Sakura Harem

5 IndraSaku — Reencarnações


Notas iniciais
Yoo, pessoas! Trago mais um crackshipp que quase não vejo por aqui (E em nenhuma outra plataforma de fanfics. Sério, já procurei muito :C ) Espero que gostem e, por favor, não deixem de opinar. Os comentários de vocês são importantíssimos, a sério!



Seus olhos se abriram para o esplendor dourado que ocultava o céu acima de sua cabeça. Era tudo tão… surreal. Talvez estivesse sonhando. Talvez estivesse no paraíso. A verdade era que não importava onde estava. E sim com quem. Havia brilho para onde que olhasse. Tudo era cintilante e nítido. Sentia a maciez dos lençóis de seda acariciar sua pele nua.

O cheiro de incenso de mirra fazia a cabeça da kunoichi girar levemente. A fumaça leve ondulava, deixando-a com um calor demasiadamente instigante. Uma gotícula de suor escapou de sua testa e escorreu até a bochecha corada.

A tenda parecia com um harém de um sultão, cada centímetro de chão cheio de almofadas bordadas e tapetes requintados pendurados nas paredes. Sakura gemeu baixo quando um som metálico tilintou em seus ouvidos. Correntes. Finas correntes de ouro envolviam seus pulsos, que descansavam em seu ventre arfante. Obviamente algum chakra poderoso fora depositado no metal brilhoso, deixando-a imobilizada ali entre a maciez do leito desconhecido. No entanto, a corrente das algemas era muito longa, sentia-as frias contra seu corpo acalorado e umedecido por algum óleo. A Haruno tinha uma limitada liberdade para se mover e perguntou-se o motivo disto.

Passado de pouco o encanto com o local digno de um deus, a rosada ergueu-se, se sentando sobre os joelhos nos lençóis. Mais gotas de suor deslizaram pelo corpo de porcelana. Os punhos se ergueram contra o colo, cobrindo os seios tímidos. Quem a visse de longe, poderia dizer que a rosada estava rezando.

O-olá? — a voz melodiosa ousou indagar para o aposento vazio. A única companhia que a rosada dispunha era a fumaça cinzenta que se erguia preguiçosamente de um vasilhame próximo da cama. Um leve farfalhar chamou-lhe a atenção. Pés descalços. Não muito longe, podia sentir o chakra absurdamente intimidante agora. Ela prendeu o fôlego. Nunca, em toda sua vida, sentira tal poder. Era esmagador e sufocante… Ele se aproximou, entrou na tenda, abaixando-se levemente para passar o corpo alto pela soleira da entrada e quando ergueu o rosto… Kami… Ele era…

Um belo homem.

Não, um deus.

Aquele shinobi. Nunca o vira. No entanto, algo lhe era familiar naquela face arrogantemente incrível de se olhar.

Ele era tão pálido quanto ela. O rosto quadrado sustentava o seu olhar com uma estranha curiosidade que refletia nos olhos verdes da garota algemada. Ele tinha longos cabelos negros que lhe cobriam até a base das costas, mas eram curtos no topo, uma franja espessa sobre os olhos e havia bandagens envolvendo duas grossas mechas ao redor da face, enquadrando-a. Suas sobrancelhas negras eram interrompidas antes que lhe terminassem os olhos enfeitados com cílios longos, e uma tinta escura delineava o formato das pálpebras dando-lhe um aspecto levemente selvagem.

A boca de Sakura ficou repentinamente ressecada quando um sorriso leve pintou os lábios dele. Ela desceu o olhar subitamente ruborizando e só agora notou o que ele vestia. Quer dizer, o que lhe faltava vestir. Seu rosto recebeu mais uma dose de coloração sanguínea ao perceber o peito largo nu. Havia apenas uma calça de seda dourada — quase tanto quanto os lençóis — envolvendo as pernas longas, nada mais.

— Finalmente acordada. — comentou baixo. A voz dele era rouca e imponente. Causou comichões em sua barriga. A rosada estremeceu quando ele atravessou o cômodo, aniquilando o espaço que havia entre os dois. O local passou de admirável para terrivelmente sufocante. O moreno sentou-se ao seu lado, mas não fez menção de tocá-la. Sakura sentiu um bolo formando-se na garganta ao nota-lo observar todo seu corpo nu. Kami-sama, aquele olhar… Ela o conhecia?

Ele se aproximou, podia sentir a respiração dele tocar sua pele arrepiada, ele tinha cheiro de especiarias exóticas e sândalo. Sakura mordeu os lábios, imaginando o que o shinobi tinha em mente. Aquele olhar constante a assustava.

Ela corajosamente ergueu o rosto e fixou o olhar. Viu um brilho assustador misturado a luxúria.

— Quem é você? — O shinobi fechou os olhos devagar e gemeu, para a surpresa de Sakura. A mão grande se precipitou até a garota e puxou a corrente fina com firmeza. A kunoichi ergueu, contra vontade, as nádegas das próprias panturrilhas e arqueou-se até ele, que reclamara seus pulsos para si.

— Olhe para meus olhos, rosada, e me diga quem sou. — o obedeceu com hesitação.

— Oh! — exclamou quando sentiu os dedos dele se prenderem nos cabelos de sua nuca. Os rostos próximos agora. Ele piscou os cílios e baixou as íris para ela. Sakura arfou mais um “Oh” assustado. A kunoichi conhecia bem aquela cor, aquele formato e movimentos internos… — Você… é... um Uchiha.

O suposto Uchiha riu. Um rouco ressoar repicado escapando dos lábios muito bem delineados. O hálito doce mordiscou a face branquinha da ninja confusa. Ela baixou os olhos para a cama e mirou a pele clara do peito dele, distraída ousou descer mais a visão, encontrando, oculta pelas sedas, pernas torneadas dobradas em posição de lótus, o umbigo sutil fez com que imaginasse suas mãos percorrendo ali, os quadris masculinos fizeram-na arregalar os olhos envergonhada. Havia algo extremamente tenso e rígido contra o tecido fino.

— Sakura. — Ela rapidamente levantou os olhos e seu rosto pegou fogo quando percebeu a face séria. Os olhos vermelhos do shinobi faiscavam e sua mandíbula estava apertada, como se estivesse se controlando. Ele exalava masculinidade. Os músculos em seus braços grandes estavam tensos quando ele os cruzou sobre o peitoral. Ela respirou fundo e se afastou lentamente, cobrindo-se ao cruzar as mãos sobre a intimidade. — Você não me reconhece?

— Não… — replicou assustada. Aquele homem era estranho. Pigarreando ela emendou: — Nunca o vi, senhor.

Aquilo o enfureceu. Notou pelos olhos. Mais vermelhos agora. Ele permaneceu impassível ao puxar, pela segunda vez, as correntes que a encarceravam. Sakura caiu pra frente dessa vez, mas ele a sustentou com uma mão apenas. Puxou uma das coxas roliças para o lado e a forçou contra seu colo. Não à força totalmente falando. Sakura não resistia quando sentia o toque dele contra sua pele. Não era como uma submissão, mas simplesmente não conseguia negá-lo. Ela reclamou exclamativamente quando sentiu aquela tensão que ele tinha entre as calças tocar sua pele nua. Céus!

— Como pode dizer uma coisa dessas, Sakura? — a voz ressoava baixa, os lábios mexendo-se contra sua orelha, a respiração quente lhe provocou um calor indecente. A mão masculina repousava em sua nádega como quem lhe cumprimenta, totalmente à vontade. — Depois de tudo. Não posso admitir isso.

— É a verdade, eu nun-

— Não. — cortou-a. Puxou o cabelo rosado de leve para trás e manteve os rostos no mesmo nível. — Não permito que continue com estas sandices, minha rosada. Sim, você é minha e sempre foi, não se lembra? — os lábios dele crisparam-se quando Sakura começou a negar. — Estou tão diferente do seu habitual? Não é possível, isso não poderia acontecer. São todos descendentes meus, iguais a certa maneira. — ele pareceu um pouco aéreo por alguns minutos, mas retornou a fitar a jovem sobre seu colo. Deu um sorriso sensual antes de acariciar os lábios franzidos da menina. — Talvez você precise de um empurrãozinho. — dizendo isso, aproximou os rostos devagar, sem fechar os olhos vermelhos que queimavam com os verdes.

— Eu amo outra pessoa. — Sakura sussurrou desesperada e inspirou fundo quando aquilo o fez parar. Ela gostava do calor que provinha do shinobi, gostava dos braços fortes envolvendo seu torso completamente nu e, kami, adorava os dedos acarinhando suas nádegas. Mas não podia deixar de tentar impedi-lo, por mais que não quisesse. Estava totalmente desnorteada. Não sabia onde estava, quando estava e quem era aquele shinobi moreno com problemas de memória, porque, por todos os deuses, Sakura tinha certeza que um rosto — e corpo — como aquele era completamente impossível de esquecer. No entanto, não era motivo para entregar-se com tanta vontade. Talvez. Engoliu seco quando as mãos dele seguraram-na mais firme.

— Você me ama.

— Está me confundindo, senhor…

— Pelos deuses, não me chame assim. — ele replicou friamente. Os Sharingans impossibilitavam qualquer resposta ousada da kunoichi, mas o cenho feminino se franziu. O sangue correu-lhe nas veias mais rapidamente. Começava a sentir raiva da persistência daquele homem misterioso e obsessivo. Sakura tentou se afastar, mas as mãos dele desceram para a cintura delgada e a pressionaram uma vez contra o próprio corpo. Ela arfou e ele gemeu suavemente. Algo se umedeceu lá embaixo e Sakura não quis saber o que era. — Só você me deixa desse jeito, rosada, você sabe.

Queria muito enfiar um de seus potentes socos naquela cara enrugada em uma careta de prazer, mas seus próprios tremores não a permitiriam jamais. O moreno moveu-a mais uma vez sobre o colo e ela não reprimiu um gemido, fazendo-o sorrir e beijar o queixo delicado. Aquilo era quente.

— Pare já… — ganiu baixinho entredentes. Suas mãos presas se apertaram contra a barriga rígida do homem, mas aquilo pareceu deixa-lo mais ansioso.

— Nunca. — ele arfou e apertou-a com mais intensidade, um rosnar escapou da garganta. — Você nunca quer que eu pare.

Mnm… — ela fechou os olhos sentindo a ereção quente atingir em cheio sua pele pulsante. — Você… ainda não me disse… Ah, quem é…

Ele parou de esfrega-la contra si. Sakura parecia querer protestar, mas apenas olhou-o enervada. A calça de seda era o mesmo que nada com aquela umidade que tomava conta do local agora. O aroma dela agora se misturava ao pungente cheiro de excitação. Ele apreciava. Os bicos tensos dos seios lhe pareciam exatamente iguais. Rosados como os cabelos, pequenos como toda ela e macios como um pêssego. Precisava prová-los para que tivesse a certeza que tinha o mesmo gosto de sempre.

— Deixarei que descubra, meu amor.

Segurou-a pelas nádegas e puxou-a para cima. Os seios roçaram seu peito e estacionaram exatamente onde os queria. Os braços imobilizados envolveram seu pescoço e sentiu as unhas curtas se cravarem em seu cabelo quando roçou os dentes nos mamilos. Ela era sua. Aquele gosto o pertenceria para sempre. Ela se lembraria disso.

Sakura arquejou e apertou-o contra si quando a boca reclamou um de seus seios. Céus, a língua envolvia-a como se do bico rosado vertesse mel. Ele parecia uma criança faminta, sugando e mordiscando toda sua pele sensível. Ele usou os lábios para pressionar a auréola rósea enquanto a língua circulava a tez molhada. Como ele bem sabia, ela estava totalmente úmida lá embaixo, bastou um leve roce de seus dedos para que isso fosse constatado. E o modo como ele deslizou pela intimidade macia o fez conjecturar que ela estava mais que pronta para ele. Como sempre.

— Isso é loucura… — choramingou a kunoichi quando ele puxou os pulsos de seu pescoço e colocou-a de volta ao seu colo. Não queria negar nada aquele homem. Olhar nos olhos dele lhe causava uma estranha sensação de conhecimento, sentir seu cheiro lhe dava uma familiar lembrança de algo passado, mas o toque dele, ah, ela conhecia. Não podia negar, por mais que fosse completamente insano afirmar que o conhecia.

Mas ninguém a deixava tão excitada como ele.

— Permita-se enlouquecer e talvez encontre a razão junto a mim… — os dedos deixaram o calor do centro dela e arrastaram-se para as costas. — Você quer isso?

Sakura mal o ouviu. Estava perdida em seus próprios e impróprios pensamentos. Sentia o indecente ar acariciar seus mamilos molhados, arrepiando-os. Tinha quase certeza que ele havia perguntado alguma coisa e aguardava uma resposta. Uma afirmação. Seu centro pulsava, clamando, implorando por algo que aplacasse a dor. Por ele. Podia estar confusa, mas tinha certeza que recusar que o desejava não ajudaria em nada. Por isso respondeu:

— Sim.

O sorriso dele foi mais largo, mas para a tristeza de Sakura ele não a aproximou, pelo contrário. Ergueu-a por debaixo dos braços e a tirou de seu colo. A kunoichi sentiu-se como uma criança quando ele a pôs no chão. Ele era quase tão alto sentado quanto ela era de pé. A dupla corrente que prendia seus pulsos estava enrolada nas mãos masculinas, de modo que qualquer movimento seu deveria ser premeditado unicamente por ele. Um leve puxar foi suficiente para que ela entendesse que deveria se aproximar. E assim o fez. Encostou o quadril no colchão macio, já que as pernas dele estavam muito abertas, não tocavam o chão. O corpo era inalcançável devido à altura medíocre da rosada.

— Ajoelhe-se, shitashi. — murmurou ele em uma voz rouca de desejo.

Sakura obedeceu, sentindo a maciez da tapeçaria sob os joelhos quando abaixou. Seu rosto mal alcançava a borda da cama e aquilo a fez enrubescer. O portador do Sharingan sorriu com a timidez da menina e aproximou-se da beirada da cama. Sakura observou estupefata quando ele esfregou a ereção através das calças de seda e depois lançou seu membro para fora, puxando a calça com tanta pressa que Sakura pôde ouvir o tecido protestar com a força, rasgando-se facilmente. Ele colocou a mão no cabelo dela e a guiou para frente, de modo que seus lábios quase beijavam a extremidade de seu pênis. Uma gota translúcida brilhou na glande, e ela lambeu os lábios subitamente ressecados.

— Chupe, minha odalisca. — ordenou ele numa risada rouca, enrolou os dedos nos fios róseos. — Faça bem a sua parte para que eu possa fazer a minha também. — O estômago de Sakura se contorceu de ansiedade e excitação. Levantou uma mão até o corpo rígido quando ele a deteve com as correntes. — Use apenas a boca. — advertiu-a.

— Hai. — ela cruzou as mãos sobre o colo, sabendo que poderia agradá-lo usando apenas os lábios. Ela estranhou o próprio pensamento, mas não pôde pensar nisso por muito mais tempo.

Com a mão ainda atrelada a seus cabelos, ela o deslizou em sua boca enquanto o shinobi a puxou de encontro a si. O quadril masculino se retesou minimamente e Sakura quase o sentiu batendo em sua garganta. Ela se afastou por um momento e inspirou, seus olhos lacrimejaram, não havia sido uma maravilhosa ideia.

— Relaxe, meu amor. — Ele a tranquilizou e limpou uma lágrima traiçoeira com o polegar. Grunhiu alto quando ela inesperadamente retornou, afundando seu membro para dentro dos lábios macios mais profundamente que antes. As calças de seda acariciaram o rosto ruborizado quando ele empurrou seus quadris contra ela. Maldição! — Olhe para mim agora.

Os olhos de Sakura que se encontravam assistindo a dura ereção entrar e sair lentamente dentro de sua boca, subitamente ergueram-se para o rosto que a observava de cima. Seus mamilos eram estimulados pelos próprios braços apertados contra seu corpo e ela pensou que gritaria com sensação. Seu corpo doía de expectativa e sua pele estava úmida de tensão e desejo.

O shinobi gemeu alto quando ela passou a língua por toda sua extensão antes de engoli-lo como seu doce favorito. Como sentiu falta daquilo, deuses!

Sakura percebeu que ele fechou os olhos por um instante e abaixou a cabeça na direção dela. Parecia estar lutando para assumir o controle do próprio corpo e sentiu — ao nota-lo mais tenso entre seus lábios — que ele não suportaria tanto tempo com aquilo.

A voz foi baixa e estranhamente áspera quando ele enrolou os dedos em seu cabelo e a imobilizou para que parasse o que estava fazendo. Com um gesto ele indicou a direção ao dossel arabescado da cama. Puxou-a devagar, levantando-a. Sakura o fez com esforço, tinha as pernas bambas.

— Deite e coloque os braços acima da cabeça. Segure-se na cabeceira.

— H-hai. — Um arrepio correu de cima a baixo na coluna, quando ela subiu na cama, encostou-se nos travesseiros e levantou os braços para cima. Ela estremeceu quando o sentiu se aproximar, cheirando toda a sua pele como se ela fosse uma flor rara. O nariz demorou-se nas pernas, os lábios deslizando pela parte interna das coxas, encontrando-se com a virilha…

— Não se mova... — ele fez o pedido ao se afastar. Sakura gaguejou e ergueu a cabeça só para vê-lo caminhar elegantemente de costas para si. Os músculos tensos das costas lhe causaram mais uma onda de umidade no íntimo. Ele voltou com passadas rápidas e afundou-se na cama, mexeu nos pulsos delgados da garota e ouviu-se um clic. Sakura saboreou a liberdade dos braços por um curtíssimo momento, pois ele tornou a algemá-la, agora a envolvendo por entre os ferros da cabeceira da cama. Sentiu falta das correntes frias tocando-lhe a pele.

Quando o shinobi voltou para ela, ajoelhou-se entre as coxas que se apertavam umas as outras. Ele estendeu a mão e apertou com força os seios empinados. A Haruno gemeu alto e arfou sentindo a região dolorida, mas ela a arqueou as costas de prazer quando ele beliscou devagar as pontas delicadas, seu corpo implorando por mais. Ele sorriu e friccionou os mamilos eriçados e ela mordeu o lábio prendendo os gemidos.

– Você é sempre tão linda. — Ele deslizou os dedos para a barriga reta, arranhando de leve e ela sentiu como se o sangue não chegasse a sua cabeça. — Eu mal posso esperar para te ter dessa maneira...

– Onegai… — Sakura ergueu os quadris numa muda súplica mais fervorosa.

O homem gemeu roucamente com a afobação de sua pequena flor. Retornou os dedos às coxas, separando-as até onde podia. Ele se posicionou lentamente entre as pernas dela e deslizou seu corpo contra a pele úmida e surpreendentemente quente dela. Sakura espremeu-se contra ele, tentando pegá-lo com as pernas enquanto se contorcia com a necessidade de tê-lo profundamente dentro dela. Ele acariciou seu clitóris com a ponta de seu pênis, mantendo os olhos focados na dela. — Você está pronta para se lembrar de mim?

Sakura quase gritou de ansiedade.

— Onegai, sim, sim! — ela não se importou em segurar o grito. Ele veio do nada, de forma que seu corpo se chocou em cheio contra o dela. Sem dar-lhe tempo para acostumar-se com seu tamanho ele mexeu seus quadris em um ritmo forte e voraz. Sakura choramingou e jogou os quadris fortemente contra ele ficando totalmente fora de controle. Fechou os olhos com força quando o sentiu totalmente dentro de si, preenchendo-a até onde não cabia mais. Queria passar as unhas em suas costas quando ele agarrou suas pernas fortemente, saindo devagar para enfiar-se nela novamente, rosnando e suspirando cada vez com mais frequência.

Ele estocou rápido, totalmente diferente dos toques amáveis que Sakura experimentara até o momento. Sua cabeça bateu uma vez contra a cabeceira da cama e algo latejava dolorido na parte interna de suas coxas. O teto de tecidos dourados parecia estar girando em torno dela, cores brilhantes para combinar com as sensações incríveis que estava tendo. Os dedos dele foram novamente para os seus seios, instigando-a, provocando além do imaginável. A kunoichi gemeu mais e mais alto quando sentiu a seda das calças dele se esfregando contra sua pele molhada e quente. Queria erguer o rosto e observar a incursão que ele fazia dentro de si. Ela adorava fazer isso, mas não tinha forças.

Ela estava tão perto de seu orgasmo, e isso seria o fim. As contrações começavam a afetá-lo também, mas não imaginaria que ele sequer pensasse em desacelerar o ritmo. Quase chorou com aquilo.

— Eu quero te ouvir, meu amor. Quero ouvir meu nome.

— Mas eu--

— Você sabe! — ele cortou-a antes de deitar-se sobre o corpo pequeno. Apoiou-se sobre um braço e moveu-se com mais intensidade. A boca dele tombou nos seios, chupando-os com um desejo tão sôfrego que Sakura realmente chorou, não conseguiu controlar as lágrimas. Eram muitas sensações repentinas, os movimentos, as carícias. Ele apertou-se contra ela uma vez, indo mais fundo e Sakura se contraiu involuntariamente.

— Indra! — arfou e cravou as unhas nas palmas das mãos quando o sentiu. — Ah, K-kami-sama!

Isso. — ele rosnou ao subir o rosto para morder o pescoço que o pertencia. O suor escorreu pelo queixo forte e os cabelos longos e escuros estavam molhados e bagunçados sobre as costas, uma expressão distorcida no seu rosto. A garota gemeu, ela estava muito perto e sabia que ele não poderia aguentar muito mais tempo. Ela sentia sua mente escurecer e a visão sumir a cada movimento dele. — Inferno, goze pra mim, Sakura. — ele ordenou com os Sharingans brilhando em completa loucura. O mundo da kunoichi saiu de controle quando fechou os olhos e permitiu seu corpo ser devastado clímax e pelo reconhecimento de seu homem. Seu.

Seu ápice a golpeou com tanta intensidade que seu corpo foi tomado por um tremor atrás do outro. Indra gemeu e sentiu seu membro pulsando dentro dela, preenchendo-a com o seu calor. Ele teve seu orgasmo, forte e devastador, sentindo as paredes dela se convulsionarem a sua volta com força. Sakura respirou com dificuldade e não conseguiu pronunciar uma palavra, mas não fez uma tentativa. Os espasmos continuaram pesadamente em seu corpo, seu centro contraindo-se sensível envolta do corpo de Indra que ainda estava enterrado dentro dela.

Sakura perdeu o fôlego e moveu os braços para se libertar. Indra, com o mais leve puxar, livrou-a das algemas. O rosto suado a encarava cansado e presunçoso. Típico.

A kunoichi fechou os olhos. Ōtsutsuki Indra. O seu primeiro. Seu coração palpitou quando o sentiu deitar sobre seus seios pulsantes.

— Foi há muito tempo. — sussurrou envergonhada.

Hn. — grunhiu ele parecendo chateado, mas não ergueu o rosto. — Você sempre se esquece.

— Eh, eu sequer lembro-me de meu nome naquela ép-

— Hayashi Miyuki. — declarou ele com simplicidade. Sakura apenas via a enorme cabeleira negra dele daquele ângulo, mas sentia os dedos masculinos desenhando padrões abstratos em sua pele. — Eu quase não a via, mas quando a notei foi quase impossível deixa-la. Eu te amei por anos até que tivesse coragem de me declarar. — ele virou o rosto para o lado e sorriu para Sakura. — Seus cabelos iam até a cintura.

Sakura passou as mãos pelos fios curtos e deu de ombros.

— Eu gosto deles assim.

— Eu também. — admitiu ele antes de erguer o corpo. Sentou-se na cama e trouxe o corpo pequeno com o seu. A rosada estremeceu de leve, mas enlaçou as pernas nos quadris masculinos. Indra apenas a abraçou, embalando-a como se faz com um bebê. — Eu sempre gosto. Lembra-se da vez seguinte?

— Você era Ōtsutsuki… He…Ho…

— Hiroito. — assentiu ele cerrando os olhos acusatoriamente para ela. — Eu não era muito romântico nessa vida, mas não tardou o tempo para que eu cedesse aos seus encantos.

— Demorou muito… Você era um cabeça dura… — Sakura sussurrou ao lembrar-se vagamente da antiga época. Os braços ao seu redor se fecharam mais. Ouviu o coração palpitante encher seu ouvido. A respiração constante acalmou seus nervos. Sentiu-se em casa. — E depois dessa, Ōtsutsuki Kensuke.

— Ah! — ele exclamou com um sorriso. — Eu te achei insuportável pela primeira vez que a vi nesta, extremamente irritante e falante demais.

— Ne, você é que sempre foi silencioso demais.

— Acho que isso não muda nunca. — anuiu ao afagar o pescoço delicado. — E depois?

— Ōtsutsuki Yori, Uchiha Seiji, e depois Uchiha Yasuji e então…

— Nakano Yumi e Fukuda Seiko…

— Você nunca muda de família. — ela declarou confusa.

— E você muda sempre.

— E mesmo assim sempre nos encontramos... — a voz melodiosa soou como uma interrogação. Os grandes olhos verdes ergueram-se para os, agora, negros.

— Sempre. Não importa se demora dez meses ou dez primaveras. Eu sempre termino nos seus braços. — concordou ao tirar a franjinha rosada do rosto. Beijou-lhe a testa larga. — Por qual nome atendo nesta vida, Haruno Sakura?

As bochechas rosadas ficaram ainda mais coloridas. Indra resvalou os dedos no rosto rubro e suspirou, afagando os lábios de sua eterna amada. A voz envergonhada era menos que um suspiro ao murmurar:

Uchiha Sasuke.

Notas finais
Particularmente, achei esse super romântico! Kawaii! E vocês? Me digam o que acharam, ok? Lembrem-se que a história precisa de opiniões para que aja continuação, ne? Estou aguardando vocês! :) Kissu, minna!