Notas iniciais
Obra original de Masami Kurumada: História feita de fã para fã.

Nome: Cornélio

Idade: 20

Signo: Touro

Tipo sanguíneo: B

Altura: 2,00m

Peso: 100 kg

Local de nascimento: E.U.A

Local de Treinamento: Brooklyn

Data de Nascimento: 15 de maio

Cor do cabelo: Loiro Tingido

Significado do nome: Cornélio do Latim significa: Duro Como Chifre.



Depois da vitória de Hu, a noite toma a luz do dia e as estrelas começam a tomar seus lugares sob o imenso céu azul. O dia se passou desde então e a madrugada está para chegar. Ariel esta fora da casa de Leão em algum lugar do santuário sob uma plataforma rochosa olhando o horizonte e está trajando sua armadura sagrada de Leão prova de sua vitória enquanto a brisa suave da noite balança os seus cabelos e a sua longa capa. Kiki então surge no local também trajando sua armadura de ouro, este caminha em direção a Ariel e para do lado do cavaleiro de ouro. Ambos permanecem olhando o horizonte e admiram o céu e as estrelas, alguma coisa parecia incomodar Ariel talvez a saudade de sua família e até mesmo a morte de seu amigo. Kiki percebia isto claramente, pois ele também sentia falta de Mú seu falecido mestre e muitas vezes se lembra de quando estava ao lado dele como seu discípulo, então Kiki olha para Ariel e com um leve sorriso inicia a conversa com o jovem cavaleiro de Leão.

– Como está sua mão Ariel, os medicamentos que lhe dei lhe surtiram algum efeito? – Pergunta gentilmente o cavaleiro de Áries

– Sim a minha mão já não dói mais como antes, posso movimentá-la normalmente a armadura de ouro de Leão também contribuiu para a regeneração do braço, obrigado Kiki – Agradece Ariel novamente sem desviar o olhar do horizonte.

– Eu percebi que você está muito distante o que há de errado com você Ariel? – Pergunta novamente o santo de Áries enquanto admira a paisagem pelo horizonte.

– Nada... Apenas saudades de casa, eu optei por uma vida tão difícil quando na verdade eu poderia ter evitado tudo isto, invés de ter vindo para este santuário – Diz o jovem leonino com pensamentos de arrependimento.

– Eu o entendo, eu lamento pela morte do seu amigo. Existem coisas nesta vida que são inevitáveis e tudo acontece com um único propósito... Nós fazer ainda mais fortes, para nunca desistimos de nossos objetivos – Diz Kiki enquanto tira o elmo deixando seus longos cabelos expostos sob o vento.

– Você está certo Kiki, eu sou um cavaleiro agora... Foi apenas uma fraqueza minha, vai passar – Abaixa a cabeça e então fecha os olhos pensando em sua decisão como um cavaleiro.

Em outra parte do santuário o cavaleiro de Sagitário treina com a amazona Shina de Cobra sob um campo verdejante ao luar da noite. Mostrando-se rápida e experiente em combate é capaz de derrubar Bernice diversas vezes mesmo este sendo um cavaleiro de ouro trajando sua armadura sagrada. Bernice se levanta novamente e tenta atacar Shina, mas esta desvia tranquilamente do golpe do dourado e então lhe aplica um poderoso chute sobre a costela jogando o dourado no chão novamente, sem chance de continuar devido ao cansaço se rende a luta dando a vitória para amazona.

– Cof, cof... Droga, eu nunca serei capaz de vencê-la, você é uma amazona com um nível muito superior ao adversário que eu enfrentei – Diz Bernice sentado sobre o extenso campo verdejante, totalmente ofegante.

– Levante-se Bernice você é agora um cavaleiro de ouro! Os cavaleiros de ouro são considerados os guerreiros mais fortes do panteão de Athena, você não deve se dar por vencido, levanta-se e me enfrente agora! – Grita a amazona esperando que o santo dourado se levante novamente.

– Shina, porque você usa esta máscara? – Diga-me porque eu estou tão curioso para ver o seu rosto por trás desta face sem nenhuma expressão – O cavaleiro de sagitário então se levanta e lentamente segue em direção a Shina, levando uma de suas mãos cuidadosamente até o rosto da amazona a fim de lhe tirar a máscara.

– O que pensa que está fazendo? – Com um das mãos rapidamente desfere um tapa sob a mão de Bernice e desfere um chute sob sua barriga o mandando para o solo novamente.

– Arhg!...Como você é cruel o que eu fiz de tão ruim? – Deitado sobre a grama, levanta a cabeça para olhar a amazona e então vencido pelo cansaço a apóia sob o solo novamente olhando para o céu em seguida.

– Uma mulher cavaleiro jamais mostra o seus rosto, aquele que ver o rosto de uma mulher cavaleiro deve ser morto, ou então deve...

– Deve o que exatamente...? – Pergunta o dourado curioso em saber a resposta.

– Ele deve – Ela pausa durante o momento em que pensa se terminava ou não o que iria falar.

– Faremos assim, se eu derrotá-la você irá tirar sua máscara, do caso contrário nada feito o que me diz Shina? – Lança a proposta enquanto olha as estrelas no céu ainda deitado sob o solo.

– Se isso o motivará a me vencer, então está feito este trato.

– Urgh... Então estou pronto... Prepara-se! – Diz Bernice enquanto se levanta, cambaleando sobre as pernas enquanto Fazia seu cosmo crescer a cada minuto.

A cena agora muda para o salão principal aonde Ikki se encontra sob uma cobertura admirando a bela noite. Ele está sem sua máscara e ele mantém-se pensativo e não consegue imaginar tudo o que aconteceu até agora. Tudo parece correr de acordo com seus planos embora Ikki acreditasse que nada poderia ter dado certo sentindo então que sem Athena por perto ele jamais fosse capaz de prosseguir em frente, mas então vem à imagem de seus amigos em sua mente e Ikki pensa que graças a estes, ele poderá continuar os planos de Athena não importa o que aconteça, pois seus amigos sempre estarão consigo para ajuda-lo em que for preciso.

– Shun, Hyoga, Shiryu... O quem tem passado vocês durante estes cinco anos? – Fala para si mesmo enquanto olha com uma expressão de tristeza as estrelas e o céu brilhar intensamente, quando passos metálicos são ouvidos anunciando a chegada de alguém dentro da cobertura aonde se encontra o mestre.

– Mestre, fui avisado de que o senhor precisava me ver, aqui estou – O santo dourado de Libra tira o elmo e reverencia-o.

– Hu não pude deixar de notar seus movimentos no coliseu, são muito familiares por acaso você foi treinado por alguém antes de vir para a Grécia e se tornar um cavaleiro? – Pergunta o mestre de costas para Hu enquanto este coloca a sua máscara em seguida se vira de frente para o cavaleiro de libra.

– Sim mestre, eu treinava quando criança no meu vilarejo, quando apareceu um homem e perguntou se eu queria me tornar ainda mais forte, eu aceitei e desde então ele me ensinou tudo que sabia, seu nome é Shiryu o cavaleiro de Dragão.

– Foi o que pensei então ele o enviou para a Grécia com objetivo de se tornar um cavaleiro de Ouro assim que soube do torneio dos céus...? – Continua o mestre a perguntar querendo saber mais do santo dourado de libra.

– Não mestre, eu pedi que fosse enviado, pois ele não teve confiança de que eu seria capaz de vencer este torneio – Explica o santo de Libra enquanto mantém sua posição de reverencia perante o mestre.

– Talvez o cavaleiro de Dragão o tenha subestimado demais, você se tornou um ótimo cavaleiro. Se fosse eu quem tivesse o treinado estaria orgulhoso de você agora – Elogia o mestre.

– Obrigado mestre, fico feliz em ouvir estas palavras – Desculpe-me minha intromissão, mas o senhor conhece o mestre Shiryu?

– Sim eu o conheço, mas é uma longa historia. Bem era apenas isso que eu precisava saber Hu, retorne para a casa de Libra e descanse amanhã será um grande dia.

– Certamente mestre – Tendo recebido a ordem de se retirar, Hu se levanta e então se vira deixando a cobertura do salão.

Ikki avista então o cavaleiro sair do aposento e logo em seguida se dirige ao dormitório aonde se encontra o seu quarto. Exausto pretende então descansar para está firme no dia seguinte. Várias horas se passam o sol está quase nascendo, os cavaleiros de Leão e Áries já haviam retornado para suas fortalezas há algum tempo, porém sob os campos verdejantes Bernice ainda treina com Shina.Este continua a apanhar até que então em uma distância Shina percorre em direção a Bernice desferindo vários golpes com seus punhos mas este agora conseguiu pegar a manha de sua adversária conseguindo defender todos os golpes o ultimo dos movimentos da amazona com um de seus punhos é mobilizado por Bernice que a agarra e a joga longe e esta sendo arremessada para o ar cai de joelhos sobre o solo alguns metros de distância e então rapidamente foca sua atenção no cavaleiro de Sagitário. O dourado que está a sua frente parado começa a elevar seu cosmo e um feixe de luz surge em um de seus punhos enquanto este assume sua posição de combate, neste momento Shina se surpreende com tamanho poder do cavaleiro de ouro e relembra alguém com quem um dia o enfrentou, a imagem de Seiya surge Atrás de Bernice fazendo Shina entrar em uma comparação entre ambos os cavaleiros. Neste momento Bernice desfere uma poderosa rajada de cosmo na velocidade da luz em direção a amazona e esta tenta defender, porém sem chance de sucesso. O golpe foi tão forte que sua máscara fora arrancada de seu rosto em seguida a amazona é arremessada pra longe com o impacto do ataque!O cavaleiro de ouro se assusta com a potência com a qual usou seu cosmo para derrubar Shina, pois ainda não tinha total controle de seu cosmo e então corre preocupado em direção a mesma em seguida se agacha a pegando em seus braços. Bernice usa uma de suas mãos para afastar algumas mechas de seu cabelo podendo ver o rosto da amazona. Nesse momento o sol nasce clareando o cenário de batalha e a armadura de Sagitário começa a brilhar como uma estrela enquanto Shina abre seus olhos lentamente, fitando o rosto de Bernice e leva uma das mãos até o rosto do cavaleiro de ouro e este então fecha os olhos sentido o toque daquelas delicadas mãos.

– Você viu o meu rosto Bernice, mas sabe que não posso matá-lo – Com os olhos entreabertos o fita, e um sorriso surgia em seus lábios.

– Então qual é a segunda opção? – A fita com os olhos entreabertos, uma expressão de carinho surgia em sua face enquanto a segura em seus braços.


\"\"


– Quando um homem vê o rosto de uma mulher cavaleiro, ela precisa matá-lo... Ou então precisará amar este homem – Respondia ela.

– Shina – O santo dourado não tinha respostas para continuar conversa.

– Desde o dia que vi você pisar naquele coliseu eu havia sentido algo especial em você... Agora vejo seu olhar, o seu cosmo é... Tão quente e poderoso...

– Perdoe-me por machucá-la não foi minha intenção – Desculpava-se.

– Não se preocupe comigo Bernice, você despertou o seu cosmo, eu... Eu posso senti-lo! Lute sempre com esta força não importa o quão forte seja seu inimigo.

– Obrigado, Shina... Por tudo – Agradece o santo dourado de Sagitário.

Neste momento Bernice se levanta com Shina em seus braços e leva a amazona para a sua casa aonde a coloca sob sua cama e após a olhar por alguns minutos então deixa o aposento enquanto esta exausta é vencida pelo o sono. A cena agora muda para Brooklyn, Estados unidos da América. Alguns anos atrás nesta humilde cidade um homem se tornou uma lenda, conhecido pelos seus punhos ele fez sucesso por todos os cantos do mundo ele era conhecido como o Grande Chifre, por assim dizer sua técnica mortal desferida como um ato de misericórdia sobre seus adversários. Ele se chama Cornel e tem um filho chamado Cornélio de apenas sete anos de idade. Cornélio tinha muito orgulho pelo seu pai, saber que este era um herói e imbatível nos ringues, forte como um touro ele era capaz de derrubar todos aqueles que estivessem dispostos a enfrentá-lo.

Certa vez então houve um torneio em Las Vegas a cidade cintilante das luzes e da diversão. Era de noite por volta das oito horas, Cornélio nunca viajou para Las Vegas e está muito feliz ao lado de seu pai e também de sua acompanhante Melisa, uma jovem mulher de dezessete anos,com longos cabelos ruivos de cor pálida, que avalia as condições físicas e psicológicas do grande lutador de boxe e responsável também pela administração de seus eventos. A arena da cidade era imensa uma platéia enorme em volta do ringue. Chegando ao local eles caminham para o vestiário aonde Cornel prepara um aquecimento depois de está no vestiário por volta de meia hora desde sua chegada no estádio de boxe de Las Vegas. Cornélio observa seu pai fazendo o aquecimento enquanto sua assistente sentada sobre um dos bancos do vestiário anota algumas coisas em seu bloco de notas, então um homem entra alegando que a luta começaria dentro de alguns minutos. Cornel pega suas luvas de boxe e com a ajuda de sua assistente a coloca em suas mãos. Estando vestido com sua roupa de luta, este se vira em direção ao filho e então se aproxima se agachando em frente ao mesmo e utiliza as palavras para confortá-lo.

– Filho, papai agora irá para aquela arena dá uma surra no homem malvado, assista e veja-me sair daquele ringue vitorioso e então voltaremos para casa para passearmos juntos novamente sob aquele parque que você tanto gosta na nossa cidade – Diz o pai com um leve sorriso.

– Certo pai derrube o homem malvado mostre que você é um grande herói! – Esboça então um sorriso para Cornel, que retribui em seguida.

– É assim que se fala filhote! – Com uma das mãos faz um cafuné na cabeça do garoto e então sai do vestiário dirigindo-se para o ringue.

A platéia grita aos pulmões enquanto o comentarista dentro do ringue anuncia a chegada dos dois lutadores, todos estavam histéricos o torneio entre duas lendas estava para começar. Melissa leva Cornélio para a área vip onde ficaram para assistir o torneio de Cornel contra ninguém nada menos que Alexander o terrível demônio dos punhos. Conhecido assim por nocautear seus adversários rapidamente seus golpes são fortes e precisos muitas vezes seus adversários nem mesmo tem chance de um contra-ataque, o Grande Chifre agora estava para enfrentar o adversário mais temível do torneio.

– Agora apresentando a vocês Alexander o terrível demônio dos punhos! – Após o comentarista anunciar seu nome, um homem de grande porte físico vinha então de um corredor seguido de dentro do estádio e caminha em direção ao ringue e sobe no mesmo.

– Yeeeah! – Grita ele estendendo as mãos recebendo aplausos da platéia

– Em seguida que entre ninguém nada menos que Cornel o Grande Chifre de Touro! – Então surgia Cornel vindo do corredor e olha então para a platéia sorrindo e acenando em seguida sobe no ringue e encara o seu adversário.

A platéia recebia ambos os lutadores com mesmo nível de aplausos, os lutadores agora estavam frente a frente. Cornel o encara com um sorriso enquanto seu adversário o recebia com o inverso, ambos então se aproximam e o comentarista fica entre o meio de ambos e coloca suas mãos sobre os ombros dos lutadores e então começa a ditar as regras.

– Vocês conhecem as regras nada de golpes baixos e nem atacar o oponente nocauteado, qualquer uma destas regras infligidas resulta na desclassificação vocês estão entendidos – Confirma o comentarista.

– Sim! Ambos respondem.

– Então comecem! – O sino toca começando a luta. O que deveria antes ser um toque com os punhos para iniciar o ritual de luta, Alexander de começo desfere um poderoso soco sobre o rosto de Cornel o jogando violentamente contra o chão.

– urgh – Se levanta lentamente tentando se recuperar do golpe que sofrera de seu adversário espertalhão.

– Pai! Cuidado! – Grita o filho preocupado de dentro da sala vip.

– Então é assim? – Cornel entra em sua posição de luta e começa a observar Alexander com cautela.

Alexander tem 2,10 e pesa 150 kg, uma diferença razoável de Cornel. Seus golpes ainda sim são rápidos e poderosos e Cornel percebe isso quando levou um soco no rosto. É como jogar uma tonelada de chumbo sobre a sua cabeça,ele então precisa tomar cuidado e neste momento enquanto pensa em uma estratégia de combate para então por em tática seu adversário parte para cima furiosamente pronto para destroçá-lo.

Estando próximo de Cornel, Alexander desfere uma seqüência de golpes e Cornel desvia e defende os que podem enquanto a maioria o atinge, seu adversário é rápido e não é por ser feio que foi apelidado de demônio dos punhos! Cada golpe é um convite para a derrota, Cornel percebe que se continuar apanhando irá ser nocauteado e perderá seu título de grande lutador, ele jamais permitiria isto. Quando um golpe de Alexander segue horizontalmente em direção ao seu rosto Cornel se esquiva para um dos lados recuando com a cabeça para baixo em seguida desfere um poderoso soco sob a costela de seu adversário, outro golpe na barriga fazendo o recuar para trás em seguida pegando impulso com alguns passos para frente Cornel desfere um poderoso soco com um de seus punhos sobre o rosto de Alexander jogando o violentamente contra o chão!Cornélio estando na platéia grita até os pulmões de alegria ao ver que seu pai virar a luta finalmente. O homem se levanta lentamente meio tonto devido o poderoso soco que levou no rosto, ele cambaleia entre as pernas enquanto tenta manter o equilíbrio, nesse momento é o que dizem o golpe de misericórdia de Cornel, agora será executado declarando sua vitória.

– Lhe darei o golpe de misericórdia, sinta o Grande Chifre! – Neste momento Cornel pega impulso novamente dando alguns passos para frente sua mão recuada para trás assume a ofensiva desferindo um golpe mortal sobre a barriga de seu adversário fazendo-o dobrar seu corpo e o sangue é expelido de seus lábios devido à força do golpe recebido que o arrasta até os limites do ringue batendo contra as correntes e então caindo no chão desacordado.A platéia se impressiona com o que vê em seguida começa a aplaudir assim então testemunhando mais uma vez a força de Cornel. O juiz faz a contagem regressiva e este terminando dá a vitória a Cornel, que então ergue um de seus punhos para cima e sorri, enquanto isso todos os assistentes do lutador saem dos arredores do ringue para parabenizá-lo. Uma vitória digna de um grande lutador mais uma vez faz a alegria de todos que testemunharam um verdadeiro torneio de boxe. Logo então chegara seu filho acompanhado de sua assistente que também dá os parabéns pela vitória, Cornel feliz retribui com um belo sorriso, mas um grupo de homens sentados sobre a platéia não aprova essa comemoração e um deles não está nada satisfeito pela derrota do lutador que patrocinava...

No vestiário todos estão comemorando, Cornélio está sob os braços de seu pai que o joga sob o ar e feliz sorria para seu filho dizendo que derrotou o homem mal como prometido e que jamais nenhum outro adversário seria capaz de derrubá-lo. Cornélio feliz agora só queria voltar para a casa e passar mais tempo com o seu pai. Algum tempo depois de comemoração, Cornel sai do banho e veste sua roupa estando pronto para deixar Las Vegas, mas em seguida uns dos assistentes entram alegando que uma aglomeração de fãs está esperando-o na entrada da frente para vê-lo, então Cornel sugere usar a entrada dos fundos enquanto pedia aos demais assistentes que arrumassem alguma desculpa para os fãs. Somente então Cornel, Cornélio e Melissa iriam pelos fundos do estádio evitando a aglomeração de fãs. Deixando então o estádio por volta das onze da noite, estando sobre um beco escuro eles são parados por um grupo de homens misteriosos, que o cercam e dois deles seguram Melisa e Cornélio os afastando do pai enquanto este fica sozinho rodeado de homens e então uma voz vinda da escuridão chama sua atenção.

– Parabéns Cornel, eu estou impressionado que você tenha derrotado o meu lutador – Elogia o ser misterioso.

– Bom já me elogiou agora nos deixe ir – Pedia Cornel gentilmente.

– Para quê a pressa Cornel? Saiba que não deixarei barato a vergonha que me fez passar naquela platéia ao ver meu lutador ser derrotado por um amador como você – O misterioso homem começa a se aborrecer enquanto fala.

– Se o seu lutador era profissional como fora capaz de ser derrotado na primeira rodada? – Pergunta Cornel Ironicamente.

– Você se acha o poderoso Cornel vamos ver como você se sai agora! –Ordena então que os homens a sua volta o ataquem.

Cerca de seis homens fazem um circulo em volta de Cornel o que está a sua frente se prepara para atacar!Ele vem desferindo uma seqüência de chutes e socos, Cornel desvia de todos os golpes em seguida quando o inimigo baixou a guarda estando muito próximo Cornel, este desfere uma cotovelada contra o resto do homem fazendo o recuar para trás e com a outra mão desfere um poderoso soco em linha reta sobre o nariz do infeliz o estourando-o e jogando sangue para todos os lados, o capanga então cai desacordado sobre o chão. Logo então o segundo capanga vem pelas costas e o terceiro pelo lado. O de trás prestes a goleá-lo recebe uma cotovelada de Cornel sob o rosto estando ainda de costas e o homem cai no chão desacordado enquanto o terceiro desfere um soco pelo lado direito, mas Cornel vira-se rapidamente e então apara o golpe do capanga com a mão esquerda e com a outra mão segura a cabeça do homem e a leva até o chão o esmagando contra a mesma. Os outros dois capangas não quiserem intervir sabendo que não seria páreo para Cornel e este sorri percebendo que seus inimigos estão recuando, mas então se ouve um som de um tiro e um silêncio terrível paira no ar.

– Pai! – O filho se abate tentando se livrar de um dos capangas que está segurando-o.

– Cornel, Não! – Grita Melissa desesperada.

– Uhgh – Cornel olha em direção ao seu abdômen e percebe que fora atingido por uma bala de revolver.

A mão que apontara a arma estava exposta a claridade, logo então todo o corpo sai da escuridão revelando um homem de pele clara, feições fortes, longos cabelos, tinha aproximadamente 45 anos e usa um terno de cor vinho. Cornel Observa assustado a face do homem enquanto aos poucos ia descendo até o chão estando de joelhos, poucos segundos depois seu corpo está totalmente jogado sobre o chão. Em seus últimos momentos agonizantes de vida ele mantém-se forte na esperança de poder ainda falar com o seu filho.

– Agora você entende que não deveria ser meter comigo Cornel, eu ainda avisei... Vamos embora deixe estes dois aí para assistirem a morte deste monte de lixo – O velho então se vira e seguia seu caminho sumindo na escuridão do beco os outros capangas ajudam os demais a se levantarem e então seguiam o velho sumindo na escuridão.

– Pai! – Cornélio corre em direção de Cornel então e se agacha colocando as mãos sobre o mesmo, logo em seguida viera Melissa lentamente.

– Uhhg... Filho lembre-se meu filho... Você nunca estará sozinho – Diz o pai com lágrimas nos olhos.

– Não pai, não morra! – Eu já perdi a mãe eu não quero perde-lo também! – Diz o filho derramando as lágrimas ao começar a chorar.

– Você não perdeu a mamãe nem ao papai, estarei apenas descansando junto a ela esperando a sua chegada um dia, eu sei que até esse dia nos encontraremos novamente e então estaremos unidos como uma família eternamente – Diz o pai em lágrimas, tossindo muito sangue.

– Cornel! – Melissa tenta falar, mas a tristeza era tanta que não conseguia parar de chorar.

– Seja forte filhote, assim como o papai foi... A tia Melissa irá cuidar de você, Melissa eu deixo Cornélio... Em suas mãos – Tendo Cornel dito as ultimas palavras a luz deixa seus olhos anunciando a sua morte.

– Pai?...Pai? Pai! – Grita Cornélio aos pulmões.

Muitos anos se passaram então desde o ocorrido, soube-se que o testamento deixado por Cornel revelava que todos os seus bens ficassem nas mãos de seu filho. Cornélio agora tem vinte anos e se tornou tão parecido com seu pai, seguindo o caminho do boxe para honrar a profissão que era exercida por seu amado pai. Cornélio agora treina para disputar a final de um torneio e se tornou tão hábil e poderoso conhecido como o Grande Chifre. O título do seu pai caíra sob si revivendo a lenda do passado. A administração fora deixada nas mãos de Melissa que aceitou que Cornélio seguisse os passos de seu pai, ela agora tem trinta anos por todos esses anos que se passaram desde então. Dentro do ringue Cornélio treina com um de seus amigos que vieram a seguir a carreira de boxeador junto consigo desde que tinham quinze anos de idade. Durante o treino Cornélio perde o controle de suas emoções e golpeia seu amigo ferozmente sem parar. Tal episódio não é a única vez que acontece. Melissa que assiste a luta teve que subir no ringue e segurar Cornel antes que ele matasse seu amigo, ela o segura com toda a força e grita para que Cornélio pudesse parar.

– Cornélio para! Você vai matar o James! – Grita Melissa enquanto o segura com todas as forças.

– Argghh – O taurino tendo recuperado sua consciência, para seus movimentes e então se ajoelha sobre o ringue apoiando as mãos sob o mesmo.

– ughhh – Os Outros assistentes ao saberem do incidente através dos gritos de Melissa correm até o ringue e percebem o ocorrido e então sobem no ringue e pegam James para levá-lo a enfermagem para cuidar de seus ferimentos imediatamente.

– Maldição o que eu fiz? – Cornélio aperta os dentes com todas as forças e então golpeia o ringue com uma das mãos em um ato de muita raiva.

– Cornélio! Você precisa controlar esse ódio você não pode viver assim para sempre ou machucará todos as sua volta! – A mulher se agacha abraçando Cornélio firmemente.

– Eu tento me conter, mas sempre que estou lutando me vem à cabeça as imagens daquele passado, o sangue de meu pai em minhas mãos enquanto... O sangue vaza de seu corpo percorrendo pelo chão – Lembra o taurino do trágico episodio da sua vida.

– Sei que isto pode ser doloroso eu também não consigo esquecer aquele dia, seu pai era um homem muito gentil e bondoso... Ele não merecia a morte daquela maneira, mas não podemos mudar isto infelizmente. Cornélio você não pode permitir que o passado estrague sua vida, seu pai jamais iria querer isto para você – Melissa tenta consolar o jovem Cornélio.

– Pai – Algumas lágrimas começam a escorrer dos olhos do jovem taurino caindo sobre o ringue.

– Tudo ficará bem você verá! Agora irei ver como está o James, este já é o terceiro de seus amigos que você machuca. Todos eles temem treinar com você Cornélio, você precisa evitar esta fúria – Melissa acaria os cabelos de Cornélio em seguida se levanta e vai até enfermagem avaliar a situação do jovem James.

Neste momento Cornélio se levanta e então sai do ringue e caminha perdido pela sala de treino, este decide seguir até o quadro de notas que está sob a parede e então passa a olhar o mesmo sem prestar atenção sobre tudo que se trata até que algo chama a sua atenção. Um folheto está preso sobre outros papeis e Cornélio a pega. A descrição diz que haverá um torneio na Grécia em pose de armaduras douradas. Cornélio não entende o significado e o proposito que mostra o folheto, mas ele acredita que se trata de um torneio e o prêmio é um troféu dourado como existe em todos os tipos de torneio no mundo. Neste momento Melissa aparece dizendo que James ficará bem e Cornélio discretamente coloca o papel em seu bolso. Alguns dias se passaram e o torneio final está para começar, Conélio assim como seu pai demonstrou grandes habilidades aponto de derrotar seus oponentes alcançando a glória. Muitos esperam que Cornélio vença o torneio final para honrar seu pai que é querido por muitos fãs, comentaristas e outros praticantes de boxe no mundo. O torneio acontecerá em sua cidade Natal como homenagem a Cornel o Grande Chifre. A noite logo se aproxima todos os preparativos começam a ser feito no estádio para a chegada dos telespectadores, em questão de algumas horas tudo está pronto. Os telespectadores compram os ingressos e adentram no estádio por volta das oito da noite. Cornel já está no vestiário fazendo aquecimentos e então por alguns minutos ele para e se lembra da mesma cena em que seu pai fazia aquecimentos enquanto seu filho observava neste momento ele mais uma vez some da realidade e então Melissa aparece e nota Cornélio parado como se estivesse hipnotizado e então bate no braço dele desferindo um soco de leve e então Cornélio retorna novamente de seu passado obscuro.

– Conélio o que conversamos? – Ela o lembra então do sermão que lhe havia dado, enquanto fazia pose de uma mulher protetora.

– Alguém alguma vez já lhe disse que você se parece muito com a minha mãe? – Diz o jovem brincando.

– como? – Melissa fica corada.

– Estou interrompendo algo? – Entra então no vestiário o grande amigo de Cornélio, um homem da mesma altura trajando um terno escuro de cabelo curto e negro e este veio para desejar boa sorte para seu amigo sem guardar rancor do incidente de antes.

– James!...Eu, não sei o que dizer sobre o aconteceu naquele dia... Eu sinto muito – Sem jeito de encarar seu amigo Cornélio desviar o olhar de sua pessoa.

– Não se preocupe Cornélio aquilo não foi nada, eu nunca me importei de levar uma surra tão grande em minha vida! – fazia piadinhas enquanto sorri, colocando as mãos sobre os ombros do amigo lhe desejando boa sorte.

– Obrigado James, sua presença aqui significa muito para mim –retribuí então o sorriso em seguida abraça seu amigo calorosamente.

Neste momento um homem responsável pelo evento do torneio, adentra alegando que a luta já deve começar e então James pega as luvas em cima do banco e ajuda Cornélio a coloca-las em seguida estando vestido com sua roupa de luta Cornélio está preparado para a luta final. Quando o comentarista chama pelo nome de Cornélio o mesmo aparece sob o corredor caminhando até o ringue a cena lendária se repete. Neste momento enquanto se dirige até o ringue um homem que vem do mesmo caminho passa por Cornélio lhe entregando um bilhete e este o abre e imediatamente começa ler, o bilhete dizia: "Se você derrotar este lutador, o matarei... Se você fugir vou matar seus amigos, sua assistente. Matarei todos que estiverem envolvidos com sua vida". Tendo Cornélio visto o bilhete seus olhos se arregalam e ele se sente apavorado ao se lembrar do rosto daquele velho. O maldito velho que tirara a vida de seu pai! Cornélio logo imagina então que depois de todos estes anos este homem ainda vive e que está disposto a estragar sua ultima chance de honrar nome de seu pai, mas agora se ele ganhasse esta luta o sofrimento do passado tornaria a causar uma grande dor. Cornélio para imediatamente em meio do corredor próximo ao ringue enquanto todos se perguntam o que está acontecendo então Cornélio respira fundo e subia no ringue.

O outro lutador já está no ringue então a luta está para começar. O juiz dita as regras e então o sino toca dando início a luta, Cornélio não mantêm nenhuma posição de combate e seu oponente o estranha por isto, mas ignorando, ele partia para cima de seu adversário começando a goleá-lo. O velho responsável pelo bilhete está lá sentado em seu banco misturado a platéia observando alegremente Cornélio ser massacrado sem poder fazer nada. Depois de tanto ser golpeado Cornélio cai sob o ringue e a contagem regressiva começa.Ninguém consegue entender o que aconteceu e porque Cornélio não reagia, poderia ser nervosismo ou havia desistido da luta? Nada disso fazia sentido para todos que observam, não havia explicação razoável para tudo aquilo. Cornélio está caído sobre o ringue enquanto a contagem regressiva prosseguia. Desacordado algo milagroso acontece em sua mente, um flash de luz surge e Cornélio se encontra em um ambiente totalmente em branco, então passos surgiam atrás de si chamando sua atenção quando Cornel se vira para trás, está a sua frente o seu pai Cornel.

– Eu disse que você jamais estaria sozinho filho – Cornel esboça um leve sorriso.

– Pai... É você? – Cornélio Esfrega os olhos tentando acreditar no que está vendo.

– Filho... Porque deixaste de reagir, teme alguma coisa ruim acontecer se você ganhar está luta? – Pergunta o pai muito triste.

– Pai, aquele homem que assassinou o senhor, ele está de volta... Se eu ganhar esta luta ele matará Melissa...

– Então é por isso que você teme vencer? Filho eu disse para você que se você fosse uma pessoa forte algo jamais seria capaz de acabar com você – Através das palavras o pai em um tom sério procura encorajar o filho.

– Pai – O jovem taurino escutava sem ter uma resposta para dar.

– Jamais deveras temer seu inimigo, seja forte e demonstre a ele a sua fúria, a fúria do Grande Chifre!

– Você está certo pai, jamais permitirei que as pessoas que eu amo sejam machucadas, assim como você jamais haveria permitido!

– Muito bem filhote, era isto que eu precisava ouvir você encontrou o seu caminho – Cornel sorria novamente e então sua imagem foi se tornando tênue cada vez mais até que ele desaparece.

– Pai?PAI! – Cornélio corre em direção ao mesmo, mas este já havia desaparecido e então um flash de luz surge e Cornélio abre os olhos novamente estando caído sob o ringue enquanto a contagem segue já pela metade.

Neste momento o corpo de Cornélio começa a reagir dando um sinal de esperança para todos os telespectadores e então o jovem consegue se levantar antes da contagem regressiva terminar. Seu adversário que esperava que Cornélio perdesse a luta justo porque ele se deixou ser golpeado agora imagina que seu oponente havia mudado de idéia. Cornélio assume sua posição de luta transformando a alegria do velho em uma máscara de raiva, pois ele jamais imaginara que Cornélio tendo sido alertado da ameaça ainda se mostrasse disposto a lutar.Neste momento seu oponente sorri, e parte em sua direção a fim de derrubá-lo de uma vez por todas. Cornélo então fita seu adversário vir em sua direção desferindo um poderoso soco com uma de suas mãos sob rosto de Cornélio, mas este desvia rapidamente esquivando-se para um dos lados! O adversário baixou a sua guarda ficando desprotegido estando próximo de seu oponente, pois não imaginara que Cornélio fosse tão rápido. Nesse momento de ira Cornélio desfere um poderoso gancho sobre o queixo do seu oponente o suspendendo sob o ar! Sangue é jogado para todos os lados e logo em seguida o homem cai no chão desacordado.




\"\"



O juiz faz a contagem regressiva e esta ao acabar dá a vitória a Cornélio, já que seu oponente não tinha mais capacidade de se levantar.

– Viva! Ele venceu! – Melissa explode em um tom de alegria.

Muito bem, este é o Cornélio que conheci – Diz James em seus pensamentos enquanto um belo sorriso surge no canto de seus lábios.

– Grrr... Onde está ele? – O Taurino estando ainda no ringue olha para todos os lados da platéia, tentando localizar o homem responsável pela ameaça e então o encontra a sua direita quase na ultima fileira.

– Essa não ele me viu! – Assustado o homem fica sem saber o que fazer, pretendia no começo fugir do local, mas não podia levantar suspeitas.

Cornélio rapidamente pula para fora do ringue atravessando toda a platéia furiosamente, chegando até o velho ele o pega pelo pescoço e então olha nos olhos do pobre velho assustado que agora tem sessenta e cinco anos, e começa então aquilo que seria uma vingança.

– Muitos anos se passaram desde então e você ainda tem coragem de ameaçar a minha família? Você não percebe quem eu sou? Sou muito mais impiedoso do que meu pai! – Com uma das mãos que segura o pescoço do pobre homem, Cornélio desfere com a mão livre um poderoso soco sobre o estômago do pobre velho que começa a vomitar todas as porcarias que comeu antes de entrar na platéia.

– Rápido preciso de ajuda aqui parece que Cornélio está espancando um telespectador da platéia! – O segurança informa pelo rádio a possível cena e então parte em direção ao mesmo para impedi-lo enquanto a platéia observa horrorizada.

– Eu irei acabar com você aqui mesmo na frente de todos! – Ao segurar o homem com as duas mãos Cornélio o lança para fora da platéia e este despenca metros pela a arquibancada caindo próximo ao ringue.

Neste momento Cornélio desce a arquibancada indo em direção ao velho e no momento que este se prepara para matá-lo os seguranças surgem e o seguram bruscamente. A força de Cornélio era descomunal eram necessários cinco seguranças para detê-lo! Aproveitando a oportunidade o velho caído sobre o chão ferido devido à queda, saca de seu terno roxo um revolver o mesmo que usara para matar Cornel. Os seguranças tendo visto o homem armado soltam Cornélio imediatamente para tentar desarmá-lo, mas o velho maldito sorri dizendo que é tarde demais e que Cornélio pagaria pelo que fez. No momento que o velho está preste a puxar gatilho recebe um tiro na cabeça de um policial que está entre a platéia e o mesmo então sai do lugar de onde está andando lentamente até aonde o velho fora baleado.

– Uma Anaconda Black... Foi o que pensei. Este homem foi quem assassinou seu pai certo – Diz o policial que atende pelo nome de Oficial Stuart. Um velho de quarenta e cinco anos.

– Sim... Como o senhor sabia – Pergunta o jovem taurino.

– Talvez o senhor não se lembre, quando o senhor era criança teria me contado todos os acontecimentos da morte de seu pai, eu era o encarregado deste caso e desde então eu jamais teria desisto de descobrir o assassino de Cornel. Este homem pertencia à máfia e pela roupa que usa não é um simples gangster e sim um chefe de alguma organização – O oficial revela os detalhes para Cornélio.

– Entendo... Agora eu lembro, depois de um tempo o caso foi dado como encerrado, mas o senhor nunca havia desistido deste caso – Respondia Cornélio.

– Era obvio que o assassino matou seu pai por questões pessoais e que se a história se repetisse novamente ele estaria presente para fazer o mesmo com o filho então eu sabia que ele poderia está aqui – O oficial esclarece a sua teoria.

– Cornel! Você está bem? – Surge Melissa que veio da sala vip e o abraça.

– Estou bem sim Melissa, está tudo bem – Diz o lutador retribuindo o forte abraço.

– Eu fiquei com medo que pudesse ter acontecido de novo! – Melissa fala em desespero enquanto o abraça.

– Está tudo bem Melissa graças ao oficial Stuart. Obrigado Oficial – Olha para o policial agradecendo-o com um leve sorriso.

– Faço apenas meu serviço Cornélio, alias parabéns pela vitória – O homem então se vira e contata a policia para interditar o local do crime, e assim ia seguindo para fora do mesmo.

A cena então muda para um dia pela manhã depois da longa confusão de ontem. Cornélio sai do seu ginásio com uma bagagem e então uma voz suave de uma mulher chama a sua atenção.

– Cornélio para onde você está indo tão cedo? – Pergunta a mulher de longos cabelos ruivos vestindo uma camisola e coçando os olhos, provavelmente esta acordou com o barulho dentro do ginásio.

– Estou indo para Grécia – Diz o jovem ainda de costas.

– Grécia? Ficou maluco? E o ginásio e os seus amigos o que será deste lugar sem a presença do campeão? – Pergunta ela ainda tentando acreditar.

– Se tem um campeão aqui nesse caso é você... Graças a você eu fui capaz de chegar ao final deste torneio. Ninguém precisa de mim aqui como exemplo, você é o melhor exemplo que um boxeador pode ter para seguir em frente – Responde o taurino.

– Cornélio – A mulher começa a chorar.

– Cuide do ginásio em memória de meu pai, para mim não há mais nada aqui senão tristes lembranças do passado.

– Mas... Você é o grande herói todas as crianças e adultos o admiram pelo que fez no ringue durante todos estes anos.

– Os heróis salvam o mundo... E o mundo já não tem mais salvação. Adeus Melissa – Tendo dito isto Cornélio então torna a andar em direção ao seu destino.

– Cornélio...! Volte aqui Cornélio! – Grita a assistente derramando lagrimas de seus olhos enquanto via seu pupilo desaparecer no horizonte sobre o meio da rua.

Voltando ao presente na Grécia pela manhã, os aspirantes do signo de touro serão os próximos combatentes. Cornélio caminha em direção ao coliseu quando para e então nota uma mulher sendo maltratada por um homem trajando vestimentas de couro, certamente era um soldado que patrulha sobre o local. Indignado pelo que está vendo Cornélio foi até o homem tirar satisfações com o mesmo, mas parece que seria algo que este não deveria ter se metido. Chamando a atenção do soldado questionando do porque este estaria maltratando a mulher o soldado que era um homem muito arrogante jamais perdoaria qualquer cidadão que questionasse sua autoridade.

– Quem você pensa que é para questionar o que eu faço grandalhão? Você sabe quem eu sou? Eu sou um guarda real do santuário é o meu dever fazer o que tenho de fazer quando algo está errado! Esta moça estava tentando roubar o dinheiro das pessoas que por aqui estão passando – Responde o homem em um tom de arrogância.

– Leve-a para ser julgada, mas não a maltrate desta maneira, não há nenhuma necessidade para isto!

– Já me cansei destes seus sermões! – Responde o soldado aborrecido.

O Soldado chama alguns homens que descansam sobre as sombras de algumas rochas para segurar a prisioneira, pois o sol estava insuportável de tão quente. O soldado que interrogava a mulher então empunha seu bastão desferindo um golpe sobre o estômago de Cornélio em seguida o acertava sobre o queixo o jogando sobre o chão. Um homem que também parecia ser um candidato observa encostado sobre uma das rochas do local o soldado derrubar o grandalhão sobre o chão e não agüentando ficar de braços cruzados segue em direção a Conélio disposto a ajudá-lo. Quando o soldado prepara-se para desferir mais um golpe como castigo por questioná-lo o homem que se aproximara está perto o suficientemente para deter o golpe com uma de suas mãos e então olha para Cornélio com um sorriso.

– Mas... Que diabos você está fazendo? – Pergunta o soldado irritado e surpreso com a aparição de outro delinqüente.

– Oras... Não acha que já balançou esses pauzinhos demais? – toma o bastão do soldado lhe aplicando uma rasteira no soldado com a mesma.

– Maldito você pagará por isto! – Assobiando o homem chama mais 10 soldados que se aproximam tendo conhecimento do incidente e então se preparam para castigar os dois candidatos.

– Agora eles verão como é se meter com a autoridade do santuário de Athena! – Respondia um dos soldados, mas no momento que todos partem para o ataque uma voz jovem de um adolescente, em tom alto surge chamando a atenção todos eles.

– O que está havendo aqui? – Exigia o dourado de Áries uma reposta.

– Mestre Kiki, perdoe-nos, mas estes homens estavam atrapalhando o nosso dever de patrulhar o local barrando qualquer coisa que fosse um problema! – Respondia a pergunta do jovem dourado que está vestindo por completo sua armadura dourada.

– Estes homens trabalham assim? Machucando pobres mulheres que estavam roubando somente para viverem? – Questiona Cornel.

– Homem, pelo que vejo você é um candidato pela posse das armaduras de ouro estou certo? Eu admiro sua bondade e gentileza, mas estes soldados estão certos... Não existe nenhuma pena generosa para um cidadão daqui que pratica qualquer ato desonesto – Kiki fecha os olhos então, lamentando pelo destino da mulher.

– Mestre Kiki a levaremos para a corte aonde ela será julgada, deixaremos estes dois homens em suas mãos – Diz o soldado enquanto leva a jovem para o tribunal e os outros que estavam em volta tornaram a patrulhar novamente.

– Faça isto... Enquanto a vocês dois como se chamam? – Pergunta o dourado.

– Eu me chamo Cornélio.

– Eu me chamo Takahiro – Se apresenta então o jovem de feições orientais, de cabelo preso e cor parda.

– A partir da hora um, o torneio vai começar. Os combatentes do signo de Touro deverão está no coliseu para saberem com quem irão lutar... Eu desejo boa sorte a vocês – Tornando a abrir os olhos novamente, em uma expressão séria e inalterada o cavaleiro de Áries passa pelos dois indo em direção ao coliseu.

– Pelo que vejo aquele garoto não é muito de falar devo presumir que seja um cavaleiro de ouro pelo fato de está usando aquela armadura que quase me cegou com tamanha luz refletida como o sol – Diz o jovem capricorniano.

– De fato... Mas obrigado por me ajudar, foi muito nobre de sua parte Takahiro – Agradecia o taurino.

– Oras não se preocupe com isto – Takahiro sorria coçando a cabeça sem jeito.

– Bem logo o torneio irá começar devo me preparar, pois sou do signo de Touro – Diz Cornélio confiante.

– Boa sorte Cornélio – cumprimenta o companheiro.

– Obrigado! – Despede-se então de Takahiro, deixando o local e indo em direção ao coliseu.

Após um tempo de aquecimento, a hora um estava por vim dando inicio então ao torneio. Todos estão no coliseu sentados e observando o grande mestre adentrar ao altar junto dos demais cavaleiros de ouro. Todos eles se sentam em suas poltronas douradas, exceto o mestre que permanece de pé preparado para declarar o inicio da luta.

– Vocês testemunharam ontem mais uma prova da vitória, o cavaleiro de Libra! Hoje mais uma vez vocês irão testemunhar guerreiros que lutaram em posse da armadura de ouro de Touro que pertenceu ao admirável cavaleiro Aldebaran, que até mesmo na morte, continuou a proteger Athena mantendo-se de pé! Que entrem os primeiros candidatos a disputarem a armadura sagrada de Touro – Declare o mestre do santuário.

Finalmente a luta tem inicio. Os taurinos demonstram uma força descomunal no campo de batalha, as lutas giram em torno de mobilizações e técnicas de jiu-jitsu e outros movimentos que requerem bastante força para derrubar o adversário. Conélio entra no campo como o próximo oponente e demonstra suas habilidades de boxe impressionando seus oponentes ele é capaz de derrubar cada um, mas com imensa dificuldade até chegar ao fim do torneio. O sol está se pondo o céu assumia um tom avermelhado e o pó do sol surgia sob o horizonte anunciando o fim do dia. A ultima luta está para começar entre Cornélio que havia derrotado seus inimigos chegando ao final da luta contra agora ninguém mais que Gigas, o demônio da ilha de Creta. A batalha final está prestes a começar.

– Finalmente... Eu cheguei ao final... Mas que diabos é isto? – Cornélio se assusta ao fitar o gigante homem que entra no coliseu, que parecia, mas um monstro.

– O que foi, está com medo, mas não se preocupe. Assim como os demais oponentes que estraçalhei com estas mãos acabarei com o seu medo rapidamente Huhuhahaha! – Diz o gigante de quase três metros, moreno e escabelado, que está rindo freneticamente.

– Não pense que será assim tão fácil! Yeeeeaaah! – Correndo em direção a Gigas, Cornélio desfere uma seqüência de golpes ferozmente com seus punhos sobre o corpo do gigante, mas parece que o mesmo não sentia nem um pouco de dor.

– Huhuhuhahaha! É tudo o que consegue fazer, estes tapinhas só me fazem cócegas! – Diz o gigante que ao erguer uma de suas enormes mãos desfere um poderoso tapa sobre o rosto de Cornélio fazendo-o capotar sobre o chão deslizando metros.

– M-maldição... Meus golpes não fizeram nada a ele, como isto é possível? – Cornélio se levanta lentamente estando um pouco tonto devido o tapa que recebera em seu rosto que chegou a ferir-lo tirando sangue.

– Você quer saber porque eu sou assim tão temido? – Pergunta Gigas confiante, contando-lhe uma pequena historia antes de dá o fim em seu adversário.

– Ora esse o que será agora? – Pensa o taurino enquanto fita seu adversário.

– Na religião, os cretenses eram muito ligados à figura da mulher. Imagens femininas aparecem em afrescos e esculturas ligadas a práticas religiosas. A deusa-mãe, segurando serpentes nas mãos, tinha grande importância para os cretenses. O touro também possuía certa importância no cenário religioso cretense, provavelmente em função da imagem da fertilidade. Os cretenses realizavam várias festas em homenagem ao touro, em que homens pulavam nas costas do animal. A mitologia minóica também foi muito rica. O principal mito cretense é o do Minotauro representado por um forte homem com cabeça de touro. Este monstro, que habitava o labirinto, foi morto pelo herói grego Teseu. Os mitos de Dédalo e Ícaro também estão relacionados à cultura minóica – Comenta o gigante.

– Está querendo me dizer... Que nasceu de um minotauro? – Tenta Cornélio entender a história de seu oponente.

– Eu nunca conheci meu pai, e minha mãe sempre me disse que meu pai era um homem forte e não era um ser humano. Não tenho dúvidas de que a aparição que fertilizou em minha mãe, poderia ser a representação de um minoutaro – Continua Gigas a contar a história bizarra.

– Bobagem! Só porque você tem esta força e este tamanho não quer dizer que você ainda continue sendo a mesma criança que acredita nestas historias de ninar! – Cornélio tira sarro do gigante devido a sua história.

– O que disse? Eu ensinarei você a temer e respeitar-me! – Com uma das mãos desfere um poderoso soco sob o chão e o solo do coliseu começa a tremer causando um desequilíbrio em Cornélio em seguida o gigante corre em direção a Cornélio lhe acertando uma poderosa investida através de seu ombro jogando Cornelio longe e este se choca violentamente contra a parede da arquibancada e então descendo até chão.

– Inacreditável! Este homem tem força até mesmo para fazer o coliseu tremer deste modo! – Diz o cavaleiro de Libra impressionado.

– Será verdade o que este homem disse? Que nasceu de um ser meio humano e meio touro? – Imagina o Leonino.

– Existe uma lenda, que prova que o minotauro possa existir até nos tempos de hoje – Diz o cavaleiro de Sagitário enquanto fecha os olhos pensando na história.

– O que disse? Você está falando sério Bernice? – Pergunta Kiki curioso em saber.

– Após assumir o trono de Creta, Minos passou a combater seus irmãos pelo direito de governar a ilha. Rogou então ao Deus do mar, Poseidon que lhe enviasse um touro branco como a neve, como um sinal de aprovação ao seu reinado. Uma vez com o touro, Minos deveria sacrificar o touro em homenagem ao Deus, porém decidiu mantê-lo devido a sua imensa beleza. Como forma de punir Minos, a Deusa Afrodite fez com que Pasífae, mulher de Minos, se apaixonasse perdidamente pelo touro vindo do mar o Touro Cretense. Pasífae pediu então ao arquetípico artesão Dédalo que lhe construísse uma vaca de madeira na qual ela pudesse se esconder no interior, de modo a copular com o touro branco. O filho deste cruzamento foi o monstruoso Minotauro – Conta-lhe Bernice uma parte sobre a história da mitologia grega.

– Você só pode está de brincadeira... Isso é verdade? – Pergunta o Leonino que não consegue acreditar.

– Embora Tesseu foi o heroi ateniense que havia matado o Minoutauro em seu labirinto...Minotauro,originalmente, era apenas utilizado como nome próprio, referindo-se a esta figura mítica. O uso de minotauro como um substantivo comum que designa os membros de uma raça genérica de criaturas antropogênicas com cabeças de touro surgiu bem posteriormente.

– Então você está dizendo que estas criaturas ainda existem e estão escondias por aí – Pergunta o mestre tentando entender a situação.

– Não se sabe a verdade... Tudo que sei é que esta é a história do Minoutauro, se este homem, o que ele diz é verdade então este mito realmente aconteceu.

– Isso é um absurdo – Diz o santo dourado de Libra.

Enquanto os cavaleiros de ouro e o mestre tornaram a prestar atenção novamente na batalha. Gigas se aproxima de Cornélio que está próximo a arquibancada, então o pega pelo pescoço o suspendendo em seguida o joga para o meio do Coliseu. Novamente caminha até o meio e então começa a pisoteá-lo com seus enormes pés, fazendo Cornélio gritar dolorosamente e muitas pessoas que assistiam desviam seus olhares perante tamanha violência que o gigante demonstrava pisoteando Cornélio como se fosse pequenos cachos de uvas, usados na produção de vinho. Neste momento Cornélio após muito sofrer perde a consciência. Um flash de luz surge e ele se vê dentro do ginásio de onde havia partido. Dentro do ginásio está sob o ringue seu pai Cornel treinando Conélio quando ainda tinha sete anos de idade e Melissa está sentada em um dos bancos fazendo suas anotações. Eles então param para um tempo de descanso então Cornel se aproxima de Cornélio e se agacha e então faz uma pergunta:

– Cornélio, o que é necessário para um lutador permanecer firme dentro de um ringue – Pergunta o pai e em seguida espera a resposta com um leve sorriso.

– Um lutador nunca deve desistir, mesmo que as esperanças de vitória sejam mínimas, tudo é possível com a força de vontade! – Responde o filho.

– Exatamente filhote... Esse é o meu filhote! – Cornel leva uma das mãos até a cabeça de Cornélio lhe fazendo um cafuné e então tudo volta ao normal.

– Agora lhe irei estourar a sua cabeça! – Gigas ao descer um de seus pés com toda a sua força em direção a cabeça de Cornélio este o segura com suas mãos impressionando o gigante que esperava que ele não fosse reagir! Os olhos de Cornélio se abrem e sua máscara de sofrimento muda para um tom de fúria e com a força de suas mãos empurra o gigante para trás! O gigante está assustado! Ele jamais pudera imaginar que seu oponente tivesse forças para continuar lutando.

– Eu não vou desistir... Um lutador jamais deve se entregar por menor que sejam suas esperanças de vencer! – O taurino pressiona os dentes enquanto aperta firmemente os punhos assumindo sua posição de luta enquanto seu corpo sofre gravemente pelos ferimentos.

– Deveria ter continuado no chão até morrer, você não vai durar muito tempo nessas condições prepara-se! Moorrrrra Cornélio! – O gigantesco homem parte em direção a Cornélio Furiosamente.

Gigas começa desferindo vários socos em sua direção, porém Cornélio se esquiva de todos os seus golpes. Um dos últimos vai em direção ao rosto de Cornélio que apara o golpe em seguida, com a outra mão desfere um gancho sob o queixo do gigante fazendo o recuar para trás. Com alguns passos para frente Cornélio contra-ataca com uma seqüência de golpes cruéis que atingem Gigas fazendo-o gritar de dor, neste momento a cosmo energia surge em volta de Cornélio e os cavaleiros de ouro percebem que um dos guerreiros houvera despertado sua força máxima e então Cornélio desfere seu ultimo golpe de misericórdia que atinge a barriga de Gigas um poderoso golpe com seu punho que até mesmo foi capaz de cortar o vento! O punho atinge o abdômen de Gigas em seguida o atravessando.


\"\"



Sangue é jogado para todos os lados e o Gigante cai morto sob o chão, Cornélio então se vira e percebe que havia derrotado seu oponente e a platéia grita pela vitória de Cornélio. O vencedor está ofegante, cansado e sem forças para continuar de pé ele se agacha sobre o chão para recuperar fôlego. Nesse momento o mestre se levanta alegando a vitória a Cornélio,este se levanta novamente e olha em direção ao altar.

– Cornélio nascido da América do Norte. Você demonstrou seu valor aqui neste coliseu como um verdadeiro cavaleiro de Athena, era de se esperar que você tivesse todo o potencial para trajar a armadura de ouro, pois o tamanho e a força nada tem haver com a vontade de lutar e vencer .Você lutará em prol do amor e da paz pela humanidade assim seja feita a vontade de Athena.

– Eu lutarei em prol do amor e da paz pela humanidade assim seja feita a vontade de Athena – Declara Cornélio os votos de lealdade.

A urna sagrada de Ouro se abre revelando um feixe de luz dourado, com ela surge a armadura sagrada de Touro. A luz sobe para o céu como uma estrela cadente e então desce em direção a Conélio se chocando com o mesmo.Quando o luminoso feixe de luz desaparece Cornélio está trajando a sagrada armadura de ouro que um dia pertenceu a Aldebaran,assim nascendo mais um cavaleiro da justiça.


Notas finais
Momento cosmo infinito

============================================================

O coração de um homem pesa conforme sua

Jornada em um mundo bem aventurado

Um homem nobre luta pelo que é certo

E evita o que é errado.

============================================================