Saint Seiya: O Rugido do Camaleão
105 O Cavaleiro Lendário
[Segundo Vale da Sexta Prisão, Inferno]
Já fazia algum tempo que June estava tentando sair daquela floresta aterrorizante, mas o tempo parecia funcionar diferente no inferno.
— Urgh… Tem alguém se aproximando… quem será? — Percebeu a amazona.
— Parada aí! — Gritou uma voz.
— Quem está aí? — Questionou June olhando ao redor tentando identificar de onde vinha a voz.
— Onde pensa que vai amazona de Atena!? — Disse o espectro se revelando. — Humm… espera… você estava no castelo do senhor Hades, não estava?
— Sim, eu estava e eu também me lembro de você! — Disse June assumindo uma postura ofensiva com seu chicote.
— Como você conseguiu chegar viva até aqui!? Isso deveria ser impossível!
Mas June não respondeu, contudo, permaneceu na postura ofensiva.
— Tsc… Mas isso agora não importa! Tudo o que eu, Queen de Alraune, a Estrela Celeste Demoníaca, preciso fazer é acabar com você!
O espectro avançou contra a amazona.
— Açoite Sangrento! — A amazona iniciou uma saraivada de ataques, mas Queen conseguiu desviar de todos os ataques de June. E quando o espectro se aproximou dela, ele lançou o seu ataque.
— *Blutige Ranken! — Queen tinha tentáculos saindo dos seus ombros e eles avançaram contra June se chocando contra o peitoral dela. A bronzeada foi jogada para trás pela força do impacto.
— Hunff… Era para você ter sido empalada… sorte sua que essa armadura é resistente.
— Argh… que força… — Murmurou June se levantando.
— Desta vez não vou te dar espaço! — Disse o espectro avançando novamente. Ele partiu para um ataque corpo-a-corpo para tentar inutilizar o do chicote de June.
Queen tentou golpear June com alguns socos, mas a amazona os bloqueou. June tenta revidar com alguns chutes mas o espectro também conseguiu bloquear a investida de June, ela então toma distância e lança seu chicote tentando prender as mãos de Queen, o espectro tenta reagir, mas acaba com um mão presa pelo chicote.
— Tsc… Eu também sei fazer isso!
Queen então usou o seu tentáculo para prender a mão livre de June, os dois ficaram medindo forças e em seguida o espectro saltou na direção da bronzeada e iniciou uma sequência de chutes, a amazona revida os chutes e uma acirrada disputa tem início.
Depois de alguns momentos vendo que não conseguiria ultrapassar a defesa da bronzeada, Queen salta para cima, subindo em parafuso e assim enroscando o seu tentáculo com o chicote de camaleão e prendendo as mãos de June, em seguida em ele desce e acerta um chute no estômago da amazona, quase a derrubando.
— Urgh… — Gemeu June, mas rapidamente se recompôs e segurou o pé do espectro e jogou corpo do espectro no chão, depois ainda segurando o pé dele começou a girar e o lançou, em seguida puxou ele de volta, mas em direção ao chão. Ao se chocar no chão o impacto causou uma pequena depressão.
June tentou se livrar do tentáculo de Queen e conseguiu, ela então puxou seu chicote de volta.
— Maldita amazona! — Murmurou o espectro se levantando. — Vou acabar com você! Blutige Ranken! — Bradou Queen correndo em direção a June com seus tentáculos em riste.
— Tormenta Sangrenta! — June empunhou o seu chicote de forma a transformá-lo em uma pequena lança e neutraliza os tentáculos de Queen os acertando em cheio, em seguida parte para cima do espectro.
Queen tenta esquivar, mas alguns ataques o acertam, fazendo buracos em sua sapuris. O espectro cambaleia, no entanto antes que June pudesse dar outra saraivada de ataques Queen salta para trás, tomando distância.
— Urgh! Isso não vai ficar assim! — Queen começa a elevar o cosmo. — *Blutige Blätter!
Nas costas da Sapuris de Alraune existem quatro grandes folhas negras, elas então se desprendem da sapuris e são lançadas contra June, elas avançam girando em alta velocidade. A amazona se esquiva do ataque, no entanto, as folhas retornam e atacam June pelas costas, a amazona percebe a tempo e tenta desviar, contudo as lâminas conseguem lhe acertar no braço esquerdo, perna direita, estômago e peitoral de raspão.
— Não adianta tentar se esquivar! Eu controlo perfeitamente as minhas folhas, posso te atacar várias vezes seguidas e de ângulos diferentes! — Queen estica a mão na direção de June e um novo ataque se inicia.
June avança contra as folhas e quando estava prestes a intercepta-las ela salta para cima, mas é seguida rapidamente por elas que sobem verticalmente encurralando June, depois de ser acertada a amazona despenca.
— Tsc… maldita armadura… você devia ter sido retalhada!
June se levanta.
Queen eleva o cosmo e lança suas folhas novamente.
June se lançou contra as lâminas negras novamente, dessa vez desviou duas com seu chicote e as outras duas passaram rente ao seu corpo. E como a amazona imaginava rapidamente as quatro folhas regressaram, desta vez alinhadas verticalmente.
A bronzeada gira o corpo e usa seu chicote para interceptar o ataque, e ela consegue deter as quatro lâminas.
— Isso não vai funcionar! — Bradou Queen elevando o cosmo.
Uma disputa entre as lâminas e o chicote de June teve início, no entanto duas folhas se desvencilharam lateralmente, depois voltam e acertam as costas da bronzeada fazendo com que ela vacilasse e as outras duas folhas lhe acertassem pela frente. A amazona foi ao chão.
— Sua defesa é boa, mas até onde essa sua armadura vai suportar!? — Questionou Queen.
— Argh! Preciso encontrar um jeito de neutralizar essas folhas… — Pensou a bronzeada tentando se levantar.
— Eu só vou parar quando te retalhar inteira! — Disse Queen elevando o cosmo.
June se pôs de pé e assumiu uma postura ofensiva. — Venha! — Bradou June também elevando o seu cosmo em resposta.
— Urgh! Sua desgraçada! Blutige Blätter! — Gritou Queen e as quatro folhas negras avançaram contra June.
Mas a bronzeada ficou imóvel, esperando o momento certo para contra-atacar. Quando as quatro folhas estavam próximas, June agiu.
— Tormenta Sangrenta!
A bronzeada perfurou cada uma das quatro folhas, prendendo-as em seu chicote em um movimento certeiro. Depois ela cravou seu chicote no chão para evitar que Queen conseguisse controlar as folhas.
— Maldita amazona! — Gritou Queen.
— Agora nós estamos iguais. E seus tentáculos não conseguem me ferir gravemente.
— Tsc… Eu não preciso delas pra te vencer! Prepare-se! Vou acabar com isso de uma vez! *Blutblumenschere!
Queen cruza os braços os estendendo para frente formando um "X", ele então descruza os braços e lança uma rajada cortante de cosmo que avança contra June.
— Mestre, me empreste sua força! Defesa Circular! — June elevou seu cosmo que começou a rodopiar ao redor da bronzeada e a espiral começou gerar poderosas rajadas de ar que junto ao seu cosmo formou uma poderosa barreira defensiva.
Mas o ataque cortante de Queen ultrapassa a barreira de June e lhe acerta no pescoço, a derrubando.
— Argh! Maldição! Não acredito que essa sua barreira conseguiu te proteger!
June levanta cambaleante, era perceptível um corte superficial que havia surgido no pescoço da bronzeada.
— Mas dessa vez você não terá essa sorte! — Bradou Queen elevando o cosmo. — Blutblumenschere!
— Urgh… — June tentou falar, mas não conseguia sua garganta estava doendo muito. Ela então juntou as mãos arqueadas próximo ao seu estômago acumulando seu cosmo e depois estendeu os braços separando as mãos e lançando aquela massa absurda de cosmo contra o adversário.
Os golpes se chocaram, o Blutblumenschere avançou cortando o Rugido de June ao meio.
June então eleva o cosmo e solta um grito mudo.
A intensidade do Rugido aumenta e sobrepõe o golpe de Queen, acertando o peitoral do espectro e estilhaçando a sapuris dele.
O espectro é arremessado para longe, June, que estava ofegante se vira para o seu chicote e o puxa, ele deixa a sua forma de lança e retorna pra seu estado natural, a amazona solta as quatro folhas que estavam presas nele, depois ela enrolou-o em sua coxa e seguiu caminhando.
[Giudecca — Palácio de Hades]
Estava na hora de Pandora fazer o relatório para Hades, mas ela aguardava na antessala do salão principal a chegada dos três juízes do inferno para que eles lhe repassassem as informações que obtiveram.
— Senhora Pandora, retornei ao seu pedido e aqui estou para dar meu relatório.
— Ah, é você Minos. Me diga, o que seus espectros descobriram.
— Infelizmente nada de novo. Batalhas estão ocorrendo por todo inferno, inúmeros espectros estão sendo eliminados sem que seu algoz deixe vestígios.
— De certo que isso deve ser coisa de Atena. — Disse uma voz entrando na antessala.
— Aiacos, você também pensa assim? — Perguntou Pandora.
— Sim. Atena invadiu o inferno, mas ninguém conseguiu encontrá-la. Não há vestígios dela em lugar algum. Como isso pode ser possível!?
— Ela está de alguma forma se ocultando enquanto avança, ela está com a vantagem e isso pode ser perigoso.
— Não se preocupem, eu também já tratei de acalmar o senhor Hades, Atena não passa de uma garota sem preparo, ela não é uma real ameaça para o imperador!
— Será mesmo prudente subestimar Atena dessa forma?
— O que ela e um punhado de cavaleiros poderiam fazer contra o poderoso exército do submundo!? — Respondeu Pandora incisivamente.
— Muito bem, se é assim que a senhora deseja. Mas de toda forma nós continuaremos as buscas por Atena.
— Devemos intensificá-las! Atena deve ser eliminada o quanto antes! — Disse uma voz chegando na antessala.
— Finalmente, onde você estava Radhamanthys!? — Questionou Pandora irritada.
— Perdoe-me senhora Pandora, houve um imprevisto, por isso me demorei.
— Imprevisto? Parece que foi mais do que isso… — Disse Minos.
— O que houve? Você não parece muito bem Radhamanthys… Está suando bastante… — Comentou Aiacos de forma sarcástica.
— Vamos Radhamanthys, responda! O que aconteceu!?
— Tsc… Sim, senhora! Eu enfrentei um cavaleiro de ouro…
— Um só? E você não conseguiu o destruir? Não é você que estava se gabando por ter derrotado três cavaleiros de ouro de uma só vez?
— Maldito seja… — Quando Radhamanthys iria pra cima de Aiacos sua visão embaçou um pouco e sua cabeça começou a doer.
— O que foi? Algum problema? — Questionou Aiacos sorrindo.
— Parem vocês dois. Acho melhor você ir descansar um pouco Radhamanthys… — Falou Minos.
— Eu irei me reunir com o senhor Hades em breve, enquanto isso vocês devem continuar em alerta, eliminem todos os invasores! E Radhamanthys, eu não tolerarei mais falhas suas, ouviu!?
— Sim, senhora!
{Enquanto isso, Seiya finalmente encontra a segunda prisão.}
— Parece que eu cheguei em uma nova área, será que já é a segunda prisão? Aqui também tem um templo gigantesco, finalmente vou poder escapar dessa chuva fina que é tão gelada que cada pingo dói na alma.
O templo tinha quatro gigantescas estátuas que representavam quatro homens sentados, dois de cada lado da entrada. Haviam vários escritos na fachada do templo, pareciam muito com hieróglifos, mas Seiya não conseguia lê-los, eles pareciam ser de uma época bem anterior.
Ainda assim Seiya tomou coragem e entrou no templo. Era um lugar escuro e pouco arejado, depois de andar um pouco o bronzeado começa a sentir um odor putrefato, lhe dando ânsia de vômito. Era uma mistura de enxofre com cheiro de animal molhado.
Ao avançar o cheiro piorava, mas logo Seiya encontrou a origem daquele fedor insuportável.
— Mas que monstro enorme! Ele tem três cabeças!? Ele está devorando os mortos! — Espantou-se Seiya. — Es-espere… essa criatura é o lendário Cerberus? Mas nem ferrando que isso se parece com um cachorro! Tsc… não posso ficar perdendo tempo aqui, vou aproveitar que ele ainda não me viu e ir embora…
Mas quando Seiya começa a ir embora, o monstro finalmente percebe a presença de Seiya e avança contra ele, Seiya esquiva de uma das cabeças, mas é pego por outra que o abocanha completamente.
Cerberus começa a mastigar Seiya, mas o monstro logo cospe ele. Seiya cai no chão todo arranhado e babado.
— Ora, ora que curioso… parece que o Cerberus não gostou do seu gosto. Mas eu posso entender, você deve ser um dos cavaleiros que conseguiram invadir o inferno e o Cerberus que está acostumado a só comer os mortos e deve ter estranhado a carne fresca demais, hahaha.
— Tsc… quem é você!? — Diz Seiya se levantando.
— Eu sou o guardião da Segunda Prisão. Eu sou, Faraó de Esfinge, a estrela Celeste da Besta! E este aqui… — O monstro se aproxima e uma das cabeças começa a pedir carinho. — É o Cerberus, o guardião do inferno, e uma das suas principais funções é devorar aqueles que são enviados para cá, aqueles que foram mesquinhos e avarentos durante a vida. Mas você será um aperitivo especial para o Cerberus.
O Cão do inferno toma a frente e avança contra o bronzeado.
Seiya também avança e dispara os seus meteoros contra uma das cabeças, os meteoros quebram todos os dentes dela e ela cai inconsciente.
— Não! Cuidado Cerberus! — Gritou Faraó.
As duas outras cabeças avançam juntas contra Seiya que esquiva e salta para trás tomando distância do monstro e lança seu Cometa de Pegasus!
Seiya consegue atacar as duas cabeças de uma só vez com seu Cometa, finalmente derrotando o Cerberus.
— Você deveria ter se deixado devorar. Seria uma opção melhor que me enfrentar! — Disse Faraó.
— E o que você vai fazer? Quer ter o mesmo destino desse monstro idiota!?
— Veremos o que você vai fazer quando conhecer a maldição do Faraó. — O espectro carregava com sigo um tipo de harpa estranha, ele se posicionou para começar a tocá-la.
— Espere Faraó… deixe que eu mesmo cuido dele… — Disse uma voz se aproximando.
— Quê!? Quem é agora!?
— Ah… Então é você… Orphée de Lira!
— Deixe esse invasor comigo…
— Espere, Orphée de Lira? Não me diga que você é o lendário cavaleiro de prata que desapareceu do Santuário há alguns anos!? Todos pensavam que você estivesse morto… mas se você está aqui… quer dizer que realmente…
— Está errado cavaleiro de Pegasus! Orphée não está morto, ele vive aqui no inferno por vontade própria, e isso só é possível porque ele aceitou servir o imperador Hades.
— O que foi que você disse!? Mesmo sendo um cavaleiro ele aceitou servir Hades!? Isso é verdade Orphée!?
Mas o prateado não deu bola para Seiya.
— Escute Orphée! Neste momento Atena está…
— Cale-se! Já chega de conversa! Sofra com a maldição do Faraó e morra de uma vez! *Tawazun Allaena!
Faraó começou a tocar a sua harpa e um som extremamente pesado e sombrio tomou conta do lugar.
— Q-que som horrendo é esse!? Me-meu corpo… não estou conseguindo me mexer direito… é como ele disse antes… parece uma maldição…
Todo local se transforma, e várias placas de pedra com hieróglifos surgem, a música que Faraó tocava ficou cada vez mais pesada.
— Droga! Meu corpo está cada vez mais pesado… mas não vou ficar parado, toma essa! Meteoros de Pegasus!
Mas facilmente o Faraó se defendeu dos socos de Seiya.
— Argh! Não está funcionando!
— Não adianta, você ainda não entendeu que está sob efeito da minha maldição? Agora veja o que vai acontecer com seu corpo!
O peitoral da armadura de bronze começou a rachar do lado esquerdo.
— O q-que está acontecendo!?
A proteção se estilhaça e o peito de Seiya começa a se rasgar e a sangrar.
— Pa-parece que tem uma força tentando arrancar meu coração do peito!
Então o coração do Seiya começa a sair do seu peito.
— Seu coração será arrancado e colocado na balança sagrada! Se ele não se equilibrar com a pena de Maat, o símbolo da verdade, você será considerado mau e será punido, tendo seu corpo e sua alma destruídos!
— Nã-não! — Gritou o bronzeado tentando empurrar o coração de volta.
— Vamos, coração de Pegasus! Saia desse corpo e suba na balança!
O coração de Seiya sai completamente do seu peito e ele cai de quatro no chão.
Mas neste momento uma doce melodia quebra a música pesada da Harpa de Faraó.
— Argh! O que está acontecendo!? — Murmurou o bronzeado arfando muito enquanto olhava para o seu peito que agora estava normal, logo em seguida ele desmaia.
— Orphée! O que você pretende com isso!?
Mas o prateado não responde, ele continua tocando e elevando cosmo.
— Não me diga que… eu sabia que não poderíamos confiar em você! Mesmo depois de tudo o que o imperador Hades fez, você continua sendo um cavaleiro!
— *Chordí Nykterinoú! — Bradou o prateado, lançando centenas de ondas sonoras contra o espectro que foi derrubado pelo poderoso impacto. Ele teve o seu peitoral da sua sapuris rachado.
— Urgh! Pois bem… — Gemeu Faraó se levantando. — Se é assim que vai ser, vamos ver qual é o instrumento mais poderoso, se é a sua Lira ou a minha Harpa maligna! — Faraó elevou o cosmo e começou a tocar uma música pesada e horripilante.
O prateado começa a se contorcer de dor e uma das cordas da sua Lira se rompe.
— Huhuh… com isso minha vitória já tá garantida Orphée!
Orphée vai ao chão.
— Com o tempo eu percebi que você sempre usa acordes com base em sol. E ao eliminar a corda que emite esse acorde é como se eu tivesse arrancado suas presas…
Orphée tenta se levantar, mas não consegue.
— O imperador Hades e a senhorita Pandora parecem adorar o som da sua lira, mas jamais perdoarei isso! Pois era o som da minha harpa que deveria ecoar por todo inferno… E por isso não me sentirei culpado em eliminá-lo! Que a maldição do Faraó recaia sobre você! Tawazun Allaena!
Orphée começa a ser envolvido pela música horrenda do Faraó, assim como Seiya.
— Vamos coração de Orphée, abandone esse corpo impuro! E ponha-se sobre a balança sagrada!
Mas dessa vez quem teve o peitoral estilhaçado foi o Faraó.
— Urgh! O q-que está acontecendo!?
O coração do Faraó começou a sair do peito do espectro. Ele jogou sua harpa no chão e tentou empurrar o seu coração de volta, mas é inútil o coração do espectro é arrancado, então surge uma tábua de pedra onde tinha-se desenhado uma balança, de um lado um recipiente estava vazio e o do outro tinha uma pena.
O coração vai até a tábua e se posiciona no recipiente vazio, e rapidamente a balança pende para o lado do coração do espectro.
— Veja como a balança se inclinou… — Disse o prateado em pé tocando a sua lira. — Isso prova o quanto você é maligno! E com isso você será destruído, certo?
O espectro começa a gritar de desespero enquanto seu corpo começa a ser desintegrado.
De repente surge o Faraó de joelhos no chão enquanto arfava muito.
— Urgh… isso foi uma ilusão!? Impossível! Você conseguiu rebater a minha maldição mesmo sem a corda do sol!?
— Não é minha intenção trair o senhor Hades, sou grato por tudo que ele me proporcionou… mas eu me deixei levar e reagi sem pensar… a Guerra Santa já começou… mas não posso tomar lados… então por favor, vá embora…
— Idiota! Eu não vou permitir que uma ameaça como você fique solta no inferno! Mesmo que tenha conseguido deter a minha maldição, sem a corda sol você está sem poder ofensivo!
O espectro elevou o cosmo e empunhou a sua harpa, mas o prateado também elevou o dele em resposta.
— Desta vez será seu fim!
Os dois começam a executar os seus movimentos, mas de repente todas as cordas da harpa do espectro se rompem.
— Não é possível! Es-espere! Ele está… ele está segurando a corda sol com os dentes!?
— Chordí Nykterinoú! — Bradou Orphée através do seu cosmo!
O espectro foi alvejado por centenas de ondas sonoras, ele tentou bloquear o ataque usando a sua harpa, mas foi inútil ela foi despedaçada, assim como a sua sapuris. O espectro foi ao chão todo ensanguentado.
— Urgh… nã-não foi atoa que o imperador Hades ficou fascinado com a melodia da sua lira… ela é realmente maravilhosa…
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