Saint Seiya: The Last Saint
1 Capítulo 1: The Unicorn
Prólogo
12/08/2100 – Grécia.
Era muito raro acontecer isso naquela época do ano, mas chovia com muita intensidade na ilha. Foi algo que pegou todos de surpresa, pois naquela manhã o céu estava tão azul e o Sol tão quente que alguns moradores até diziam divertidos que fritariam seus ovos de café da manhã em uma das muitas pedras redondas e lisas que haviam espalhadas por todo o canto. Assim que os relógios viraram uma da tarde o céu escureceu em segundos e a chuva torrencial estava presente fazendo as calhas das ruas parecerem pequenos rios turbulentos e obrigando todos a ficarem refugiados no conforto de suas casas.
Não muito longe da cidade, eles observavam a chuva caindo, esperaram por anos por essa chuva, não só por ela, mas com o grandioso fardo que ela carregava. Esse fardo podia ser dito em uma palavra, uma palavrão que nos dias atuais era já dita como extinta, algo que por tanto tempo só se ouvia falar que gerava duvidas em alguns sobre a real existência do que aquela palavra simbolizava. A Guerra.
- Mestre, estão vindo.
- Sim, Yun, está chegando a hora.
- Será mesmo que é aqui onde ele vai começar?
- Não há duvidas, Yun, para falar a verdade, não poderia começar em outro lugar. Infelizmente algo tão terrível vira em tempos de tanta paz. – O mestre fez uma pausa suspirando pesadamente, já havia um bom tempo em que aquele velho homem parecia cada dia mais cansado que o normal. — Yun, o que está por vir pode ser detido, a sua missão é impedir que essa terrível guerra saia deste santuário.
- Pode deixar Mestre, o senhor em disse essas mesmas palavras no dia em que nos conhecemos, quando vim aqui pela primeira vez e encontrei a Armadura. – Soltou a pesada urna das costas fazendo um baque no chão de mármore. – Defenderei este lugar não apenas por ser o templo de Atena! Mas também, por ser o meu lar!
12/08/2098 – Grécia
O som do despertador o fez dar um salto com o susto, ergueu o tronco mais rápido do que deveria e sentir a dor nas costas causada pela péssima posição em que acabou adormecendo: Sentado em sua mesa debruçado no teclado do computador que ainda estava ligado. Estava na hora de ir buscar seu irmão menor na escola e pela lerdeza em que se arrumou sabia que já estava muito atrasado. Vestiu uma camisa limpa e lavou o rosto, logo estava na garagem montando em sua bicicleta. Sua cidade era pequena, em uma das menores ilhas da região, sempre diziam que a maior característica do lugar é que era muito difícil achar áreas planas, o chão era todo em pedras nada uniformes para um caminho e ladeiras, muitas ladeiras, ou muito ou pouco íngremes, mas o jovem Yun já estava acostumado o a elas, desde que se entendia por gente pedalava por essas mesmas ladeiras então já sabia de cor e salteado cada área em que devia por mais ou menos esforço nas pedaladas, onde era melhor ou pior para se passar as rodas da bicicleta. Talvez isso explicasse que mesmo tão novo, já tinha um porte físico considerável, magro e forte, era o mais alto da família com apenas 16 anos, graças a andar muito sob o sol quente sua pele branca com os anos se tornou meio amorenada.
Sendo algo típico de cidades muito pequenas, todos se conheciam e principalmente conheciam Yun, o conheciam por muitos motivos. Alguns louváveis, outros não. Mas em suma era um bom garoto, todos sabiam que se houvesse um serviço em casa como um jardim para aparar ou uma lâmpada para trocar, Yun o faria com prazer por alguns trocados, mas também sabiam que Yun era diferente de todos os outros garotos da região, sempre arrumando confusão, preocupando sua mãe saindo a noite escondido e voltando quase ao amanhecer, alguns vizinhos podiam jurar que ele parecia estar todo machucado algumas vezes.
Finalmente chegou a escola onde seu irmão mais novo estudava, ele era cinco anos mais novo que Yun. Já estava na porta do colégio, batendo o pé no chão ansioso.
- Yun! Você se atrasou de novo! Aposto que ficou vendo sites pornográficos outra vez e perdeu a hora! – Disse o pequeno em alto e bom som para quem quisesse ouvir, fazendo o rosto de algumas mães e professoras se voltarem para ele.
- Jun! Cala a boca! – O jovem logo ficou tão vermelho quanto seus cabelos ruivos encaracolados. – Eu não fico vendo essas coisas, para de falar merda e vamos pra casa. Sobe ai, anda logo!
Chegando em casa sua mãe ainda não tinha voltado do serviço, ela trabalhava em uma pequena mercearia não muito longe. A essa hora, já era para ela ter voltado, estava escurecendo, algumas vezes ela ficava até mais tarde para ajudar em alguns afazeres da mercearia então Yun logo imaginou que deveria ser isso.
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Estavam agora os dois na sala entretidos com um jogo de vídeo-game. Apesar de ser o mais velho era muito comum Yun perder sempre para seu pequeno irmão que parecia ter nascido sabendo os truques mais difíceis de quase todos os jogos que eles tinham, mas para variar, hoje Jun não parecia muito concentrado.
- Yun, a mamãe está demorando não acha? – Comentou o pequeno olhando para o relógio pela milésima vez no dia. Já passava das nove da noite.
- Tem razão, vou ligar pra mercearia e perguntar se mãe ainda está lá. – Abaixou o volume da TV e pegou o telefone. Ele chamou, chamou, mas ninguém atendeu, devia estar fechada já. Yun começou a ficar preocupado. – Jun, fique aqui que eu vou até o trabalho dela ver se ainda está lá.
Logo estava montado em sua bicicleta e subindo a ladeira mais íngreme que era a sua rua, mas isso não o impedia de ir tão rápido quanto se estivesse descendo essa mesma ladeira. Na metade do caminho, algo lhe chamou a atenção. Saltou da bicicleta e correu para a calçada, no chão estava a bolsa de sua mãe. – O que raios isso está fazendo aqui? Onde está minha mãe? – Ele pensou segurando a bolsa forte na mão e olhando ao redor, sua cabeça rodava a mil por hora. Será que ela havia se perdido? Será que passou por ela e não percebeu?
Deixou a bicicleta por ali mesmo e foi procurá-la rua acima a pé. Foi subindo e subindo, passou pela mercearia que realmente já estava de portas fechadas, até mesmo parou na casa da dona para perguntar do paradeiro de sua mãe.
- Olá Yun! O que te trás aqui tão tarde meu jovem?
- Desculpa incomodá-la tão tarde Sra. Ioana, mas é que minha mãe não voltou até agora para casa então vim procurar por ela... e achei a bolsa dela jogada na calçada.
A senhora Ioana era uma mulher de idade avançada mas sempre pareceu ter uns dez anos a menos do que aparentava. Ela o conhecia desde pequeno e sempre fora muito amiga de sua mãe, tanto que no momento em que mais precisaram, ela deu de bom grado esse emprego a ela e não foi a única vez que essa adorável senhora ajudou sua família.
- Nossa Yun, ela saiu da loja no horário de sempre. Ela disse que iria direto pra casa por sinal, quem sabe ela... – Antes de deixá-la terminar, Yun largou a bolsa de sua mãe ali mesmo e saiu correndo. – Yun! Yun! Espera! Onde você vai? Sua mãe deve estar indo pra casa...!
Yun não deu ouvidos, estava desesperado. Onde diabos sua mãe se enfiou? Não era comum alguém sumir assim, do nada! Tinha que ter uma explicação lógica, não tinha?
- Mãe! Mãe! – Gritava pelas ruas sem parar de caminhar, ninguém se proclamava, pelo contrário, fechavam portas e janelas. Parava na porta de conhecidos e perguntava sobre ela mas nada. Ninguém sabia dela.
Chegou ao fim da ladeira. Ali havia uma pracinha que também era o mirante da ilha, podia-se ver uma grande extensão do mar e de varias partes da ilha, tentou buscar com o olhar sua mãe por entre as ruas. Finalmente se esgotou, sentou em um dos bancos e apoiou a cabeça nas mãos. – Mãe, você não é de fazer essas coisas... – Disse baixinho como um pensamento que fugiu da cabeça já cheia.
Era uma verdade, se tinha algo para se relevar naquela mulher era a sua responsabilidade não só com a casa ou os filhos, mas com tudo a sua volta. Sempre foi muito elogiada por essa característica em particular. Logo se tinha algo na lista de coisas que sua mãe nunca faria, com certeza sumir sem deixar rastros era o que estava no topo! Ela não podia ir embora assim, Yun não suportaria passar por essa dor novamente. O que fez ele lembrar da noite de 6 anos atrás, quando seu pai os abandonou. Ele saiu pela porta de casa, sem olhar pra trás, sem motivo, sem consideração. Se não fosse por coincidentemente Yun ter acordado na hora em que ele estava saindo, iria mesmo parecer que ele sumiu. Ele se lembrava daquele dia como se lembrava do próprio nome. Estava uma rara noite de chuva naquela região, ele acordou justamente por estar com medo da quantidade absurda de relâmpagos que estouravam por sua janela, o deixando assustado. Levantou-se para ir no quarto dos pais quando o viu ali, abrindo a porta.
- Pai? Onde o senhor vai? – Ele não respondeu. – Pai, onde o senhor está indo? – Insistiu, mas como resposta ele deu passos vagarosos em direção a rua. Ele não estava levando malas e ainda estava usando suas roupas de dormir. Yun o viu desaparecer naquela chuva e nunca mais voltou.
Os olhos estavam começando a embaçar pela lembrança, quando sem saber o por que, sentiu uma vontade de olhar na direção das ruínas. Sim, ruínas, naquela ilha estavam as ruínas do que um dia foi chamado de Templo de Atena. Era para lá que ele fugia algumas vezes no meio da noite, por algum motivo que não sabia explicar, aquele lugar o intrigava, por muitas vezes passava quase a noite toda explorando por lá, cada vez que ia avançava mais por grandes casas que possuíam antigos símbolos representando os 12 signos do zodíaco. Seu objetivo era chegar até o topo, onde até hoje se mantinha intacta a grande estatua em homenagem a deusa Atena. Foi quando percebeu, que lá, justamente lá, na ultima casa que ficava em frente a grande estatua, haviam luzes acessas, mas pelo que sabia, ninguém vivia por ali, estava abandonado a anos! Ele sentiu algo lhe arrepiar a pele, sentiu sua espinha congelar. Era como... era como se uma voz entrasse em sua mente e lhe falasse algo. As pernas formigaram, com uma vontade insana de correr até lá. Sim, era isso, só podia ser isso! Ele sabia, sua mãe estava naquele local, não sabia como sabia disso, só sabia que sabia! Tão rápido quanto o pensamento ele já estava correndo em diração ao antigo templo.
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Não se lembrava de ter corrido tanto ou tão rápido na vida, nem ao menos se sentia cansado, longe disso, parecia mais energético do que nunca! Ele saltava por dez, quinze degraus das escadarias com uma facilidade anormal. Logo estava no lugar que havia visto do mirante, diferente das outras casas, aquela estava surpreendentemente nova, parecia ter sido construída a poucos dias! Pelo menos é o que aparentava do lado de fora, mas não se distraiu pensando nisso, empurrou as grandes e pesadas portas de pedra fazendo a luz do luar invadir a parte de dentro se fundindo com a luz crepitante das tochas espalhadas em todas as vigorosas pilastras de mármore cor de marfim e detalhes dourados que ajudavam a iluminar ainda mais o local, era exatamente como sempre imaginou que seria, bem, tirando o fato de estar tudo em perfeitas condições, sua mente lhe dava imagens de um lugar muito amplo e bem construído como as típicas construções gregas, porém de forma igual as outras casas, apenas ruínas de um tempo perdido.
Então ele finalmente a viu, estava sobre uma mesa de pedra ao centro do grande salão, nua e parecia desacordada. Correu ao encontro dela, mas faltando poucos metros para chegar, uma fenda se abriu no chão, como se a Terra estivesse se dividindo, parou assustado tentando entender o que foi aquilo quando uma voz ecoou por todo o salão.
- Não ouse tocá-la, humano! – Essa voz...
- Q-Quem está ai? – Se viu dizendo, com o corpo todo tremendo.
- Isso não te interessa, apenas vá embora!
- Eu não saio daqui sem minha mãe! – Gritou de volta.
Avançou um passo em direção a sua mãe, mas sentiu uma pressão esmagadora no seu lado, como se um carro em alta velocidade o atingisse, seu corpo foi arremessado contra uma das pilastras fazendo um som que o fez torcer para que fosse da pilastra quebrando. Caiu sentado com as costas escoradas na pilastra, por um instante sentiu vontade de chorar de dor, mas se conteve. Concentrou todas as suas forças nas pernas para levantar e ir logo tirar a mãe dali.
- É uma característica muito incomoda nos humanos serem tão teimosos.
Yun ignorou a voz, continuou seguindo em direção a mãe. Mas sentiu uma pressão tão forte sobre o corpo que o fez parar, sentiu como se uma tonelada houvesse sido jogada nos ombros de uma hora pra outra. Um som metálico surgia das sombras, o jovem mais assustado do que nunca, conseguia somente observar aquela entidade emergindo vestindo uma armadura cor de ébano que lhe cobria dos pés a cabeça, era a coisa mais estranha que já tinha visto na vida!
- Nossa, fico surpreso por ainda continuar de pé mesmo depois de levar meu golpe e ainda de estar sob minha presença. – Disse aproximando-se de Isabel, mãe de Yun – Então esta humana é sua mãe?
- Sim... me... devolva... ela... – Disse com dificuldade, sentia-se muito sufocado.
- Nossa! E ainda consegue falar! Não achei que ainda existissem humanos com tamanha capacidade. – Observou por uns instantes a mulher deitada e tocou em um de seus seios – Ela é muito bonita.
- Ti... Ti... – Aquilo já estava indo longe de mais, quem esse maldito pensava que era? Como ele ousava tocar em sua amada mãe dessa forma? Ele tinha que pagar. Ele tinha que pagar! – TIRE AS SUAS MÃOS DELA! – Explodiu de raiva.
Todo o peso que sentia em suas costas sumiram e inconscientemente avançou contra o homem de armadura socando-lhe o rosto com toda a força que tinha, conseguindo fazê-lo recuar consideravelmente. Não deixaria ninguém fazer nada contra sua mãe, principalmente um cara vestido de forma tão bizarra. Tirou a própria camisa e cobriu o corpo dela. Estava para ergue-la no colo quando sentiu a presença dele novamente, largou ela na mesa e deu um salto, para trás, desviando por pouco daquela massa de energia que o arremessou e era capaz de rasgar o chão como se fosse feito de papel.
- Humano insolente! Está se tornando um incomodo para mim! Está achando que com apenas essas mãos nuas será capaz de me derrotar?! Eu, Miles, Elfo da Estrela Terrestre da Depreciação!
Os olhos de Yun se arregalaram em espanto – O que você disse? – Não... não podia ser verdade... – Você por acaso disse... Miles?
- Isso já não importa mais. – A voz veio de suas costas, estava atrás do jovem de cabelos de fogo. Como ele foi parar ali tão rápido? – Não subestime o poder do último soldado do Exercito de Hades! – Yun agora pode ver, um brilho intenso tomou conta de um dos punhos do armadurado. – Earthquake Mixer! (Mistura de Terremoto)
Dessa vez era impossível escapar, o golpe foi a queima roupa. Foi tudo muito rápido, mal havia sido atingido e já estava tão alto que quase tocou o teto muito elevado do salão, sentia que sua pele iria fazer como o chão anteriormente ser rasgada. Caiu fazendo uma ampla parábola em direção a parede oposta a entrada, sua queda foi de tamanha força que o chão chegou a rachar. Estava estirado em uma plataforma, no alto de uma pequena escadaria, a sua frente não podia ver Miles ou sua mãe, pois um trono de pedra lhe bloqueava a visão. Agora tinha certeza que pelo menos duas ou três costelas haviam sido quebradas. Estava exausto e todo machucado, aquilo era muito para ele, afinal aquele cara não parecia normal, em nenhum aspecto ele parecia normal! Era muito azar esse desgraçado ter justo o mesmo nome de seu pai. O impacto lhe fazia efeito, sentia suas pálpebras pesadas e uma forte vontade de dormir o tentava.
“Yun! Yun! Levante! Você tem que lutar!”
Uma voz estranha invadia seus ouvidos... Não, invadia sua mente! Era como se alguém estivesse falando diretamente na sua cabeça.
“Yun, é muito cedo para desistir! Você pode enfrentá-lo! Bem ai onde você está, vai achar a arma necessária para poder combater esse mal remanescente de uma guerra que já se encerrou a quase um século.”
É uma coisa estranha atrás da outra... é impossível para uma pessoa comum como eu derrotar um cara como aquele!
“Não! Você pode sim! De fato, um humano normal não poderia lutar contra ele, mas você não é um humano qualquer, em suas veias corre um sangue descendente de guerreiros que já salvaram esse mundo uma vez! Você precisa despertar esse poder, não por você Yun, mas para salvar aquilo que lhe é mais precioso!”
Salvar o que me é mais precioso? No momento o que lhe era mais precioso... era...
Esticou uma das mãos a frente do corpo e sentiu uma alça metálica tocar-lhe a mão.
“É isso! Esse é o poder que vai ajudá-lo a vencer essa luta! Puxe essa alça e use o poder contido ai para lutar!”
Se o que estava para fazer era apenas delírio de sua cabeça fraturada ou realmente uma salvação, não fazia a menor idéia, só sabia que não tinha escolha nesse momento. Puxou a alça e então toda a plataforma foi tomada por um brilho caloroso, terno, que fez todos os ferimentos no corpo de Yun nunca pareceram ter existido. O chão se quebrou e de lá saiu uma grande caixa cinza, com alguma coisa esculpida em alto relevo em todas as faces, algo como um... Urna se abriu revelando seu magnífico conteúdo, Yun sentia como se já conhecesse aquela coisa há muito tempo, como se fossem velhos amigos que voltaram a se reencontrar depois de anos separados! Então, em um flash que iluminou todo o salão em uma luz pacificadora, chegando a segar Miles!
- Não! Não pode ser! Achei que vocês estavam extintos! – Ele gritava horrorizado.
- Trema, espectro de Hades! Agora ira receber o meu julgamento!
- E quem você pensa que é para dizer tais palavras? – Respondeu raivoso, quase num rugido.
- Eu sou o último Cavaleiro de Atena! Yun, de Unicórnio!
Notas finais
Agradeço desde já a quem ler e espero que gostem.
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