[Grande Suporte Principal]

— Novas batalhas estão sendo travadas, mas eu também vou lutar, prometo a todos que lutarei até que a paz na terra retorne e as ambições descabidas de Poseidon sejam destruídas. — Nesse momento, a água da câmara já estava com dez centímetros de altura.

[Pilar do Oceano Índico]

— Poseidon reviveu para purificar o planeta que foi corrompido pela humanidade e trazer uma nova era… e vocês que se opõe ao meu senhor Poseidon são detratores que merecem ser punidos com a morte! — Disse Krishina empunhando a sua lança.

— Os criminosos aqui são vocês! Que estão torturando e causando a morte de pessoas inocentes com essas chuvas!

O Marina não respondeu e partiu pra cima de Shiryu, o bronzeado até consegue se esquivar dos golpes, mas continua sendo acertado pelas correntes de ar que surgem quando Krishina movimenta a sua lança. O Marina continua os ataques, o bronzeado vai sofrendo vários cortes e acaba sendo encurralado pelo General em um paredão de corais.

— Pare com essa resistência inútil! Você não pode evitar os meus ataques para sempre.

— Tsc… ele tem razão… mesmo que eu não estivesse encurralado, não conseguiria evitar os golpes dele para sempre. Preciso pensar numa forma de deter essa lança!

— Agora morra, cavaleiro de Atena!

O General de Chrysaor atacou Shiryu, que usou o seu escudo para mudar a direção da lança dourada. Shiryu esperou o momento exato que a lança tocou no seu escudo e então deu um soco pra cima, forçando a lança seguir o seu escudo. Em seguida aplicou um chute na lateral do Marina que o jogou para longe.

— Isso! Se na próxima vez eu conseguir de deter a lança mais um pouco vou conseguir penetrar completamente nas defesas dele! — O escudo sofreu um corte, mas nada que prejudicasse o seu escudo, constatou Shiryu.

— Como o seu escudo não foi partido ao meio!? — Perguntou Krishina ao se levantar.

— Você disse que sua lança pode perfurar qualquer coisa, mas o meu escudo possui um dos maiores poderes defensivos dentre as 88 armaduras de Atena.

— Hunf… Muito bem, desta vez eu não vou somente arranhá-lo, vou perfurar o seu escudo junto com o seu corpo e será o seu fim.

— Já estou preparado para morrer desde muito antes dessa luta começar. Continuarei lutando, mesmo que eu não sobreviva.

— Muito bem dito! Então que assim seja! Eu, Krishina de Chrysaor, lhe darei a morte que você tanto anseia, com a minha Lança Dourada!

— Vamos, meu querido escudo, bloqueie esse ataque!

— A lança e o escudo se chocaram e para a surpresa de Shiryu, aconteceu exatamente o que Krishina disse, seu corpo foi perfurado junto com o escudo.

— Na-não acredito… a lança é poderosa demais… cortou meu escudo do dragão e o meu corpo ao mesmo tempo… como se fossem feitos de papel… é realmente um poder divino…

— Finalmente entendeu a situação em que está. Agora desista de uma vez e aguarde o seu descanso eterno pacificamente…

— Des-desculpe, mas vou ter que recusar… — Disse Shiryu elevando o cosmo.

Krishina tentou retirar a sua lança, mas ela estava presa. — Humm… o que você está tentando ao prender minha lança fortificando os seus músculos?

— E-eu sou um cavaleiro de Atena e não vou morrer em vão, vou abrir o caminho para meus companheiros! Em troca da minha vida vou acabar com essa lança! — Gritou Shiryu.

Finalmente o grupo de Jabu chegou ao templo submarino, e assim como o grupo de Seiya eles também tiveram problemas para atravessar a barreira que protegia o templo, mas com a ajuda de Niké eles conseguiram atravessá-la.

— Finalmente conseguimos transpassar aquela barreira… — Falou Mii.

— Agora precisamos localizar o Grande Suporte. — Lembrou Shun.

— O Mestre Ancião disse que ele ficava no centro do templo submarin…

— Vocês sentiram isso? — Perguntou Shina interrompendo Igazen.

— Por um momento eu senti um choque entre dois cosmos… — Respondeu o prateado.

— Eu também senti um outro cosmo se elevando. — Falou Shun.

— Parecia o Seiya… será que foi mesmo ele? — Pensou Shina.

— Provavelmente as batalhas já devem ter iniciado… — Constatou Mii.

— Vamos nos apressar e seguir o rastro dos cosmos que conseguimos… — Falou Jabu.

O grupo começa a correr seguindo o rastro de cosmo dos cavaleiros de bronze. Enquanto eles se moviam era impossível não ficar encantado ou minimamente admirado com a paisagem submarina.

— Esse lugar é incrível… O oceano acima de nós é algo inacreditável. — Disse Shun.

— É verdade, nunca pensei que o templo submarino seria assim. — Respondeu Mii.

— Que bom que vocês gostaram da paisagem, porque será aqui que vou enterrar vocês. — Disse uma voz ecoando.

— Quem está aí? Vamos, apareça… — Gritou Jabu.

— Eu sou o Willahelm de Tritão, Primeiro Comandante do Pilar do Atlântico Sul e os cavaleiros de Atena não são bem-vindos no templo de Posei… Espera, que urna dourada é essa que vocês estão carregando?

— Não te interessa. — Respondeu Shina.

— É o que veremos… — Willahelm pega um grande *Búzio só que dourado.

— Shina… ele é um Comandante… — Sussurrou Igazen.

— Sim, eu me lembro. — Respondeu Shina.

— O que diabos vocês estão murmurando aí? — Perguntou Jabu.

— Idiota! Não se lembra de ter lido sobre isso nos documentos de Bluegraad?

— Todos tenham cuidado, ele deve ser tão forte quanto um General Marina, a elite de Poseidon. — Avisou Igazen.

— Ora, ora, parece que você sabe bem o que fala. — Disse Willahelm que sorri e começa a tocar o Búzio como se fosse uma flauta, que emite uma linda melodia.

— Isso deve ser um truque! Todos atentos! — Gritou Shina.

— Essa melodia se chama “Thalássia Sónata”, era usada na era mitológica para acalmar os mares e o próprio Poseidon para que todos pudessem navegar com segurança. — Disse Willahelm através do cosmo.

— Essa melodia me lembra a calmaria do mar… ondas e brisas refrescantes… — Comentou Shun.

— Parece que você tem bons ouvidos, porém a única calmaria que vocês iram conhecer é a da morte… — Falou Willahelm através do cosmo.

A melodia começa a ficar mais intensa e todo o sentimento de calmaria dá lugar a um sentimento de perigo iminente. Um turbilhão de ar começa a rodar ao redor de Jabu e o prende.

— O que diabos é isso? Não consigo me mexer… — Disse Jabu.

— Jabu! Vamos, liberte-o agora mesmo! — Gritou Igazen.

— Não! Essa urna dourada deve ser de uma armadura de ouro… não é? Mas o que vocês estariam fazendo com ela? — Perguntou Willahelm através do seu cosmo… — Mas eu não preciso de uma resposta… vou eliminá-los e ofertar essa urna ao Senhor Poseidon! Agora, seja destroçado!

Willahelm tocou sua melodia com mais intensidade, e de repente o cosmo do Marina se expandiu e o turbilhão se intensificou e explodiu conseguindo arremessar quem estava próximo para longe, Jabu tem seu corpo pressionado pelos fortes ventos, em seguida o turbilhão se elevou até a barreira que sustentava o oceano acima do templo e o bronzeado estava sendo pressionado contra essa barreira.

— Cápsula do Poder! — Bradou Igazen, mirando o seu golpe no Marina.

Willahelm estendeu a palma da mão para bloquear o ataque, mas então se deu conta do nível daquele ataque e por pouco quase não consegue se esquivar, isso tirou a concentração dele e fez o turbilhão desestabilizar e com isso Jabu conseguiu se livrar dele e mergulhar em direção ao chão.

— Tsc… parece que temos aqui um grande adversário… — Pensou o Marina.

— Jabu, siga o rastro daquele cosmo, eu vou ficar. — Disse Igazen tomando a frente.

— Mii, Andrômeda, vamos! — Gritou Shina agarrando Jabu pelo braço e o arrastando pra longe.

[Pilar do Oceano Índico]

Shiryu atacou a lança dourada tentando cortá-la, mas foi inútil, sua mão ficou toda ensanguentada e a parte da armadura que a protegia ficou toda rachada.

— Mas é um idiota! Acabou de sacrificar a sua mão em vão! Ainda não entendeu que minha Lança Dourada não pode ser bloqueada e nem quebrada por nada e por ninguém!?

O General retira sua lança e Shiryu cai no chão, e por causa do sangue que escorria da ferida, uma poça de sangue começou a ser formada.

— Admito sua coragem, um guerreiro como você não deveria morrer sem identificação, é uma pena. — Disse Krishina virando as costas e indo embora.

— Não adianta, contra ele eu não passo de um bebê indefeso. Se eu não puder fazer nada contra essa lança, não tenho a menor chance… mas como? Como posso vencê-lo se não consigo nem bloquear ou quebrar esse lança!?

De repente o braço direito do Dragão começou a formigar e uma voz começa a ecoar em sua mente o chamando.

— Shiryu… vamos Shiryu o que houve!? Desistindo assim, você nem se parece com o Shiryu que eu conheci…

— Essa voz… eu conheço essa voz…

— Você é um homem obstinado e está no caminho certo para se tornar um grande cavaleiro! Então porque está desistindo assim? Como ousa desperdiçar assim a vida que eu salvei!?

— Oh… Shura!?

— Você ainda tem o dever de proteger Atena! E para ajudá-lo nessa missão eu lhe confiei tudo que eu tinha… lembre-se do que eu lhe falei naqueles últimos momentos de minha vida… lembre-se do que eu lhe confiei…

— Não me diga que você…

— Haha, isso mesmo Shiryu… por isso não entendo porque esse lança dourada está lhe atrapalhando tanto… O seu braço direito possui algo capaz de cortar qualquer coisa… em seu braço direito habita a minha Excalibur! Vamos, levante-se!

— Kri-Krishina espere… — Disse Shiryu se levantando com dificuldade.

— Parece que se recusa a ficar no chão esperando a morte. Mas do que adianta se levantar novamente?

— Argh… e-eu vou acabar com a sua lança! — Falou Shiryu ofegante.

— Me diga seu nome. — Disse Krishina voltando-se para o bronzeado.

— Me chamo Shiryu de Dragão! E eu vou lhe mostrar o verdadeiro poder do escudo do Dragão que reviveu graças ao sangue dourado! Vou lhe mostrar, aqui e agora, o poder da Excalibur que habita no meu braço direito!

— Está dizendo que vai não só bloquear a minha lança como vai quebrá-la? Parece que está delirando… Isso prova que você está à beira da morte!

— É o que veremos!

— Um guerreiro como você não deveria passar por tamanha desgraça! Vou perfurar seu coração agora mesmo e acabar com isso de uma vez! — Bradou Krishina enquanto girava sua lança.

— O Shura tem razão, porque eu estava tão preocupado com essa lança!? Se durante a batalha das 12 casas eu conseguir vencer até mesmo os cavaleiros de ouro. — Pensou Shiryu. — Oh meu cosmo, elevesse mais uma vez! Elevesse até o nível dos cavaleiros de ouro! Ascenda Dragão!

— Morra Shiryu! Lança Relâmpago!

O General empunha a sua lança dourada e desfere uma saraivada de estocadas contra o bronzeado, os ataques têm uma velocidade incrível. E o ataque ainda conta com os cortes secundários provenientes das rajadas de ar criadas a cada movimento da lança.

— Q-quê!? Como foi possível bloquear todos os meus ataques!? E porque seu escudo… não, não é só o escudo… toda a armadura está brilhando como se fosse de ouro?

— Você está errado, nem todas as suas investidas foram bloqueadas por mim, porém, minha armadura está mais resistente do que nunca! Nossas armaduras de bronze foram revividas graças ao Sangue Dourado dos Cavaleiros de Ouro!

— Então isso não é uma ilusão? Sua armadura mudou mesmo de cor e se tornou dourada!?

— Nossas armaduras de bronze agora podem alcançar um poder parecido com o das armaduras de ouro! Graças ao meu cosmo que está em chamas! As armaduras só mostram seu verdadeiro poder quando queimamos nosso cosmo no limite, caso contrário são meras proteções.

— Você quer mesmo que eu acredite nessas bobagens!?

— Posso te provar agora mesmo! Vou quebrar a sua lança dourada com a minha Excalibur!

Shiryu partiu pra cima de Krishina, que rapidamente executa um contra-ataque, uma estocada mirando o peito do Dragão, porém Shiryu defende com seu escudo então dourado, e em seguida desfere um golpe com seu braço direito contra a lança dourada, contudo ele apenas machuca a sua mão ainda mais.

— Quê!? Não é possível, como ela ainda pode estar inteira!?

Krishina puxa a sua lança e recua.

— Então é isso… Seu ataque falhou e seu brilho passou…

— Tsc… eu não entendo…

— Não importa o quanto sua armadura brilhe como se fosse de ouro, ela continua sendo apenas uma armadura de bronze. Não importa o quanto se esforce, você continuará sendo um cavaleiro de bronze. Lança Relâmpago!

Shiryu novamente tenta desviar das investidas, mas dessa vez acaba sendo acertado na coxa direita e a armadura ganhou vários cortes, assim como o próprio Dragão. Krishina rapidamente puxou a lança para que o bronzeado não tentasse prendê-la novamente e Shiryu caí de cara no chão.

— Graças a resistência da sua armadura você continua vivo. Mas isso termina agora. — O General se prepara para desferir o último golpe.

Shiryu tenta se levantar mais uma vez. — A-a caso está dizendo que eu só estou vivo porque estou usando o poder da minha armadura?

— Exatamente. Pare com esse esforço inútil. Até quando acha que vai conseguir se esconder atrás desse escudo!?

Krishina ataca com uma investida, mas Shiryu consegue bloquear com seu escudo, entretanto a lança dourada perfurou o escudo e o antebraço esquerdo, em seguida o General recua.

— Então não me resta escolha, irei abandonar a minha armadura! — Shiryu retira toda a proteção superior do corpo.

— Quê!? Que loucura é essa!? Está abandonando a única proteção que possui!?

— Inconscientemente eu estava dependendo da armadura. Você me encurralou de uma forma que eu apenas conseguia me defender e por ingenuidade achei que teria alguma chance. Preciso elevar meu cosmo o limite, entre o limiar da vida e da morte. Só assim conseguirei invocar verdadeiramente o espírito que habita no meu braço direito.

— Tcs… Já deveria saber que milagres não acontecem assim…

— Eu não tenho outra escolha, ou quebro essa lança ou morro tentando. Pode vir Chrysaor, eu aceito o que vier… seja vida ou morte!

— Nem os deuses podem quebrar essa lança! *Corte Relâmpago!

Krishina pegou a lança com as duas mãos para poder lançar um golpe concentrado de uma só vez.

— Queime meu cosmo! Desperte minha Excalibur! — Shiryu elevou o seu cosmo e o concentrou em seu braço direito.

As duas técnicas se chocaram, a lança dourada e a Excalibur disputavam forças, quem cometesse o mínimo deslize perderia, quando parecia que Krishina sairia vitorioso, a Excalibur de Shiryu sobrepujou a lança dourada e conseguiu quebrar a sua lâmina e cortar o seu cabo, inutilizando-a.

A ponta da lança saiu rodopiando e cravou-se no chão. Krishina ficou abismado com a façanha de Shiryu.

— Não! Como ele conseguiu cortar a minha lança e com as mãos nuas!?

— Sem a sua lança dourada você não tem como continuar esta luta! Excalibur! — Shiryu atacou e Krishina não conseguiu se esquivar de todos os ataques, Escama de Chrysaor sofreu vários cortes.

— Ele não somente cortou a minha lança dourada, mas também conseguiu cortar a minha Escama. Em seu braço direito realmente repousa o espírito da espada sagrada, Excalibur.

— Vamos Krishina, desista de uma vez, sua morte não é necessária!

Krishina perplexo se senta no chão em silêncio.

— Obrigado. Fico feliz em ver que você é um homem razoável.

Porém, ainda em silêncio, o General Marina se põe em posição de meditação e um cosmo começa a ser liberado.

— Mas que cosmo bizarro é esse que está sendo emanado dele? Está bloqueando a minha passagem como se fosse uma barreira…

— Ao quebrar minha lança dourada você me força a lutar com tudo, da mesma forma que você está fazendo. Você despertou meu Kundalini que estava adormecido.

— Kundalini?

— Na Índia, eles chamam a energia cósmica que existe dentro do corpo humano de “Kundalini”. Vocês cavaleiros chamam de cosmo energia.

— Não pode ser… isso quer dizer que…

— Exatamente… se você se aproximar irá morrer… Você é incapaz de dar um único passo a frente, não consegue me atacar e muito menos atacar o Pilar do Oceano Índico.

— Mesmo que seja como você disse, não posso ficar parado aqui… de alguma forma preciso destruir o Pilar do Oceano Índico. A vida de Atena depende disso.

Shiryu avança contra Krishina, mas é repelido pela barreira, e é jogado para longe e acaba caindo de cabeça no chão.

— Urgh… não é uma simples barreira, é uma muralha invisível! — Pensou Shiryu enquanto tentava se levantar e ao voltar a sua atenção para o General Marina, ele estava levitando.

— Shiryu, não consegue ver a Nova Era chegando?

— Nova Era? Do que você está falando?

— Estamos vivendo uma era de escuridão, a era de Kali. A compaixão se perdeu, a corrupção se alastrou por todos os lados, vivemos em um mundo depravado, o caos é a nova ordem mundial, os mares estão sujos, árvores apodrecem, inúmeros animais desapareceram, as pessoas são crueis e se esqueceram como amar… Mas com a ajuda do Senhor Poseidon este mundo irá renascer, chegou a hora de uma nova era… Toda vida neste planeta surgiu do oceano e vamos devolver tudo a ele, para que assim este mundo possa ser purificado e possamos construir um novo mundo.

— Você está louco!? A terra não é totalmente corrupta, existem pessoas inocentes também!

— Para criarmos um novo mundo, sacrifícios são necessários!

— Eu não vou permitir que a terra caia nas mãos de Poseidon! São extremistas como você que provocam o caos no mundo. São vocês que estão tentando criar uma era de escuridão! Enquanto houver vida em mim, eu lutarei contra ameaças como vocês! Dragão Voador! — Bradou Shiryu elevando o seu cosmo.

Shiryu avançou contra Krishina e concentrou o seu cosmo em seu pé e ele tomou a forma de um grande dragão chinês. Mas outra vez a barreira o repeliu, porém o bronzeado sofreu mais danos do que a outra vez e ao cair no chão o seu sangue se espalhou por todo o lugar.

— Seus ataques são inúteis! Seus ferimentos reabriram, você está em seus últimos momentos, então permita-me dizer que o Kundalini que forma a minha barreira surgiu dos meus Chakras. Os Chakras são os sete centros energéticos do corpo humano que mantêm o equilíbrio entre o corpo físico, o emocional e o mental e eles invocam a Kundalini, essa energia milagrosa que emerge de dentro do corpo humano. Ou seja, enquanto os meus chakras estiverem intactos, a minha barreira será intransponível. E em respeito ao seu espírito de guerreiro, eu vou acabar com a sua dor, lhe darei uma morte honrosa.

— Urgh… Se eu entendi bem, os seus chakras são como nossos pontos cósmicos… assim como os cavaleiros são regidos por seus pontos cósmicos, voce é regido por seus chakras… ou seja, se eu atingir seus chakras sua barreira deve se desfazer… — Disse o bronzeado tentando ficar de pé.

— Hunff… e daí que você descobriu isso? Já é tarde demais pra você fazer alguma coisa! Agora, vá para o outro mundo. Maha Roshini!

Krishina liberou uma grande explosão luminosa que acertou Shiryu em cheio e o fez voar longe, Shiryu colidiu contra uma das pilastras que havia ali e a derrubou. Mas o bronzeado levanta novamente, contudo, desta vez havia algo diferente, o cosmo de Shiryu estava se elevando cada vez mais.

— O que está havendo!? Era pra você ter sucumbido com esse ataque, mas em vez disso está se levantando ainda mais poderoso?

Shiryu virou de costas para Krishina e jogou seu longo para frente e mostrou que um dragão surgiu em suas costas.

— Eu não havia percebido antes, o que é essa tatuagem?

— Não é uma tatuagem. Deixe-me lhe dizer que quando o Dragão surge em minhas costas é o sinal que meu cosmo está em seu ápice. E é nesse momento que eu derroto meus inimigos…

Notas finais
Enfim, mais um capítulo, espero que gostem. Igazen terá uma luta puxada? Essa luta do Shiryu está bem puxada e o próximo General irá aparecer em breve. *Corte Relâmpago é baseado no golpe Exodus Division que o Krishina usou no mangá Rerise of Poseidon. Agradeço aos leitores que aqui chegaram e até o próximo capítulo ^^