Saint Seiya: Nova Geração
8 A história do Clã Yamada.
Notas iniciais
Nome: Takahiro
Idade: 17
Signo: Capricórnio
Tipo: B
Altura: 1.80m
Peso: 80kg
Local de nascimento: Nara,Japão
Local de Treinamento: Kansai,ilha de Honshu
Data de Nascimento: 5 de janeiro
Cor do cabelo: castanho escuro
Significado do nome: Absolutamente Filial Generalizada Nobreza.
O dia então se passa desde o torneio ocorrido ontem à tarde. Pela manhã na casa de Touro, a segunda casa que está protegida agora pelo cavaleiro de ouro Cornélio que se tornou digno da armadura sagrada no combate de ontem na difícil luta contra Gigas que era um grande adversário. Com os braços cruzados e uma expressão serena Cornélio se mantém tranqüilo, tal tranqüilidade que possuí jamais poderia sentir nas cidades urbanizadas devido a toda agitação e tarefas que surgiam imensamente todos os dias. Neste momento Cornélio nota alguém se dirigir a sua morada e este é o cavaleiro de Áries. O jovem cavaleiro de ouro se pôs ao lado de Cornélio e então uma diferença de tamanho podia ser notada entrem ambos os cavaleiros.
– Não esperava que você fosse vencer este torneio, fico feliz de te-lo aqui como um novo companheiro – Disse o jovem lemuriano em seguida mostrando um leve sorriso em sua face.
– Afinal não é todos os dias que se enfrenta alguém maior que eu não é verdade? – Cornélio sorrir.
– É verdade, aquele homem parecia ser imbatível até que você mostrou o contrário.Sua motivação foi maior do que o tamanho e a força que Gigas exercia, e assim você o derrotou – Lembra o santo dourado de Áries.
– Eu jamais aceitaria ser derrotado não importa quem fosse meu inimigo – Disse o Cornélio de modo convecido.
– A propósito Cornélio, o que o motivou a vim para a Grécia? – Pergunta o santo de Áries curioso
– Não havia mais razão para está onde eu sempre estive.Quando eu peguei aquele folheto estava disposto a partir da América do Norte a fim de viver uma nova vida, um novo começo esquecendo definitivamente o passado. No começo achei que se tratava de um torneio então você apareceu alegando que nossas vidas pertenceriam a uma Deusa se estivéssemos dispostos a encarar o desafio de vestir estas armaduras de ouro. Eu realmente estava disposto a vencer este torneio, não me importava se a partir disto eu tivesse que viver aqui, ao menos será um novo propósito para a minha vida – Responde Cornélio.
– Você acredita que os Deuses existem? – Pergunta o cavaleiro de Áries.
– Eu acredito que sim – Responde Cornélio em uma imensa dúvida.
– Cornélio os Deuses existem e eles são reais, a prova disto é que todos que aqui se tornam cavaleiros, lutam pela esperança e pela a paz na terra porque assim é a vontade de Athena – Conta kiki a verdade
– Conte-me mais sobre Athena – Pergunta Cornélio enquanto olha para as redondezas do santuário de onde podia ver pela casa de Touro.
– No começo dos tempos havia somente o nada o Caos. Então veio o Big Bang, o nascimento de um universo em expansão. O início de tudo. Um dia, a “Grande Vontade” Big Will símbolo do poder espiritual revelou-se ao mundo. As luzes e os relâmpagos espalharam-se pelo cosmos, dando vida a tudo o que tocava. Cada homem que obtiver êxito ao unir sua alma ao “Big Will” se tornará um Deus. Com Vontade Divina o Big Bang foi capaz de iniciar uma série de explosões e colisões, que resultaria nas estrelas que brilham no céu e na formação do universo em que vivemos – Prossegue o santo de Áries então com os detalhes
– Está querendo me dizer que Athena, foi uma humana que alcançou esse Big Will e se tornou uma Deusa? – Pergunta Cornélio confuso sem tirar ainda sua visão da paisagem.
– Não exatamente, lhe contarei sobre os tempos da mitologia grega. Somente três deuses não possuem forma nem vontade humana, são de natureza espiritual: Gaia a terra, Uranos o céu e Ponthos o mar.Zeus, Hades e Poseidon foram os primeiros com forma e vontade humana a alcançar a Vontade Divina e a serem adorados como deuses. Eles assumiram o controle da terra, do reino dos mortos e dos mares. Zeus, Poseidon e Hades foram os primeiros a alcançar a Vontade Divina porque os Titãs, que existiam antes deles, já o dominavam naturalmente, Athena é filha de Zeus. – Assim Kiki prosseguia.
– Então ela já nasceu sendo uma Deusa? Entendo – O Taurino começa a entender a situação.
– Então um dia Zeus confiou a Terra à Athena e desapareceu. Desde muitos anos Athena tem lutado ao lado de seus cavaleiros para manter a paz e a harmonia sob terra que desde muitos séculos vem sendo ameaçado pela ira dos Deuses – O santo de Áries dá uma passa e então com os olhos entre abertos lança um olhar em direção ao centro da cidade
– Eu já ouvi coisas parecidas, mas achava que eram apenas mitos, então os Deuses realmente existem – Comenta o santo dourado de Touro
– Os Deuses disputam a terra entre si desde os tempos mitológicos.Desde a invasão de Poseidon à Terra, toda disputa pelo poder entre potestades divinas é nomeada Guerra Santa. Ela acontece quando a viciosidade humana torna-se excessiva perante os olhos dos Deuses. Durante a ausência de Athena todo Cavaleiro deve obedecer às ordens do Mestre que é o líder das forças concentradas do Santuário. As Guerras Santas ocorre em média a cada 250 anos. As Guerras Sagradas são batalhas entre os Deuses, e assim também entre os humanos que os veneram. O primeiro Deus que enlouqueceu dentre todos foi Poseidon. Determinado totalmente a conquistar o mundo, reuniu os melhores guerreiros dos sete mares e os nomearam Generais. Ofereceu aos seus Generais e Marinas armaduras. Os guerreiros de Athena só podem utilizar seus punhos, já que Athena recusa permitir-lhes o uso de armas – Kiki Conta os deatalhes da época das guerras
– Então Athena é encarregada de manter a terra em paz porque ela luta pela humanidade, enquanto os demais Deuses querem os destruir? – Tenta Cornélio entender a situação.
– Exatamente. Athena não queria vê-los sofrendo e decidiu dar a eles armaduras, ela chamou então os alquimistas do continente onde viviam os meus ancestrais, eu sou o ultimo sobrevivente do meu clã capaz de concertar as armaduras sagradas de Athena. Athena mesma as desenhou inspirada nas formas que via em cada uma das oitenta e oito constelações. Um Cavaleiro assim teria que estar em harmonia com a constelação que inspira sua armadura para estar autorizado a usá-la, em outras palavras, tem que estar protegido por estrelas de uma constelação – O jovem lemuriano completava a sua tese.
– Finalmente eu entendo, agora sei que estou aqui por alguma razão, estava destinado a usar esta armadura de ouro e lutar por esta terra – Disse o Taurino.
– Athena o escolheu Cornélio, seu destino estava traçado quando você vestiu a armadura sagrada de Touro, que é a prova de que você é um cavaleiro de Athena e lutará em nome do amor e da paz pela a humanidade – Respondia Kiki contente.
– Os outros cavaleiros de ouro já compreendem porque estão aqui? – Pergunta o taurino curioso.
– Sim, alguns deles vieram a mando de seus mestres que também são cavaleiros, outros vieram devido ao torneio conhecido como guerra galáctica que aconteceu em mil novecentos e oitenta e seis, quando Saori atual reencarnação de Athena permanecia nesta terra. O Mestre havia explicado a todos eles o significado do porque estariam aqui na Grécia e com que propósito, assim como você Cornélio eles foram escolhidos para se tornarem os novos cavaleiros da esperança – Responde o jovem lemuriano.
– Saori era a reencarnação de Athena? Ela era um receptáculo de uma Deusa? – Pergunta o taurino novamente.
– Exatamente, ela deixou este mundo há cinco anos atrás na luta contra o Deus Apolo que decidiu por um fim na humanidade, mas graças a ela e ao cavaleiro Seiya da constelação de pegaso e os demais outros que morreram lutando em prol da paz, Apolo foi derrotado e o mundo foi iluminado e encontrou a paz novamente.
– Eu Cornélio da constelação de Touro, lutarei bravamente em nome de Athena! – Cornélio então esboça um largo sorriso em seguida olha para o cavaleiro de Áries cheio de confiança em si.
– Fico feliz de ouvir estas palavras Cornélio. O mestre me disse que Athena reencarnará novamente na terra muito em breve. Não se sabe o porquê isso aconteceu muito depressa, mas devido a esse milagre uma série de problemas chegará a este santuário muito em breve. Por isso devemos preparar o santuário o quanto antes – Respondia o jovem lemuriano contente com a atitude de seu companheiro.
– Entendo... Hoje irá lutar os cavaleiros do signo de Capricórnio, estou certo? O mestre havia mencionado isto na reunião de ontem – Responde Cornélio.
– Sim, o mestre está bastante ocupado para lhe explicar sobre tudo isto, então ele pediu que me encarregasse de esclarecer tudo para você. Devo voltar para a casa de Áries agora. Vejo você no coliseu – o santo de Áries sorria para o cavaleiro de touro em seguida, despede-se descendo as escadarias voltando para a casa de Áries.
– Sem problema Kiki, Até em breve! – Retribuí o sorriso e acena com uma das mãos para o cavaleiro de Áries.
– Athena – Logo após mencionar o nome da Deusa em um tom muito baixo Cornélio olha para o céu e uma expressão de seriedade surgia em sua face.
A cena retorna para o passado na cidade de Nara no Japão alguns dias antes do torneio. A cidade de Nara foi sede da primeira capital imperial do Japão, antes de Kyoto, entre os anos 710 e 784. Nesse período, surgiram monumentais obras a exemplo do templo Tōdai-ji. As grandes dimensões estão diretamente relacionadas com o panorama político do século oito, quando o imperador Shōmu (724~749) e seus descendentes estabeleceram um forte governo centralizador e o budismo como religião oficial da nação. Sobre a imensa luz do dia um espadachim denominado Takahiro caminha entre uma floresta, ele vai ao encontro de seu dojô deixado de gerações a gerações pela sua família, o clã Yamada que se encontra em Kansai, uma das regiões da ilha de Honshu que fazem parte da região as províncias de Mie, Nara, Wakayama, Kyoto, Osaka, Hyogo e Shiga. Uma das características de Kansai é o dialeto típico da região, o 'kansaiben'. Ao chegar à pequena cidade em que vive Takahiro, se deparada com um grupo de homens que adentram em seu dojô. Provavelmente são os mesmos homens de ontem que desafiaram seu avô Tetsuo a uma competição em troca de seus ensinamentos na arte da espada. Adentrando no dojô alguns minutos depois ao passar pelas portas, os homens estão ajoelhados sobre a bela balaustrada de madeira que forra o chão e as paredes do dojô e então o homem mais velho é o primeiro a falar, enquanto em silêncio Takahiro observa ao entrar cautelosamente no aposento.
– Senhor Tetsuo, até quando irá nos negar o direito de uma competição para decidir quem é o melhor clã desta região. O senhor melhor do que ninguém deveria entender que só um clã deveria reinar sobre esta província. Deveríamos unificar todos os estilos de luta e torná-lo em apenas um, seremos uma grande nação que irá prosperar por varias gerações – Responde o homem mais velho que seria o líder.
– Dizer isto é muita ignorância de sua parte. Não há necessidade de competições e unificações entre os clãs, sendo que durante muitos anos os clãs que viviam nestas terras foram dizimados por aqueles que tinham a ambição de conquistar todos eles unificando-os em apenas um. Nossos clãs existem nos tempos de hoje porque no passado nossos antecessores lutaram para manter nossa honra e dignidade como samurais intactas. Você ainda continua sem compreender que se for derrotado por este clã perderá sua dignidade como um samurai – Respondia o velho Tetsuo.
– Eu não me importo! Mas que fique claro que não pretendo ser derrotado por um velhinho como você que não tem sequer mais a capacidade de desempenhar uma espada – Disse o líder que de qualquer jeito queria uma luta.
– Por ele não! Por mim! – Então Takahiro fala em voz alta e todos os samurais que ali estavam voltam à atenção para o espadachim.
– Takahiro Yamada, Filho de Takeshiro Yamada! Eu o desafio para uma competição em nome da unificação das artes da espada – Lança o líder tal proposta.
– Sério? Você está tão ansioso assim para ter seu clã ainda mais forte, acha mesmo que aprendendo nosso estilo de luta, seu clã será forte o suficiente? Veja eu tive uma longa caminhada até o templo hoje, estou muito cansado. O que você acha de você e seus homens caírem fora do meu dojô para que eu possa descansar em paz? – O jovem espadachim caminha passando pelos samurais e pelo avô que está sentado mais a frente, com intenção de deixar o local, seu rival saca a espada lhe chamando a atenção.
– Como ousa virá as costas para mim?! Aceitando ou não o desafio o meu clã se tornará o mais forte destas províncias! Yeaaahhh – Com a espada na mão o samurai corre em direção a Takahiro que ainda esta de costas a fim de goleá-lo. Entretanto o espadachim já estava preparado.
Neste momento em que o homem está próximo e prestes a golpea-lo no sentido vertical ao erguer a espada para cima, Takahiro que ainda esta de costas saca sua espada! Rapidamente em um movimento utilizando sua lâmina herança de seu pai, atravessa o homem em um movimento impressionante com sua espada. O homem para e então nota que metade da sua roupa fora rasgada mostrando a sunga do samurai que envergonhado parte novamente em direção a Takahiro. Dessa vez desferindo um golpe no sentido horizontal, Takahiro levanta sua espada rapidamente aparando o golpe do samurai e então com sua espada utiliza a força de suas mãos descendo a espada do seu adversário para baixo em seguida desferindo um chute sobre a barriga do mesmo que é jogado violentamente contra a parede deixando leves rachaduras sobre o mesmo.
– Se eu quisesse poderia matá-lo facilmente – Takahiro Sorri enquanto apóia a espada sobre um dos lados dos ombros.
– Maldição! Não pense que desistirei eu voltarei amanhã, mesmo que tenha que entrar aqui nesse dojô a força! – Disse o homem furioso.
– Você já perdeu sua dignidade como um samurai, deveria se matar invés de ficar perturbando o meu avô – O jovem faz piadas enquanto sorria para o samurai.
O homem se irrita de vez e deixa o dojô junto com seus discípulos. Depois de todo o ocorrido a noite finalmente chega,Testuo e Takahiro estão na sala apreciando o jantar feito pela irmã Ayono de vinte e três anos, uma bela mulher de olhos castanhos e uma pela suave como a flor de cerejeira e o seu curto cabelo liso como seda. Eles conversam sobre os acontecimentos de hoje em que mais uma vez o clã rival buscava desmoralizar a família Yamada querendo tomar os conhecimentos de sua arte na espada. Sentados sobre a sala, uma mesinha fica ao meio junto da comida sobre a mesma e os três se serviam então Ayono começa a conversa. A luz sobre o aposento no teto ilumina o aposento suficientemente enquanto os três conversam em meio ao jantar.
– Aquele homem nunca sabe quando desistir, ele deveria está morto pela centésima vez – Brinca Ayono sorrindo.
– Não vale a pena tirar a vida daquele velho, seria uma desonra para mim utilizar a espada de meu pai para derramar sangue – O jovem samurai fala de boca cheia enquanto aprecia a comida feita pela a irmã.
– Sabemos que você herdou a nobreza de seu pai, estou orgulhoso de você Takahiro, nos tempos de hoje utilizar a espada realmente não é mais,. necessário – Disse o velho Tetsuo de oitenta anos
– A propósito Ayono você vai mesmo se casar com aquele agricultor? É um homem muito esquisito ele tem as mãos muito grandes! – Olha para a irmã, com a boca cheia de comida e faz uma cara assustada.
– O que você que dizer com isto? E ele é um ótimo homem! Não é um vagabundo como você que não faz nada além de ficar pescando nos rios da floresta de Honshu – Ayono pega um sushi e acerta em Takahiro, em seguida começa a rir.
– Eu não vou com a cara daquele sujeito – Disse Takahiro com um mau humor.
– Eu apoio a união de sua irmã com aquele jovem, ele tem se mostrado um homem muito trabalhador e gentil. Será então o início de uma nova geração na família Yamada. Você não vai se casar Takahiro? Alias você é o único homem da família que guarda o segredo do clã, A arte da espada Yamada – Disse o velhote.
– Eu não sei vovô, esse assunto é muito chato, me deixou com sono irei para a cama. Boa noite Ayono, boa noite vovô acordarei cedo amanhã – Após terminar a comida boceja e então se levanta se dirigindo para a cama.
– Takahiro não se esqueça de ir me buscar amanhã na fazenda. Meu futuro noivo quer conhecê-lo – Suplica para o irmão.
– Mande ele se ferrar! – Disse o jovem espadachim mal humorado enquanto deixa o aposento.
Depois de toda aquela conversa pela noite o dia então amanhece. Pela manhã Takahiro ja não mais se encontrara no dojô. Utilizando apenas de sua espada presa em sua cintura, usando seu kimono branco como a neve e uma vara de pescar que apóia sobre um de seus ombros, este caminha novamente em busca de tranqüilidade e paz sobre a floresta aonde existe uma imensa lagoa para pescar enquanto relaxa sobe o som dos pássaros e a brisa suave dos ventos. O tempo foi passando e logo chegou a tarde e já era hora de ir buscar Ayono na fazenda de seu futuro esposo. Não fica muito longe da floresta, embora uma boa caminhada fosse feita e isso irritava Takahiro. Pensar ter que ir conhecer o futuro sogro algo que não será nada agradável. Chegando até a fazenda com uma vara de pescar apoiada sobre o ombro e na linha preso vários peixes, avista então o homem dando comida aos cavalos e então o mesmo avista Takahiro e presume que o homem que chegara seja o irmão de Ayono e então o fazendeiro se dirige até Takahiro para cumprimentá-lo.
– Olá você deve ser Takahiro Yamada! Eu sou Shigeru prazer –Cumprimenta o homem alegre em conhecer o irmão de Ayono.
– Idem, agora onde está minha irmã eu vim buscá-la – Pergunta Takahiro louco para deixar o local.
– Eu achei que ela viesse com você? Ela não veio? – Pergunta o fazendeiro.
– Não! Ela tratou de vim até você e eu iria buscá-la aqui mais tarde! Se ela não está aqui aonde mais poderia está? – Takahiro começa a ficar preocupado.
– Vai ver surgiu um imprevisto, e ela não pode vim. Deve está em casa – Tenta o fazendeiro acalmar o seu futuro sogro.
– Será que o vovô ficou doente de novo? Bem estou indo – O esdapachim Se vira e então caminha deixando o local sem ao menos se despedir.
– Espero encontrá-lo novamente, poderemos nos conhecer melhor Sr. Yamada! – Se despede o fazendeiro muito feliz.
– Nunca! – Fala para si mesmo em voz baixa.
Depois de tanto caminhar novamente até chegar ao dojô ja estava escurecendo, o sol se coloca no horizonte anunciando que a noite logo chegará. Chegando ao dojô Takahiro adentra sob o mesmo e dentro do aposento encontra seu avô caído no chão gravemente ferido. Takahiro rapidamente larga os peixes sob o chão e se aproxima de Tetsuo e então se agacha o pegando em seus braços. O sacudia tentando o acordar, mas o mesmo estava inconsciente. Ouve-se um barulho no pátio do dojô e quando Takahiro vai para o local, encontra os samurais de ontem e um deles segura sua irmã e a espada está apontada em direção a sua garganta. O mais velho dos samurais como de se esperar é o líder e então ele sorri e percebe o medo sob os olhos de Takahiro diante da iminente situação.
– Você me fez de bobo ontem na frente de meus discípulos. Assim como o seu pai que adorava me desprezar quando éramos ainda jovens. É uma pena que ele morreu devido ao sofrimento com a morte de sua esposa anos atrás, ele deveria está vivo agora para presenciar seu clã cair perante aos meus pés! – O homem começa a rir histericamente.
– O que você está fazendo? Me entregue minha irmã agora! – Disse Takahiro Furiosamente.
– Porque todo este desespero?Vejo que sua irmã é muito preciosa para você – Enquanto fala um dos homens descaradamente passa a mão por dentro das vestimentas de Ayono enquanto esta assustada chora de medo.
– Takahiro! – Grita ela desesperada.
– Solte-a! Ela não tem nada ver com tudo isto, somente a mim que você quer não é? – O jovem espadachim tenta negociar com o líder do bando.
– Revele-nos o segredo da arte Yamada e então deixaremos a sua irmã livre – Disse o samurai.
– Eu sou o único segredo da família Yamada, Não existe nenhum pergaminho que guarda os ensinamentos da arte da espada – Explica o jovem espadachim para o líder do bando.
– Que pena, devo presumir que você não irá nos ensinar, Shimura dê o tratamento especial para a nossa convidada! – Disse o samurai com um sorriso macabro em seus labios
– Takahiro! – Ayono grita até os pulmões.
– O que? Não! – O jovem espadachim grita desesperadamente.
Neste momento um dos samurais passa a espada pelo pescoço de Ayono cortando a sua carne. O sangue começa a jorrar para todos os lados em seguida o samurai que a segura a solta. Ela caminhava com todas as suas forças em direção de Takahiro em seguida se jogando sem seus braços. Ambos descem sobre o chão e Takahiro olha-a em seus olhos e nada podia fazer, logo a luz deixara seu olhar e a morte ceifara a sua vida. Pobre Ayono teve uma morte tão cruel e dolorosa, uma morte tão impiedosa que nem mesmo Takahiro um homem nobre e gentil será capaz de perdoar dessa vez! Takahiro apenas a olha com todo o carinho, relembra os momentos difíceis de quando a mãe morreu devido a uma grave doença e o pai não podendo viver sem o amor de sua vida, comete um haraquiri, tudo foi difícil e Ayono havia sofrido muito. Agora que ela está morta a única pessoa que estava disposta a dar a continuidade ao clã Yamada é morta pelas mãos de um grupo de samurais ignorantes tomados pelas ambições de seus antecessores. O samurai então se aproxima acreditando que Takahiro haveria perdido a razão de sua vida e então o olha friamente de cima.
– O que foi? Logo você irá se encontrar com sua família no outro mundo, mas não se preocupe depois de você mataremos aquele velho também! – Uma gargalhada pareava sobre o pátio do dojô.
– Ela iria se casar no final de semana – Triste Takahiro olha para o rosto da irmã com olhos entreabertos e começa a falar sozinho.
– O que? – O homem olha Takahiro sem entender o que o espadachim está falando.
– Ela iria dá continuidade ao clã Yamada. Agora ela está Morta! Minha irmã – Lagrimas começam a escorrer dos olhos de Takahiro caindo no corpo sem vida de Ayono.
– Que pena, o puto que a pegaria certamente seria um grande sortudo, afinal sua irmã era muito bonita! Hahahaha! – Gargalha o homem da piada que havia feito.
– É verdade, aquele cara é um puto,contuddo meu ódio por ele comparado a vocês não é nada! – O jovem samurai aperta os punhos com toda força, então deixa o corpo da irmã cuidadosamente sob o chão e se levanta lentamente.
– Huhuhuhaha! O que pensa que pode fazer? Pretende nos desafiar? Somos 10 e você é apenas um, acha que pode nos derrotar? – Disse o homem confiante de si por estar em grupo.
– Você não sabe do que eu Takahiro Yamada sou capaz! – Os olhos do espadachim se abrem em um tom de fúria enquanto este desembainha sua espada. O homem a sua frente se assusta e então recua com passos para trás rapidamente com a mão em sua espada sem desviar o olhar do seu rival.
– Então você quer lutar não é? Vamos fazer seu corpo em pedaços e espalhar por todo seu dojô e todos saberão o poder que vem de nosso clã! O clã Tsurugi!!!
– Tente se puder! – Já com a espada em mãos Takahiro assumia sua posição de combate.
– Acabem com ele agora!! – Ordena o líder aos nove samurais que vão em direção a Takahiro furiosamente com suas espadas em mãos.
Os samurais correm em direção ao espadachim com a única finalidade, que será matá-lo! Takahiro se prepara e então parte em direção aos seus inimigos desferindo um grito de fúria que pode ser ouvido por toda a região. O primeiro samurai se aproxima de Takahiro desferindo o golpe de sua espada em direção a sua cabeça, porém Takahiro apara o golpe rapidamente e o atravessa, assim os outros samurais tentam goleá-lo, mas sem sucesso tendo seus ataques repelidos e Takahiro passa por todos eles rapidamente!Os samurais permanecem parados enquanto Takahiro depois de ter passado por eles apenas foca sua visão no líder do bando. Atrás onde ficaram os samurais, o corpo dos homens começam a disparar sangue para todos os lados sujando totalmente o pátio, pois quando Takahiro passara por cada um deles, estes haviam sofrido cortes cada um em um ponto diferente do corpo, tais movimentos foram tão rápidos que seus rivais nem mesmo houvera percebido. Os corpos de seus rivais sem vida caem no chão enquanto o líder ao presenciar tal cena fica completamente assustado, sacando sua espada. O corpo de Takahiro está banhado com o sangue de seus inimigos!
O líder do clã Tsurugi parece ter se arrependido de matar a irmã de Takahiro que agora está furioso como um demônio.
O espadachim agora se prepara novamente e corre em direção a seu rival que põe sua espada na frente tremendo de medo e corre para cima de Takahiro, ambos atravessam um ao outro furiosamente!Então um silêncio paira sobre ar em que ambos estão parados um a poucos metros do outro. Takahiro com os olhos entreabertos, tranquilamente os fecha. O golpe do seu rival o havia atingindo cortando ao lado de sua barriga, mas nada que fosse tão grave. Enquanto o líder do clã Tsurugi permanecia parado, uma linha surge verticalmente sobre seu rosto e então começa a espirrar sangue, pois sua cabeça fora cortada ao meio! O corpo do samurai logo em seguida desaba sob o chão. Aquilo que era para ser uma luta se torna um horror em que o pátio se transforma em um mar de sangue. O espadachim abandona sua posição de combate logo após a queda de seu rival e olha para o céu. A lua brilha intensamente junto das estrelas, pois nesse momento já havia escurecido. O espadachim permanece calmo em seguida torna a olhar em volta do pátio e então olha para sua espada e vê o sangue dos seus rivais banhados sobre a mesma.
– Perdoe-me Pai,não fui capaz de manter a sua promessa. Eu derramei sangue por todos os lados, não sou digno de usar está espada a qual o senhor a usou sem nunca ter matado alguém – Ainda com a espada sob uma das mãos Takahiro se vira e caminha em direção a corpo da irmã.
Estando próxima a mesma, Takahiro prende a espada sobre o solo a enfiando-a sobre a mesma, então pega o corpo de Ayono em suas mãos e leva para dentro do aposento. O dia amanhece e o sol toma o lugar da escuridão, alguns moradores da região ao saberem da tragédia vieram para ajudar o velho Tetsuo a tirar o corpo dos marginais do pátio.
Já em um cemitério um pouco distante do local, pela tarde Takahiro permanecia de pé a frente do tumulo de seus pais rezando e ao lado do pai a nova sepultura de sua irmã Ayono. Um vento forte pairava sobre o local arrancando as flores de cerejeiras de suas arvores e estas sobrevoam a todo o cemitério enquanto Takahiro fita com uma tristeza enorme em seu coração o tumulo de sua amada irmã, aquela que era o ultimo dos motivos pelo qual o espadachim vivia. A última pessoa que amava e jurava proteger morreu e Takahiro se julga responsável pela morte de sua irmã. Mais uma vez lagrimas escorrem de seu rosto acusando o enorme sofrimento do espadachim sabendo que agora estará sozinho no mundo de agora em diante.
– Ayono.Perdoe-me. Por minha culpa tudo isto aconteceu, estou muito envergonhado – Disse o espadachim em luto.
– Você não tem que se envergonhar de nada meu querido neto – Surgia o velho Tetsuo que então para ao seu lado.
– Vovô? O que faz aqui, achei que estivesse tratando do dojô – Disse o espadachim sem desviar o olhar do tumulo de sua família.
– Os vizinhos se ofereceram para ajudar a tratá-lo enquanto isto eu decidi vim aqui para ver como você está – Disse o velho preocupado.
– Eu falhei. Eu manchei a espada de meu pai com o sangue, por sede de vingança.Eu não sou mais digno de viver naquele dojô – Responde o jovem samurai envergonhado.
– Você fez o que achou que era certo Takahiro, usou a espada para defender a honra de sua família. Espadas sempre serão feitas para matar, mas nem todas serão usadas com intenções de cumprir seus benefícios. Você a usou para o bem e para o que era certo e isto foi uma causa nobre. – Disse o velho enquanto se agacha colocando flores sob o tumulo da família.
– Desde quando matar as pessoas é uma causa nobre? Eu usei a espada para cumprir meus benefícios e não a usei pensando em minha família,a usei pensando em vingança! – Exclama o samurai.
– Entendo mas, lembre-se o que importa é que você a usou para fazer a coisa certa. – Quando se levanta novamente o velho nota um folheto sob uma das mãos do espadachim.
– Vovô irei para a Grécia amanhã – Disse o jovem seriamente.
Takahiro então crava a espada de seu pai no meio dos três túmulos e deixa o local, somente seu avô permanece em frente aos túmulos por mais alguns minutos. Neste dia Takahiro permanecia o dia todo sobre o templo rezando e então volta para casa e descansa em seu quarto até que viesse o amanhecer, naquele novo dia então começava a jornada do jovem espadachim. Estando em frente à porta do seu dojô, se vira para o mesmo e o fita mais uma vez então seu avô surge de dentro do dojô e caminha até sua direção estando perto lhe dá um abraço em seu neto. Ele parecia está preocupado pelo fato de que o clã Yamada será extinto já que não há mais ninguém para dar continuação ao clã que prosperou por longas gerações.
– Você não devia fazer isto Takahiro, você é o ultimo espadachim da família Yamada que pode manter este clã ainda vivo – Suplica o velhote
– Eu preciso vovô, Não há mais nada para eu fazer aqui – Lamenta o espadachim.
– Como não há mais nada? Porque quer tanto ir para Grécia? – Pergunta o velho tentando entender a situação.
– Haverá um torneio na Grécia, envolvendo todo o mundo, gostaria de fazer parte deste torneio e mostrar minhas habilidades – Explica-lhes então o motivo por qual este deveria partir
– Entendo então você está mesmo disposto a deixar o clã Yamada apenas para participar de um torneio – Lágrimas saiam de seus olhos enquanto este velho não podia conter toda a tristeza que sentia.
– Mas eu prometo que voltarei vovô,assim que tudo terminar – Uma tristeza toma conta de seu coração enquanto este continha as suas lagrimas.
– Eu irei esperá-lo meu neto, eu irei. As portas desse dojô estarão abertas esperando por você sempre! – Então abraça seu neto chorando de tristeza.
– Até em breve vovô – Retribuí o abraço e então, caminha rumo ao seu objetivo, deixando a sua terra natal, trajando uma calça jeans azul escura, um tênis branco, uma jaqueta marrom e uma camisa azul, pois precisaria de uma roupa modernizada para melhorar o seu status em sua viagem.
A cena então retorna para o presente. O torneio esta prestes a começar, o sol brilha imensamente. Takahiro se dirigia para a entrada do coliseu quando é abordado por um homem que lhe chama atenção por trás. Takahiro se vira imediatamente e este homem é Cornélio que também está indo para o coliseu.
– Então está preparado para hoje? – Disse o Taurino que usa sua armadura dourada.
– Claro que estou eu vencerei este torneio! – Confiante o espadachim disse bastante otimista.
– Fico feliz em ouvir isso Takahiro, veremos como você se sai lá dentro. – O Taurino sorri enquanto fita seu companheiro.
– Duvida que eu não consiga vencer? Espere para ver então – O jovem samurai confiante se vira e então caminha em direção ao coliseu acompanhado de Cornélio.
Ambos adentram no coliseu. Cornélio segue para o altar onde se encontra os demais cavaleiros e o grande mestre, enquanto Takahiro entra na sala de espera aonde se encontra diversos equipamentos de exercícios e espera a sua chamada para partir em direção a arena. Depois de alguns minutos a hora do torneio então começa, o mestre se levanta de eu trono e então clama em voz alta o início de mais uma série de batalhas.
– Hoje iremos testemunhar mais uma vez sobre as terras deste coliseu, a glória dos guerreiros que vieram para lutar em nome de Athena, que entre os primeiros combatentes, comece o torneio dos céus! – Declara o mestre o início das batalhas
Os capricornianos representam a realização, o dever, a ambição, a perseverança, o materialismo e a responsabilidade. Possuem grande necessidade de realização e conquista. Possuem excelentes intuições e as utilizam em seu esforço para atingir independência pessoal e segurança. Gostam da lei e da ordem e tendem a ser dogmáticos. Após várias batalhas impressionantes dada pelos combatentes finalmente chegam à batalha final. Os finalistas adentram novamente na arena e Takahiro é um dos que chega ao final do combate. Cornélio observa seu amigo e lembra que este disse que venceria o torneio e então se dá conta de que suas palavras estão prestes a se concluir. O mestre declara o começo da luta e então a batalha final tem início.
– Irei vencer essa luta custe o que custar – Pensa Takahiro e então se prepara, observa seu adversário e parte para cima do mesmo.
– Hunf – O homem que é seu adversário apenas observa Takahiro ir em sua direção.
– Yeaaaah! – Takahiro desfere um soco contra o rosto do adversário que bloqueia facilmente com uma das mãos.
– Você costuma ser assim tão previsível? – Disse o homem.
– O quê disse? – Impressionado o samurai olha para o homem que defendeu seu golpe sem nenhum esforço.
– Devo dizer que embora você tenha alguma técnica de combate, não está sequer ao meu nível – Respondia o homem tranquilamente.
Neste momento o homem que possui o mesmo porte físico e tamanho de Takahiro, cujo cabelo é longo preso a um rabo de cavalo, desvia o braço de Takahiro com uma de suas mãos e rapidamente com os punhos desfere uma seqüência de golpes sob o abdômen de Takahiro, em seguida desfere um gancho sob seu queixo o suspendendo sob o ar e este cai de costas contra o solo, após ser jogado alguns metros de distância devido ao impacto do soco recebido em seu queixo. Takahiro então se levanta lentamente ficando de joelhos, o impacto da queda lhe custou grande dano sobre o peito e este vomita sangue sob o chão. O homem continua a fita-lo e então caminha em sua direção lentamente enquanto a platéia observa esperando para saber o que acontecerá em seguida. Estando novamente de pé Takahiro assume sua posição de combate e então parte para cima desferindo um grito de fúria. Aproximando-se novamente ao desferir um soco em direção ao rosto de seu adversário, este desvia esquivando-se para o lado e então desfere um poderoso soco sobre o rosto de Takahiro que o faz recuar para trás em seguida o seu oponente salta para o ar e desfere uma voadora que atinge em cheio o peito de Takahiro o jogando contra o chão violentamente.
– Argghh! Maldição ele é muito rápido, está prevendo todos os meus movimentos – Disse o jovem espadachim, que se dá conta que suas habilidades de luta não são suficientes para enfrentar o inimigo.
– Ao julgar pelo seu esforço fico impressionado em pensar que você chegou até o final deste torneio, suas habilidades são péssimas para enfrentar um oponente tão experiente como eu, talvez você devesse desistir antes que eu o mate – Disse o homem que se aproxima lentamente de Takahiro.
– Nem pensar, eu irei vencer essa luta custe o que me custar – Takahiro se levanta novamente sentido fortes dores na região do peito.
– Foi o que pensei, prepara-se! – O homem corre em direção a Takahiro a fim de terminar a luta imediatamente.
Takahiro observa seu oponente vir em sua direção e então se mantém concentrado, treinado apenas com a base da espada Takahiro não sabia utilizar seus punhos e pernas de tal maneira que fosse se tornar útil num combate corpo-a-corpo. Embora o conhecimento básico do estilo de luta denominado jiu-jítsu, ainda não era suficiente para enfrentar seu inimigo. Pensava então, não tinha outro jeito de pará-lo a não ser tirando proveito de um momento oportuno para golpear o inimigo, Takahiro então decide ficar na defensiva enquanto seu adversário se aproxima. Estando próximo o misterioso homem desfere uma seqüência de socos e chutes, Takahiro faz o que pode defendendo alguns e recebendo outros. O ritmo dos golpes continua até que não conseguindo segurar, recebe um poderoso chute sobre a costela o jogando para trás. Takahiro ainda continua de pé, ofegante ele observa seu inimigo enquanto tenta recuperar o fôlego, seu adversário vem ao seu encontro mais uma vez, o jovem espadachim imagina não agüentar a próxima investida, mas se lembra do dia em que sua irmã havia morrido e lembra em seguida os ensinamentos de seu pai enquanto Takahiro ainda era criança. Nesta lembrança Takahiro está no pátio do dojô em plena manhã treinando com uma espada de madeira e seu pai viera a seu encontro. Ambos têm uma conversa sobre força e perseverança, naquela época seu pai era conhecido como o melhor espadachim da província.
– Muito bom você já está desempenhando esta espada com mais velocidade – Disse o pai sorrindo que pegara o filho de surpresa enquanto este treinava.
– Oh, pai! Eu estou treinando todos os dias, quero ser forte que nem o senhor e acabar com todos os meus inimigos! – Responde o jovem para o pai
– Filho, usar a força para concretizar seus benefícios não é a decisão certa a se tomar, neste clã somente usamos a espada em momentos que se faz necessário, derramar sangue sem uma razão desonra o nome de nossa família. Esta é a causa nobre que o clã Yamada possui desde gerações anteriores – Disse o pai.
– Hummm, eu acho que entendi – O pequeno coloca a mão na cabeça e esboça um sorriso sem graça.
– Lembre-se Takahiro, aquele que luta por um nobre motivo, terá sempre a capacidade de enfrentar a vida de modo mais otimista. As espadas foram feitas para matar, mas aquele que luta por uma causa nobre terá a utilizado em nome da justiça. As espadas nunca se cansam mais elas estarão nas mãos de futuros guerreiros que a herdarão com a honra de usá-las nas próximas gerações.
– Pai,eu sempre imaginei está lutando por uma causa nobre, agora sei que tenho uma razão para vencer essa luta! – Pensa o jovem samurai nesse momento, a cena volta para a arena e o seu adversário esta preste a golpeá-lo com um soco em direção ao seu rosto.
Takahiro rapidamente desvia do golpe, deixando o adversário impressionado, mas ainda sim o mesmo continua mantendo o ritmo desferindo soco por soco e Takahiro se mostra capaz de aparar todos eles. Em seguida um dos últimos golpes é bloqueado pelo espadachim que segura seu adversário em seu braço e o joga de costas contra o chão! Neste mesmo momento Takahiro desfere um soco em direção ao seu abdômen, mas seu adversário rola para o lado evitando ser atingindo e com um salto, através de suas mãos pressionadas sobre o solo, este sobe para o ar se afastando do jovem espadachim e então se impressiona com a capacidade de Takahiro. O homem mais uma vez segue em sua direção se aproximando, desfere uma voadora em direção a barriga de seu adversário, mas incrivelmente Takahiro bloqueia segurando a perna de seu inimigo firmemente com seus braços e o gira em uma velocidade o jogando contra o chão, o homem se arrasta violentamente por vários metros.
– Urrgh, mas como? – O homem levanta-se com várias feridas sobre o corpo, enquanto cambaleia sob as pernas.
– Estou lutando por vocês – Takahiro pensa enquanto assume a posição de luta novamente, e um demônio surgia atrás de si simulando a sua fúria.
– Como isto é possível?Pouco antes ele não era capaz de me acompanhar, mas agora – Pensa o homem que não conseguia entender o animo do seu adversário naquela altura do combate.
– Você disse que eu não era páreo para você, agora quem está caído sobre o chão? – Disse o jovem samurai em um tom irônico.
– Acabarei com você maldito! – Grita o homem freneticamente e corre novamente em direção a Takahiro.
Uma cosmo energia surge em volta de Takahiro podendo ser notada agora pelos cavaleiros e ouro que observam juntamente do mestre. O homem desfere uma seqüência de golpes agora inútil. Takahiro esquiva-se de todos os golpes em seguida desviando do que parecia ser o último soco desferido por seu adversário, acerta-lhe então em um momento oportuno, um golpe desferido com a lateral das mãos sobre o lado direito do pescoço de seu adversário fazendo o capotar metros de distância sobre a arena.
O homem se encontra caído sobre o solo e não há sinais de resistência, o ataque quebrara o seu pescoço e o mesmo morreu na hora. A platéia se choca com resultado da batalha, a vitória é de Takahiro Yamada.Neste momento já está entardecendo e o grande mestre levanta-se de sua poltrona novamente e então parabeniza o finalista que ganhou a luta.
– Takahiro, você se mostrou um guerreiro de grande capacidade, a sua vontade se mostrou superior ao seu adversário e você ganhou utilizando seus punhos da melhor maneira que poderia utilizá-los. Você é digno de usar a armadura de capricórnio e honrará a espada sagrada excalibur que agora irá residir em seus braços. Você lutará em prol do amor e da paz pela humanidade assim seja feita a vontade de Athena.
– Eu lutarei em prol do amor e da paz pela humanidade assim seja feita a vontade de Athena.
Assim a armadura de capricórnio deixa a sua urna dourada vestindo corpo de Takahiro, nascendo mais um cavaleiro de Athena. Depois de toda aquela situação finalmente anoiteceu. Takahiro esta na casa de capricórnio, após ter recebido os elogios dois demais cavaleiros de ouro, está agora na companhia de Cornélio que está feliz por seu amigo se tornar um cavaleiro de ouro que lutará em nome da justiça.
– Então é por isso que este torneio fora realizado? Eu podia jurar que estava sentindo uma força muito poderosa quando eu estava lutando contra meu adversário no combate final – Disse o santo dourado curioso
– Esta é a cosmo energia – Responde Cornélio
– A cosmo energia – Repete a palavra tentando entender o significado da mesma
– É o Universo em seu conjunto, estrutura universal em sua totalidade, desde o microcosmo ao macrocosmo. Cosmo é a totalidade de todas as coisas deste Universo ordenado, desde as estrelas, até as partículas subatômicas. Parte do conceito de que dentro de um universo existe uma quantidade infinita de universos – Responde Cornélio enquanto fita seu companheiro.
– Aquela sensação... Realmente pude sentir o universo em minhas entranhas – Takahiro com os olhos entreabertos olha para uma de suas mãos e então sentia a cosmo energia manifestar sobre ela através da sagrada armadura de ouro de Capricórnio.
Notas finais
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Se Deus é por nós, quem será contra nós?
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