Notas iniciais
Esta fic faz parte do "The Colorful Arc" um arco de fics de irodori que possui um total de 7 histórias que podem ser lidas separadamente e sem ordem cronológica correta.
O primeiro capítulo do Arco se chama Tumbalalaika e pode ser encontrado aqui no Nyah.
The colorful Arc:
01 - Tumbalalaika
02 - Saite Chiru
03 - If I could see your heart
04 - Borrões
05 - Fall
06 - No
07 - Grey Scale
As 7 fics se completam e formam uma única história.
Título: Saite Chiru
Capítulos: oneshot
Autora: lahy
Gênero: angst
Bandas: Irodori
Pares: Ruri x Kanoe
Classificação: PG
Disclaimer: infelizmente eles não me pertencem ._.
Sinopse: Era a estação mais linda do ano.
Aviso: o____O fic estranha³
Saite Chiru Voltando, retorna a flor da vida Circulando, girando, enrolando, retornando as quatro estações. Voltando, circula, um circulo que termina no retorno da flor Uma incrível visão de um cenário de cores Era a estação mais linda do ano. A primavera quando tudo recomeça. O parque repleto de crianças. Corriam. Brincavam. Sorriam. Era definitivamente a estação mais linda do ano. O vento soprando, carregando algumas pétalas de flores. Os pássaros voando. O pólen carregado pelo ar, garantindo a transformação. Mudanças. Flores. Cores. Era a estação mais linda do ano. Fechou os olhos sentindo o vento que soprava agradável. Os sons desapareciam e era só isso que ele sentia. O vento em seu rosto e a sensação de que mais nada existia. Calma. Paz. E ao reabrir os olhos, podia ver o céu azul novamente, ouvir o canto dos pássaros. Levantou de onde estava, começando a caminhar sem pressa. Sem pressa para admirar, sem pressa para pensar. O resto do mundo poderia esperar. Aquele era seu momento. Observando. Pensando. Sonhando. Quando olhou novamente para o céu se assustou. O que estivera fazendo? As cores. As cores ainda estavam lá, mais escuras, mais difíceis de serem notadas naquela escuridão, mas ainda estavam lá. No céu o brilho das estrelas havia substituído o canto dos pássaros, enquanto a lua brilhava majestosa. O que estivera fazendo para perder tanto a noção do tempo? Admirando. Sonhando.
Sonhos somados aos desejos Viver coisas com bons sentimentos Está canção brilhante subirá aos céus com o vento Um sorriso radiante. Era tudo que via a sua frente. O sorriso mais lindo do mundo. Infantil. Inocente. E sentiu novamente aquele desejo. A vontade de abraçar. De beijar. De sentir. Sentia com toda a intensidade o desejo de tornar seus sonhos reais. Tudo culpa de um sorriso. Não deveria ser assim, deveria? Quando havia começado? Há quatro estações atrás. Era assim que contava o tempo. Por estação. Sim, tinha sido há quatro estações. As flores estavam lá. Ou não eram as flores? Eram sim. Tinha certeza que eram. Ou seria apenas o enfeite de suas roupas? Mas elas estavam lá. As flores. As cerejeiras. O símbolo do Irodori. Irodori. Cores. Irodori era isso. As cores. As cores que ele havia trazido para sua vida? Não, Irodori havia vindo antes disso. Mas era ele quem havia pintado o mundo ao seu redor. O dono daquele sorriso. O sorriso que permaneceu em sua memória por quatro estações. O sorriso que havia feito o verão ser mais amarelo, o outono mais vermelho, o inverno mais branco e a primavera como um arco-íris. Fosse como fosse, havia sido tão bom. O sentimento em seu peito. O calor em sua alma. O desejo em seu corpo. Sim, havia desejo. Um desejo forte e contido. Luxúria e prazer. Mesmo assim, era amor. Era amor? Amor de verdade? Do mais puro e verdadeiro? Aquilo que cantavam nas canções, escreviam nos livros e encenavam nos filmes? Era amor? Sim, era amor. Ou não, era apenas desejo. Desejo por aquele sorriso. Ou seriam as flores? Sim, deveria ser culpa das flores. As flores com seu perfume, as flores que o inebriavam, que o chamavam para outro mundo. Que o levavam para fora da realidade. Sim, era culpa das flores. Mas e o sorriso? Aquele sorriso que iluminava, que tornava as flores mais coloridas. Era sobre isso que era aquela canção? Brilhe canção. Brilhe e seja levada pelo vento. Para que essas palavras cheguem até o seu coração. Para que aquele sorriso de quatro estações atrás volte para mim.
Orgulho-me do caminho de vida que floresce As chances passam em lágrimas como jóias A pétala sobe como em uma dança brilhante Tempo volta os fatos O que estivera fazendo para perder tanto a noção do tempo? Admirando. Sonhando. Sonhos, flores. Em que mundo estava? Que lugar era aquele? Cores. Muitas cores. Sorriu. Um sorriso de alegria. Era um caminho de cores, um caminho de flores. Não. Eram apenas lembranças. Lembranças de cores. Lembranças de flores. Ou seria um sonho? O sonho de um caminho florescendo. Um sonho de cores. Um lindo sonho do qual ele poderia se orgulhar. Aquele sorriso continuava lá. Sorrindo, radiante. E lá estavam elas, as flores. Delicadamente desenhadas no negro. Na escuridão daquelas roupas. Verde. Vermelho. Os olhos que o fitavam e que não eram daquelas cores. Marrom. Não. Naquele momento era verde. Verde e vermelho. Havia o cinza em seus lábios. O cinza que se movimentava dizendo alguma coisa. Não podia ouvir. Não entendia o que as cores tentavam lhe dizer. E o cinza se afastava, junto do vermelho e do verde. Não! Não poderia deixá-los ir. Estavam levando as cores. Estavam levando todas elas. Seqüestrando seu mundo. Carregando o sorriso. O sorriso brilhante que tornava tudo mais intenso. Estavam lhe tirando tudo. Vermelho, verde e cinza. Mas havia mais, não? Sim. O pano negro, coberto de flores. Estavam levando-as também? Sua mente gritava que não deveria deixá-las ir. Que deveria impedi-los. E seus olhos derramavam as lágrimas. Brilhantes. Brilhantes como jóias. Preciosas como o tempo. Tristes como a morte. Mas era isso, não era? Lágrimas de chances perdidas. Suas cores perdidas. Para sempre, por todo o sempre. Seus olhos fitavam o chão em busca das cores... Em busca das cores... ...
Rosa!!! Sim. Rosa. Abaixou, juntando a pequena pétala de cerejeira. Flores. Elas ainda estavam ali. Dançando pelo céu com o encerrar da estação. Em que estação estava? Ah sim. Era a estação mais linda do ano. Lágrimas, lágrimas de saudades. Poderia voltar o tempo? Poderia voltar quatro estações? Como a natureza voltava. Voltando. Girando. Uma roda da vida. Poderia fazer o tempo retornar como a primavera sempre retornava? Queria ver as cores, queria ver as flores, queria ver aquele sorriso. Sabia que estavam lá, em algum lugar. Então, por que não podia ver? Flores. Cores. Caindo. Morrendo. Elas retornariam na próxima estação. Mas ele estaria lá? O sorriso brilhante que iluminava o mundo?
As flores caem Momentaneamente uma bela vida Fim 2007.1007
Notas finais
Notas da autora: o_o escrevi isso em menos de uma hora, em um surto louco que me deu e... Eu juro que não fumei nada, não cheirei nada, não bebi nada. Não me droguei pra escrever isso ai. E, eu apreciaria muito ter comentários, porque o_O ficou esquisito pra GARAlho e eu queria saber a opinião de alguém. o.o'
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
Fale com o autor