Saint Seiya: Nova Geração
12 As duas faces do destino.
Notas iniciais
Nome: Suzaku
Idade: 20 anos
Local de Nascimento: Japão
Local de Treinamento: Desconhecido
Data de Nascimento: 15 de maio
Altura: 1.80m
Peso: 81 kg
Tipo Sanguíneo: AB
Cor do cabelo: Laranja.
Significado do nome: Ousadia, Espírito Competitivo, Independência, Força de vontade, Originalidade. Independente e dinâmico são características de um líder e é desta forma que é visto.
Por longos anos aqueles que se tornam protetores da morada de Gêmeos carregam consigo a maldição das duas faces. Tudo começou quando Saga tornou-se o cavaleiro de ouro de Gêmeos. A história começa há cerca de vinte e dois anos atrás, quando Kanon e Saga já cavaleiro de Gêmeos viviam no Santuário. Kanon, ao contrário de Saga, que tinha uma personalidade boa e outra má, era totalmente voltado para o mal. Segundo suas próprias palavras, ele sempre admirou o Mal. Ele tentou convencer o irmão a matar Athena e " o imbecil do grande mestre" para que ele pudesse dominar o mundo. Saga ficou furioso ao ouvir isso, e acabou prendendo Kanon na prisão que havia no Cabo Sunion, perto do Santuário. Ali era o local onde Athena prendia seus inimigos, nos tempos mitológicos. Ninguém conhecia Kanon, eles não tinham mestres, Saga foi escolhido para se tornar o cavaleiro de ouro invés de Kanon. A facilidade com que Saga parece ter feito isso se deve ao fato de que, como Saga havia dito Kanon não treinava nem se exercitava na época o que não quer dizer que ele não era poderoso, apenas não sabia utilizar seu poder tão bem quanto Saga. Mas nessa ocasião Kanon revela a Saga que este possui o mal em seu coração também, apesar da conduta quase divina de Saga. Enquanto Saga se afasta da prisão, Kanon diz a seu irmão: “Eu sempre o lembrarei do fascínio pelo mal. Sua verdadeira personalidade é maligna, meu irmão! Hihihihehehaha”. A partir daí Kanon começa sua obsessão de escapar dali e dominar o mundo, não só pela sede de poder, mas também para mostrar a seu irmão que poderia fazê-lo sozinho. Kanon não tinha duas personalidades como Saga, mas a que ele tinha era um tanto quanto demoníaca. Abandonado na prisão, Kanon sofreu bastante. Mas ele não havia sido preso lá para morrer. Saga queria deixar o destino do irmão nas mãos dos deuses, dando a Kanon uma chance de sobreviver. E foi o que aconteceu. Quando a maré inundava a cela, por dez dias, Kanon milagrosamente não morreu, pois toda vez que se afogava era salvo por um cosmo divino que mais tarde ele descobriria ser o de Atena. Esse sofrimento todo só fez Kanon aumentar sua raiva por Saga, Athena e todos os outros. Até que um dia ele achou um tridente escondido na caverna. Reconhecendo o tridente como sendo o de Poseidon, ele arrancou-o de lá e foi parar no Templo Submarino. Depois da surpresa inicial, ele achou um vaso com o selo de Atena. Arrancando o selo, ele libertou o espírito de Poseidon. Kanon ficou bastante atordoado com tudo que viu e ouviu, mas ele não demorou muito a ver que podia se aproveitar daquele Deus ingênuo para concretizar seus planos. Quando Poseidon pergunta quem ele é, Kanon fala o nome da primeira armadura que encontra Dragão dos Mares. Depois que Poseidon volta a seu longo sono, Kanon começa a rir consigo mesmo, da sorte que os deuses lhe deram, que possibilitaria a ele conquistar o mundo. Diferentemente de Saga, ele não tem conflitos de personalidades. É totalmente maligno. Durante treze anos enganou os marinas e um deus sem que ninguém desconfiasse. Ninguém mais se compara a ele nesse aspecto. O que Kanon ficou fazendo entre essa ocasião e sua aparição até a chegada de Poseidon é um mistério. Os marinas só despertaram no dia do décimo oitavo aniversário de Julian Solo, então Kanon ficou sozinho no Templo Submarino durante todos aqueles anos. Provavelmente, ele passou boa parte do tempo aprimorando suas habilidades, aprendendo a dominar o cosmo e criando técnicas como o Triângulo Dourado. Kanon deve ter aproveitado a batalha das doze casas e a confusão no Santuário para começar a por em prática seus planos. Assim, começa a batalha de Poseidon. É nessa luta que Kanon trava uma batalha luta com Ikki, que aplica seu golpe fantasma, fazendo o dragão dos mares se lembrar de todo o passado. Mas nesse meio tempo os outros cavaleiros de Athena já haviam derrotado os marinas e estavam lutando contra Poseidon, despertando totalmente o Deus, o que leva todos os planos de Kanon por água abaixo. Furioso, Kanon vai descontar em Ikki, espancando-o até que, quando ia matá-lo, surge Sorento, que ouvira toda a história de Kanon. Decidiu se vingar, o mais leal dos marinas começa a tocar uma de suas melodias, mas é interrompido por Ikki, que quer saber onde Kanon deixou o vaso onde Poseidon estivera preso. Nessa ocasião Ikki diz que o cosmo que salvara Kanon no Cabo Sounion era o de Athena. Kanon não acredita a principio. Ele diz que o vaso de Poseidon está no Pilar Central, junto com Athena. Ikki e Sorento saem, declarando que Kanon não era um inimigo digno. Assim, sozinho lá, vendo os pilares destruidos e sentindo a chuva que anunciava o fim do reino submarino, Kanon vê todo seu trabalho cair por terra, enquanto pensa na revelação de Ikki. É nesse momento que ocorre o arrependimento de Kanon.Quando Atena ia ser atingida pelo tridente de Poseidon é Kanon que aparece e salva-a, sendo ferido pelo tridente. Depois, o Reino submarino desaparece, assim como Kanon. Mas esse não foi seu fim. Na saga de Hades ele aparece como o misterioso cavaleiro de Gêmeos que enfrenta o espectro Saga.Kanon surge no Hades, Seiya e Shun dizem que estão contentes em tê-lo como aliado. Mas Kanon replica, dizendo que não era aliado deles. É que tanto quanto ou mais do que derrotar Hades, Kanon estava ali para se redimir de seus pecados. Assim, quando ele morre na luta contra Radamanthys, está totalmente satisfeito, por ter cumprido sua missão, mesmo Hades ainda não estando derrotado. E este foi o fim de Kanon de Gêmeos. E agora uma nova História está para começar.
Japão, aproximadamente cinco dias antes de o torneio começar. O orfanato em que Seiya viveu desenvolveu-se bastante e nele todas as crianças que ali viviam. Neste orfanato ainda vive Miho amiga de infância de Seiya e funcionária do orfanato onde Seiya vivia. Miho era apaixonada por Seiya e representa o ponto de vista das pessoas normais, meras testemunhas das batalhas entre os deuses. Ela que ainda permanece no orfanato desde então cuidando das novas crianças a cada dia que chegavam e quanto às outras que cresceram tornaram-se jovens independentes que assumiram rumos em suas vidas. Neste orfanato vive agora um jovem de vinte anos chamado Suzaku, um jovem de longos cabelos de cor laranja, pele clara, boa aparência, tranqüilo e generoso, veste uma camiseta branca acompanhado de calças jeans claras e tênis de cor cinza claro. Junto de seu irmão Seiryu vieram para o orfanato em pouco tempo depois de muito perambularem pelo Japão em busca de melhores condições de vida, estes eram também pessoas desabrigadas que viviam nas ruas. Antes destes acontecimentos Miho que recebera a visita de Shun alguns anos atrás quando retornou da Grécia ficou abalada ao saber da morte de Seiya e nunca mais foi à mesma. Shun não podia comprometer-se em ajudar Miho no orfanato porque tinha como sua maior prioridade ir atrás dos jovens que tinham a capacidade de mostrarem-se disposto a se tornarem os novos cavaleiros e no orfanato Shun não encontrou ninguém que tivesse tal capacidade. Suzaku como um dos únicos homens do orfanato decidiu ajudar Miho como meio de retribuir pela hospedagem dele e de seu irmão no orfanato. Faltava apenas três dias para o torneio começar. Em uma manhã o sol se encontra firme e forte, com ótimas nuvens e um belo céu azul, Suzaku caminha na calçada de uma rua o outro lado onde há uma praia que fica a frente do orfanato. Ele esta indo em direção a praia aonde pode ver já com mais nitidez seu irmão de longe se banhando nas águas limpadas do mar. Suzaku então se senta sobre um banco e admira seu irmão enquanto este está banhando-se na praia, logo em seguida Miho atravessa a rua vinda do orfanato e logo então vai em direção a Suzaku sentando-se no banco ao lado do mesmo o surpreendendo. Ela está usando uma diferente, um vestido cinza escuro acompanhado de seu avental e seus cabelos haviam crescido um pouco mais alcançando a suas costas.
– Miho! O que está fazendo aqui? – Diz o jovem a encarando
– Bem as crianças estão almoçando agora, tive um tempo livre para vim até aqui relaxar um pouco. Seiryu não irá para o almoço? – Pergunta a moça para seu amigo.
– Sim eu vim justamente para chamá-lo. É apenas uma criança de onze anos, achei que devia deixá-lo se divertir um pouco mais.
– Sim, Suzaku... Obrigado por está aqui me ajudando, eu não sei o que faria se não fosse você. O destino fez certo em trazê-lo até este orfanato – Diz Miho olhando nos olhos de seu amigo, sem jeito.
– Eu também devo agradecê-la por me dá um abrigo. Se não fosse por você eu não sei o que seria de meu irmão – Retribui o agradecimento com um belo sorriso.
– Bom, então acho que estamos bem agradecidos – Diz Miho com o rosto vermelho de vergonha.
– Claro – O Jovem geminiano sorri para a moça
– Mano! Vem tomar banho comigo a água está ótima! – Grita o irmão mais novo que interrompe a conversa de Miho e Suzaku.
– Não! Você deve sair daí agora! Está na hora do almoço! – Exclama Suzaku.
– Já estou indo! – Responde o pequeno gritando bem alto.
Naquele momento então Seiryu volta para a margem do mar e pega a toalha na areia e se seca e logo em seguida veste sua roupa e se direciona até o irmão mais velho que já se levanta do banco junto de Miho e o pequeno então se junta com ambos para voltar ao orfanato.
– Então meu irmão você de divertiu bastante?! – Suzaku pergunta e em seguida sorrir para o irmão.
– Seria mais divertido se você estivesse lá! – Diz o pequeno.
– Eu estava muito ocupado no orfanato, mas quem sabe amanhã – Responde Suzaku fazendo um sinal de promessa.
– Não se preocupe Seiryu amanhã não há muito o que fazer então vocês poderão se divertir juntos – Diz Miho esboçando um leve sorriso.
– Vamos! O almoço está na mesa – Diz Suzaku que põe um dos braços em volta do irmão e sorri para o mesmo.
Estando no orfanato Miho e Suzaku ficaram do lado de fora no pátio conversando. Logo em seguida um carteiro surgia deixando uma carta no correio a frente então Suzaku lhe pediu a licença para se retirar e ir até a caixa ver do que se trata. Ao abrir a caixa Suzaku pega um folheto que fala do torneio que acontecerá na Grécia em pose das armaduras de Ouro. Miho chega logo em seguida e estando do lado do amigo ver o folheto em suas mãos e se assusta deixando Suzaku intrigado com o comportamento da jovem e decide perguntar do que se trata.
– Miho o que houve? – Pergunta o jovem surpreso com a reação da moça.
– Foi justamente como Shun disse – Diz a jovem assustada.
– Quem é Shun do que você está falando Miho? Precisa me dizer – Pergunta Suzaku muito intrigado.
Tendo explicado toda a historia para Suzaku este não podia acreditar no que se tratava, Miho explicou também tudo que presenciou e falou de Seiya o cavaleiro que sacrificou sua vida junto da Deusa Athena para garantir a paz no mundo. Suzaku jamais pensou no que o destino lhe reservaria, pois este folheto não veio até o orfanato à toa, simplesmente havia um propósito havia alguém que estava destinado a ir até a Grécia e se trata justamente de Suzaku. Depois de ouvir a historia de Miho, Suzaku passou o dia bastante pensativo, se tudo for verdade o mundo estaria correndo perigo e não só Miho como também o seu irmão mais novo, então Suzaku decidiu fazer alguma coisa, e isto era ir para a Grécia, ele só tinha dois dias para chegar até o país. Na madrugada do dia seguinte, passos ecoavam sobre o salão do orfanato. Alguém se dirigia até a porta e se preparava para deixar o aposento quando uma voz suave de mulher chama-lhe a atenção.
– Suzaku? Onde você está indo a esta hora porque está com essa bagagem nas mãos? – Pergunta Miho em um tom baixo e desconfiada.
– Miho? Você não deveria está dormindo? – Vira-se falando com a jovem, em um tom baixo para o barulho não acordasse as crianças que dormiam no segundo andar.
– Suzaku, não me diga que... Você pretende ir à Grécia? – Pergunta a moça muito assustada temendo pelo pior.
– Sim eu preciso se é verdade tudo que você me disse, talvez eu faça alguma diferença neste torneio – Diz o jovem confiante de sua decisão.
– Suzaku você não deve ir... Eu sei que o único destino que tem um cavaleiro, não é outro senão a morte – Responde Miho que já presenciou as mais variadas mortes e riscos desde a guerra galáctica onde presenciou a luta de Seiya contra Shiryu de Dragão.
– Você me disse que cavaleiros morreram para que este mundo continuasse de pé, se isso for realmente verdade, quero lutar para que este mundo continue existindo mesmo que isto custe a minha vida – Diz o jovem completamente decidido.
– Suzaku eu lhe peço... Não vá – Implora a jovem do orfanato.
– Por favor, Miho... Cuide de meu irmão – Tendo dito isto Suzaku partiu.
Voltando ao presente, era de manhã por volta das oito horas, o sol brilha forte, não havia nuvens no céu. Ariel caminha por uma floresta um pouco distante do santuário. Não está trajando sua armadura de ouro, mas sim a sua roupa de treino. Ariel chega até um local em que se encontra um vasto lago. Indo para o outro lado dos arbustos Ariel se move cautelosamente, pois percebeu que tinha alguém no lago e ao olhar com mais foco viu que se trata de Seika e um grupo de crianças que estão brincando no lago. A imagem aos olhos de Ariel mostra o momento mais perfeito de sua vida, uma visão inacreditável do que este poderia descrever como o paraíso. Seika está sob o meio das crianças atirando água sobre elas usando a força de suas mãos. Ariel não podia acreditar no que está vendo, aquele vestido rosa semi-transparente ao ficar molhado, mostrando todas as curvas e detalhes do corpo deixando Ariel totalmente descontraído, quando uma voz de homem surge alguns metros ao seu lado o assuntando.
– Ei! Você não deveria está fazendo isto... Não é uma atitude nobre de cavaleiro espionar mulheres comprometidas tomando banho sobre um lago – Diz o santo de capricórnio que se encontra um pouco distante do local quando viu o leonino surgir pelos arbustos.
– Arghhhh! De onde você surgiu?! – vira-se muito assustado ao ser surpreendido pelo cavaleiro de capricórnio.
– Hã, eu estou aqui pescando foi você é quem não me viu – Diz Takahiro que traja seu manto de treino enquanto está sentado sobre a margem do lago com uma vara de pescar nas mãos.
– Não diga a ninguém sobre isto! – Fala o leonino em um tom de ameaça.
– Acalme-se Leão eu não falarei nada a ninguém. Agora se me der licença tornarei a pescar, pois em breve o torneio dos céus irá começar e eu quero aproveitar este tempo para relaxar – Diz o santo dourado de capricórnio fazendo um gesto com um das mãos para que Ariel se retire do local, pois este incomoda a sua paz.
Ariel sem jeito e envergonhado deixa o local rapidamente. Enquanto isso em algum outro local do santuário em meio a um terreno repleto de ruínas Kalidas treina destruindo pilares com sua técnica de gelo, notara então a presença de Gary que está de braços e pernas cruzadas e encostado sobe uma das pilastras alguns metros de distancia rapidámente o santo de Áquario lança uma rajada de gelo em direção a pilastra aonde se encontra o dourado escorpião e este deixa a pilastra a tempo antes que fosse congelado junto com a mesma. Ambos estão usando suas armaduras douradas.
– O que está fazendo me espionando? – Pergunta o santo de Aquário.
– É impressionante o que um homem consegue fazer utilizando o cosmo – Este ainda respondia impressionado com o poder que possui os cavaleiros.
– O que acha de tentar banir as minhas bolas de gelo? – em um sorriso debochante, Kalidas lança contra o santo de escorpião um desafio.
– Manda ver! – Gary responde se preparando para o desafio ao ficar frente a frente com o cavaleiro dourado de Aquário.
– Gary, o mestre deseja falar com você. Deve se retirar e caminhar imediatamente até o salão principal – Diz Cornélio que já chega ao local dando a Gary a noticia.
– Bem Kalidas fica para a próxima! – Com um sorriso, o dourado de escorpião retira-se e então se dirige para o salão através das doze casas.
Enquanto isso Bernice se encontra em uma plataforma sobre uma montanha. este admirava toda a redondeza do santuário. Está pensativo em relação ao que aconteceu na batalha final de ontem em que amazona treinada por Shina tratava seu oponente como um mero mortal e que possuía um cosmo muito estranho. Enquanto pensa Shina chega logo em seguida parando ao lado do santo dourado e ambos ficam alguns minutos sem dizer uma palavra até que Bernice toma o rumo e inicia a conversa.
– Shina? O que veio fazer até aqui? – Pergunta o santo dourado sem tirar o olhar da vista a sua frente.
– O mesmo que você, se não está aqui para pensar – Responde a amazona.
– Você treinou aquela mulher não foi? – Porque ela estaria agindo de uma forma tão estranha além do cosmo com procedência maligna – Pergunta o santo dourado de Sagitário.
– Eu também não consigo entender... É como se ela tivesse sido possuída – A amazona então demonstrar sua tese.
– Possuída... Está era a palavra que eu estava procurando. O mestre falou em um homem denominado como guardião de Hera e que o cosmo de Rudy se assemelhava ao dele, o que me dá a entender que os inimigos já estão começando a agir.
– Você tem razão Bernice, devemos agir com cautela daqui para frente – Diz a amazona de Cobra.
Enquanto ambos continuam ali especulando sobre os acontecimentos de ontem, na casa de Áries Kiki que está em frente à mesma trajando sua armadura sagrada de ouro exceto seu elmo,este recebe a inesperada visita de Cornélio, que veio de um dos campos de treino acompanhado de Gary, mas este seguia para o salão principal permanecendo somente o cavaleiro de touro.
– Mais uma batalha está para começar – Diz o santo dourado de Touro que para ao lado de Kiki.
– Naquele dia eu senti uma cosmo energia muito estranha. Porque estou com uma sensação de que alguma coisa está para acontecer em breve – Diz o dourado de Áries muito preocupado.
– É esperar para ver – Diz o grandalhão cruzando os braços, mostrando uma expressão de seriedade em sua face.
Na casa de Virgem se encontra Miguel e este está meditando para acumular seu cosmo cada vez mais. À medida que Miguel permanecia meditando mais ele liberava a chave para expandir toda a sua energia. Algumas horas se passaram desde então o coliseu está se preparando para receber mais um dia de grandes batalhas. O povo que ali vive se assume em seus assentos sobre o coliseu. Todos os cavaleiros adentram sobre o mesmo também, já com suas armaduras de ouro juntamente com o mestre do santuário. O torneio está prestes a começar. Enquanto os cavaleiros de ouro caminham por um corredor que leva até o altar o santo dourado de Virgem parece ter uma recaída e então se ajoelha sobre o solo, rapidamente o cavaleiro de Libra que está ao seu lado se agacha e o segura preocupado com o que está acontecendo a Miguel. Um flash surge na mente de Miguel, um bebe nasce na cidade de Manhattan, nos estados unidos da America, o bebe está envolto por um cosmo dourado que impede qualquer inimigo de sentir a sua presença, mas porque apenas Miguel pode sentir este bebê, o que ele representa? Miguel já tinha a sua resposta porem ele pretendia deixar para contar ao mestre pessoalmente mais tarde.
– Miguel você está bem? – Pergunta Hu, e todos os cavaleiros de ouro que ali estavam observando o acontecido.
– Não é nada... Foi só uma tonteira devemos ir adiante o torneio já vai começar – O santo dourado de Virgem se levanta e junto de seus companheiros continua a prosseguir.
No caminho para o coliseu, Suzaku prosseguia pensativo, este tendo tomado uma decisão rápida e precisa em deixar a sua terra em busca de um destino que possa dar uma razão verdadeira para existência do mundo, ele decidiu participar do torneio dos céus. Suzaku havia deixado seu irmão mais novo no orfanato junto de Miho mesmo que esta tenha implorado para que Suzaku não fosse para o torneio, mas o jovem estava decidido, com todas as economias que fizera durante os tempos que permaneceu trabalhando no Japão fora o suficiente para levá-lo até a Grécia. A hora do torneio está prestes a começar, o sol brilha intensamente revelando um calor insuportavelmente quente, muitos se abrigam sobre as sombras das árvores e rochas espalhadas pelo local. Enquanto permanece em seu destino Suzaku é impedido de continuar ao ouvir uma melodia suave vinda de uma harpa. Um homem de pele parda com longos cabelos de cor violeta usando uma túnica de cor branca e os pés calçados por sandálias de cor dourada. Este homem continua a tocar sua melodia debaixo de uma arvore apoiado sob a mesma e Suzaku ali parado continua a observar até que então o homem percebe que fora notado e então para de tocar a sua harpa.
– Parece que alguém ouvira profundamente o som da minha harpa – Diz o jovem que aparenta ter em media vinte anos.
– É uma melodia bastante confortante que de fato merece ser admirada – Elogia Suzaku, o jovem e sua melodia.
– Ela se chama “A canção de um coração cheio de lamentos”. Todos aqueles que ouvirem esta melodia se deve ao fato que seus corações estão pesados e cheios de lamentos. A musica tranqüiliza a alma do ouvinte o livrando de todas as suas preocupações – Responde o harpista.
– De fato esta melodia acalmou meu coração, gostaria de ficar e ouvir até o final, mas infelizmente um destino temeroso me aguarda – Diz Suzaku tranquilamente.
– Você não pode fugir de quem realmente é. A sua natureza o levará de acordo com as suas ações – Inesperadamente o homem sorri tendo dito tais palavras para Suzaku.
Não havia mais nada a ser dito a partir desta ultima frase. Suzaku em silêncio se vira e então caminha de volta para o coliseu enquanto a suas costas a melodia torna a continuar, seu coração estava cheio de lamentos. Algum tempo então se passou e as lutas eram desenroladas a cerca de lutadores experientes com os mais diversos tipos e estilos. A característica de um geminiano é a facilidade de comunicação, a rapidez de raciocínio e a mobilidade e volatilidade. Os geminianos não ficam parados num só instante e como borboletas passam de flor em flor, de assunto em assunto, de informação em informação. Por esta razão é muito difícil “prender” um geminiano por muito tempo, a menos que você lhes dê sempre algo novo para ele se interessar. Dizem que ele é muito superficial, e às vezes isto é verdade, mas a sua mente funciona de tal forma, que mesmo com a sua superficialidade eles captam o necessário e buscam a informação sem entrar em profundezas de detalhes. Tão logo a esperada batalha final começa, o sol está sumindo no horizonte alegando o entardecer do dia. Os finalistas adentram no solo sagrado do coliseu palco de lutas entre grandiosos guerreiros desde os tempos mitológicos. Suzaku permanece ali na arena olhando a sua volta e então fita seu adversário em seguida. O mestre dá início e a luta começa.
– Prepare-se para lutar! – Diz Suzaku e logo em seguida assume sua posição de combate.
– Eu me chamo Aeon! Guarde este nome quando eu o mandar para o submundo! – Grita o homem de cabelos cor de vinho, de pele morena, possuindo um porte médio, sendo um pouco mais alto que seu adversário.
Os geminianos se aproximam e de inicio começam a trocar golpes. Suzaku inexperiente na arte do combate fraqueja rapidamente recebendo os golpes de seu adversário e por ultimo um poderoso chute entre o seu peito o jogando violentamente contra o solo do coliseu. Os cavaleiros dourados sentados no altar já percebia que Suzaku não teria chances no combate, notando-se então que este não tinha experiência para lutar, seria facilmente derrotado pelo seu adversário, mas aos olhos do cavaleiro de Sagitário a historia parecia ser completamente diferente.
– O que há de errado Suzaku? Você sequer acertou um golpe em mim, acabarei com você facilmente nestas condições! – Enquanto ria de Suzaku, Aeon se aproxima do mesmo.
– Você está falando muito para alguém que ainda não fez nada! – Diz o geminiano que se levanta lentamente do solo ficando de pé.
– O que disse? – Aeon ignora as palavras de seu adversário indo em direção ao mesmo.
Neste momento Suzaku parte em direção ao seu adversário e tenta o acertar com uma seqüência de chutes e socos, porém Aeon se mostra muito habilidoso sendo capaz de bloquear e desviar dos golpes de Suzaku sem muita dificuldade aproveitando em seguida que Suzaku baixou sua guarda e lhe acerta um poderoso chute com a sola sobre o queixo lhe tirando o sangue da boca, Suzaku é suspendido para o ar em seguida caindo de costas sobre o solo.
– Urgghh... Maldição! – Contorcia-se de dor encolhendo as mãos sobre o peito tentando conter o impacto doloroso que sofreu quando caiu de costas sobre o solo.
– Você não devia ter pisado neste solo sagrado, se você tem família eles lamentarão profundamente por um ser patético que morrerá sofrendo em agonia neste campo de combate – O Aeon se prepara para o ataque final.
Depois das palavras ditas por Aeon, Suzaku pensa no seu irmão e em Miho e então se lembrava das palavras que ela lhe disse advertindo do perigo que há no santuário sobre o torneio. De fato ela dizia a verdade e Suzaku ainda sim lhe virou as costas ignorando a advertência de Miho e agora o geminiano se encontra caído sobre o solo lembrando-se das palavras da jovem que não queria que Suzaku morresse. Mas para o geminiano desistir era a coisa que somente os fracos queriam, pois os fortes estavam destinados a vencer. Tendo isso em mente Suzaku se levanta mais uma vez mesmo com o seu corpo dolorido devido os golpes e a queda cruel que sofrerá ao ser atingindo brutalmente em seu queixo. Ele não mais podia falar, pois o golpe que recebera no queixo lhe causou graves danos em sua mandíbula lhe possibilitando de falar, agora resta enfrentar o inimigo através do silencio enquanto as gotas de sangue gotejam de sua boca sobre o solo sagrado do coliseu.
– Impossível... Mesmo depois de receber aquele golpe você ainda se mostra disposto a lutar? Que persistência Suzaku, porem inútil eu acabarei com você agora mesmo e não há mais nada que lhe espere senão a morte!
Em um grito frenético de combate Aeon parte com tudo para cima de Suzaku. Começando com um poderoso soco em direção ao rosto de Suzaku, o mesmo se surpreende quando este tem seu golpe bloqueado com uma das mãos de seu advserário. Aeon está pasmo com o que acaba de ver, ter seu punho que fora lançado com todas as suas forças, bloqueado inesperadamente por uma das mãos de Suzaku como se ele soubesse de uma hora para outra, o que estaria fazendo!
– Arghhh...Que força, como pode isto? Você agora pouco estava acabado eu tinha certeza disto! – Aeon grita, mas não tinha uma resposta do seu adversário.
Enquanto segura o punho de Aeon com sua mãos esquerda, o punho direito de Suzaku recua para trás preparando-se para o ataque, desferindo um poderoso soco que então atinge brutalmente o abdômen de Aeon que o arrasta violentamente para trás até que este então cai sobre o solo. Aeon inconformado com o que está acontecendo tenta se levantar novamente, pois não pensa em desistir tão cedo da luta, mas para ele já era tarde ao olhar para cima enquanto tenta se levantar Suzaku já está a sua frente, com o punho erguido que brilha com a luz do sol desce o mesmo sobre rosto de Aeon que o atinge brutalmente quebrando o seu pescoço e este então cai morto de vez. Os cavaleiros de ouro se impressionam com a virada do combatente incluindo o mestre, mas Bernice foi o único que previu o tempo todo que haveria algo diferente naquele aspirante a cavaleiro.
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