapou dos ouvidos. Os passos pararam e recomeçaram e tornaram a parar. Próximos.

— Eu senti sua falta... tanto...

Podia cheirá-lo. Almíscar, alguma erva e suor. O cheiro era instigante e intimidante. Fazia-a querer se aproximar e correr daquilo. Sentiu medo e curiosidade.

— Mas você nunca saberia...

Reprimiu a vontade de ser abraçar para aplacar o súbito arrepio que nada tinha a ver com o vento. Tentou manter o corpo inerte, fingindo dormir. Ele estava mais próximo. Tão perto que agora podia tocá-lo.

Agora, então, ela podia senti-lo. Ela não o tocou, claro. Ele a tocou. Os dedos masculinos experimentaram a pele da ninja como se tivesse acabado de descobrir uma nova textura, deslizando para cima e correndo pelos lados, espalmando a mão por toda ela. Sakura não ousou suspirar, por mais que quisesse. O tecido que envolvia os olhos verdes começaram a incomodar de verdade.

— Eu sei que está acordada, kunoichi — a voz dele agora era imperativa e austera, estava assustadoramente próxima.

Sakura mordeu a parte interna da bochecha e não ousou respondê-lo. Talvez aquilo o tivesse enfurecido, pois sentiu seu rosto ser apertado entre dedos fortes. A respiração chicoteou-lhe o rosto e não conseguiu deixar de se embriagar com o hálito frio dele. Causou-lhe arrepios. Sentiu então algo resvalar pelos seus lábios entreabertos, traçando o formato, arranhando com a ponta da unha o local sensível.

— Eu sempre amei sua boca. — Ele beliscou de leve a carne úmida e fez uma carícia suave antes de descansar a mão ali. — Aposto que vou gostar de ouvi-la gemer meu nome mais uma vez.

A Haruno franziu a testa. Nunca havia chegado tão perto deste homem, e ainda assim ele falava como se eles já tivessem... feito.

— Você não vai ouvir coisa alguma — rosnou contra a mão dele, sua voz ferina.

Ela estranhou ter soado firme, porque sentia o pavor alojando-se no fundo de seu estômago. Ele não pareceu se intimidar com sua aspereza, pois o toque suave persistia, causando em seu corpo sensações desconhecidas.

— Você sabe que eu vou — ele sussurrou de uma maneira que a fez estremecer. Sakura não se repreendeu por isso, era uma médica e sabia que o corpo respondia, por mais que pudesse relutar, mas não podia dizer que não estava frustrada. Estava muito.

— E nós nunca fizemos isso — precisou explanar essa frustração, porque, diabos, aquele cara era louco? Ela nunca o vira!

O moreno riu, a voz rouca causando oscilações na sua prisioneira. Tentar entender a mente de um sádico era, em definitivo, algo que estava além de suas capacidades médicas e, estranhamente, deixou-a desnorteada.

— Você fica uma graça quando está com raiva.

Repentinamente, o corpo feminino estava colado à cama. O som dos tecidos que a envolviam se rasgando sobressaltou-a, e mal percebeu um grito lhe escapando da garganta.

Um terrível sorriso intimidante pintou nos lábios dele, mas, ao notar que a rosada não se encolheu de medo, ele cerrou os olhos e constatou com um balançar de cabeça que, com a venda, — obviamente — sua prisioneira não veria aquilo. Repudiando sua própria ideia, Madara arrancou a tira de seda negra do rosto resignado. Sim. Ele não queria apenas ouvi-la gritar, queria sentir a tensão quando a possuísse, a resistência inútil dela; queria que Sakura lutasse, mesmo que ele tivesse sido covarde demais ao sugar quase todo o chakra daquele corpo delgado e, oh, surpreendentemente se assustara com a quantidade de força que a kunoichi tinha.

O prazer maior do Uchiha seria ver as íris verdes obscurecerem quando o contemplassem em toda a sua gloriosa dominância. Já podia sentir. Sentiu o desejo suplantar níveis aceitáveis quando a imaginou apavorada e submissa com todo o seu poder.

Mas a rosada kunoichi não abriu as pálpebras. Ela não estava tensa, mesmo que a situação quase a obrigasse estar. Ele não farejava medo.

Sakura recusou-se a olha-lo, mesmo que o sentisse ali e aquilo definitivamente era o pior. A sua blusa estava inutilizável, formando um cinto disforme em sua cintura. O quarto estava frio e sentiu seus pelos se eriçando, mas não pelo clima, nem pela tensão que sentia — e conseguira ocultar com muita dificuldade —, mas por algo que a fez cerrar os dentes de puro ódio. Aquele jeito dele…

Ela gostava.

Isso não queria dizer que o obedeceria. Oh, decerto que não, mas não estava interessada em dominá-lo, apesar de a ideia ser, sem dúvida, interessante. Ela iria enfurecê-lo. Não poderia com Uchiha Madara em seu perfeito estado de ninja, que dirá assim. Fraca e incapaz. Bem, sua mente ainda restara intacta, ou assim pensava.

Sakura não rebateu o diálogo, apenas rosnou entre os dentes cerrados e continuou de olhos fechados.

A carranca no rosto pueril quase fez Madara rir e apertar-lhe as bochechas coradas. Ela era um bebê gatinho que pensava ser um tigre feroz. Terminou de arrancar as inúteis roupas daquele corpo — por enquanto — imaculado. Ele fechou a mão sobre o seio nu e apertou a ponta sensível. A Haruno não gemeu, mas se encolheu levemente. Ele levou a mão ao outro seio. Os polegares dele esfregaram-se com rapidez sobre a tez arrepiada.

— Espero que morra — a doce rosada murmurou antes de reprimir um arfar apreciativo.

— Você está tão diferente, shitashi. — lamentou-se ele com um suspiro resignado, mas estacionou o rosto próximo ao ouvido dela e mordeu o lóbulo macio.

— Para de agir como se me conhecesse — ela disse entredentes e tentou afastar as mãos dele. — Para!

Com toda a sinceridade, Madara gostava daquela aspereza da kunoichi. Não combinava com o rosto de anjo, mas sentiu-se mais tentado a dominá-la de todas as maneiras possíveis. A vontade que sentiu foi esbofeteá-la com força. Talvez mais tarde. Então, apenas a puxou da cama e obrigou-a a manter-se ajoelhada sobre o colchão, os joelhos ladeando seu corpo ainda vestido.

O líder Uchiha fixou os olhos na frágil pele acetinada tão próxima a sua. Aproximou o rosto do ventre liso e inspirou aquele cheiro fresco que ela exalava, parecia algo como mirra ou madressilva. O fez salivar e projetar a língua para fora, provando a textura da ninja. Sakura arquejou quando uma trilha quente e úmida foi se formando em sua pele, subindo por entre os seios, beijando a carne firme, mas nunca os mamilos. Aquilo a enervou, mas esqueceu-se desta frustração quando repentinamente seu estômago retorceu-se ao sentir Madara chupar a lateral de sua cintura, agora descendo cada vez mais, mais, mais… Sakura separou os lábios e fechou-os com veemência, repreendendo-se. Não diga o nome dele, não diga!

A respiração do shinobi bateu entre suas coxas e a kunoichi pressionou-as. Agora podia sentir a ponta do nariz dele roçando em seu baixo ventre, ah, droga… Os lábios dele mal a tocaram e a garota estremeceu. Suas pernas se separaram, um puro reflexo. Madara quis, muito, afundar a boca nela. Quis ouvir os gemidos satisfeitos dela quando a provasse com toda a vontade que tinha, queria apreciar o sabor da umidade espessa que ele podia ver quase escorrer pelas coxas roliças. Ele faria isso, sem dúvida. Mas ela iria implorar antes. Sakura iria engolir aquelas palavras atrevidas e implorar pela sua língua, por ele. E o melhor de tudo seria dizer a ela que havia, como esperado, perdido pra ele.

Então ergueu o rosto para contemplar a face corada da menina. Ela arfava com expectativa e foi algo maravilhoso notar a expressão desolada e agoniada dela quando se afastou de sua intimidade. No entanto, não se afastou dela. Pelo contrário, a puxou para si, para fora da cama. Primeiro, segurou os pulsos femininos e depois, guiando-a pela nuca, a fez descer devagar. A kunoichi não ofereceu resistência quando ele a colocou de entre as longas pernas, apoiando as mãos na cintura fina. Ela parecia um pouco desnorteada e tropeçou uma vez nos próprios pés, o que o fez rir.

— Nervosa? — os olhos negros eram como óleo fervente. Queimavam e invadiam. Um sorriso de canto deixou a mostra os dentes brancos. O dedo indicador e o médio esmagaram o mamilo sensível de Sakura. — Estranho. Eu sei que você sempre quis foder com um Uchiha. — A garota estagnou, os olhos verdes se arregalaram e as bochechas adquiriram um tom rubro vívido. O sorriso dele se alargou: — Não está feliz por estar com o melhor deles? Você vai ver que, no final, somos todos um pouc...

Ele não pôde concluir a frase provocadora. A mão tão pequena e delicada se chocou com a força de um trovão no rosto convencido. Aquilo nunca seria suficiente para desacordá-lo, obviamente, mas seu corpo vergou para o lado, a ardência o irritava de tal maneira que teve que cerrar os punhos antes que cometesse uma sandice. A doce flor de cerejeira permanecera de pé, impassível e com o olhar tão duro quanto um diamante. — esmeraldas, corrigiu-se mentalmente.

Inspirou profundamente antes de se erguer. Madara se levantou com calma e Sakura se encolheu inconscientemente quando ele o fez. O nukenin era alto e sua presença intimidante fazia com que o quarto grande se tornasse um cubículo. Ele deu um passo e a médica-nin moveu os pés para trás uma vez. Estava pronta para recuar mais, mas um braço musculoso a alcançou sem dificuldade. Ela arfou com o aperto e gemeu quando, com a outra mão, ele enrolou os fios róseos e os puxou para trás, fazendo com que a cabeça dela se inclinasse e os olhos se encontrassem. As pernas da kunoichi fraquejaram.

— Não tenho medo de você! — rosnou entredentes e tentou retirar o braço de sua cintura.

E ele soltou. Sakura não teve muito tempo para estranhar, pois suas costas nuas se chocaram contra a cama, o ar sumiu de seus pulmões e sentiu-se ficar fraca, cada vez mais fraca. O rosto do Uchiha estava próximo e o aperto em seu pescoço ficava cada vez mais firme enquanto ele sugava seu chakra com os olhos cerrados de raiva. Sakura puxou os dedos de sua pele, era inútil, a força dele agora era maior. Mas crispou os lábios, recusando-se a implorar. Ela morreria, mas não iria pedir nunca… nunca…

— Tão diferente... — ele riu. — Vou te fazer mudar de ideia, kunoichi. — a voz era assustadoramente carinhosa.

As garras que a sufocavam se alargaram, foram para trás, enrolaram-se nos cabelos de sua nuca. E então a boca de Madara estava na sua. Tão rude, exigente e ferina quanto poderia imaginar. Sakura não sabia se podia chamar aquilo de beijo, não quando a pressão exercida pelos lábios macios dele eram tão intensas que lhe causavam dor. Gemeu em protesto, gemeu de raiva e de agonia. A língua dele era perversa ao enroscar-se na sua, os dentes a morderam e puxaram o lábio inferior feminino para aprofundar a língua na boca teimosa. A respiração dele era tão calma enquanto a de Sakura era superficial e rápida. A rosada moveu a cabeça e a Madara levou a outra mão ao rosto da médica, imobilizando-a. Ele concluiu a agressão à boca dela com um selinho casto, distribuindo alguns mais no queixo, descendo pelo pescoço pálido.

— Seu cheiro...

— Pare... — Sakura suspirou baixo quando sentiu o rosto dele descansar no vale de seus seios.

—... é o mesmo — Madara disse por fim.

Ela não ousou olhar para baixo ao sentir boca dele cair sobre seu seio esquerdo. As sucções se tornaram mais fortes, um som pervertido escapando uma vez e outra dos lábios dele. A rosada gemeu roucamente e de maneira ritmada com as carícias. Seu corpo queimava, mas uma parte em especial ardia em flama. Queria levar os próprios dedos até lá e acabar com aquela tortura, mas não ousou. E mesmo que quisesse, não poderia. Principalmente agora, quando algo a atacou bem onde pulsava. Inserindo-se sem nenhum aviso. Invadindo-a com altivez. Os dedos dele.

— V-você não pode...! — praguejou e suas costas se arquearam. O polegar do Uchiha friccionou seu clitóris com raiva, força; e Sakura mordeu os lábios para não gritar. Podia senti-lo ir fundo e seu corpo ficou rígido, convulsionou-se uma vez e então… Ele parou.

— Meu nome — declarou descaradamente. Kami, podia sentir os dedos dele descansando dentro de si. Como se se desse conta disto também, Madara moveu-se devagar, saindo quase completamente e entrando mais lentamente. Uma tortura. — Eu quero te ouvir gemendo e implorando. Por mim. — o polegar começou a acaricia-la minimamente. E Sakura achou que poderia chorar com aquilo. Não podia! Os dedos começaram a ganhar velocidade, massageando e enlouquecendo-a.

Sasuke — gemeu suavemente, segurando um sorriso vitorioso quando os movimentos perderam o ritmo imperativo. Madara ergueu o rosto para ela confuso. Os lábios se crisparam e a rosada gemeu mais alto quando sentiu mais um dedo juntar-se aos outros. — Ah, ah, Ita-achi!

Ele deixou seu sexo e puxou com brusquidão o corpo feminino para baixo. Sakura observou o nukenin arrancar as roupas, seu olhar beirando a fúria homicida. Não conseguiu reprimir o sorriso. Ele se abaixou e separou as pernas da kunoichi. Ela lutou contra a mão dele mesmo sabendo que era uma ação vã. Madara segurou suas duas mãos sem paciência e a prendeu sobre o alto de sua cabeça. Sakura tentou se soltar, mas perdeu o ar quando ele a penetrou de súbito.

— N-não… nmm… Izuna… — a prisioneira gaguejou.

Ela já não conhecia nenhum Uchiha a qual chamar e seu corpo não cooperava, fazendo-a tremer incessante sob Madara. Não diga o nome dele. Finja que não sente, faça algo que... Mas ele era grande, céus, grande demais. A pressão que fazia dentro dela era tanta que achou que ele não pudesse se mover. Ele pulsava dentro dela e o calor era em demasia. Madara jogou os cabelos longos para longe do rosto e impulsionou uma vez com firmeza. O corpo delicado tremia sem interrupções.

— Continue com isso e posso realmente te machucar, kunoichi — ameaçou ele.

— Vá pro inferno — ela sibilou entredentes, mas um movimento duro do quadril dele aniquilou sua raiva, fazendo-a gemer alto. Sentiu a barriga dele colar-se a sua quando ele impulsionou mais uma vez, ela o sentiu tão fundo.

O rosto dele se fincou no pescoço delgado e o Uchiha não resistiu a passar os dentes por ali. O som dos corpos se chocando lhe deixava mais excitado e compelido a ir mais forte.

— Ha…shi…ra…ma. — O nome foi interrompido pelas incursões que o nukenin fazia contra ela, mas ele foi rápido em unir as sílabas. Sakura experimentou um breve e — talvez um pouco grande — medo ao sentir o corpo dele se enrijecer por completo. Não que ele já não estivesse rígido, mas… Oh, céus. Ele extraiu o membro dela rapidamente, as mãos fortes soltaram os pulsos femininos.

O corpo de Sakura girou no ar, ela percebeu quando seu rosto afundou nos tecidos da cama. Ele a pôs de costas sobre as pernas masculinas. Sakura se debateu e gritou, não um protesto pela posição, mas pela a dor. Um tapa forte se estabeleceu em sua nádega esquerda, ardeu como um inferno.

Ela gritou abafadamente contra os cobertores. Mais um estalo, no mesmo lugar. A ardência intensificou-se, ela sentia todos os dedos dele marcados à fogo em sua pele. Seu quadril girou para o lado com a força da próxima pancada. Parou de contar na sétima. As lágrimas brotaram em seus olhos e agora a provocação não lhe parecia tão engraçada. A mão grande era precisa e flagelava sua pele sem se interromper sequer uma vez. Ela gemeu alto e tentou se esquivar, mas ele a manteve imóvel sem dificuldade. Sakura quase implorou. Quase. Preferiu continuar mordendo os tecidos. E quando achou que ele a mataria com palmadas — perguntou-se se aquilo seria possível —, Madara parou.

O shinobi apertou a pele afetada e sorriu quando ouviu uma exclamação chorosa escapar dos lábios femininos. Puxou um dos braços da garota que mantinha a cabeça afundada nos cobertores e a fez se sentar em suas coxas nuas.

— Ainda acha que isto é uma brincadeira, kunoichi?

— Não... — A médica gemeu baixinho, ainda ofegante.

Sua pele devia estar violeta e, ao roçar a carne magoada na coxa dele, doeu mais. Ela choramingou quando Madara colou o peito largo em suas costas e, segurando a parte traseira de suas coxas, ergueu-a como se ela pesasse nada. Sentiu o membro quente tocar-lhe a intimidade.

O líder Uchiha permitiu-se brincar um pouco com os corpos. Tendo a rosada, literalmente, sobre as mãos, ele embalou-a sobre seu membro ereto, causando arrepios em ambos.

— Pegue e enfie em você — ordenou ele.

Sakura jazia meio amolecida sobre ele. A respiração quente em suas costas deixou-a tonta e quase desmaiou quando sentiu a língua dele massagear e umedecer seu ombro. Não ousou fazer objeções naquele momento porque queria muito que aquela sensação tortuosa que havia entre suas pernas sumisse. Sakura envolveu-o com os dedos trêmulos e resvalou a glande pulsante por entre sua intimidade. Os dois arquejaram. Não precisou colocá-lo de todo dentro de si, porque assim que ele sentiu a entrada úmida pairar sobre seu corpo rígido de desejo, o nukenin apenas ergueu o quadril em um movimento fulminante e libertou as pernas roliças, fazendo Sakura aterrissar sobre ele e acolhê-lo por completo.

A médica arquejou. Suas unhas se fincaram na carne acima dos joelhos de Madara quando ele começou a se mover. Lento, mas gradualmente aumentando o ritmo até que ela estivesse pulando sobre o colo dele. O Uchiha a fodia com uma determinação impiedosa, a mão segurando um dos ombros frágeis para que ela não se desiquilibrasse, e a outra brincava com o clitóris rosado e pulsante.

— Mnm… Ah, K-kami… — ela não conseguiu manter os lábios presos.

Havia algo grande se desdobrando dentro de seu corpo. Fazendo com que seu sexo apertasse o do nukenin. Suas pernas fraquejaram e mais uma estocada foi suficiente para que aquilo se desarmasse. E, por todos os deuses! Sakura achou que fosse gritar, mas não conseguiu emitir som algum, sequer conseguiu manter-se de pé. Se não fosse pelas mãos masculinas a segurando, teria desabado. Uma convulsão prazerosa a tomou, fazendo seu cérebro virar fumaça e uma névoa de letargia tomar conta de tudo logo em seguida. Suas costas arquearam, mas sentiu um braço enlaçar sua barriga impedindo-a de cair.

— Nem pense em desmaiar, Sakura, eu não acabei.

Ele a puxou para a cama. Deitando-a de costas para baixo e enlaçando a perna languida em seu próprio quadril. Ela estava um pouco atordoada, mas senti-lo novamente dentro de si fez seu corpo se contrair mais. Madara grunhiu como um selvagem e impulsionou o corpo com mais rapidez para dentro dela. Apesar de não estar ruim, Sakura arfou e estremeceu, sentindo o suor cobrir seu corpo agora. Os estímulos em sua pele já sensível fazia com que o prazer ficasse quase insuportável.

— Ah, kami… kami — ela choramingou e cravou as unhas na base das costas largas. A língua dele umedecia a pele de seu pescoço. A respiração arfante e os dentes afiados tocaram-lhe a orelha.

— Vamos, Sakura. — O Uchiha rosnou e beijou os lábios franzidos. O calor que a tomava agora era definitivamente algo sobre-humano. Seu centro se contraiu com força dessa vez, um braço dele fraquejou. — Porra, porra. Por favor!

— Madara! — a iryou-nin finalmente disse, mesmo que quase ininteligível, quando o orgasmo veio. Devastador, insano, múltiplo. Repetiu o nome mais uma vez, e então novamente. Suspirou o nome desesperadamente, como numa prece, entoando próximo ao ouvido dele. Se agarrou aos fios longos e negros e tremeu. O shinobi se afundou mais algumas vezes nela, desabando quando atingiu seu ápice. Sua essência quente e pungente inundou o corpo feminino, e aquela visão lhe deu um prazer indescritível.

Ele deitou-se ao lado da rosada e inspirou fundo. O rosto severo estava mais tranquilo e uma leve sugestão de sorriso brincando nos lascivos lábios. Sakura acompanhou uma gota de suor descendo do pescoço para o peito, uma das mãos largas descansava sobre o abdome branco e definido e, por algum motivo, desviou o olhar dos dedos dele envergonhadíssima. Mordeu os lábios e algo lhe atravessou a mente de súbito. Uma gargalhada escapou dos lábios inchados pelos beijos dele.

— O que é tão engraçado? — a voz soava rude novamente e Sakura cobriu a boca com as mãos.

— Você implorou — sussurrou com os dedos encobrindo levemente a infame declaração.

As sobrancelhas negras se franziram e então os olhos escuros tomaram consciência de suas palavras. A médica podia jurar que viu um brilho vermelho naquelas íris. Os dentes dele cerraram audivelmente.

Sabia que era suicídio provoca-lo tanto, mas não conseguiu segurar. Mordeu os lábios devagar quando ele se aproximou, tocando seu queixo para que olhasse diretamente para ele. A expressão séria no rosto a enervou. A rosada engoliu seco quando ele murmurou sugestivamente:

— Talvez... pudesse me fazer implorar mais uma vez?

Notas finais
Editada. YEY! Tão posudo pra no final dar essa mancada, né Madara? AHUAHUAHAU. Olha, eu quero pedir desculpas caso isso esteja ficando repetitivo. Vejam bem, se os personagens já interagiram mais vezes, fica mais fácil criar uma história, entendem? Então, se ficou meio idiota esse enredo, realmente me desculpem. É que Sakura e Madara (shipo muito) não interagem muito e fica complicado imaginar uma cena pra eles :p Espero que tenham gostado! Kissu!