Saint Seiya - Nova Guerra

2 Pégaso, Dragão, unam suas forças!


Notas iniciais
Bem, pessoal. Obrigado pelo feedback. Já li dois comentários sobre a fic e fico muito feliz. Por favor, continuem comentando, continuem fazendo suas críticas, isso me ajuda muito na hora de escrever. Não terei dias certos para postar, mas, fiquem sempre ligados, pois, prometo não passar uma semana sem escrever. É isso, boa leitura!

*Dias depois, algum lugar perto de Rozan, China*

Alguns dias depois, lá estava Satoru em busca dos cinco picos antigos. É desconhecido da maioria, mas no treinamento de Cavaleiro você não recebe apenas treinamento físico, mas também intelectual. É importante o conhecimento de várias línguas, dentre elas as mais faladas no mundo e também as de origem dos pupilos. Satoru é de origem japonesa, tanto que seu nome tem como significado: Iluminado. Tendo mais facilidade em aprender línguas orientais, Satoru logo aprendeu também Mandarim. Também aprendeu o Grego e o Inglês, sendo esse mais por segurança.

Satoru já estava perto da cidade Rozan, e de lá já avistara os cinco picos antigos. Lá é que começaria a verdadeira jornada.

*Cinco Picos Antigos, Rozan, China*

Ao chegar perto dos Cinco Picos, Satoru logo viu que a escalada não seria fácil. Para se chegar no Pico Dahayang (Pico mais alto de Rozan), Satoru teria que passar por dentro de uma densa massa onde se escondia todos os tipos de bestas selvagens; Desde cobra até tigres. Com cautela e muito esforço, Satoru quase sem forças consegue chegar até o Dahayang, lá de cima ele consegue ver quase que toda a cachoeira de Rozan, mas, algo o deixa perturbado. Ele não consegue acreditar em seus olhos... Será mesmo? Sim, os olhos dele não mentem. Existe alguém dentro da Cachoeira de Rozan.

Diferentemente de Satoru que tinha um porte físico médio e cabelos curtos e espetados, o homem dentro da cachoeira era robusto, não imenso, mas bem mais forte que Satoru, tinha cabelos longos e pretos, olhos azuis como a água que descia daquela cachoeira. Estava sentado na posição de lótus e mesmo meditando seu cosmo era imenso, sempre parecia crescer e ele não estava nem fazendo esforço. Satoru estava impressionado.

Desde que Satoru chegara até agora já havia se passado mais de duas horas e homem sequer tinha se movido dali. Satoru já tinha recuperado as energias e estava pronto para acender uma fogueira, pois o anoitecer não iria tardar a chegar... Até que o homem se mexeu. Satoru parou e esperou a aproximação daquele homem que até então não se movera um milímetro, mesmo debaixo das terríveis águas daquela cachoeira.

— Se me permite perguntar, quem é você? Vejo que tem uma armadura ao seu lado? — Perguntou o homem pausadamente.

— Me chamo Satoru, e sim, sou um Cavaleiro. O Cavaleiro de Pégaso.

— E o que o traz aqui, visto que veio de tão longe, Cavaleiro?

— Vim atrás do Cavaleiro de Dragão, dizem que ele mora aqui nos Cinco Picos Antigos de Rozan.

— Sim, ele mora, mas, é uma pena, pois, esta informação não poderia dar-lhe.

— Por quê?! — Perguntou o Pégaso incrédulo — Eu vim de muito longe para poder ver o Cavaleiro de Dragão, preciso urgentemente de sua ajuda.

O homem que estava de frente para o Pégaso franziu o rosto curiosamente.

— Por quê? Há algum problema no Santuário?

— Não é bem um problema. O Grande Mestre do Santuário começou um torneio nas Doze Casas, e eu preciso do Dragão para poder competir.

— Ah, sim. O Torneio do Santuário. Entendo.

O homem parou por um momento e logo continuou.

— Sendo assim, Cavaleiro de Pégaso, lhe mostrarei o Dragão. Aqui está ele, bem à sua frente. Sou eu, Kun (ou Kùn, lê-se: Kúan), o Cavaleiro de Dragão. Vamos, lute comigo.

— Mas, como?

— Do jeito que está, vamos. Sem armaduras, quero ver todo o seu poder de mãos nuas.

Sem exitar o Pégaso avançou com seu punho direito, o Dragão facilmente desviou e agarrou o braço do Pégaso. Num puxão mais forte o Dragão o colocou no chão.

— É tudo que você tem Pégaso? Não parece me surpreender em nada. Não ajudarei alguém que é fraco.

O Pégaso riu e se levantou rapidamente, e sem que o dragão pudesse ver, o Pégaso o pegou pelas costas e pulou para o ar dando um mortal e batendo a cabeça do Dragão no chão.

— Vamos, Dragão. Se levante. Ainda nem começamos direito.

Foi a vez do Dragão de investir. Direita, Esquerda, Perna. Todos os golpes que o Dragão dava não pareciam o bastante para conseguir chegar a velocidade imposta pelo Pégaso; E se antecipando mais uma vez, o Pégaso deu um golpe com o punho esquerdo, o Dragão defendeu, mas, sem ver, veio a perna direita do Pégaso por baixo, uma rasteira, o Dragão caiu novamente.

— Então, esse é o verdadeiro poder do Pégaso? Não me admira que tenha ouvido falar de você até por aqui. Esperei muito sua chegada. — Então, Kun começou a rir. — Bem, é um prazer lhe conhecer, Satoru. Venha, vamos até a minha casa, passe à noite por aqui e me diga tudo que preciso saber.

No caminho até a casa de Kun, Satoru falou sobre o Torneio e suas regras, falou sobre a difícil missão de juntar cinco cavaleiros para poder conseguir competir no Torneio, e a missão mais difícil ainda de ter que juntar novamente as cinco constelações lendárias: Pégaso, Dragão, Cisne, Andrômeda e Fênix; Kun ouviu tudo com muita paciência.

Ao chegar na casa de Kun, Satoru avistou uma bela moça na porta de casa. Era uma moça de baixa estatura, cabelos negros como a noite, olhos marrons e boca pequena. Deveria ter mais ou menos a mesma idade de Kun, este deveria ter já seus 21-22 anos.

— Ah, oi, Li. Esse é o Satoru, Cavaleiro de Pégaso. — Disse o Dragão contentíssimo.

— Um Cavaleiro, Kun? De onde ele veio?

— Grécia. Do grande Santuário.

— Não foi pra lá que o Mestre também foi?

— Sim. E agora já sei o porquê, Li. O Grande Mestre está realizando um torneio nas Doze Casas. O Mestre deveria saber, ele avisara que um Cavaleiro iria vir até aqui atrás de mim e que eu deveria me juntar a ele... A única condição era que o Cavaleiro deveria ser tão forte quanto eu. Bem, devo dizer que o Satoru é muito mais.

Li se espantou após o término da frase Kun, mas, logo voltou ao normal.

— Então, entre, Satoru. Seja bem-vindo. A casa é simples e pequena, mas temos espaço para você, venha, vou lhe mostrar o seu quarto.

*Horas Depois*

Depois de mostrar o quarto para o Satoru, Li se apressou em colocar o jantar para os dois. Depois do jantar, Li foi dormir, Kun se apressou em lavar os pratos e arrumar a cozinha, Satoru insistiu para enxugar e guardar os pratos, pois, ele se sentia no dever já que estava sendo tão bem-tratado na casa de Kun. Feito todas as tarefas os dois saíram para andar pelo pico em que se localizava a casa de Kun.

— Aqui é um lugar muito bonito, Kun.

— É sim, e bem calmo. Daqui dá para ver todas as estrelas que são encobertas pelas luzes das cidades, sejam elas grandes ou pequenas. — Falou Kun olhando para o céu noturno, um céu tão lindo que parecia um planetário.

— Kun, me desculpe interromper, mas, quem é seu Mestre, afinal?

— Meu mestre é o grande Chen, o Cavaleiro de Ouro de Libra.

— Sério? — Satoru se espantou.

— Sim. — Falou Kun em meio aos risos — Ele foi chamado pelo Grande Mestre faz alguns dias. Meu mestre é muito sábio, mesmo tendo pouca idade. Ele é filho do discípulo de Shiryu, e eu sou tataraneto do Shiryu.

— Então, o Cavaleiro lendário, Shiryu é seu TATARAVÓ?!!!

— Sim. — Então, Kun riu novamente.

— Poxa, parece que está tudo muito próximo aqui, mas, e a Li?

— A Li é filha de camponeses que vivem na cidade de Rozan. Os pais dela são pessoas de ótimo coração, ela é minha quase-esposa. Eu não sei definir muito bem, não somos noivos, pois nunca a pedi em noivado. Mas, namoramos há muito tempo e moramos juntos. Considero ela minha mulher.

— Quando vocês se conheceram?

— Ah, essa é uma história interessante e bem engraçada.

— Então, me conte!

— Era dia treinamento, eu estava treinando na floresta, pois o Mestre Chen, falou que era bom para exercitar meus reflexos, pois, eu corria entre os galhos e tinha que me esquivar de todos eles. Só que, eu tinha meus 11-12 anos, não tinha tanta disciplina quanto hoje. Quando saí da floresta, avistei a cidade e fui visita-la, pois fazia umas semanas que não tinha ido pra cidade. Foi quando eu vi a Li. De longe a mulher mais linda que eu já vi, tanto naquela época quanto hoje, ali eu me apaixonei.

— Okay, mas cadê a graça? — Falou Satoru entediado.

— A graça é que eu estava todo cortado dos galhos de árvores, mesmo que fossem cortes superficiais eu sangrava pelos braços e pelo rosto. Quando eu me aproximei da Li, ela correu de mim e foi pra trás da mãe dela. A mãe dela já me conhecia, pois, todo mundo conhece o Mestre Chen. Então, ela só riu e falou pra filha não ter medo, pra mãe dela eu sempre fui apenas mais uma criança de 11 anos, mesmo que eu treinasse mais do que muitos adultos e já tivesse força suficiente para levantar metade de um pico.

— Ah, entendi. Acho que quando você se apaixona tudo aumenta... Inclusive a graça.

Kun riu.

— É verdade. Bem, e você, Satoru? Não tem nenhuma pretendente?

— Eu? Não, não. Sou um Cavaleiro, não tenho tempo para me apaixonar, mesmo que eu quisesse. — E por um momento ele se lembrou da Sora. — Vamos mudar de assunto?

Os dois conversaram por mais um tempo até voltarem para casa. O amanhã reservaria muito mais para os dois.

*Horas Antes, Santuário, Grécia*

— Então, como foi o dia de hoje, Naida? — Perguntou Sora.

— Foi bem tranquilo. A primeira equipe durou 15 minutos, tendo se dividido em duas, a primeira com duas pessoas ficou em Áries e o resto foi pra Touro. Hiroko acabou com os dois com um só golpe, e o Guerino nem se mexeu pra poder atacar os três que sobraram.

— Eles são tão fortes assim? — Sora parecia assustada.

— Isso não é nem um décimo da força deles, Sora. Eles não estão nem se divertindo.

— E os outros grupos de hoje? Como foram?

— Eles não quiseram competir, ficaram com medo depois do primeiro embate.

Um silêncio permaneceu no ar. Até que depois de alguns instantes, Sora perguntou.

— Será que o Satoru conseguirá pelo menos passar dos dois primeiros Cavaleiros de Ouro, Naida?

— Não sei, Sora. Se ele conseguir reunir os Cavaleiros das constelações lendárias, pode ser que sim, eles tenham chance de passar do primeiro e segundo Cavaleiro de Ouro. Mas, sem isso, meio difícil.

— Entendo. Só nos resta torcer, certo?

— Sim. — Falou Naida sorrindo. O incrível daquela cena é que Sora nunca tinha a visto sorrir.

*No outro dia, Cinco Picos Antigos, Rozan, China*

— Bom dia, dorminhoco! — Falou Kun em pé e pronto para mais um dia, enquanto Satoru ainda estava dormindo.

— Ah, me desculpe dormir até agora. — Satoru logo se pôs de pé.

— Calma, calma. Não precisa se preocupar, nós que acordamos muito cedo. Ainda são apenas sete da manhã, e o que você tem em sua mente para fazer hoje.

— Bem, preciso da sua ajuda como já lhe falei, logo, queria poder continuar viagem o mais rápido possível. O meu próximo destino seria a Sibéria, quero encontrar o Cavaleiro de Cisne.

— Ok, tudo bem. Antes teremos que caçar dois animais e pegar um pouco de madeira para a lenha, você pode me ajudar?

— Claro.

Satoru logo tomou banho e se apressou no café-da-manhã, após alguns minutos já estavam os dois na mata, e bem, não demorou muito para conseguirem tudo. Duas horas depois já estava tudo pronto para partirem.

— Então, é isso, Li. Ficarei um tempo fora, mas, não se preocupe, prometo me cuidar.

— Tome cuidado, Kun, não volte com ferimentos graves, lembre-se de mim.

— Voltarei intacto, assim que conseguirmos juntar todos e participarmos do torneio, eu voltarei. — Kun a abraçou, deu um beijo em sua testa, e falou: — Até mais, meu amor.

— Até, Kun. Se cuide!

E olhando para trás e acenando lá se foi, Kun. Agora eram dois na longa jornada rumo à Sibéria, muitas surpresas os esperem a partir de agora.

Notas finais
Todos os nomes que coloquei até agora tem um significado, aqui vai: Hiroko, Cavaleiro de Áries. Significado: Generoso Filho Raed, Cavaleiro de Escorpião. Significado: Trovão Naida, Amazona de Águia. Significado: Servidora do Rei Sora, Aspirante para ser Amazona de Cobra. Significado: Céu Satoru, Cavaleiro de Pégaso. Significado: Iluminado Kun, Cavaleiro de Dragão. Significado: Universo, Cordilheira. Li, Esposa de Kun. Significado: Fortaleza, Formosa. Chen, Cavaleiro de Libra. Significado: Genial Briaréu, Ajudante do Mestre. Significado: Um Dos Gigantes que ajudou Zeus contra os Titãs.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.