Notas iniciais
Marin finalmente avança em direção ao castelo de Prometheus.

O corredor final parecia infinito.

Marin avançava com passos pesados, a armadura trincada e o corpo em dor constante. Mas cada ferida pulsava como uma lembrança de por que estava ali.O

O salão principal abriu-se como um templo antigo, iluminado por colunas de pedra negra gravadas com símbolos titânicos.

No centro, um trono colossal de obsidiana.

Prometheus estava sentado, imponente.

Sua armadura roxa e negra tinha um brilho frio. Ombreiras pontiagudas erguiam-se como chamas petrificadas, e no peito, uma chama entalhada pulsava como se tivesse vida própria. Ao lado, um cetro de metal negro, encimado por um cristal dourado que parecia guardar um fragmento da tocha de Héstia.

Ele ergueu os olhos.

— Então você sobreviveu, Águia.

Marin não respondeu de imediato, observando a cena.

— Prometheus.

Ele se ergueu, a armadura ressoando como o som de correntes pesadas.

— Veio até aqui, mesmo depois de perder tudo. Admirável... ou apenas teimosia?

Marin avançou.

— Estou aqui para impedir você.

Prometheus desceu os degraus.

— Impedir o quê? O tempo dos humanos acabou. A chama de Héstia se apagou. O fogo, a ciência, a música, a filosofia... todos os dons se foram.

Ele girou o cetro e apontou para Marin.

— Você já teve sua vingança. Deucalin está morto. O homem que destruiu sua vila, que matou sua mestra Pérola, que assassinou Ryuku... Tudo que a movia era a vingança. Você já a teve.

Marin fechou os punhos.

— Eu nunca lutei só por mim.

Prometheus inclinou a cabeça.

— Então por quem? Pela humanidade? Eles perderam tudo.

— Eles ainda têm algo.

— O quê?

— Eles têm a si mesmos.

Prometheus sorriu levemente.

— Palavras bonitas. Palavras que já ouvi antes. Ryuku as disse. Goethe as disse. Ésquilo acreditava nisso. Hesíodo acreditava. Jasão acreditava. Todos caíram.

— Mas eu estou aqui — disse Marin, firme.

Prometheus girou o cetro.

— Então prove.

O cosmo do Titã explodiu, preenchendo o salão com calor sufocante. Marin elevou seu cosmo, e a batalha começou.


Prometheus avançou primeiro.

Chama de Héstia!

Do cetro, uma labareda maciça em forma de serpente disparou contra Marin. Ela saltou para o alto e disparou:

Meteoro da Águia!

Golpes rápidos e precisos atingiram o fogo, desfazendo-o em faíscas. Marin pousou no chão, e Prometheus girou o cetro novamente.

Símbolos Eternos!

Símbolos titânicos formaram-se no ar e voaram em direção a Marin. Ela desviou com movimentos calculados, mas um deles explodiu perto dela, abrindo um corte na lateral da armadura.

— Você é rápida, mas não suficiente.

— Isso é o que vamos ver.

Marin avançou e aplicou um chute devastador.

Lampejo da Águia!

O impacto atingiu Prometheus no peitoral, fazendo-o recuar um passo. Ele sorriu.

— Melhor.

Prometheus ergueu o cetro.

Retórica do Caos!

Uma onda sonora atravessou o salão, fazendo Marin sentir a mente girar. Por um instante, o chão e as paredes pareciam trocar de lugar.

Olho Aguçado da Águia! — Marin fechou os olhos, focando no cosmo de Prometheus. Suas ilusões romperam a distorção. Ela avançou, movendo-se tão rápido que parecia estar em três posições diferentes.

Prometheus girou o cetro, bloqueando dois ataques, mas o terceiro atingiu seu ombro. Ele riu, não de dor, mas de reconhecimento.

— Persistente... como a águia que Zeus enviou para me devorar.

Eles trocaram golpes, cosmo contra cosmo.

Prometheus atacava com rajadas flamejantes e símbolos que explodiam ao contato. Marin desviava, atacando com golpes ilusórios e chutes velozes.

— Você realmente acredita que pode vencer? — perguntou o Titã, firme.

— Não só acredito... como vou provar.


Nas sombras, Strella observava.

— Adão... Lilith... perfeitos. E ainda assim derrotados. — Um sorriso frio se formou. — Talvez a perfeição seja frágil.

Ela ergueu o olhar para as colunas.

— Então... será a vez do caos. Lúcios Distorcidos... nascerão da imperfeição.

Seus olhos voltaram para a batalha.

— E o vulto vermelho... — sussurrou. — Quem é você?

Ela desapareceu nas sombras, deixando o som da luta ecoar pelo salão.

Notas finais
Marin resiste bravamente, mas Prometheus ainda domina. No próximo capítulo, a luta chegará ao clímax — e uma nova surpresa acontecerá.