Saint Seiya - Raging Storm

1 Prólogo - Parte 1 - Retorno pra casa


Atenas, Grécia — 1990

Saori Kido, a Atena renascida no século 20 acava de voltar da guerra santa contra o imperador do Submundo, Hades. Uma amarga vitória, a propósito — Atena perdera toda a sua tropa de elite, os doze santos de ouro, além de seu grande amigo e Santo de Pégaso, Seiya. Na chegada à Vila Rodório, nos arredores do Santuário, Saori, Ikki de Fênix, Shun de Andromeda, Hyoga de Cisne e Shiryu de Dragão retornam, com olhos marejados. Haviam perdido mais que um companheiro de batalha... Perderam ali um irmão também, de sangue e alma. Assim que distribuem a notícia, todos os que o aguardavam também caem em prantos. Aquele que nunca desistia, o incansável Pégaso — a flecha da esperança — havia caído. Mais tarde, naquele mesmo dia, Saori reúne todos os santos existentes para uma reunião extraordinária no salão do Papa.

– Queridos amigos, santos protetores da terra — Atena começou — vos reúno aqui para informar oficialmente da derrota de nosso inimigo Hades, que tentava mergulhar a Terra em um eclipse eterno. Porém, há de se destacar que tivemos perdas irreparáveis — Saori se levanta e se dirige às caixas de pandora atrás de seu trono — Mu de Áries, Aldebaran de Touro, Kanon de Gêmeos, Aiolia de Leão, Shaka de Virgem, Dohko de Libra e Milo de Escorpião e Seiya de Pégaso não estão mais em nosso mundo. Declaro luto oficial de três dias. Encerro aqui meu discurso. Estão liberados.

– Perdão, senhorita Saori — Hyoga interrompe — Será que poderia ficar na casa de meu mestre, Camus. não tive a oportunidade prestar as devidas homenagens à ele, e também desejo saber se ele deixou algo que possa servir de aprendizado.

– Eu também quero saber se tenho esse direito, Atena — Shiryu interrompe o siberiano.

– Claro, estão livres para acessar as casas de Libra e Aquário. Shiryu, por gentileza — Saori entrega-lhe a caixa de pandora que contém a armadura de libra — leve-a para repousar em seu devido lugar. É a casa de libra que a armadura do Mestre Ancião pertence, e é para lá que ela irá.

– Será um prazer, obrigado — o santo de Dragão pega a caixa e se dirige à saída junto aos outros.

Todos os santos saem, exceto um. Shun permanece nos aposentos, com a cabeça abaixada — Saori percebe que ele esteve assim desde o início, e que mal podia ver seus olhos durante todo o seu discurso.

– Shun, há algo que queira dizer?

– Senhorita Saori, não me leve a mal... — Shun levanta sua cabeça, seus olhos completamente vermelhos e suas lágrimas começando a tomar o tom escarlate de seu sangue — Não sei se quero mais continuar... Perdemos muitos amigos, perdi meu irmão Ikki tantas vezes, perdi meu mestre Dédalo, perdi meu irmão Seiya... E quase que, por minha culpa, o mundo foi destruído, de novo. Talvez eu não mereça essa armadura.

– Shun, o que você está dizendo? Salvamos o mundo, pela terceira vez. Na vida, sempre teremos perdas. Perderemos nossos pais, nossos amigos, nossos irmãos. Mas você é um santo de Atena. Se você não tivesse derrotado Afrodite, talvez não tivéssemos derrotado Saga. Caso você não derrotasse Io e Sorento, nós não estivéssemos aqui. Se não tivesse nos ajudado na guerra contra hades, também não haveríamos vencido. Shun de Andromeda, você é um dos mais poderosos santos que temos, e o mais bondoso. Não faça com que todo o sangue derramado seja em vão — Saori segura as mãos de Shun e olha em seus olhos — Agora eu tenho uma missão especial para você. Seque suas lágrimas e leve essa armadura à casa de virgem.

– Mas Saori... Apenas o santo de Virgem está autorizado a entrar lá!

– Shun, isso é uma ordem — Saori pega a armadura de virgem e a entrega para Shun -Tome. Leve-a à casa de virgem. Aproveite para meditar sobre seu futuro sobre santo de Andromeda.

Shun cumpre as ordens dadas pela deusa e desce portando apenas a armadura de Virgem. A parte central do teto está destruída e escombros se espalham por todo o salão. Shun então sente um cosmo poderoso emanar de um dos cantos e pergunta se há alguém ali. "Justo quando eu estou sem minha armadura" — Pensa o santo de andrômeda, que logo se coloca em guarda e fica mais apreensivo quando percebe que o cosmo vem de trás de uma parede.

– O salão é menor do que eu julgava ser... — Shun olha ao seu redor — Ou maior do que parece ser... — Andrômeda, ao não ver nada no lugar, deixa a armadura na casa e sai em direção à saída do santuário.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.