Notas iniciais
Espero que alguém conheça YGO Zexal XD

Um suspiro escapou dos lábios de uma menina. Os cabelos rosados presos firmemente num rabo de cavalo, escondendo a sujeira que havia por entre os fios. As roupas, já tão batidas e de aspecto antigo, guardavam grandes rasgos e manchas, lhe dando um ar desleixado. Não que ela se importasse, afinal, nunca havia dado muito valor à própria aparência.

Com muito cuidado, a garota se levantou da cama onde esteve sentada, não querendo despertar a pequena figura que ali repousava enrolada em cobertas. No entanto, bastou dar dois passos no velho chão de madeira para fazê-lo ranger.

- Akari?

- Y-yuma! Você acordou... – ela deu-se por vencida, vendo que seu irmão havia, de novo, aberto os olhos; já havia sido uma luta para conseguir convencê-lo a ir dormir!

O menino de no máximo 8 anos se sentou, ainda sonolento, esfregando os olhos enquanto chamava sua irmã para perto, a qual, rolando os olhos, voltou a se sentar na beira do colchão.

- Por que você não vai dormir? Amanhã temos que acordar muito cedo... – disse ela, pegando a única vela que iluminava o cômodo, conseguindo enxergar as poucas coisas que ali estavam.

Um armário tão batido quanto a própria casa que o abrigava, combinando, ainda que de forma estranha, com a porta de correr e a janela, que deixavam bem à vista o estilo japonês presente não só naquele quarto, mas em toda a estrutura daquela edificação. Alguns poucos brinquedos espalhados pelo chão, parcialmente iluminados pela luz da lua, e, por fim, o futon.

- Akari – o de olhos avermelhados murmurou com a voz arrastada – Me conta uma história?

- Outra? – e após bater com a mão na testa e resmungar, a garota optou por acabar com aquilo de uma vez por todas, quer dizer, tinha mais coisas para fazer além de cuidar de seu pequeno irmão – Ta... Qual você quer?

- A do papai e da mamãe! – Yuma se acomodou na almofada que lhe servia como apoio, aparentemente já perdendo o sono.

- Mas eu já te contei essa pelo menos umas vinte vezes! Escolhe outra – e ante a face de choro de seu irmão e um redundante "não", Akari teve de se dar por vencida – Bom... O papai conheceu a mamãe em uma viagem, e ela ganhou de presente dele esse pingente que você tem ai...

Yuma segurou entre os dedos aquilo que considerava seu maior tesouro, assim como a única lembrança que possuía de seus pais: um artefato de ouro, em forma de chave, algo que sempre carregava consigo, preso em um colar. Pelo simples fato de possuí-lo, o pequeno sentia que podia voar e fazer qualquer coisa, era como se o pingente fosse, realmente, a chave para um novo mundo, um repleto de aventuras, romance e boas histórias.

- E foi isso, agora vai dormir! – a menina aproveitou a distração do outro para correr em direção ao corredor, levando consigo a vela. Ao ver-se só, Akari se apoiou na parede, prestando atenção nos barulhos que vinham do quarto de seu irmão, e quando teve certeza que o mesmo havia ido dormir, ela permitiu-se suspirar.

Sabia muito bem a falta que seus pais faziam naquela casa, e apesar de sua avó se esforçar, era impossível apagar aquele ar tristonho que sempre perseguia Yuma. O garoto desejava com todas as forças a volta daqueles que haviam lhe dado a vida, acreditando piamente na história que lhe contavam, a de que, por estarem viajando ao redor do mundo e muito ocupados com novas descobertas, seus pais ainda não podiam voltar para o país de origem, sequer chegando perto da real situação, a qual, por ser muito jovem, jamais conseguiria compreender.

"Mas é melhor assim..." – pensou Akari antes de começar a andar, querendo descansar em seu próprio quarto.

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- Ohayo! Hora de levantar! – Haru puxou as cobertas que envolviam seu neto, o fazendo abrir os olhos lentamente e se espreguiçar – Vamos lá Yuma, hoje é um dia muito importante e é preciso se lavar, comer e vestir o novo kimono que comprei especialmente para você!

- Mas vovó... O que está acontecendo...?

- O novo shogun vai visitar a nossa vila!

- Shogun? Uau! – e de um pulo, Yuma se levantou, correndo em direção ao lavabo, sendo acompanhado por uma risonha Haru, que admirava a energia de seu neto.

Aquela era uma ocasião importantíssima, uma vez que o novo comandante daquelas terras se dignava a passar pelos diversos povoados que habitavam por ali.

O de olhos avermelhados, na realidade, não entendia muito bem o que o cargo nomeado de "Shogun" fazia, mas tinha noção de que ele possuía a expressa autorização do imperador para governar uma parte do país, o que o tornava alguém extremamente importante e respeitável; não era à toa que todos os aldeões corriam pelas ruas, buscando enfeitá-las o máximo possível, aguardando a chegada da caravana que traria o novo líder.

"Aposto que vai ser muito legal!" – pensou o menino enquanto engolia os bolinhos de arroz feitos por sua avó.

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Notas finais
Obrigada a quem leu...
Obs: essa fic também foi postada no FF.net.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.