Saint Seiya: Nova Geração
11 Um homem movido pela Ira
Notas iniciais
Nome: Gary
Idade: 16 anos
Local de nascimento: Saint-Gabriel, Canadá.
Local de Treinamento: Japão
Data de Nascimento: 11 de novembro
Altura: 1.79m
Peso: 77 kg
Tipo Sanguíneo: B
Significado do nome: O Portador Da Lança.
Em uma manhã ensolarada nuvens cinzentas cobre todo o céu e o sol parece não colocaborar como o planejado para o dia. No salão principal encontra-se o mestre do santuário sentado em seu trono como de costume aguardando a presença do cavaleiro que derrotara seu inimigo apenas o congelando, eram duvidas que precisasse ser esclarecidas em questão de um homem que era capaz de manipular o ar frio. Os portões do salão se abrem, passos metálicos ecoam sobre o solo sagrado, um cavaleiro de ouro dirigiu-se até o mestre parando próximo a este e então o reverencia enquanto ajeita sua capa para um dos lados.
– Mestre,disseram-me que queria falar comigo – Disse o aquariano em sua postura de reverencia aguardando as palavras do mestre.
– Estive muito ocupado para ter sua presença ontem, então pedi que viesse até aqui hoje.O modo como você derrotou o seu adversário naquele coliseu foi impressionante e ninguém esperava tal capacidade de um homem como você.
– Obrigado mestre, fico feliz em saber que demonstrei o esperado para me tornar um cavaleiro de Athena – Responde o dourado.
– Então você veio com o propósito de se tornar um cavaleiro? Parece-me que um homem como você jamais teria tal capacidade senão aprendeu tudo através de alguém que lhe enviou até aqui – O mestre então lança uma pergunta deixando claro ao aquariano que este fora treinado por alguém.
– Sim, eu tive um instrutor que me encaminhou até aqui, meu mestre Hyoga o cavaleiro de bronze de Cisne – Responde Kalidas de Aquário.
– Entendo.Então Hyoga o enviou até aqui. Certamente ele já sabe que o santuário está começando a se erguer – Disse o mestre contente.
– O senhor conhece meu mestre? – Pergunta lhe Kalidas discretamente.
– Hyoga esteve aqui junto com os demais sobreviventes da guerra anterior como provavelmente ele já tenha lhe contado. Um de nós ficara aqui para tomar conta do santuário e os demais cavaleiros voltaram a suas terras de origem com o objetivo de reunir jovens para recrutá-los e enviá-los a servir a Deusa Athena – Explica o mestre.
– O mestre Hyoga disse-me ter viajado por inúmeros países a procura de jovens que estivessem dispostos a assumir um compromisso pela paz e pela justiça. Aqui estou eu para servir fielmente ao comando da Deusa Athena – Declara o dourado toda a sua lealdade.
– Assim seja Kalidas, eu realmente esperava ouvir isto de você – Responde o mestre muito contente.
– Entretanto, gostaria de lhe fazer uma pergunta se não for lhe inconveniente – O jovem dourado pede então a permissão para fazer tal pergunta o grande mestre do santuário.
– Pois então me pergunte – Responde o mestre concedendo a permissão.
– Porque neste torneio nossos adversários devem morrer? – Pergunta o santo dourado de aquário, pois este havia sentido um grande receio ao matar seu adversário.
– Através da morte saberemos que o cavaleiro lutou até o fim pela causa da qual ele defende sendo esta a Deusa da sabedoria e da guerra, a Deusa Athena. Todos que vieram e decidiram enfrentar este desafio, sabiam que seus destinos estavam traçados, era lutar e viver ou morrer lutando como um verdadeiro cavaleiro.
– Certamente mestre – Responde Kalidas satisfeito em ter sua resposta que tanto o incomodava.
– Sendo assim você já pode se retirar Kalidas – Tendo esclarecido toda a situação o mestre dispensa o santo de Aquário, este deixa o salão principal retornando para a sua fortaleza.
Do lado de fora os cavaleiros de Áries e Sagitário estavam vindo da primeira casa e conversavam sobre o que irá acontecer quando todos os cavaleiros de ouros estiverem reunidos. Ambos vestiam suas armaduras douradas, mas não usavam seus elmos, deixando seus cabelos expostos sobre o ar. Por hora ainda faltavam, gêmeos, peixes, escorpião e câncer, enquanto caminham chegam até nas proximidades de uma área florida a frente que parecia um jardim redondo e vasto. Naquele local havia muitas crianças e na entrada dois guardas tomavam conta do local como se não quisessem mais deixar ninguém passar. Porém as crianças estavam vindo à procura de um homem que está ensinando e ele está ali naquele pátio sentado debaixo de uma árvore. Quando os pequenos tentam passar são barrados rapidamente pelos guardas que cruzam suas lanças alegando que o lugar está cheio demais e que não podia entrar mais ninguém, neste momento o cavaleiro de ouro de Virgem fica muito triste ao saber das atitudes dos guardas e então Miguel lhes chamam a atenção.
– Parem agora! Porque impedem os pequenos de virem até a mim? Por acaso não sabem que são apenas crianças e que devem ter conhecimento do que existe além da vida e da morte se um dia quiserem adentrar no reino dos céus? Deixe que elas venham a mim! – Disse Miguel que se enfurecera com os soldados que então abrem o caminho permitindo a entrada dos pequenos.
– Perdoe-nos mestre Miguel, não era nossa intenção! – Tendo desculpado os guardas, estes voltam então de cabeça baixa para seus postos.
Naquele momento Kiki e Bernice estavam observando a extrema preocupação de Miguel para com as crianças. Nem mesmo haveria visto alguém que se comportava de tal maneira no santuário, algo muito curioso e intrigante que mexia com a cabeça dos santos dourados que ali permaneciam pensativos.
– Quem é este homem, que tem autoridade para falar desta maneira cuja voz parece um relâmpago e seu cosmo é tão calmo e acolhedor – Disse Kiki enquanto observa alguns metros do pátio onde se podia ver a entrada e Miguel está debaixo de uma arvore que fica logo a sua frente.
– Ele estava mencionando o reino dos céus. Isso pelo que eu reconheço se trata de uma escritura da bíblia sagrada, que conta a história de Deus, o Rei dois reis e Senhor dos senhores.
– Dizem que na mitologia bíblica Lúcifer é o filho da perdição como ficou conhecido o anjo que traiu a confiança de seu pai e que queria ser maior do que ele. Houve um conflito no céu, Deus e seus anjos travaram uma batalha contra Lucifer e os demais anjos que também haviam traído a Deus. A batalha parecia perdida, mas graças à ajuda de Athena e o arcanjo Miguel, Deus e seus anjos jogaram lúcifer e os anjos traidores no fundo do abismo – Completa o santo de Áries.
– Realmente.Então, você crer que de muitos candidatos de religiões diversas um cristão veio a lutar por Athena em prol da paz e da justiça? – Pergunta Bernice enquanto fita seu companheiro esperando uma resposta razoável.
– Eu não sei, mas o que quer que seja algo muito estranho soa através do comportamento e do cosmo que vem deste homem.
A cena agora mudara para alguns meses antes do torneio em uma cidade chamada Saint Gabriel no Canadá. Saint Gabriel é um município no Canadá província de Quebec, localizado na Regional Kamouraska. O município tem o nome de St.Gabriel Lalemant, um dos mártires do Canadá, Saint Gabriel é a mais nova cidade de Iberville, tendo sido incorporada em mil novecentos e noventa e três. Ela inclui uma grande porção do Leste de Iberville, e possui duas comunidades residenciais e uma base industrial forte. Desde a sua fundação, St.Gabriel acrescentou muitos serviços para os residentes, incluindo vários milhões de dólares sistemas de esgotos, iluminação melhorada,parques, um novo centro comunitário quatro milhões dólares, que inclui uma piscina interior aquecida, grande auditório e outras instalações interiores e exteriores, e uma variedade de serviços de comunidade.A área foi estabelecida por exilados que chegaram em mil setessentos e setenta e seis para ajudar a completar o Forte St.Gabriel em Bayou Manchac. A albufeira, naquela época, era a fronteira entre o Território Espanhol e Inglês. Em um bar localizado no interior da cidade, trabalha um homem de longos cabelos ruivos. Sua atitude agressiva faz de si um homem de um comportamento extremamente radical. Em uma noite Gary como era chamado pelos amigos se encontra atrás de um balcão servindo seus clientes como de costume, Gary é um jovem com grande ousadia, porém de grandes princípios. Trajando uma camisa azul clara com as mangas desbotadas, uma calça jeans, um par de tênis branco meio surrado e um cabelo bem exótico para um homem de categoria, Gary parece ser um jovem bem radical diferente do que se costuma ver na cidade. Trabalhando como um barman servia a um homem velho que costuma freqüentar o bar todas as segundas à noite, um velho homem que freqüenta o bar desde o dia que Gary era uma criança. Naquele momento adentra pelas portas do bar um casal e pelas suas roupas de luxo acredita-se então que eram pessoas ricas, mas o que pessoas como estas faziam em um bar humilde como este? Gary observa cautelosamente o casal sentar-se sobre uma das mesas do bar, não queria que o casal notasse que estavam sendo espiados, o homem trajado de um conjunto de terno cinza, acompanhado de uma bela mulher de longos cabelos escuros, um belo vestido curto vermelho, com um salto alto e os lábios ardentes como as chamas, pede ao barman para que levasse uma garrafa de champanhe para a mesa dele.
– Por favor, traga-me uma garrafa de champanhe! Eu e minha mulher queremos comemorar! – Disse o homem velho de aproximadamente quarenta anos, sorrindo.
– Por favor, uma taça de champanhe para mim também – Pede um jovem de cabelos longos e esverdeado que usa um casaco de couro escuro e uma calça jeans de pele clara.
– É pra já! – Servindo o jovem no balcão primeiro ordena que o outro ajudante fosse até a mesa servir o casal.
Gary enquanto servia o jovem não podia deixar de notar a tristeza que podia perceber facilmente no rosto da pobre mulher, ela está de algum modo demonstrando a infelicidade em seu rosto. Enquanto o homem se embriaga com o champanhe ela está ali sentada mortificada, sem expressar nenhum tipo de reação e isso deixa Gary praticamente irritado, algo não está certo, mas por que a preocupação com a vida das pessoas alheias, ou melhor, dizendo, daquela pobre mulher. Algum tempo depois o casal decide deixar o bar, assim que passam pela porta do bar deixando o estabelecimento Gary pede para que o outro ajudante tome conta do balcão e então se dirige para fora do estabelecimento indo atrás do casal que saiu minutos antes. No meio da noite a rua em que se encontram está deserta o homem bêbado se apóia na jovem mulher brigando com a mesma dizendo que esta só fazia de sua vida uma infelicidade. Irritada a mulher o joga contra o chão e o mesmo enfurecido se levanta e lhe acerta uma bofetada jogando a pobre mulher no chão.
– É assim que você me agradece sua vadia! Depois de ter enchido seu rabo de jóias e dinheiro é assim que tenho que ser tratado? Eu vou ensinar você a me respeitar! – O velhote ergue uma das mãos mais uma vez para machucá-la, mas dessa vez tem sua mão mobilizada segundos antes de atingir a face da pobre coitada.
– Que diabos pensa que está fazendo? – Disse o jovem enfurecido que seguiu o casal que saiu do bar, enquanto segura com toda firmeza a mão do agressor.
– Não é da sua conta! Afinal quem é você?! O que pensa que está fazendo? Ela é minha mulher sou eu quem decide o que devo fazer! – Responde o homem exalando um bafo desprezível de sua boca devido à bebida.
– Essa não é a atitude esperada para uma mulher de família! – Responde o jovem olhando seriamente para o homem.
– Quem você pensa que é pra julgar o que é certo e o que é errado! Saia fora daqui antes que eu arrebente a sua cara moleque! – Exclama o velho perdendo a paciência.
– Eu não tenho poder para julgar ninguém, mas tenho poder pra julgar os covardes! – Gary utiliza uma tremenda força em uma de suas mãos que torce o pulso do homem causando danos sobre o mesmo que sofre uma distorção nos músculos quebrando-lhe os ossos.
– Ohhhh, meu pulso você quebrou meu pulso! – O velho cai sobre o solo se contorcendo de dor.
– Ei, mulher! Vá embora! – Exclama o jovem fora de si.
– Mas – Responde a pobre mulher soluçando.
– Então você prefere ficar nas mãos deste insignificante e continuar sofrendo como uma prostituta? – Disse o jovem furioso.
Tendo dito isto a mulher se levanta e corre sumindo no horizonte, naquela noite Gary agiu pela primeira vez, tomado pelo seu impulso e aplicou seu julgamento em um homem que acreditou está errado. O jovem de cabelo esverdeado que observa a distancia o acontecimento se deu conta da grande intuição e caráter que possuía Gary e estava disposto então a ter uma conversa com o jovem de cabelos ruivos. Alguns dias se passaram, Gary se encontra no bar como de costume. O céu está fechado, mas os raios de sol penetravam sobre as nuvens atingindo o solo. Aquela era mais uma manhã de frio e o bar não estava movimentado naquela manhã. A porta do bar se abre e a atenção de Gary é voltada sob a mesma quando a porta é aberta totalmente, a sua frente à mulher a quem havia socorrido na noite passada e que esta adentra ao bar sentando no banquinho que se encontra colada ao balcão ficando frente a frente com Gary e este sem reação não sabia o que dizer.
– O que você está fazendo aqui? – Pergunta o jovem pasmo.
– Eu quero agradecer por você ter salvado a minha pele naquele dia – Disse a mulher envergonhada e sem jeito.
– Não tem porque vim aqui, aquele homem pode vim atrás de você novamente – Responde o ruivo limpando a mesa do balcão com um pano.
– Não preciso mais me preocupar com ele, estava bêbado não chegou até a sua casa naquele dia, algo deve ter lhe acontecido – Responde a mulher tranqüilamente.
– Hummm – O jovem não esboça nenhuma expressão, enquanto olha para a mulher a sua frente.
– Você tem um tempo para mim? Prometo não tomar muito do seu tempo – Pergunta a moça sem jeito.
– Claro. Hey, Ricky assuma o balcão vou dar uma saída e já volto – Pedia o ruivo este favor ao seu amigo de trabalho que então concorda.
Então ambos começaram a caminhar pelas ruas durante umas horas sem dizerem uma só palavra. Chegando a uma praça local ambos se sentam em um banco e então a jovem mulher que está com a mesma roupa do outro dia abaixa a cabeça e coloca as mãos sobre o rosto e então começa a chorar. Gary percebia, mas não entendia o que se passava ela então tira as mãos do rosto e levanta a cabeça olhando para Gary, ela decide então desabafar contando a Gary toda a verdade.
– Gary, eu me chamo Carmen. Eu sou uma garota de programa – Disse a jovem enquanto limpa as lagrimas dos olhos com uma das mãos.
– Você? – O rapaz está sem reação perante as palavras que emergiram da boca de Carmen em relação a sua pessoa.
– Eu sei o que você deve está pensando. Eu posso ir embora se você quiser – Carmem se levanta para se retirar, mas neste momento é impedida tendo seu braço mobilizado por uma das mãos de Gary.
– Não! Por favor, fique! – Responde finalmente o jovem sem jeito que segura o braço de Carmen enquanto a encara.
– Tudo bem – A jovem responde e então se senta lentamente sobre o banco.
– Eu a tratei, como um animal na frente daquele insignificante. Eu não deveria ter dito que você era uma prostituta – Gary solta a mão de Carmen, em seguida olha para frente dando uma pausa e então se prepara para continuar, mas é interrompido por Carmen.
– Eu sei, não precisa dizer nada, de qualquer modo é a verdade. Eu sou uma garota de programa – Disse Carmen nervosa.
– O que fazia na casa daquele cara? – Pergunta o jovem curioso.
– Eu vivo disto, passo um dia na casa de um cliente em troca de uns trocados, não é muito, mas da para sobreviver com isso – Responde a mulher envergonhada.
– Não diga isto, você deve parar com este serviço, ninguém merece viver assim – Indignado Gary responde a Carmem.
– Mas, como? Esta é a única coisa que eu sei fazer – Carmem então olha para baixo fechando seus olhos, morrendo de vergonha.
– Falarei com o meu patrão e ele lhe dará uma vaga no bar – Disse o jovem bem entusiasmado.
– É sério? Você pode mesmo fazer isto por mim? – Pergunta a moça com um belo sorriso de alegria em sua face.
– Claro, vamos até o bar – Gary se levanta do banco estendendo a mão para a moça e esta aceitando voltar retornam novamente para o caminho que leva até o bar.
Ambos então deixam o local dirigindo-se novamente para o bar. Já era tarde quando Gary e Carmen chegam ao bar ao abrir a porta se deparam com uma surpresa. O local está totalmente revirado. O dono do bar está sentado sob um dos banquinhos chorando e lamentando pelo que fizeram com o seu estabelecimento, do outro lado no balcão seu amigo Ricky está com o rosto ferido provável marca de um golpe que levara no meio de sua face. Furioso Gary pergunta o que acontecera no bar e Ricky diz que o homem de ontem viera procurando por Gary e que se o mesmo não aparecesse ele retornaria e destruiria tudo de vez. Gary irritado sem alternativa decide dar cabo do homem que fizera esse estrago no bar e resolver a situação de uma vez por todas.
– Eu irei agora mesmo atrás deste maldito – O jovem se vira para abrir a porta, mas o patrão chama-lhe a atenção.
– É tudo culpa sua! Se não tivesse ido atrás desta vadia ajudá-la não estaríamos nesta situação, você tem que se meter em tudo que não é da sua conta! – Disse o patrão revoltado encarando o seu empregado.
– O senhor não é mais meu patrão, eu me demito! – Disse o jovem sem olhar para trás pegando Carmen por uma das mãos e em seguida saindo do bar.
– Para onde estamos indo Gary?! – Disse a jovem assustada.
– Até a casa deste maldito. Você deve me dizer aonde ele vive! – Pergunta Gary furiosamente enquanto a arrasta pela rua.
– Você não pode ir até a casa dele! É uma mansão enorme e há seguranças por toda a parte! – Responde Carmen na esperança de impedi-lo.
– Nem toda segurança do mundo vai me impedir de acabar com a arrogância deste infeliz! – Responde Gary furioso.
Não tendo alternativa, Carmem contou-lhe onde o homem vive, pois sabia que Gary está determinado a acertar as contas com o homem que destruiu o bar e machucou o seu amigo. Depois de chegar até o local Gary pede para que Carmen fique longe e se esconda para não ser vista, a jovem concorda e se esconde enquanto Gary se dirige até o portão através do único caminho porque aos lados encontram-se fechados por longas arvores. Estando próximo ao portão Gary grita chamando-lhe a atenção do primeiro segurança que está na cabine próxima do portão e este se dirige até o jovem. Quando o segurança cola o rosto sobre o portão para saber do que se trata Gary afunda seu nariz com um soco de grande potência jogando o segurança para trás e antes que o mesmo caísse, Gary segura rapidamente a gravata do homem com a mão que o socara e o puxa para as grades do portão novamente usando a outra mão para tirar a chave do homem e então o larga e este desaba inconsciente sobre o chão. Conseguindo abrir a porta Gary prossegue a seu destino, tendo andando já meio caminho até chegar à enorme mansão, inesperadamente é cercado por guardas que vem de todas as direções. Neste momento o céu fechou o brilho do sol cessou um relâmpago explodiu sobre o céu e começara a chover. Algumas horas depois de derrubar repentinamente os seguranças Gary está cansado, apesar de sua força e habilidade ele não podia esperar da resistência dos seguranças que se levantavam após alguns segundos depois. Não durou muito até que Gary finalmente perde suas forças e fora pego por dois seguranças enquanto três se aproximam e começam a goleá-lo. Golpeavam direto sem parar, até que antes de perder a consciência os seguranças eram interrompidos pelo o dono da enorme mansão que surgia da entrada da casa, descendo lentamente pelas escadas da entrada sobre a imensa chuva parando um pouco próximo ao invasor e começa a debochar de sua cara.
– Achou mesmo que passaria por toda a segurança e entraria na minha mansão com esses pés imundos? Eu estou admirado com a sua bravura, mas de inacreditável burrice. Como esperava passar por todos os meus seguranças? Agora você vai morrer aqui mesmo e depois eu acharei aquela vadia e matá-la-ei também! – Disse o velho rindo histericamente.
– Vamos acabar com ele agora mesmo! – Responde um dos seguranças que ansiava em descontar todos os golpes que este recebera do jovem ruivo.
– Quebre os ossos dele um a um isso vai doer mais do que o meu pulso que ele quebrou! – Disse o velho com um sorriso psicótico em sua face.
Os seguranças se preparam para a festa, mas no momento que começariam a espancar Gary novamente uma voz surge no inicio do portão voltando à atenção dos seguranças para o ser que surgiu em uma péssima hora.
– Parem agora! – Exclama um jovem que aparenta ter em media de vinte anos ou mais, tinha um cabelo esverdeado, veste um casaco de couro cor escuro, e por dentro uma camisa rosa, usa calças jeans claras e um tênis cinza escuro.
– Você? – Disse Gary em voz muito baixa e aos poucos seus olhos vão se fechando até que este perde a consciência.
– Quem é você?! Identifique-se! – Grita um dos seguranças.
– Eu sou Shun, sou responsável pelos atos deste jovem, ele já aprendeu o que merecia, por favor, deixe-o ir.
– Ah então você é responsável por esse marginal? Você não o ensinou bons modos agora meus seguranças estão ensinando a ele, e você vai ser o próximo depois dele! – Rindo o homem ordena que os demais seguranças ataquem o jovem misterioso que aparecera do nada.
– Por favor, eu não quero machucar nenhum de vocês, apenas deixe-me levá-lo daqui – Pede Shun gentilmente ao dono da mansão.
– Acabem com ele transforme esse marginal em picadinhos! – Exclama o velhote.
– Vocês não me deixam outra escolha – Shun olha diretamente para os seguranças e seu cosmo começa a emergir.
– Vamos dá um jeito nele! – Todos avançavam em direção ao cavaleiro de bronze que não demonstra uma reação de medo perante os capangas do homem.
Quando os seguranças se encontram próximos suficientemente, o santo de bronze ergue seu punho e assume sua posição. Neste momento ele desfere uma poderosa rajada de cosmo através de um de seus punhos que atravessa todos os seguranças os jogando violentamente sob o chão. O velho se impressiona com o que acaba de ver e presume que Shun não parece ser humano.
– Mas,Mas que diabos de homem você é? Como conseguiu fazer isto? – Disse o homem recuando lentamente para trás se borrando de medo.
Shun caminha lentamente em direção ao jovem Gary e o pega colocando o sob o ombro e sem demonstrar nenhuma reação para o homem da mansão, ele apenas parte deixando o local. Chegando mais a frente depois de ter deixado totalmente a mansão para trás, se encontra com Carmen que esperava ansiosamente pela volta de seu amigo e viu o estado em que este está e então Carmen convidou Shun para levar Gary até a sua casa. Alguns dias então se passaram nesta manhã apesar do sol intenso o ambiente continua frio e Gary está do lado de fora da casa junto de Shun. Uma casa que fica localizada em uma fazenda bem distante do bar em que Gary vive. A fazenda é uma herança deixada de seu falecido pai para a filha, a única existente em seu clã que luta para viver a sua vida. do lado de fora está Shun e Gary parado sob a margem de um rio Algumas feridas de Gary já foram cicatrizadas, as piores ficaram sob a região do peito e das costas. Gary não podia dizer uma palavra sequer, pois ele está agradecido o suficientemente para não conseguir retribuir a divida com o homem que salvou a sua vida.
– O que você veio fazer Aqui? Não me parece que você tem cara de turista – Disse Gary enquanto olha para o rio tentando imaginar o propósito da pessoa ao seu lado.
– Eu viajei para muitos países desde então, procurando jovens para fazerem parte de um destino no qual a humanidade depende para continuar existindo – Responde o cavaleiro de Andrômeda que também admira a paisagem a sua frente.
– Que diabos você está dizendo? – Pergunta o jovem tentando entender a situação do estranho ao seu lado.
– Gary, quando o vi pela primeira vez no bar eu já imaginava que havia algo em você, o seu senso de dever o poder para julgar o certo e o errado. Mas naquele dia você passou dos limites, mas não quer dizer que não esteja preparado para encarar o pior que está por vim – Explica o santo de bronze.
– Não consigo entendê-lo. Aonde você quer chegar com isso? – Gary olha para Shun e então continua sem entender onde o mesmo queria chegar.
– Eu irei explicar-lhe – Disse o cavaleiro de Andrômeda
Então depois de ter explicado tudo para Gary ele mal consegue acreditar na historia de que o mundo está sob ameaça dos Deuses e que jovens devem se tornar cavaleiros para que futuro da terra não caia na desgraça pela ira dos Deuses que querem destruir a humanidade. Neste momento Carmen sai de sua casa e bem ali distante solta um grito alegando o café da manhã e então Shun e Gary seguem em direção a casa de Carmen.
– Tudo bem eu aceito ir, eu tenho uma divida a cumprir e se não fosse por você eu estaria morto – Disse o jovem Gary sem arrependimento de suas palavras.
– Fico feliz em ouvir isto Gary, então partiremos amanhã – Ambos se olham e Shun tocou-lhe seu braço delicadamente, esboçando um leve sorriso e está feliz com decisão tomada pelo jovem que teve uma segunda chance em sua vida e que dizia está em divida com Andrômeda.
Na manhã seguinte tudo estava preparado. A noticia pegou Carmen de surpresa e ela não esperava que Gary fosse deixar a sua terra natal. Triste ela o abraça bem forte e implora para que Gary fique com ela e que ela havia dito que Gary é a única pessoa com qual ela acredita está convivendo de verdade.
– Por favor, Gary não vá! – Disse ela enquanto chora entre os braços do jovem.
– Eu preciso ir – Responde o jovem muito triste, enquanto coloca seus braços em volta de Carmem apertando-a calorosamente.
– Então me leve com você, por favor! – Suplica a pobre mulher.
– Eu não posso mais prometo que um diria irei voltar – Disse o jovem com um leve sorriso.
– Você promete? – Pergunta a jovem com os olhos cheios de lágrimas.
– Sim eu prometo, eu falei também com o Ricky ele vai lhe arrumar um trabalho descente para que você possa viver melhor, por favor, cuide-se – Responde o jovem ruivo que fez tudo que esteve ao seu alcance.
– Obrigada, Gary por tudo! – Carmem o aperta ainda mais forte com seus braços.
Naquele momento então Gary deixou a fazenda de Carmen e esta lá na porta de sua casa ficou observando seu amigo se afastar, mas então a moça sentiu um aperto no coração e ficará a saudade pelo homem que um dia a tratou como uma mulher de verdade. Enquanto Gary caminha junto de Shun para o local aonde pegariam o ônibus que os levariam até o aeroporto que os mandariam para o Japão, um sorriso surgia em sua face, não parecia ser de tristeza nem nada, mas sim de uma aventura em busca de um destino na qual nenhum homem jamais imaginaria chegar, ao menos para ele. Meses então se passaram em uma floresta localizada no Japão distante da cidade, Shun reconstruiu a mansão de Saori que fora destruída pelas mãos do cavaleiro de fogo durante a sua missão de capturar Saori e levá-la ao santuário. Olhando sob a janela de um quarto Shun observa seus alunos treinarem e então Tatsumi surge abrindo a porta do quarto e entrando sob o mesmo, entregando a Andrômeda um folheto alegando um torneio que acontecerá dentro de cinco dias. Shun então torna a olhar a janela novamente.
– Meu irmão já começou a busca pelos candidatos para defenderem o santuário de Athena. Passaram-se cinco anos, isso é muito tempo, como será que está o meu irmão? – Diz Shun, que também está preocupado com seu irmão, pois não tinha noticias dele há muito tempo.
– Shun veio também esta carta para você, pelo que parece é da Grécia e o nome do seu irmão está aqui – Tatsumi entrega-lhe a carta para Shun.
A carta diz:
“Shun, embora cinco anos tenha se passado tudo parece está como planejado. Não tenho noticias de Hyoga nem mesmo de Shiryu, provavelmente estão fazendo o que podem para começar a erguer este santuário das cinzas, eu prometi a vocês e a Seiya que cuidaria de tudo por aqui, Kiki e Shina tem sido de grande ajuda durante todos esses anos que estive trabalhando aqui neste santuário para manter a ordem e a esperança para a humanidade. Este folheto que eu enviei marca o inicio do torneio pelas armaduras de ouro e gostaria que você enviasse os candidatos a disputar por elas, esta carta também foram enviadas para a Sibéria e para os cinco picos antigos na China aonde deverá está nas mãos de Hyoga e Shiryu muito em breve. Quando tudo isto acabar espero poder vê-los novamente. Até em breve Shun meu irmão, seja forte. “
Após ler a carta, lagrimas desciam sob seu rosto, cinco anos sem ver seu irmão tenha lhe causado certamente muitas saudades, mas a pedido de Ikki, Shun será forte para cumprir sua promessa de manter o santuário firme para que assim os santos da esperança cresçam e mantenha a humanidade protegida de todo o mal que chegar. Shun então tornara a olhar a janela novamente, continua observando seus discípulos treinarem duro, o mais velho deles era Gary a quem Shun pretende enviar para a Grécia com a finalidade de lutar em pose das armaduras de ouro.
Voltando as raízes do presente. Já no santuário Gary assistiu todas as lutas e percebeu que não foi o único homem com o objetivo de lutar pelas armaduras de ouro. Em uma noite Gary perambula pelo santuário quando se deparada com um cavaleiro de ouro seguindo na direção oposta quando ambos passam entre si Gary sente um calafrio imenso e o homem que passara ao seu lado não era ninguém menos que Kalidas de Aquário. Uma sensação temerosa correra sua espinha, que tipo de homem transmitia essa sensação tão mórbida e fria? Não era de se estranhar que ele matou o seu adversário congelado, uma morte de fato sinistra. No dia seguinte todos retornam novamente para o coliseu, sendo agora a batalha dos candidatos ao signo de escorpião. O signo de Escorpião é um signo de Água, governado pelo planeta Plutão e tendo como co-regente o planeta Marte. Apesar da fama que este signo possui, ele é muito mal compreendido, talvez porque ele próprio não faça nada para melhorar a sua imagem. De fato, ele se esconde atrás de uma aparente frieza e desconfiança, levantando uma barreira quase intransponível ao seu redor. Após longos combates finalmente a luta final está para começar. Os finalistas pisam sob o solo sagrado do coliseu, e estão preparados para lutar o mestre dá o sinal e a batalha tem inicio.
Gary lutará com ninguém nada menos que uma mulher. Ela utiliza uma mascara para esconder seu rosto, possui longos castanho escuro além de está protegida por uma armadura de projeção simples. Uma mulher cavaleira, sem duvida uma das discípulas de Shina a amazona de cobra.
– O que faz uma mulher entrar em um torneio em pose das armaduras de ouro? – Pergunta o jovem aspirante a cavaleiro.
– Não há nada que eu possa dizer para você, eu Rudy te enviarei para o inferno! – Disse a amazona friamente enquanto parte para cima de seu adversário.
– Uma atitude muito rude de sua parte você não acha senhorita? – O aspirante faz uma piada em relação às palavras vindas de sua adversária.
– Prepara-se para morrer mortal! – A amazona move em uma velocidade impressionante surgindo rapidamente a frente de Gary.
– Mas, que diabos?! – Pensando rapidamente Gary tenta desferir um soco em direção ao rosto da adversária, mas ela esquiva-se rapidamente surgindo a suas costas e lhe atinge com um poderoso chute no meio da costela.
Gary é arremessado de rosto sobre o solo, de qualquer modo não conseguira entender como ela se moveu tão rápida, que tipo de treinamento ela teve para mostrar um movimento tão ágil e mortal que nem mesmo Gary conseguiu acompanhar. Os cavaleiros de ouro no altar também se impressionaram com o movimento da amazona, mesmo sabendo que esta foi treinada por Shina, tal capacidade vai além da compreensão de uma mulher cavaleira.
– Mas o que é isto? Parece que há algo estranho nesta mulher cavaleira – Responde o santo de Libra impressionado.
– É como se uma cosmo energia desconhecida emergisse do corpo dela. Um cosmo muito maligno – Acrescenta então o santo de sagitário.
– Eu tenho impressão de já ter sentido este cosmo, mas não tenho certeza se tem haver com ele – Responde o mestre receoso.
– Mestre o que quer dizer com ele? – Pergunta o jovem lemuriano curioso.
– Heracles de Salamandra, o guardião de Hera – Responde então o mestre.
– Não é possível! É o mesmo quem alertou sob os doze trabalhos? – O santo dourado de Áries fica surpreso com a reposta de seu mestre.
– Eu não sei ao certo do que se trata, mas pelo visto o rapaz de cabelo ruivo não tem nenhuma chance – Disse o santo de aquário de acordo com sua visão no campo de batalha.
Retornando à batalha, toda vez que Gary se levanta a amazona surgia rapidamente lhe desferindo chutes e socos o jogando contra o chão novamente, se o ritmo continuar assim Gary não irá durar muito tempo. Caindo pela vigésima vez sobre o chão Gary não aparenta ter mais forças para levantar, seus olhos se fecha lentamente parece que ele está se entregando a derrota. Pensamentos corriam pela sua mente, durante o treino Gary luta contra Shun, Andrômeda explicou para Gary no que era baseado o cosmo e de como ele era utilizado. O cosmo também era movido devido ao sentimento. A natureza violenta de Gary não deixa margem a meios termos, a meias medidas. Ele ama ou odeia e sabe odiar da forma mais fria e cruel possível! Naquele momento através da sua ira Gary conseguiu elevar seu cosmo a ponto de que seu soco fora capaz de arremessar Shun a metros de distancia o chocando contra uma arvore.
Depois de muito pensar Gary chegara à conclusão de que não podia se der por vencido, ele jamais seria derrotado por uma mulher, este era o seu orgulho, ele se levanta lentamente porem, muito ferido, mas firme e forte, um ser movido pela ira. A amazona mais uma vez rir impressionada pela persistência do seu adversário no qual ela presume que este já não tem mais forças para lutar.
– Muito bom, estou impressionado mortal, talvez eu o tenha subestimado. Desta vez irei matá-lo! – A amazona parte então com tudo para cima de Gary.
– Desta vez, quem irá cair será você! – O jovem ruivo retorna a posição de combate.
A amazona rapidamente segue em direção ao seu adversário, mas o que ela não percebeu é que seu adversário já tinha chegado a sua frente em questão de segundos. Surpresa ela mal tem tempo de contra- atacar quando sente seu peito esquerdo ser perfurado com um golpe através do punho de Gary que a atravessa! Sangue jorra para todos os lados e a amazona cai morta sob o chão. O punho de Gary atravessara o peito de sua adversária como uma lança. Foi tudo tão rápido que a única coisa que a platéia conseguiu ver é a mulher cair morta sobe o chão. O modo como este jovem aprendeu a lutar foi similar a alguém que Ikki conhecia. O mestre então se levanta para anunciar a vitória de Gary.
– Gary, você mostrou um ato incrível de força e bravura tendo resistido golpes a golpes aponto de se levantar muitas vezes para vencer a luta. Você está destinado a lutar em prol da justiça assim seja feita a vontade de Athena – Declara o mestre a vitória de Gary pedindo a este também que fizesse o seu voto de lealdade.
– Eu lutarei em nome da paz e da humanidade assim seja feita a vontade de Athena – Declara o aspirante o seu voto de lealdade.
A armadura de escorpião surge vestindo Gary assim nascendo mais um cavaleiro de ouro. Neste momento o sol se põe no horizonte, sob o solo a sua volta se encontra o sangue do inimigo, de sua mão gotejava o sangue do inimigo, a presa fora abatida sobre o grande ferrão do escorpião dourado.
Notas finais
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Monge e discípulos iam por uma
estrada e, quando passavam por
uma ponte, viram um escorpião
sendo arrastado
pelas águas.
O monge correu pela margem do rio,
meteu-se na água e tomou o bichinho
na mão. Quando o trazia para
fora, o bichinho o picou e, devido a
dor, o homem deixou-o cair novamente
no rio.
Foi então à margem tomou um
ramo de árvore, adiantou-se outra vez a
correr pela margem, entrou no rio,
colheu o escorpião e o salvou.
Voltou o monge e juntou-se aos
discípulos na estrada. Eles haviam
assistido à cena e o receberam perplexos.
- Mestre deve estar doendo muito!
Porque foi salvar esse bicho ruim e
venenoso? Que se afogasse!
Seria um a menos! Veja como
ele respondeu à
sua ajuda! Picou a mão que o salvara!
Não merecia sua compaixão!
O monge ouviu tranquilamente
os comentários e respondeu:
- "Ele agiu conforme sua natureza e eu
de acordo com a minha."
Se alguém nessa vida te ferir, não se
vingue haja conforme sua natureza
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