Saint Seiya: Nova Geração
13 O homem que desconhece o amor
Nome: Adônis
Idade: 19
Altura: 1,81
Peso: 1.73 kg
Local de Nascimento:Londres
Local de treinamento: Mansão das Rosas,(Lar de Adônis),Londres
Cor do cabelo: Cinza escura.
Significado do Nome: Significa senhor e se refere a um personagem mitológico famoso pela sua beleza. Indica uma pessoa cautelosa, que não esbanja dinheiro, mesmo quando tem o bastante para isso. Consciente do seu valor espera que os outros também o reconheçam.
Depois da vitória recebida pelas mãos de Suzaku a armadura de Gêmeos lhe foi concedida. Um dia então se passou desde o ocorrido, em plena manhã ensolarada as nuvens fecham o céu impedindo a passagem do sol para o solo da Grécia. Ventos fortes assuavam por todo o santuário parece que o dia será de frio e chuva. Suzaku teria recebido um tratamento ontem, mas pelo incrível que parecia este se recuperou rapidamente, talvez fosse por causa do poder que representa a armadura dourada de Gêmeos e que este agora se encontra em sua morada completamente silencioso, assombrado por suas decisões. Isto são coisas que nem mesmo os cavaleiros de ouro e mestre conseguiriam imaginar. Voltando ao passado a historia corre rumo a Londres. O Buckingham Palace em Londres é a residência oficial da Rainha da Inglaterra (Monarca do Reino Unido). O palácio fica localizado no centro de Westminster, sendo usados para eventos especiais de estado e também como hospitalidade real e banquetes. O palácio de Buckingham foi construído no ano de mil setecentos e dois pelo Duque de Buckingham como sua asa em Londres. No ano de mil setecentos e setenta e um o duque vendeu a casa para o rei George III em mil setecentos e setenta e quatro a casa foi nomeada Queen’s House (casa da rainha), quando a rainha Charlotte passou a morar lá. O palácio tem passado por muitas alterações e renovações, mas a frente do Palácio de Buckingham tem permanecido intacta como o original a mais de trezentos anos atrás. A rainha Victoria foi a primeira monarca a fazer o palácio de Buckingham sua residência no ano de mil oitocentos e trinta e sete. Hoje em dia o palácio é a residência da rainha Elizabeth II e o seu marido o Duque de Edinburgh. Quando o mastro da bandeira do palácio está levantado significa que a rainha está presente no palácio, quando a rainha está ausente a bandeira é abaixada. O gigantesco jardim do Palácio de Buckingham é um oásis de vida selvagem no centro da cidade, tem um lago com dois hectares e nele se encontra um grandioso jardim com os mais variados tipos de flores. Anualmente por três vezes realizam-se recepções festivas com mais de vinte e sete mil convidados. Adônis é um nobre e belo jovem de uma família que cresceu a base de flores como rosas, seu pai que as vendia e sua mãe que as cultivava. Naqueles tempos os negócios foram crescendo e logo seu pai fundou uma empresa que hoje exporta os mais variados tipos de flores para todo o mundo e foi assim que esta pequena família se engradeceu tornando-se em um das famílias mais ricas e conhecidas da europa. Era de se esperar que em eventos como estes a família de Adônis estivesse presente entre os vinte e sete mil convidados para festejar no palácio da Rainha da Inglaterra onde acontecem grandes eventos e banquetes cada três vezes de um mês.
Aproximadamente às seis horas da tarde todos os convidados chegam ao palácio. Dentro do palácio há variados tipos de móveis de antiguidade e com um dos maiores tesouros da família real, incluindo pinturas de Rembrandt, Rubens, Vermeer, Poussin, Canaletto e Claude. Também são vistos esculturas de Canova e Chantrey, porcelanas de Sevres e um dos móveis ingleses e franceses mais finos do mundo. O jardim de Buckingham Palace é o maior jardim particular de Londres. O palácio mede cento e oito metros por cento e vinte metros e vinte e quatro metros de altura, com setenta e sete, 000m2. O interior do palácio inclui uma sala de música, galeria de arte, a sala de guarda, a sala de trono e a ante-sala, que são usados para cerimônias reais e eventos oficiais. O palácio também tem a sala de café da manhã da rainha, com estilo chinês e a sala de entretenimento chamada Ballroom,que é a maior sala do palácio, aonde se realizam os eventos de banquetes e a cerimônia de nomeação e honra de cavalheiros. Durante a festança Adônis presta atenção em uma garota de longos cabelos, que por acaso tinha a mesma cor que o seu, uma bela e maravilhosa morena que se encontra conversando com um grupo de pessoas que são de grande influência, para Adônis estes não passavam de grandes tolos que só possuem poder para elevar o status de alguém de acordo com seus interesses. Para Adônis um homem ambicioso e cheio de desejos e luxuria, não só os interesses estavam em jogo como também aquela bela jovem que estaria prestes a ser usada e manipulada pelo jovem que cresceu na vida toda sem ter o conhecimento de que as pessoas também têm sentimentos, mas para ele nada importava. O jovem de longos cabelos acinzentados, com uma cor pálida, seus olhos azuis límpidos como o mar, usa um terno preto e em sua mão uma taça de vinho tinto, se dirigia então em direção aos seus alvos se enfiando no meio da conversa e então se apresenta a seus amigos a quem fingia Adônis ser de todos eles.
– Adônis meu caro amigo, estávamos esperando por você! Estávamos falando do quão são belas as rosas cultivadas pela sua falecida mãe e que estas são as mais encomendadas por todo o mundo, minha irmã irá se casar amanhã e meus pais já estiveram conversando com seu pai para fechar os preparativos para o casamento – Disse o amigo sorridente.
– Felicidades, Samira – Gentilmente Adônis se vira para Samira e então lhe faz uma reverencia com a taça em mão esboçando um leve sorriso, dejeando felicidades em questão de seu casamento que começará muito em breve.
– Obrigada Adônis – Agradece a mesma mostrando um pouco de vergonha, percebia-se também que Samira tinha uma admiração por Adônis, um amigo a quem conheceu desde a infância.
– Veja meu pai está ali devo tratar de assuntos com ele agora, por favor, Adônis faça companhia para minha irmã até a chegada de seu futuro esposo – Confiando em seu amigo, o irmão de Samira a deixa nas mãos de Adônis, enquanto o mesmo junto de seus sócios vai ao encontro de seu pai.
– Queira ir até o jardim? – Pergunta gentilmente o jovem cavalheiro.
– Claro, vamos – A jovem estende o braço traçando-o com o de Adônis e ambos dirigiam-se para o jardim do palácio.
Chegando até o local, encontram-se sobre um enorme pátio onde a variados tipos de plantas espalhado por todos os lados, no meio um belo chafariz revestido de um anjo portando um escudo e uma espada. Adônis se dirige até o chafariz e então para, em seguida leva a taça de vinho que carrega em uma de suas mãos até os lábios e bebe até a última gota do saboroso vinho e então apóia o copo sobre o chafariz. Samira permanece um pouco mais atrás parece esperar pela a reação de Adônis e este percebendo isto deu inicio a conversa, neste momento já estava anoitecendo.
– A noite está maravilhosa, junto deste paraíso que vive nos confins deste palácio você não acha? – Pergunta o jovem enquanto permanece de costas para a garota.
– Sim claro! De fato este lugar é maravilhoso, não é qualquer um que pode apreciar esta divina paisagem – Ela sorri.
– Então você realmente pretende se casar amanhã? Quem seria o sortudo? – Pergunta Adônis curioso.
– Sam, você se lembra do Sam? Nos três costumávamos brincar no imenso parquinho de sua mansão quando sua mãe ainda estava viva. Depois que ela faleceu você e seu pai se distanciou de todas as pessoas que tinham afeições, Sam e eu permanecemos juntos e ele um dia me propôs o casamento – Conta-lhe a jovem dama.
– Sam, Sam,Oh sim, desde criança sempre manteve o olho em você. Eu já desconfiava que ele sentisse algo por você – O jovem cavaleiro começa a insinuar coisas.
– Hihi, você acha? Mas e você Adônis, durante todos estes anos nunca sentiu algo por ninguém? – Pergunta ela meio sem jeito.
– Ah, eu não lembro. Talvez eu nunca tivesse tempo de sentir nada – Disse o jovem que tenta manter-se conservado evitando dizer mais do que queira falar.
– Não se preocupe você é jovem e um dia se apaixonará perdidamente! – Disse Samira que fala com um grande otimismo em relação ao seu amigo.
– Samira, talvez eu já tenha me apaixonado perdidamente – Vira-se então Adônis, com uma expressão radiante em sua face.
– É? E por quem? – Pergunta a jovem inocentemente.
– Não se faça de boba, nos dois sabemos que no primeiro momento que trocamos olhares, podia eu ver o quão você me admirava, eu não posso negar o quão também admiro você – O jovem cavalheiro se aproxima lentamente da garota com um leve sorriso, estando este bem próximo de Samira leva uma das mãos até seu rosto e então lhe toca com muita delicadeza sobre seu queixo e a olha diretamente nos olhos.
A jovem mulher de apenas dezenove anos se estremece com o suave toque de Adônis, tal experiência Samira jamais haveria experimentado em sua vida, nem mesmo nos momentos mais íntimos com seu futuro esposo. A outra mão de Adonis descia pela cintura de Samira afagando seu longo vestido de cor azul, a situação está saindo do controle, mas nada podia fazer a garota que se via completamente seduzida pelas ações do jovem Adônis.
– Adônis,acho que não devíamos – Disse a jovem tremendo e com muito receio.
– Porque negar, algo que você tanto quer, sabe o que você sente. O seu coração acelerando como se fosse explodir a qualquer momento, já havia sentido tal sensação antes?
– Não – Continua a jovem hesitante tentando conter o que sentia e esta não podia negar.
– Este é o melhor momento da vida Samira, quando as preocupações cessam e os desejos aumentam, para o prazer da nossa vida, o mundo não é uma prisão, você está livre para escolher o que quer viver nesta vida. E eu sei que o Sam nunca foi nada para você!
– Adônis – A jovem começa a ficar assustada, mas ao mesmo tempo excitada.
– Se entregue Samira, eu lhe mostrarei verdadeiramente o que é o amor, e deste vinho que você tomar, jamais se arrependerá – Disse o pisciano em um tom baixo enquanto aproxima os lábios da boca de Samira tocando suavemente sob a mesma.
Cessando as palavras sedutoras de Adônis repleta de promessas, Samira se deixa levar pela luxuria imposta pela língua afiada da cobra, ambos adentram no palácio novamente e seguem sorrateiramente direto para um quarto de hospedes, mas com um deslize do destino acabaram sendo vistos pelo pai de Adônis, Marcos que acabara de vê-los indo direto para um dos quartos dos hospedes e que o pai já havia imaginado a intenção do filho, ainda sim este está arriscando a carreira de ambos ao tentar seduzir a filha de um dos seus melhores sócios em meio há uma festa de vinte e sete mil convidados. Marcos por hora não poderia fazer nada, pois está ocupado com os amigos discutindo coisas sobre o futuro financeiro da empresa, podia apenas rezar para que seu filho e a filha do seu melhor sócio não fossem pego juntos em um quarto, pois saberia que na certa tudo iria água abaixo. Após algumas horas o futuro esposo de Samira chega à festa, muito sorridente ele se direciona até o seu sogro e pergunta pela sua futura esposa, este diz que Samira está sobre a companhia de Adônis, mas tal nome não alegra a Sam e este decide rapidamente procurá-la, tendo percebido tal cena o tempo corria contra Marcos que não podia deixar que tal desgraça acontecesse. Após uma hora, uma porta de um dos quartos de hospedes localizado no andar de cima se abre, Samira deixa o aposento às pressas, seguindo assim sozinha ao encontro de seu pai, momentos depois Marcos entra no quarto e pega seu filho que está nu começando a vestir a sua calça, Marcos demonstra sua ira eminente a situação que o filho já estava ciente.
– Você ficou maluco? Não percebe a situação em que me meteu? Estive preocupado se descobrissem que você estava fazendo sexo com a filha do meu melhor sócio você arruinaria a minha carreira para todo o sempre! – Desabafa em gritos o pai do nobre jovem extremamente irritado.
– Acalme-se pai, eu apenas persuadi Samira a dizer para seu pai fechar o acordo com a nossa empresa. Temo que em breve o senhor não precise ficar puxando o saco daquele velho idiota! – Disse o jovem tranquilamente enquanto permanece sentado na luxuosa cama de casal colocando seus sapatos.
– Que diabo aconteceu com você meu filho! Como ousa fazer algo assim, você me deu um susto! – Continua o pai furioso a atacar o filho com insultos.
– Por acaso não foi isto que me ensinou a vida toda pai? A aproveitar todas as oportunidades que aparecem em meu caminho? A fazer o bem a nossa ambição e nossos desejos quando queremos para assim nos fortalecemos? Que o sentimento de amor e carinho não existe e que isto eram apenas fraquezas, algo que você não deu a minha mãe, e por isso ela deixou de dá a mim? – Responde Adônis furioso e em seguida se levanta da cama.
– Adônis escute – O velho que vestia um terno preto, de aproximadamente cinqüenta anos tentar conter seu filho.
– Escute você pai! Todos estes anos eu tentei provar o meu valor, mas o senhor nunca levou nada em consideração, sempre me criticando. Desprezando todas as coisas que fiz em nome do senhor e desta porcaria de empresa que só cresceu graças ao esforço de minha falecida mãe! Não ouse falar comigo como se eu ainda fosse uma criança! – Explode em ira.
– Abaixe seu tom eu ainda sou seu pai – Acerta-lhe uma bofetada no rosto derrubando Adônis sobre o chão.
– Você, me bateu? – Disse o jovem caído no chão e no canto de sua boca expelia o sangue revelando a gravidade do dano.
– Independente do que você fez você deve me respeitar ainda sou seu pai, você vive em um lugar que foi feito graças as minhas mãos. O que você fez, foi apenas para manter a integridade de nossa família e nada, fez apenas a sua obrigação como meu filho.Mas isto que você fez agora foi uma completa estupidez e algo arriscado! – Fala o velho que se encontra vermelho de tanta raiva que sentia.
– Então estarei saindo daquela casa, para todo o sempre – Responde o jovem que se levanta novamente vestindo sua camisa social, branca e em seguida vestida o terno preto.
– O que disse? – Responde o pai que não acredita nas palavras ditas pelo seu filho.
Adônis então se levanta. Seguia em direção a porta do aposento para deixar o local, com a marca em seu rosto ele jamais havia sido tocado por ninguém até que então chegara o dia em que a primeira marca de dor em seu corpo teria sido causada pelo seu próprio pai. Marcos já não tinha mais palavras para impedir o filho e este parado na porta, em seguida deixou o quarto. Caminhando para o hall de entrada rapidamente algumas pessoas notaram a mudança do rosto intocável de Adônis, as primeiras pessoas que se dirigiram a ele para saber o que aconteceu foi Samira, seu irmão seu pai e seu velho amigo Sam, porem Adônis não deu respostas e continuou prosseguindo deixando o palácio “Aproveite o ultimo esforço que fiz por você pai”.
Estas foram as ultimas palavras de Adônis antes de deixar o quarto em que ambos discutiram minutos depois de Samira ter deixado o aposento. Alguns dias depois na enorme mansão de Adônis, o jovem está agachado trocando o ultimo vaso de flores sob a sepultura de sua amada mãe que se encontra em um dos vastos pátios espalhados pela mansão repleta de belas e maravilhosas rosas vermelhas. Adônis está arrumado usando um terno de cor azul claro e ao seu lado uma bagagem, quando se levanta e se prepara para partir uma suave voz conhecida de uma mulher a suas costas chama sua atenção. Tal voz congelou o jovem que ainda permanece olhando a sepultura de sua mãe, Adônis não esperava por sua visita, mas Samira veio com o propósito de cobrar as promessas que este fizera a ela na festa alguns dias atrás.
– Adônis você está ocupado será que podemos conversar? – Pergunta a jovem que usa um chapéu Cloche de cor branco, um vestido de cor amarelo e sandálias brancas além de uma bolsa rosa, a jovem está feliz em vê-lo, depois de muitos anos quando ainda eram crianças.
– Samira? O que veio fazer aqui? Não deveria está agora ao lado se seu amado marido Sam se preparando para o seu celebre casamento? – Respondia o jovem, que já imaginara a situação no qual este se meteu.
– Eu, Eu desisti do casamento Adônis, por sua causa. Das promessas que manteve comigo naquele palácio dias atrás eu,eu estou perdidamente apaixonada por você – Desabafa a jovem com muita vergonha.
– Eu estou partindo para a Grécia – O pisciano ergue a cabeça para frente e se vira lentamente olhando friamente para a sua amiga.
– Hã, para a Grécia, mas por quê? – Pergunta a jovem com o coração apertado.
– Não há mais nada a se fazer aqui. Este folheto que encontrei sobre a mesa de casa, me deu uma nova chance de explorar um novo mundo para a minha vida – Responde o jovem cavaleiro friamente.
– Mas e quanto a nós dois? E todas aquelas coisas bonitas que você disse para mim, não tem significado algum? Você não me ama? – A jovem desesperada pergunta de imediato sobre a relação tentando acreditar nas palavras de Adônis.
– Eu nunca a amei, eu apenas a usei para os meus propósitos, mas isto não importa mais – Neste momento Adônis passa a caminhar passando direto por Samira. A expressão da jovem era de uma tristeza imensa.
Adônis então caminha em direção a Samira passando pela jovem sem mais sem menos, a garota está congelada e seu coração fora atingido como uma faca que a rasgou por dentro causando uma enorme cicatriz e esta cicatriz, que ficará marcada para sempre. Ela então se vira rapidamente na esperança de que nas suas ultimas palavras possam tirar os pensamentos doloroso de Adônis que causou um grande remorso em seu coração.
– Adônis! Este não é o doce e gentil garoto que eu conhecia! O que aconteceu com você? – Disse a jovem com o coração partido derramando lagrimas por lagrimas sobre o solo.
– O garoto que você conheceu, morreu há quinze anos atrás de sua mãe, o que vive agora é apenas a sombra de seu pai – Tendo dito as ultimas palavras Adônis se foi.
Adônis havia partido quando seu pai não estava em casa. Quando Marcos chegara à sua casa algum tempo depois recebera a noticia de que seu filho havia partido da mansão sem deixar nenhum recado, o velho dirige-se para o pátio em que se encontra a sepultura de sua falecida mulher por um pedido urgente de uma das empregadas, se encontra perto da sepultura Samira e esta chorava muito. Marcos a consola em seus braços e então decide levá-la de volta para a casa. Uma reviravolta imensa aconteceu quando o pai de Samira descobre o motivo do qual o casamento foi cancelado, Marcos perde o seu melhor sócio e logo suas ações na empresa passa a decair bastante devido à sua auto-estima. Alguns dias depois Samira se suicidou, foi enterrada um dia depois em um cemitério aonde se encontra todas as suas gerações, as rosas deixadas no local de sua sepultura jamais suportaram mais de um dia e então morriam. Voltando novamente pra o presente, a próxima batalha do torneio dos céus está para começar. Desta vez está previsto que os cavaleiros do signo de peixes irão se enfrentar, agora o destino de Adônis será decidido. Aproximadamente duas horas antes do torneio, fortes ventanias varriam todos os locais, parece que o dia será difícil para uma batalha no coliseu com toda esta agitação. Ikki imagina do porque a natureza se encontra neste estado tão agitado, será um mau pressentimento ou algum sinal enviado dos deuses? Ele só poderia esperar para ver. Sob uma estrada distante do santuário, uma mulher de longos cabelos azuis de pele clara, caminha trajando uma túnica branca e um manto com um capuz que já está preparado caso as nuvens começasse a apertar, neste momento ela é impedida de prosseguir devido a três seres trajando armaduras que cobrem parte de seus corpos, alem de mascaras vermelhas como o sangue que se opuseram em seu caminho.
– Quem são vocês? O que querem de mim? – Pergunta a mulher assustada ao fitar os seres a sua frente.
– O que queremos de você? Dê uma olhada a sua volta! – Disse o homem sorrindo.
– Oh, pelos Deuses.Estas pessoas estão mortas? Vocês fizeram isto? O que vocês são? – Repudia a mulher morrendo de medo, enquanto olha os cadáveres dos moradores da região que estão espalhados pelos cantos da estrada.
– Você já irá descobrir! Moooorrra! – O ser corre em direção à mulher quando inesperadamente uma pedra é atirada em direção ao homem lhe acertando no rosto obrigando este a parar novamente.
– Parem agora! – Uma vez suave e delicada de um homem chama atenção dos seres assassinos.
– Quem é você! – Pergunta um dos seres que está no local.
– Me chamo Adônis, e não permitirei que vocês continuem brincando com esta mulher indefesa – Disse o jovem aspirante que caminhava pelo local e percebendo a confusão correu imediatamente para a estrada, e agora olha seriamente para os seres que Adônis considera inimigos.
– Haha! Você não sabe com quem está se metendo moleque, brincaremos com você então e logo em seguida daremos cabo dela! – O primeiro ser que é um homem que havia avançado em direção a mulher agora se direciona para Adônis.
Os homens são conhecidos como soldados rasos de Hera estavam atacando todos os cidadões atenienses que passavam por esta estrada. Agora um deles corre direção ao aspirante a cavaleiro que no seu primeiro movimento tenta lhe acertar um soco quando o inimigo está próximo, porem o soldado desaparece a sua frente, deixando Adônis perplexo com a velocidade com que o soldado se movimenta. Neste instante o soldado de Hera surge pelas costas de Adônis desferindo um poderoso chute sobre a sua costela o jogando contra o chão.
– Hehe Você se arrependerá amargamente de ter interferido em nossa diversão – Quando o soldado se prepara para esmagar a cabeça do pisciano que está caído sobre o chão, novamente alguém lhe interrompe.
– Quem diabos ousam interferir na nossa diversão novamente?! – Pergunta um dos soldados furioso.
– Eu Gary, o cavaleiro de ouro de escorpião! – Disse bravamente enquanto vem andando pela estrada na direção dos soldados rasos, uma outra coincidência do destino.
– O que? Um cavaleiro de ouro? – Responde um dos soldados surpreso.
– Como vocês têm a coragem de por as caras em plena luz do dia, em questão de suas ousadias, guerreiros do mal. Não permitirei que escapem deste santuário com vida! – Empurrando sua capa para um dos lados, o santo de Escorpião, mostra totalmente a sua armadura de ouro e se prepara para a batalha.
– Há, você fala como se fosse capaz de nos tirar a vida, lembrando que somos três contra um, você não terá a menor chance! Vamos acabar com ele! – Ordenando o primeiro soldado os outros dois soldados, os três partem em direção ao santo dourado de Escorpião.
– Haha! Admiro a coragem dos três, mas como esperam vencer um cavaleiro de ouro? – Com um salto para trás Gary tira sua capa e joga para um dos lados em que a mesma é levada sobre a forte ventania do tempo em seguida assume sua posição de combate, a constelação de escorpião surge simulando preparando o seu ataque!
– Moooorrrra cavaleiro de Athena! – Grita um dos soldados bravamente que segue em direção de Gary junto com os outros dois a fim de matá-lo.
– Sintam o poder da minha Lança Sangrenta! (Blood Spear!) – Grita o dourado em um tom de fúria.
O cosmo de dourado Gary se eleva rapidamente! Em uma de suas mãos, suas unhas crescem avermelhadas e afiadas como laminas de sangue, juntando todos os cinco dedos elas formam uma só arma mortal capaz de definir o destino da batalha! Os soldados prosseguem em sua direção sem hesitar, Gary então parte correndo para cima dos seus inimigos em uma velocidade descomunal. O santo dourado chega até seus adversários em questão de segundos e estes sem chance de defesa são atravessados cruelmente pelas ferroadas do escorpião que os perfuram cruelmente com uma de suas mãos. Logo em seguida os inimigos caem mortos no chão com seus abdomens completamente destroçados. A mulher que presenciou toda cena está assustada, em seguida o santo dourado de escorpião caminha até o jovem aspirante caído sobre o chão e o ajuda a levantar.
– Você está bem? – Leva suas mãos até o corpo caído do jovem Adônis ajudando-o a se levantar.
– Eu ficarei – Responde o pisciano, porem Gary percebe que Adônis se queixava de uma imensa dor quando coloca uma das mãos em direção ao ponto atingido pelo soldado de Hera.
– É bom que você esteja mesmo, porque o torneio está prestes a começar. E se você compartilha do signo zodiacal de peixes você deverá está pronto para lutar. Eu não poderei cuidar de você, devo reportar o ocorrido nesta região para o mestre do santuário, mas sei de alguém que pode dar um trato em você neste pouco tempo que lhe resta antes do torneio começar – O jovem dourado que mantinha Adônis em seus braços olha para a mulher que está sentada sobre o meio da estrada assustada.
– Ei você! Como se chama? – Pergunta o dourado com muita pressa.
– Carrie. Eu me chamo Carrie meu senhor – Responde ela.
– Preciso que cuide deste aspirante, até a hora do torneio. Acha que pode fazer isto? – Pergunta novamente o dourado.
– Claro que sim, o levarei comigo agora mesmo para tratar de seu ferimento, não se preocupe senhor – Responde ela gentilmente.
– Otimo você estará em boas mãos Adônis. Agora preciso ir – Entrega-lhe então Adônis aos braços da jovem mulher que terá a responsabilidade de cuidar do mesmo até a hora do torneio, Enquanto o dourado retorna pelo mesmo caminho que veio indo direto ao encontro do grande mestre.
A mulher que seguia seu trajeto para sua casa leva agora com ela um jovem ferido para tratá-lo antes de o torneio começar. É provável que o ferimento mesmo tratado lhe dê dificuldades para que o aspirante consiga se movimentar. Depois de quinze minutos de caminhada finalmente ambos chegam ao local de seu destino, uma casa que fica ao lado de um imenso pátio que na verdade era um grande jardim repleto dos mais variados tipos de flores. Seria como um lugar particular que não é acessível aos moradores da cidade sendo este o mesmo local em que esteve o cavaleiro de ouro de Virgem junto de algumas crianças que entraram através de sua autorização. Entrando dentro da morada de Carrie esta o deixa sob o sofá que se encontra na sala enquanto vai a cozinha fazer os preparativos para tratar da ferida. Neste momento enquanto Adônis espera sentado no sofá uma luz começa a se tornar forte e atravessa à janela da pequena casa iluminando a porta a sua frente, supõe-se que as nuvens tenham dado uma brecha para o sol clarear o local. Adônis apóia a sua cabeça contra a cabeceira do sofá e então fecha os olhos lentamente. No fundo de sua mente nos seus pensamentos mais obscuros ele relembra o seu passado, principalmente de sua amiga Samira. O que Adônis fez jamais será digno de um perdão e isto de fato pesa em sua consciência, porque este achou que deixando a sua terra poderia ter a esquecido, mas esta culpa o seguirá aonde for e não há como esquecer-la. Algum momento depois Adônis acorda sentindo uma pontada de dor na região do ferimento percebe então que havia apagado e agora já se dá conta de que Carrie estava tratando de seu ferimento, ela havia levantando um pouco sua camisa, e já o cobrindo com as bandagens depois de tratá-lo com ervas de uso medicinal.
– Oi, você finalmente acordou.Temia que não pudesse mais abrir os olhos – Disse a jovem enquanto está sentada ao lado do pisciano terminando de cobrir o ferimento com a bandagem.
– Eu Também temi pelo pior, mas infelizmente ainda estou vivo – Responde este com uma pitada de sarcasmo.
– O torneio já está para começar você deve se preparar Adônis, apesar de que este ferimento irá dificultá-lo durante os combates – Adverte a jovem muito preocupada com a situação do aspirante a cavaleiro.
– Não tem problema eu me viro – Responde o jovem confiante de suas palavras.
– Eu ainda não tive chance de agradecê-lo pelo o que fez por mim. Se você não tivesse aparecido naquele momento eu não saberia o que seria de mim nas mãos daqueles homens que de algum modo conseguiram penetrar no santuário.
– Não precisa me agradecer apenas fiz o que foi necessário. Eu desprezo a covardia vinda de homens como estes. Não poderia ficar parado e vê-la ser morta cruelmente – Disse o jovem pisciano enquanto tenta se levantar, mas seu ferimento o limita a se mover livremente dificultando o seu equilíbrio enquanto este tenta se mantiver de pé.
– Por favor, permita-me ajudá-lo Adônis – A jovem o segura com os braços então o levando para a fora do aposento.
A cena agora retorna para o salão principal onde o mestre pediu que acontecesse uma reunião de urgência antes que o torneio começasse. Devido ao aviso dado por Gary que teve seu encontro com os primeiros guerreiros de Hera que declaram guerra contra o santuário a reunião foi convocada com o intuito de advertir a todos sobre os inimigos que já estão começando a agir.
– Agora vocês estão cientes de que os inimigos já estão agindo. De algum modo não consegui sentir a cosmo energia maligna destes soldados que de alguma maneira se ocultaram conseguindo adentrar ao redor do santuário matando muitos dos moradores da região. Não podemos permitir que isto se repita novamente. Kiki você deve alertar os homens para que possam reforçar a segurança ao redor do santuário. Takahiro,Kalidas e Suzaku vocês devem deixar suas fortalezas e passar a vigiarem ao redor do santuário, pelo menos até que este torneio esteja concluindo, receio que o inimigo esteja se aproveitando de nossa distração para atacar o santuário sorrateiramente. Enquanto ao resto de vocês permaneçam de olhos abertos. Não permitam que outro ataque destes aconteça novamente!
– Sim senhor! – Responde todos os cavaleiros de ouro.
Todos os cavaleiros de ouro deixam o salão imediatamente dirigindo-se em direção ao coliseu. Os santos dourados de Gêmeos, Aquário e Capricórnio serão os únicos dos demais que terão a tarefa de vigiar o santuário para evitar que outro problema possa acontecer já que a garantia dos soldados rasos do santuário não será de cem por cento. No jardim encontra-se Carrie e Adônis apesar de que o local é proibido para a entrada de estranhos ou dos moradores da região, mas Carrie é quem cuida do mesmo responsável pela tarefa de cuidar das flores esta é a única do santuário que tem acesso a este pátio. Neste momento as nuvens começam a se fechar novamente mais o sol ainda podia lutar para iluminar uma boa parte do santuário os raios solares alcançam este jardim mostrando toda sua beleza e esplendor.
– Bonito você não acha? – Pergunta à jovem gentilmente.
– É verdade, olhando este jardim me traz recordações das quais eu jamais gostaria de lembrar novamente – Responde o pisciano com receio.
– Por quê? – Pergunta a jovem curiosa.
– São coisas do passado que quero deixar para traz – O jovem se agacha apoiando os joelhos sobre o solo e então com uma das mãos a leva até a rosa branca a sua frente a tocando levemente sentido assim a delicadeza de suas pétalas.
– Entendo me desculpe se eu o fiz lembrar de seu passado, não foi minha intenção – Carrie com um pouco de vergonha, sorrir tentando desfazer a pergunta boba que havia feito com alguma desculpa.
– Tudo bem isto é inevitável de qualquer modo, onde quer que eu vá não poderei fugir daquilo que eu realmente sou – Disse o jovem deixando nestas palavras o sinistro ar de mistério.
Sem entender ao certo as palavras de Adônis a jovem o admirava, neste homem havia uma generosidade absoluta, uma postura encantadora e jamais vista. Sem duvida um grande cavaleiro e o modo como ele age, como fala, como olha e se expressa, à beleza do jovem iluminada através dos raios do sol que luta para atravessar as nuvens e atingir aquela região, aquele homem ali ajoelhado entra as rosas a beleza das mesmas se misturava com a de Adônis mostrando aos olhos de Carrie algo jamais visto. Era como se Adônis tivesse nascido somente para completá-las. Carrie então pega a rosa branca que este havia tocado antes a tirando do solo e a leva até a face de Adônis prendendo-a sobre o seu cabelo e então com um sorriso olha para o aspirante a cavaleiro.
– A rosa branca definitivamente combina com você – Diz a jovem sorrindo.
– Obrigado – Com um leve sorriso o jovem a fita enquanto toca levemente com uma das mãos a rosa que está presa em seu cabelo.
Neste momento dois cavaleiros de ouro adentram no jardim e estes eram nada menos que Gary de Escorpião e Miguel de Virgem. Ambos prosseguem se direcionando até os dois jovens e param logo em frente, enquanto estes se levantam e então reverenciam os cavaleiros dourados.
– Então vejo que já tratou do nosso camarada – Disse o dourado com um sorriso em seu rosto.
– Er, sim eu vejo que ele está um pouco melhor – Responde Carrie com o rosto vermelho de vergonha.
– Ah, então você é o cavaleiro de ouro que derrotou aqueles homens. Gostaria de agradecê-lo eu poderia está morto agora se não fosse por você – O jovem Adônis reverencia o santo dourado de Escorpião mais uma vez com objetivo de agradecê-lo por ter salvo sua vida.
– Não há porque agradecer-me, afinal se não fosse por você, esta bela mulher poderia não está aqui agora, fico honrado de ter salvado a vida de um aspirante que se mostrou capaz de salvar a vida de uma mulher sem mesmo a conhecer. Bom, o torneio está prestes a começar você deveria se apressar está todo mundo indo para o coliseu agora – Disse o dourado orgulhoso.
– Claro, eu irei agora mesmo... Até mais Carrie, espero que possamos nos encontrar novamente – Despede-se da jovem mulher enquanto se dirige para fora do pátio abandonando o local.
– Eu tenho certeza, de que nos veremos novamente – Disse a jovem em um tom muito baixo enquanto fita o seu novo amigo deixando o local, porem podendo ser ouvido pelos dourados que estavam próximos.
– Isso se ele viver não é? – Gary faz piadinhas.
– Gary? Isto é maneira de falar perante a esta situação? Queira matar a mulher do coração? – Disse o dourado de Virgem que se irrita com a piada acertando lhe com uma batida no peito com o cotovelo
– Ai! Eu só estava brincando! – Responde Gary com um sorriso estampado em seu rosto.
– Desculpe-se com a senhorita, irei me retirar vejo você no coliseu – O dourado de Virgem então deixa o pátio indo em direção a Adônis, pois havia notado algo de errado com o jovem desde que o viu pela primeira vez.
– Desculpe-me senhorita Carrie, foi só uma brincadeira eu na verdade desejo a ele toda a sorte do mundo, reze para que os deuses o proteja assim como este a protegeu – O dourado sorri logo em seguida vira-se deixando o local.
– Eu irei fazer isto é o mínimo que posso fazer por ele ter salvado a minha vida – Carrie fala para si mesmo, uma expressão preocupante surgia em sua face.
Enquanto Adônis caminha em direção ao santuário uma voz recentemente conhecida atrás de si chama a sua atenção. Este é Miguel o cavaleiro dourado de Virgem que veio ao seu encontro por perceber que o aspirante a cavaleiro não teria condições de vencer tendo aquele ferimento na região da costela causado pelos soldados rasos de Hera durante seu ato heróico em salvar Carrie dos inimigos.
– Adônis não pude deixar de notar o modo como saiu daquele jardim com esta mão firme em sua costela, presumo que a dor ainda é forte demais para incomodá-lo receio que desta maneira você não será capaz de seguir adiante – Disse o santo dourado preocupado com o jovem.
– Que escolha eu tenho? Decidi ficar e lutar em pose das armaduras de ouro fui ferido por ter sido bondoso em defender uma mulher. O que me resta é seguir em frente com tudo que tenho, pois agora eu não posso mais voltar atrás. Temo que este seja o destino que os deuses escolheram para mim.
– Adônis o homem faz o seu próprio destino, o que você fez, faz de si um homem merecedor da salvação você de fato está apto a se tornar um verdadeiro cavaleiro de Athena. Por isso irei ajudá-lo como prova de que deposito em você a esperança de mais um cavaleiro que esteja pronto para se sacrificar em prol da humanidade.
O santo dourado se aproxima se Adônis lentamente. Chegando perto do aspirante leva uma das mãos até seu ombro e a outra colocando a sobre o ponto do ferimento e em seguida o santo dourado de Virgem fecha os olhos e começa a se concentrar. Adônis não entendia o que este jovem dourado pretendia, mas alguns segundos depois uma cosmo energia muita poderosa começa a emergir do corpo de Miguel, uma energia maravilhosa repleta de paz e harmonia, de uma tranqüilidade profunda e jamais sentida. Era como se todos os problemas de Adônis tivessem desaparecido de seu consciente por alguns segundos. Quando o cosmo de Miguel desaparece tudo volta ao normal, nada mudou exceto que o ferimento de Adônis havia sido curado e este não podia acreditar no que havia presenciado.
– Você está curado Adônis, poderá lutar sem nenhum problema. Lembre-se das palavras que eu lhe disse, confio Athena em suas mãos – Disse o dourado com um leve sorriso.
Adônis não tinha mais o que dizer, apenas balança a cabeça positivamente em um tom de seriedade e então se vira dirigindo-se para o coliseu deixando assim o santo dourado de Virgem para trás, alguns minutos depois surge Gary que vinha do jardim e se encontra com Miguel que está parado no meio do caminho devido seu encontro com o aspirante a cavaleiro.
– Miguel o que está fazendo aqui porque ainda não foi para o coliseu? – Pergunta o dourado curioso em saber.
– Tive um pequeno contratempo, mas agora já podemos ir – Prossegue então junto com o santo dourado de Escorpião.
– Bom o que estamos esperando, vamos! – Responde Gary com um grande entusiasmo.
– Adônis eu pude sentir a escuridão em seu coração e não há luz que possa entrar ai até que você o permita, espero que isto não consuma a sua alma aponto de destruir o grande homem que você é – Disse o dourado de Virgem em seus pensamentos.
Todos já haviam entrado no coliseu os combates estão prestes a começar todos os cavaleiros de ouro assumem seus lugares em seus acentos exceto Gêmeos, Aquário e Capricórnio que agora estão ocupados cumprindo a tarefa que lhes foram dadas. Enfim o mestre surge sentando-se em seu grandioso trono e então pergunta a Kiki se foi cumprindo a tarefa que lhe foi dada.
– Mestre os homens já reforçaram a segurança ao redor do santuário, mas os moradores sofrem pela perda de seus inquilinos, não podemos permitir que uma coisa dessas aconteça novamente, pois o povo não pode suportar outra investida destas – Disse o dourado preocupado com a situação.
– Muito bem Kiki estive pensando nesta situação desde o meu caminho para o coliseu, sabe-se que nenhum cavaleiro pode atravessar as doze casas pulando por cima delas ou com algum meio de tele transporte, devido a uma grande energia que os impede de que prossigam desta maneira. O santuário também fica protegido por uma barreira capaz de sentir a presença dos inimigos os acusando aonde querem que esteja receio que Shion possuía este tipo de técnica capaz de prever os movimentos inimigos mantendo assim o santuário seguro. Eu não possuo técnicas capazes de desenvolver a força que Shion possuía, pois além de Shion a única pessoa que poderia proteger este santuário agora seria Athena – Disse o mestre.
– O mestre Shion tinha anos de experiência e viveu suficientemente para desenvolver fortes meios de proteger este santuário, é conhecimento que também está fora do meu alcance e até mesmo de meu falecido mestre Mu.
– Eu não posso permitir que outra investida destas ocorra novamente. Preciso encontrar um jeito de proteger este santuário a todo custo – Disse o grande mestre muito nervoso.
– Não se preocupe mestre, eu o ajudarei mesmo com o pouco de conhecimento que possuo. O mestre Mu certamente possuía relatos de estudos que estão agora guardados em Jamiel – Responde o santo de Áries tentando manter a esperança de resolver a situação.
– Conto com você Kiki – Disse o grande mestre do santuário em seguida este se levanta para saudar o povo que veio para contemplar o torneio e então dava inicio ao mesmo.
O torneio tem inicio os combates se iniciam gerando mortes rápidas e precisas. O pisciano provém de altas táticas de combate evitando o contato com o inimigo, mas que se resume em contra atacar esperando o inimigo uma vez se expor baixando a sua guarda. As nuvens retornam mais escuras agora, o céu se fecha e relâmpagos surgem e então começa a chover. A última batalha tem como os finalistas Adônis e Terry, dois combatentes de altas habilidades que conseguiram superar todos os seus adversários e agora estão para se enfrentar, ambos então adentram na arena e um relâmpago surge novamente explodindo entre o céu e a terra.
– Então você é o ultimo adversário que eu deveria derrotar? Julgando por esta aparência você não passa de uma menininha que teve sorte até agora – Disse em deboche o homem de porte físico médio, cabelo curto de cor azul marinho, de pele clara que veste um manto de cor verde escuro.
– Você não deveria fazer um julgamento tão precipitado – Responde o jovem cavaleiro tranquilamente enquanto permanece parado a frente de seu adversário um pouco distante.
– Haha O que acha que pode fazer? Esta rosa presa em seu cabelo, você irá jogá-la em mim? – Ria o homem ainda fazendo piadas de seu adversário devido sua delicada aparência
– Sabe que não é uma má idéia? Eu posso tingir esta rosa de vermelha, usando o seu sangue! – Os olhos de Adônis se sobressaem em um tom de ira.
– Mas que patético é você! Já chega deste papo acabarei com você, mas prometo que irei ao seu funeral! – O homem se prepara e então parte em direção a Adônis a fim de terminar a luta de uma vez por todas.
Adônis não era um jovem fraco e sem experiência como qualquer outro, durante sua infância e adolescência teve muito tempo para aprender muitas coisas em sua vida até mesmo como se defender, porém o mistério de tudo isto foi o que ele aprendeu com as rosas. Em uma lembrança Adônis ainda era uma criança e este adentra em um dos pátios de sua enorme mansão aonde sua amada mãe cuidava de suas rosas. Com uma cesta do lado ela tirava algumas rosas e as colocava dentro da mesma. Na época do ano era o tempo de colheita fazia sol e ela estava dentro de uma estufa. Adônis adentra na estufa logo em seguida procurando a mãe pelo vasto jardim encontrando-a, a mãe do pequeno uma bela mulher de trinta anos de pele clara, usa um vestido de cor azul escuro, alem de um avental, ela tem longos cabelos brancos e lisos que se estendem até a cintura, mas ela não utilizava luvas de proteção para pegar as rosas, ao presenciar o menino ela chama para perto e então lhe perguntava o que este viera a fazer aqui.
– Mãe eu vim ajudar você será que eu posso? – Pergunta o pequeno de apenas seis anos de idade, que usa a sua roupa de escola pois este voltava da mesma agora pouco.
– Mas é claro meu filho, mamãe precisa mesmo de ajuda, tome coloque está rosa dentro do cesto para mim – Corta a rosa então com a tesoura e a dava para que Adônis colocasse no cesto.
– Pode deixar mãe Arggh! – O pequeno deixa à rosa cair no chão, em seguida caíam gotas de sangue do dedo de Adônis sob a rosa que se encontra no chão.
– O que foi Adônis, Oh! – A mãe olha assustada.
– Eu me machuquei nos espinhos da rosa – Responde o pequeno com o dedão que fora furado pelo espinho da rosa.
– Você deve pega-las com cuidado Adônis, as rosas não gostam de ser tratadas com crueldade ou elas se tornam completamente nocivas – Tira um lenço de um dos bolsos e cobria o dedo de seu filho.
– Eu não entendo a rosa tem vida? – O pequeno jovem pergunta tentando entender o significado que sua mãe tenta lhe passar.
– Elas têm mais do que você imagina e quando ameaçadas usam seus espinhos para se protegerem. Você me ver machucada? Não isso é porque eu sei como tratá-las eu já tenho o jeito – Disse a sua mãe sorrindo.
– Nossa eu não sabia que elas tinham vidas – Com um sorriso o pequeno olha para mãe enquanto esta pega a rosa que caiu no chão e a coloca no cesto.
– Lembrem-se, as rosas são frágeis, mas elas possuem estes espinhos para protegê-las este é o seu meio de se defender, de mostrar que por trás de toda essa beleza e fragilidade também há um sentimento de tristeza quando são mal compreendidas.
– Mãe estas rosas me lembram muito você, mas eu posso compreendê-la – Disse o pequeno com um largo sorriso em seu rosto.
– Porque assim como elas é de você que eu também cuido – A mãe então retribuía o sorriso e então acaricia os cabelos do pequeno com uma de suas mãos.
Após as lembranças Adônis foca sua atenção no homem que agora vem a sua direção. O inimigo o julga pela aparência, incapaz de compreendê-lo, subestimando assim o pisciano. Tal ofensa o deixa extremamente irritado e este não pode ignorar as palavras que lhe foram direcionadas. Frágil por dentro porem mortal por fora como uma rosa é hora de mostrar os seus espinhos. Todos estão atentos com batalha que agora é decisiva para provar quem será digno de usar a armadura de ouro de peixes. Adônis tira de seu cabelo a rosa branca que havia sido colocada por Carrie e então a fita lembrando-se da jovem mulher. Carrie está diante a platéia assim como os demais assistindo a luta. Ela se encontra feliz em ver que seu amigo tenha superado todos os obstáculos chegando ao final, mas está preocupada em saber se ele vencerá ou não enquanto assiste a luta só resta esperar e saber. Adônis continua parado esperando o seu adversário se aproximar cada vez mais.
– Morra Adônis! – Estando perto o suficiente Terry desfere um poderoso soco em direção ao rosto do pisciano. Tal potencia do golpe é o suficiente para quebra-lhe o pescoço.
– E seu fizesse o seu funeral! – Mostrando-se ágil Adônis esquiva-se do golpe adversário se esgueirando para um dos lados e em seguida atravessa-o.
– Hunf. Estou impressionado que você tenha se esquivado do meu golpe, mas da próxima vez que Ahhhh, não pode ser! – O homem fica completamente surpreso com o que acabara de acontecer.
– Oh cara, eu não posso acreditar em que estou vendo! – O leonino está boquiaberto ao presenciar a cena a sua frente.
– Este. É um terrível jeito de matar alguém com uma rosa fincada em seu coração – Diz o dourado de Libra lentamente, pois não podia acreditar no que está vendo.
– Mas como omo uma rosa foi capaz de penetrar e chegar até o coração daquele homem? – Pergunta Cornélio para si mesmo admirado com o que está vendo.
– Eu não posso acreditar no que eu acabei de ver – Disse o Grande Mestre completamente surpreso.
– Este é o cavaleiro que defenderá a décima segunda casa. A temível morada de peixes – Declara o santo de Áries a provável vitoria de Adônis.
– O que faz da morada de peixes tão temível assim? – Pergunta o leonino curioso e ao mesmo tempo assustado.
– As rosas – Responde o mestre.
– Porque as rosas? – O santo dourado de Libra curioso também lança uma pergunta querendo saber o que se esconde no mistério da décima segunda casa do zodíaco.
– Porque todos os cavaleiros que protegem a morada de peixes possuem ligações com estas rosas, estas protegem o santuário deste os tempos mitológicos – Explica o mestre.
– Que maravilha, eu é que não ficarei perto desse cara – Disse o taurino assustado com toda a explicação que ouviu.
– Para um homem de seu tamanho, achei que ficar com medo de rosas não fosse seu estilo – Responde o leonino tirando sarro do santo dourado de Touro.
– Cale essa boca, estamos todos impressionados com o que vimos não me diga que você não está assustado com tudo o que viu? – Pergunta o taurino indignado para o leonino.
– Pois é. Eu não chamarei esse cara de menininha – Responde Ariel sem mais nenhuma palavra.
Voltando para a arena o homem vira-se e encara parado a frente de Adônis, e este apenas o observa de certa distância. O sangue agora que goteja de seu coração passa pelo caule juntando-se com as pétalas tingindo a mesma aos poucos de vermelha. O homem leva uma de suas mãos até a rosa para tirá-la, mas Adônis o adverte que se fizer isso será pior ainda.
– Devo lembrá-lo de que a rosa está fincada em seu coração, portanto o que o mantém você de pé respirando seus últimos momentos de vida é o caule desta rosa que está fechando o buraco em seu coração impedindo que este entre em um colapso uma vez que você consiga tira-la de seu peito. Por hora ele ainda bombeia, pois o atingi de modo a não danificá-lo completamente, mas você não vai agüentar tanto tempo por perder muito sangue, digamos que até esta rosa se tingir de vermelho você morrerá – Disse Adônis em um tom de seriedade.
– Maldito! Matou-me com uma rosa, como eu não percebi imediatamente? – Responde o homem em um tom muito fraco, enquanto seu corpo treme intensamente devido o medo que este sente enquanto fita seu adversário, que o encara tranquilamente.
– As rosas são mais perigosas do que você imagina. Então jamais as subestime por sua beleza e fragilidade, mas você percebeu isso tarde demais, não se preocupe assim que você morrer eu cuidarei de seu funeral – Disse o jovem que abaixa a sua cabeça e fecha os olhos lamentando pela morte de seu adversário.
– AHHHHH! – O homem cai no chão, e aos poucos sua respiração torna-se pesada até que devido à falta de sangue ele morre.
Todos se impressionam com o feito do aspirante que venceu a batalha final. Carrie inclusive foi a que mais se abalou ao presenciar tal cena que jamais poderia esperar do homem que salvou a sua vida. O coliseu não podia ficar parado em silêncio eternamente assustados com o que viram e então a platéia começa a gritar louvando a vitoria para Adônis e este então olha ao redor do coliseu. O mestre levanta-se de seu trono e então declara a vitoria em nome de Adônis, após os seus votos de lealdade a armadura de peixes deixa sua urna dourada vestindo o corpo do pisciano assim nascendo mais um cavaleiro de ouro. Isto havia sido previsto pelo santo dourado de Virgem que assistiu toda a luta em silencio. As nuvens que antes fechavam o céu se abrem dando lugar à luz do sol que ilumina o coliseu, a chuva logo há de parar. Algum tempo depois a rosa branca que havia sido fincada sobre o peito de Terry, se tingiu totalmente de vermelho.
Notas finais
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Com o meu doce sangue reguei este solo
E lindas rosas vermelhas nasceram
Seus espinhos eram tão eficientes.
Que todos que ali passaram
Morrerão com o doce veneno da morte.
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