[Cinco Picos de Rozan, China]

— Atenta… eu sinto muito… Mais uma vez você está correndo perigo e eu não pude fazer nada. Mas tive que tomar a decisão mais sensata possível, mesmo que para isso fosse necessário sacrificar os cavaleiros de bronze. Pois neste exato momento, eu posso sentir uma presença maligna rondando a torre onde os espectros foram selados. É uma presença maligna familiar… Mas não consigo me lembrar de onde eu já a senti. — Pensou o Mestre Ancião apreensivo. — O despertar das estrelas malignas é iminente, já não posso mais impedir.


[Grande Suporte Principal]

— Incrível, vocês conseguiram derrotar Poseidon? — Perguntou June se aproximando.

— É apenas temporário… — Respondeu Hyoga.

— June, que bom que você chegou! — Disse Shiryu.

— Desculpem pela demora.

Enquanto isso, os sacerdotes de Poseidon se aproximaram de Julian e tentaram despertá-lo. Julian começou a se mover, ele abriu os olhos, mas eles estavam completamente opacos.

— Seiya, é um plano muito arriscado. — Disse June.

— Você está mesmo disposto a fazer isso, Seiya? — Perguntou Shiryu.

— Você vai mesmo queimar toda a sua vida dessa forma? — Questionou Hyoga.

— Nós não temos escolha e muito menos tempo para pensar em outro plano. — Respondeu Seiya.

Julian ficou de pé.

— De onde vem esse cosmo? — June olhou ao redor e viu Poseidon de pé. — Olhem, Poseidon já despertou!

— Droga! Tenham cuidado! — Gritou Seiya.

Poseidon preparasse para atacar, June decide se jogar para servir de escudo e proteger seus companheiros.

— June! Não faça isso! — Disse Shiryu.

— É a única forma deste plano dar certo! Defesa Circular!

June elevou seu cosmo ao máximo e a sua armadura ficou dourada, porém, mesmo assim o ataque de Poseidon não só superou a sua defesa como também destruiu sua armadura, seu chicote e atingiu os outros três, os derrubando.

— Urgh… O cosmo dele parece estar ainda maior do que antes. — Gemeu Hyoga.

— Urgh… vocês ainda conseguem se levantar? — Perguntou Seiya se levantando com muito esforço.

— Sim… eu consigo… — Respondeu Hyoga.

— Eu ainda tenho forças… — Disse Shiryu.

— Seus tolos! O cosmo do senhor Poseidon está ficando cada vez maior, vocês serão pulverizados! — Bradou o Plínio.

— Seus pecadores! Como ousam continuar se levantando contra o senhor Poseidon!? Vocês devem ser aniquilados! — Bradou Apolodoro.

— Afastem-se. — Disse Poseidon. — Deixe que eles venham. Os dois sacerdotes recuaram.

— Tsc… Vamos atacá-lo juntos novamente! — Disse Hyoga.

— Vamos! — Bradou Seiya!

Seiya, Shiryu e Hyoga mais uma vez atacaram juntos, mas o ataque combinado foi superado pelo contra-ataque de Poseidon.

— Quanto poder… — Gemeu Hyoga.

— Argh… até as armaduras de ouro foram danificadas… — Gemeu Seiya.

— Ele é mesmo invencível! — Gemeu Shiryu.

Poseidon prepara outro ataque.

— Droga! Lá vem outro ataque! — Disse Seiya.

— Precisamos reagir… caso contrário… — Disse Hyoga.

Nesse momento chega Ikki e ele segura Poseidon, agarrando-se nele.

— Escutem! A Ânfora de Atena é a única coisa que pode deter Poseidon! Vamos usá-la para sela-lo! E ela está dentro do Suporte Principal! Vão em frente, eu vou segurar Poseidon enquanto eu puder!

— Ânfora de Atena? — Questionou Seiya.

— Isso mesmo! Agora vão! Vórtice de Fênix! — Gritou Ikki, que criou um vórtice de fogo e cosmo na tentativa de deter Poseidon o máximo possível.

— Obrigado Ikki! — Disse Shiryu.

— Vamos lá! — Disse Seiya que é levantado se apoiando nos ombros e nas mãos de Shiryu e Hyoga.

— Prepare-se! Nós vamos mesmo jogá-lo! — Bradou Hyoga.

Os três começaram a elevar os seus cosmos ao máximo. Nesse momento o cosmo dos três começou a ressoar com o báculo de Atena e ele transfere o cosmo que emanava do Suporte Principal para os cavaleiros de bronze.

— Es-esse é o cosmo de Atena! — Disse Hyoga.

— Ele está se unindo ao nosso! — Disse Shiryu.

O báculo que estava brilhando começou a emitir um facho de luz dourada na direção do Suporte Principal e o rosto de Mii é iluminado pelo báculo.

— Seiya! A Deusa Niké está mostrando o local onde você deve atingir o Suporte Principal! — Gritou Mii apontando.

Poseidon consegue atingir Ikki com uma rajada de cosmo e destrói completamente a armadura de Fênix, fazendo Ikki cair inconsciente no chão, então Poseidon prepara-se para atacar Seiya e os outros.

— É agora! — Gritou Seiya.

— Voe Pegasus! Cólera do Dragão!

— Confiamos Atena a você! Pó de Diamante!

Poseidon ataca, mas só consegue acertar Shiryu e Hyoga e os derruba.

— Tolos! Não vou permitir que toquem no suporte principal com suas mãos mortais imundas! — Disse Poseidon atacando Seiya, mas o Tridente não consegue atingi-lo, pois Seiya estava envolto pelos cosmos de Shiryu, Hyoga e Atena. — O Pegasus ultrapassou a velocidade da luz!? Impossível! Seu corpo parece ter se tornado uma flecha de luz que se dirige ao Suporte Principal. Não me diga que ele será destruído por um mero mortal!? Um mortal não deveria ter tal poder… — Diz Poseidon, mas então ele se lembra de algo e arregala os olhos. — n-não… eu quase me esqueci… há apenas uma forma disso acontecer… Existe um poder assustador que os deuses deram aos humanos… um poder que permite a um mortal emitir mais força que qualquer outro ser humano é capaz… um poder capaz a se igualar ao poder dos deuses… o ser humano possui a habilidade de poder criar milagres! Será que o Pegasus está prestes a realizar um milagre diante de mim, o deus dos mares!?

Seiya atinge o Grande Suporte Principal, mas não houve qualquer impacto ou explosão, ele simplesmente desapareceu. Em seguida uma rachadura surge no local que estava sendo iluminado pelo Báculo dourado e todo o Suporte Principal começa a rachar e o Templo Submarino a desmoronar.

O Suporte Principal vai ao chão e só a sua base continua de pé. Seiya aparece saindo das ruínas do Suporte Principal carregando Atena em seus braços e ele vai de encontro aos outros, mas acaba caindo de joelhos, ele estava exausto.

— Seiya! — Gritou Kiki, que correu até ele junto de Mii, Shina e Jabu.

— Muito bem Seiya, você conseguiu! — Disse Jabu colocando a mão sobre o ombro de Seiya.

— Saori… — Diz Mii se abaixando e acariciando a testa de Saori.

— Vocês são imbecis. Ousaram interferir nos desígnios de um deus que só almejava reconstruir o mundo que foi manchado pela corrupção. Se continuarem assim, vocês mortais poluíram tudo, não só o mar, a terra ou o planeta, mas a galáxia toda. — Disse Poseidon.

— Isso não é desculpa pra matar milhões de inocentes! — Disse Seiya. — E não apenas os humanos, mas toda criatura… têm direito a viver!

— Como ousa tentar lesionar para um deus!? Vocês humanos nunca tiveram qualquer direito, desde o surgimento da terra e do céu. Tudo o que vocês possuem foi dado pelos deuses, desde a sua visão até mesmo ter corações com a capacidade de amar. O que vocês fizeram aqui é uma blasfêmia! E jamais serão perdoados! Seus corpos serão pulverizados e espalhados pelos quatro cantos do universo!

— Urgh… é inacreditável como o cosmo de Poseidon continua crescendo… é tao grande que sinto como se ele pudesse engolir o universo inteiro. — Disse Seiya.

— Vocês serão castigados pelos seus crimes. — Disse Poseidon apontando o seu Tridente para Seiya.

— Tsc… Não… não tenho mais forças pra reagir… serei feito em pedaços… — Disse Seiya.

Jabu, Shina e Kiki se colocam na frente de Seiya. E Mii ficou cuidando de Atena.

— Não permitiremos que mate o Seiya! — Disse Shina.

— Seiya salvou Atena, ele não pode morrer assim! — Disse Jabu.

— Se quiser matar o Seiya vai ter que passar pela gente! — Disse Kiki levitando um monte de pedra.

— Todos irão morrer! Sintam a fúria dos deuses! — Disse Poseidon lançando seu ataque, no entanto, algo imobilizou seu corpo. — Impossível! Que poder é esse que conseguiu imobilizar meu corpo!?

— Poseidon, já chega! — Disse Atena se levantando.

— Sa-saori… — Disse Seiya.

— Seiya, obrigado por me salvar. Obrigado a todos vocês! E não só por agora, mas pelas incontáveis vezes que seus cosmos me deram forças quando eu pensava em desistir, foi assim que consegui me manter viva por todo esse tempo. — Falou Saori com os olhos marejados tocando o rosto de Seiya.

— F-foi o mesmo com a gente… o seu cosmo nos ajudou por várias vezes… pois você continuou rezando mesmo presa no Suporte Principal… por isso nós encontramos a força pra continuar levantando não importando quantas vezes caíssemos… — Respondeu Seiya que sorriu gentilmente.

— Então você ainda esta viva Atena!?

— Poseidon, você não tem mais escolha a não ser aceitar a derrota. Agora deve voltar a dormir. — Respondeu Atena.

— Parece que sua experiência de quase morte afetou seu cérebro. Esta batalha ainda não terminou. Seus cavaleiros não são inúteis contra mim.

— Essa batalha já se estendeu demais… — Atena estende as duas mãos e do destroços do Grande Suporte Principal emerge um raio de luz dourada que avança até as mãos de Atena.

— Atenta, o que é isso em suas mãos!? — Questionou Poseidon surpreso.

— A sua derrota Poseidon.

— A Ânfora Sagrada!?

— Ela estava dentro do Grande Suporte Principal. Irônico, não acha? E agora a ânfora e eu ressurgimos diante de você. Entendeu agora? Com essa ânfora em mãos seu destino já foi traçado!

— Não! Eu tenho a vital missão de purificar esta terra! E se você insistir em proteger esse tolos humanos, eu não me conterei. Nada terminara até você ser empalada pelo meu tridente.

— Não permitirei que você use o seu poder divino para subjugar a terra! Os humanos não são tão ignorantes ao ponto de destruir sua própria terra natal. Um dia eles vão perceber os seus erros e vão se arrepender.

— Cale-se sua tola! — Gritou Poseidon apontando o tridente para Atena. — O seu amor pelos humanos a cegou completamente.

Seiya toma a frente e saca o arco e a flecha dourada.

— Essa flecha vai perfura-lo muito antes que o seu tridente atinja Atena! Mesmo que isso custe a minha vida!

— Não Seiya, você não deve mais se arriscar assim, além do mais, diferente de mim que nasci como Atena, Poseidon tomou o corpo de Julian para si, Julian é inocente.

— Ma-mas Saori… se continuar assim… — Disse Seiya.

— Que hilário! Mesmo antes, quando o meu cosmo estava enfraquecido, você não conseguia fazer nada! O que você acha que vai conseguir fazer contra mim agora!? Porque eu não mato vocês dois juntos!? — Gritou Poseidon lançando um golpe com o seu tridente.

Mas Seiya não conseguiu lançar a sua flecha dourada, pois alguém se jogou na sua frente para proteger Saori.

— Urgh! — Kanon teve o peitoral da sua Escama despedaçado, o ferimento foi profundo, Kanon ficou todo ensanguentado.

— Você… o que está acontecendo? Como isso é possível? — Falou Seiya surpreso.

— Seiya, ele se chama Kanon! — Gritou Kiki. — Ele é irmão gêmeo do Saga!

— Ka-kanon… eu não entendo… você é um General Marina, não é? Porque fez isso? Porque protegeu Atena? — Perguntou Seiya ainda confuso.

— Dragão Marinho, o que pensa que está fazendo!? — Questionou Poseidon irritado.

— Eu profanei os deuses… sou eu que merece receber a fúria divina. Atena salvou a minha vida e expurgou a maldade do meu coração… isso era o mínimo que eu podia fazer…

— Kanon… você se arrependeu de verdade, não foi? — Falou Atena.

— Essa guerra foi consequência do meu crime… eu fui um tolo… eu não mereço, mas por favor, Atena… me perdoe… — Kanon desmaia.

— Isso é traição Dragão Marinho! Sua punição será a pior de todas! — Exclamou Poseidon.

— Poseidon, você perdeu. Os mortais conseguiram algo incrível, eles conseguiram realizar um milagre. — Os olhos de Saori começaram a ficar opacos igual aos de Julian. — Se você é um deus, deve reconhecer os feitos de Pegasus e seus amigos. Vamos, admita a derrota!

— Sua maldita, o que pensa que está fazendo!? — Disse Poseidon.

— O seu despertar não foi por vontade própria, por isso volta agora mesmo ao seu descanso! — Disse Atena com os olhos completamente opacos, caminhando na direção de Poseidon, abrindo a ânfora sagrada.

— Pare Atena! Não seja tola! Um dia você se arrependerá de ajudar esses humanos! Se continuar assim você causará a fúria dos outros deuses do Olimpo! Lembre-se das minhas palavras Atena!

— Uma aura acaba de sair do corpo de Julian, muito parecido com o que aconteceu com o Saga. — Pensou Seiya.

A alma de Poseidon foi sugada para dentro da ânfora sagrada e Atena a fechou.

— Poseidon… embora eu ficar ao lado dos humanos possa enfurecer os outros deuses… eu continuarei lutando por eles! Mesmo que todos os deuses do Olimpo se tornem meus inimigos! Pois esse é o meu dever como deus da terra!

O templo começa a ruir ainda mais rápido, o seu colapso total era iminente.

— Saori, precisamos sair daqui agora! — Falou Seiya se aproximando.

— Precisamos reunir todo mundo! — Respondeu Saori.

— Estamos aqui deusa Atena. — Disse Mii com o Báculo em mãos e com Kiki ao seu lado.

— Nós também! — Disse Jabu, ajudando o Shiryu.

— Precisamos ir embora! — Disse Shina, ajudando a June.

— Estamos todos prontos! — Disse Hyoga, ajudando o Ikki.

— Onde estão Shun e Igazen? Não podemos deixá-los para trás! — Disse Atena.

— Não temos tempo para procurá-los, o templo submarino está prestes a ruir sobre nossas cabeças. — Disse Hyoga.

— Precisamos salvar Julian. — Perguntou ela olhando para os lados.

— Não se preocupe! Eu levarei Julian até a superfície, mesmo que isso custe a minha vida! — Disse Thetis carregando Julian.

— Você… Mas porque você faria isso? Ele não é mais Poseidon. — Disse Seiya.

— Isso é o mínimo que posso fazer para recompensá-lo. — Disse Thetis.

— Compensá-lo pelo o que? — Perguntou Saori.

— Doze anos atrás Julian salvou a minha vida, mesmo ele sendo apenas um garotinho. Julian estava passeando na praia com os seus pais. Enquanto passeava ele encontrou um pequeno peixe preso em um pedaço de rede de pesca, prontamente Julian salvou aquele peixinho e o devolveu ao mar. Naquela época ele não sabia, mas o poder de Poseidon já estava em seu corpo, por isso milagrosamente o peixinho teve todas as suas feridas curadas e pode viver por vários anos.

— Espere aí… você quer dizer que esse peixe… — Disse Seiya.

— Não pode ser… — Disse Saori.

— Isso mesmo! Eu fui atraída até esse templo submarino por causa do poder de Poseidon. Vivi nas imediações do templo por vários anos, evoluindo a cada dia, até que um dia eu me transformei em Thetis.

— Muito bem, eu vou confiar a vida de Julian a você! — Disse Atena.

— Onde esta o Kanon? — Perguntou Seiya.

— Acho que ele foi levado pelas águas… — Respondeu Mii.

— Tsc… Então vamos embora! — Disse Seiya.

Todos se aproximaram de Saori, formando um círculo, eles foram envolvidos pelo cosmo divino da deusa.

Nesse momento o “céu” do templo submarino começou a desabar e rapidamente o templo começou a ser inundado.


[Santuário de Atena]

— Vejam! A chuva finalmente está parando! — Bradou Milo.

— O sol… o sol voltou a brilhar mais uma vez. — Disse Aldebaran.

— Isso quer dizer que os cavaleiros de bronze conseguiram! — Disse Aioria.

— Eu posso ver, no mundo inteiro, as águas estão começando a retroceder. — Disse Shaka.

— Atena saiu vitoriosa dessa Guerra Santa graças aos esforços dos valorosos cavaleiros de bronze. — Disse Mu.


{Cabo Sunion — Entardecer do Mesmo Dia}

Próximo ao Cabo Sunion existia uma praia, e jogado na areia encontrava-se um corpo de um homem machucado e desacordado. Provavelmente foi jogado ali pelas ondas do mar.

— Urgh! Argh! E-eu estou vivo!? Essa sensação… será que fui novamente salvo pelo poder de Atena!? — Ele se levanta e fica de joelhos.

Do alto do Cabo Sunion, uma silhueta sombria observava aquele homem atentamente.

— Droga… eu não mereço seguir com vida… não me resta dúvidas! — O homem levanta o seu braço e curva a sua mão, ele planejava perfurar o próprio coração.

— Huumm… Kanon, você pretende tirar a própria vida? Tudo bem, você já cumpriu os seus propósitos. Aliás, os resultados obtidos por esse sujeito superaram em muito o que eu imaginava. Você e seu irmão foram excelentes ferramentas. Poseidon e Atena caíram juntos em ruínas e os seus exércitos estão lastimáveis e isso quer dizer que o exército de Hades pode conquistar a superfície sem maiores problemas.

— É isso… essa é a única forma de limpar todos os pecados que cometi até agora… não tenho outra escolha! Saga… meu irmão… acho que agora te entendo… preciso te pedir perdão… espere por mim. — Kanon desfere um ataque contra o próprio coração.

— Mal posso esperar pela ressurreição de Hades, no entanto só por precaução talvez eu deva tramar mais um pouco. Hahaha — A silhueta desaparece.

Kanon para o ataque a milímetros de perfurar o próprio peito.

— Urgh! Que pressentimento ruim foi esse!? Senti um cosmo incrivelmente sinistro se aproximando de Atena… é um cosmo familiar… E-eu não posso morrer! Atena me salvou, por isso não devo desperdiçar a minha vida assim… Se vou morrer, morrerei limpando toda a maldade desta terra, ainda não é tarde para isso!

Kanon vai em direção a prisão do Cabo Sunion.

— Se eu tentar voltar pro Santuário agora eu serei execrado e executado na mesma hora. Com esses ferimentos não conseguirei fazer frente a ninguém… Aqui é o lugar que mereço ficar! E se me lembro bem, em poucas horas a cela irá se inundar de água quando a maré subir, essa prisão vai me ajudar a espiar um pouco dos meus pecados, até eu ter forças para ir até Atena.

Perto dali, um outro corpo foi encontrado na praia por pescadores, ele estava próximo a mansão da família Solo. Ele foi rapidamente reconhecido como Julian Solo, o herdeiro multimilionário que havia desaparecido misteriosamente na noite do seu aniversário.

No hospital ele contou que não se lembrava de nada do que aconteceu nos últimos dias. Sendo que a única coisa que ele se lembra é de uma canção, mas que ele não lembra o que ela dizia, só que ela passava a sensação de estar rodeado pelas ondas do mar.


{Cinco Picos de Rozan — Noite do Mesmo Dia}

— Ah! Essa sensação… Será que já chegou a hora!? Eu esperei durante duzentos e quarenta e três anos, sentado aqui, diante da grande cachoeira de Rozan apenas aguardando esse momento. Finalmente minha longa espera está chegando ao fim…

— Mestre, finalmente as chuvas que castigavam o planeta cessaram e o Shiryu está de volta, o senhor devia estar feliz. Mas pelo contrário, o senhor parece estar apreensivo, eu nunca vi o seu cosmo agitado. — Diz Shunrei se aproximando.

— Minha criança… — Diz o Mestre Ancião com um pesar na voz. — Olhe atentamente para a cachoeira.

Nas águas da cachoeira a imagem de uma gigantesca torre de pedra começa a ser mostrada.

— Numa região secreta, a mais de mil quilômetros a oeste daqui. Existe essa gigantesca torre. Depois da última guerra santa, Atena selou toda maldade do mundo la. Mas o selo que prende esse mal está perdendo as suas forças e será desfeito. E quando isso acontecer o exército de Hades renascerá da mais profunda escuridão. Eles tentaram conquistar o mundo dos vivos a todo custo, através do medo e do desespero. Mas enquanto Atena e seus cavaleiros existirem, a humanidade irá perseverar.

— Mas mestre… — Diz Shunrei assustada. — O Shiryu acabou de voltar pra nós… e outra guerra ira começar!?

Mas não houve resposta.

— Eu sinto muito minha querida… Mas desta vez eu também tomarei parte nesta batalha. — Pensou o Mestre cabisbaixo.

Neste momento, várias estrelas cadentes saem da torre de pedra, ao todo foram cento e oito estrelas. Elas cortaram o céu noturno à procura dos seus hospedeiros.


Notas finais
E finalmente chegamos ao fim do arco de Poseidon, espero que tenham gostado. O capítulo finaliza com a libertação das estrelas malignas. E assim como de costume vão ter coisas novas nesse arco de Hades, espero que eu consiga manter vocês entretidos por mais um tempo. Agradeço aos leitores que aqui chegaram e até o próximo capítulo ^^