Sakê X Sangue

2 Simpatia X Sinceridade


Notas iniciais
Agredecimentos a Polska e a Hera que me ajudaram a melhorar esse capítulo S2.

• A manhã daquele dia custou a passar, Shunsui estava realmente animado, finalmente estaria longe de sua família, só esperar até as 16:30 e já eram 12:27. A viagem para a Inglaterra foi relativamente calma, ambos Sensui e Shunsui eram pessoas falantes, mas dessa vez deixaram qualquer assunto morrer, tornando uma atmosfera tensa no ambiente. Passadas algumas horas, finalmente chegaram no solo britânico, era relativamente diferente do clima italiano, mais frio, menos hospitaleiro, entretanto mais chique, quando diziam que os gentlemans eram soberbos, com certeza não era brincadeira. _Quer que eu o acompanhe ? – perguntou Sensui, cortando os devaneios de seu irmão mais novo. _Ah... não, não, eu me viro – disse Shunsui meio sem jeito. _Certeza ? _Absoluta. _O.K, me ligue quando tiver novidades e não se esqueça de manter contato com nossa mãe, senão a deixara preocupada. _Tentarei não esquecer. _E mais uma coisa – disse Sensui se dirigindo a um carro preto, aparentemente já o esperavam – orgulhe nossa família. _..Tá, tá bom – para Shunsui essa era a coisa mais insignificante de sua lista, dane-se sua família, essa viagem se tratava dele, e só dele. _Muito bem, tchau irmãzinho. _Tchau – respondeu pegando suas malas. Shunsui viu o carro se afastar, parecia mais calmo, em seguida chamou um táxi, ele tinha um inglês avançado, mas resumiu a conversa apenas entregando o endereço para o motorista que rapidamente seguiu seu caminho. Shunsui estava realmente entretido com a Inglaterra, era tão rica, chique e elegante, sendo que seu irmão lhe afirmava que Paris era muito mais. O táxi se afastou da zona urbana adentrando em uma estrada de terra por entre enormes árvores, o ar ficou fresco, embora o carro balançasse bastante, o motorista disse algo sobre o governo decidir manter o lugar como era, Shunsui não deu importância. Minutos depois a dupla se via na frente de um enorme portão de madeira cercado por uma cerca viva. Entre os blocos que compunham o portão era possível ver uma casa, também de madeira, logo atrás. _É aqui – disse o motorista, em seguida cobrando o preço pela viagem, Shunsui o pagou, havia recebido uma quantia gorda de euros do seu irmão. O jovem se aproximou do portão carregando suas malas, enquanto ouvia o táxi se distanciar, checou o relógio, 17:12, sempre se atrasava para tudo que fazia, respirou fundo e tocou um sino pendurado no lado esquerdo do portão, talvez servisse de campainha. Não demorou muito até a cabeça de uma mulher surgir pela janela da casinha, logo se aproximando. _Posso ajudar ? – disse a mulher um pouco assustada. _Ah... bem, eu estou aqui pela entrevista... _Oh, nossa... achei que não viria mais. _Desculpe, é a primeira vez que venho para a Inglaterra. _Sério ? Mas seu inglês é tão bom, você é de que país ? _Itália, bom se não for incomodo poderia dizer seu nome ? _Oh, claro sou Ukitake Tomoko e o senhor ? _Kyoraku Shunsui, a senhorita Ukitake é descendente de japoneses ? _Sim, percebeu isso pelo meu nome ? _Exato, meus pais são meio que fascinados pela cultura nipônica, por isso eles modificaram nosso sobrenome e o nome de seus filhos... _Oh... muito interessante.. antes que me esqueça, entre por favor. A mulher abriu uma portinhola presa ao portão de madeira, Shunsui atravessou, agora ele tinha uma melhor visão do terreno e de Tomoko, a mulher tinha o rosto delicado, cabelos extremamente lisos e escuros e o leve puxar dos olhos, característico dos asiáticos. _Por favor, siga-me – disse Tomoko roubando uma das malas de Shunsui e andando na direção da casa. Antes de segui-la Shunsui olhou em volta, as árvores da estrada faziam sombra em quase toda a parte leste do terreno, tinha algumas flores lá, que pareciam mal cuidadas e então olhou para a casa, era definitivamente feita de madeira, tinha dois andares e suas telhas eram escuras, pareciam podres, ou talvez fosse culpa da umidade. A mulher quase já chegava na varanda, Shunsui acelerou o passo e logo a alcançou, na entrada haviam duas portas, a primeira tinha uma tela, problemas com insetos, a segunda era de madeira ao abri-la fazia um rangido chato, passando por elas chegaram a sala, ela era pequena, mas quente e aconchegante, tinha a mesma atmosfera que o quarto de Shunsui, ou seja, ele se sentiu a vontade. _Pela sua mala vejo que está disposto a ficar. _Ah, sim eu gostaria muito. Tomoko suspirou _Primeiro você deve conhecer Jyuushirou, mas já aviso, ele está de mal humor hoje. _Ele é o enfermo ? _Sim, o nome dele é Ukitake Jyuushirou, é meu filho mais velho. _Entendo. _Por favor, siga-me – a mulher andou pela sala indo em direção a escada no canto do cômodo, para Shunsui ela parecia pouco segura, e ele estava certo. A cada degrau a escada produzia mais e mais rangidos, ao chegar no topo Tomoko andou até a primeira porta da direita de um apertado e escuro corredor. _Por favor, deixe suas malas aí – Shunsui obedeceu encostando suas malas no chão desbotado, enquanto isso ela batia na porta – Jyuushirou, você tem visita... Shunsui não ouviu nenhuma resposta, porém para a mulher isso era um convite para entrar, e assim ela fez, Tomoko abriu a porta se deparando com um Jyuushirou de olhar vazio e rosto desinteressado. • ○ Sua mãe estava errada, Ukitake acordara aquela manhã estritamente bem, sentia que o ar estava mais quente e sua cabeça não doía, pelo menos não por enquanto. Ficou ali sentado, escutou quando Shunsui chegou e em alguns minutos Tomoko batera na sua porta, ela disse que tinha uma visita, ou seja, outro candidato para cuidar dele e tornar sua família livre do peso que era, não respondeu, não deixaria que ela acabasse com sua manhã, a porta abriu e Jyuushirou avistou um Shunsui curioso. ○ Como descrever aquele momento em que dois opostos se encontram ? • A principio Shunsui ficou surpreso, o garoto não era muito mais novo que ele, mas obviamente mais baixo, sua pele era mais clara do que deveria ser, talvez ele não visse o sol a um bom tempo, suas sobrancelhas pretas e seus olhos “mortos” e esverdeados se destacavam do resto e aqueles cabelos... de cor branca, exceto pela cor, eram muito parecidos com os de Tomoko. Será que era tintura ? Shunsui ficou intrigado. • ○ De sua cama, Ukitake podia olhar bem o outro e rapidamente julgar sua personalidade, sapatos caros, mas gastos. Uma blusa mais larga que o necessário, uma barba por fazer, ou melhor, alguns fios bagunçados no queixo e os cabelos escuros, iguais seus olhos, mechas grossas que caiam pela testa dele, tão diferente dos fios finos de seus irmãos. Seria interessante tocá-los... E obedecendo as vontades do tato, os olhos do menor fixaram naquele ponto e Shunsui percebeu o olhar. Tentando quebrar a tensão o mais velho passou sua mão pelo cabelo, deixando que o suor do nervosismo, causado pela atmosfera do segundo andar, mantivesse os fios grudados ali. Por fim sorriu nervosamente para o mais novo, que em resposta apenas virou o rosto, olhando para a janela a seu lado. ○ ○• ...nome ? – a voz de Ukitake não saiu muito mais alta que um sussurro, mas fora o bastante para sua mãe ficar surpresa. _Kyoraku Shunsui, e o seu ? — o moreno sorriu. _...Você sabe qual é, por que a pergunta ? – o menor disse nervosamente voltando a olhar o outro, e só agora perceber que ele estava mais próximo, lhe estendendo a mão direita, querendo lhe cumprimentar. _Eu não escutei ele de você -*Kyoraku seduction aura mode on*- ...e eu gostaria de ouvir. Ukitake olhou para a mão a sua frente, apertou a sua própria contra o lençol, engoliu um seco e olhou para o outro, encontrando aqueles olhos escuros e vidrantes olhando fixadamente para ele. Sentiu seu rosto queimar, corado ele desviou o olhar de novo, sem encarar nada em particular – Jyuushirou Ukitake... _Belo nome – as orelhas de Ukitake queimavam, e ele esperava que fosse por causa da doença, vendo que seu cumprimento não seria retribuído, Shunsui apenas riu e colocou a mão sobre a cabeça do menor, bagunçando os fios finos e brancos – Prazer em te conhecer *aura mode off* _Ei! *Ukitake afastou a mão do outro de sua cabeça o mais rápido que conseguiu – Quem disse que podia fazer isso ? Ei, Tomoko ele também não serve e...Tomoko ? – a mãe de Ukitake já havia saído do local, onde estava? Oras, ligando para seu marido, lhe contando que podia a buscar, tinha encontrado a pessoa certa para cuidar de Jyuushirou. •○

Notas finais
Espero que tenham gostado deste capítulo.
Agradeço pelas reviews que deixaram ^^
Qualquer dúvida sobre a fic, esteja livre para perguntar xD
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.