Saint Seiya: A Fúria do Sol

2 O Início de uma nova era


Notas iniciais
Fiquei praticamente um ano sem escrever nenhuma narrativa, então não posso afirmar que a qualidade deste capítulo está alta. Peço desculpas aos que lerem. Ps: Repostei o capítulo por um problema que tive e por uma informação errada que eu recebi. Novamente peço desculpas.

Depois da guerra contra Hades, Seiya teve o coração perfurado pela maldição da espada do Deus do Submundo, ficando em um coma profundo por alguns anos. Athena decidida a salva-lo, encontra-se com sua irmã Artêmis e com seu avô Chronos que a manda junto de Shun de Andromeda para a guerra santa passada, sendo seguidos posteriormente por Ikki de Fênix, Hyoga de Aquário e Shiryu de Dragão.

No entanto, a presença de duas Athenas na mesma época despertou o até então selado por Zeus cavaleiro de ouro Serpentário. O único humano cujo poder ultrapassou o de um Deus e que se tornou um perigo para toda a existência divina.

Após uma batalha intensa contra este homem, derrotando-o e o selando mais uma vez com ajuda do próprio Chronos e a destruição da espada de Hades, Athena e seus cavaleiros retornam para o presente encontrando Seiya consciente, sem sequelas e sem lembranças do que havia acontecido desde a batalha nos Elíseos. Então lhe é contado tudo.

Com a pulverização das 4 armaduras de bronze, Shun, Ikki, Hyoga e Shiryu assumem o seu posto como cavaleiros de ouro, assim como Seiya que herda de forma definitiva a sagrada armadura de Aiolos. E assim os primeiros cavaleiros de ouro da nova geração nascem e uma nova era se inicia no Santuário de Athena e na Terra.

— 15 anos depois -

20/07/2005

O sol já havia nascido, os soldados e cavaleiros de baixa patente começavam a troca de turno em seus postos enquanto o restante do santuário começaria suas tarefas diárias. Era possível notar um pequeno ponto em frente a casa de Áries, mesmo estando tão distante. “Kiki” pensou.

Ela deu meia volta e retornou para o interior de seu templo, vestindo-se adequadamente. Não tardou a caminhar em passos rápidos para a escadaria, seguindo rapidamente para o salão em que antes existiria um Grande Mestre, mas que hoje estava vazio com a exceção de um homem ajoelhado a frente do trono.

Passou pelas cortinas que separavam o salão da escadaria e contornou aquela confortável poltrona cheia de detalhes em dourado, se sentando em seguida. Ela cruzou as pernas e dirigiu um decidido olhar para seu soldado.

— Seiya, reúna os cavaleiros de ouro que estão no Santuário. – Seu tom de voz era imponente como há muito Sagitário não presenciava.

— Saori... – Estava visivelmente surpreso com sua Deusa nessa manhã. Imaginou que algo havia acontecido – Sim, Athena!. – Agiu como um bom soldado, acatando as suas ordens sem questionar, rapidamente deixando o local.

Ela se permitiu relaxar por um instante, sabia o que viria a seguir. Ainda mais com a presença de Ikki... Os novos cavaleiros de ouro, assim como as duas últimas gerações que conheceu, não se davam tão bem assim. Talvez fosse algo dos humanos... Não tinha mais tantas recordações da época em que agia como uma. Limitou-se a suspirar enquanto aguardava.

Após algum tempo as grandes portas do salão se abriram novamente com Seiya guiando um pequeno grupo de pessoas, todas trajando armaduras douradas. Eram cerca de seis cavaleiros que caminharam até a sua frente e se ajoelharam. Ela os olhou por baixo de suas franjas e fez questão de contar em voz alta quem estava ali.

— Áries... Touro... Escorpião... Sagitário e Aquário, não é? – Suspirou novamente.

— Todos os outros cavaleiros estão ausentes, Athena. Perdoe-me. – Seiya se justificava.

— Não se preocupe. Mas me diga, Seiya. Onde está Shiryu?

— Ele retornou aos Cinco Picos há alguns dias para terminar o treinamento de seus filhos.

— Shoryu e Ryuho, não é? Ele realmente pretende seguir com aquele plano?

— Sim... Ele me disse que graças ao seu sangue e ao seu cosmo ele conseguiu os resultados esperados.

— Fico feliz que eu tenha ajudado. Diga-o para vir aqui quando voltar. – Ela fechou os olhos.

— Sim senhora.

Os seis cavaleiros a olhavam com um ar respeitoso enquanto a Deusa dirigia um vago olhar para o horizonte além das grandes janelas do salão. Ela sabia o que viria pela frente, mas depois de tantos anos em paz... Será que o mundo conseguiria lidar com tamanho poder tentando destruí-los? Ela e aquelas pessoas a sua frente talvez fossem a esperança do mundo. Será que poderiam corresponder?

— Athena, por que nos chamou até aqui? – A voz era diferente e mais encorpada, mas ainda sim familiar. Era Hyoga de Aquário.

— Hyoga... – Seu olhar voltou aos seis e se fixou naquele que havia falado. – Temo que só exista uma razão para convocar tantos cavaleiros de ouro...

— Então... Algo realmente aconteceu...

— Nos diga o que houve, Athena. – Seiya retornava a conversa.

— Pois bem, meus cavaleiros. Serei breve. Sorento de Sirene foi morto ao tentar defender Poseidon do ataque de três guerreiros misteriosos tão ou ainda mais fortes que os Juízes do Inferno de Hades.

— O-O que?! Mais poderosos que Minos? – Hyoga se mostrava surpreso, lembrando de seu combate com o juiz anos atrás.

— Mas não é possível! Sorento nunca seria derrotado dessa maneira. Como pode ter certeza, Athena? – Seiya gesticulava com os braços, incrédulo.

— Eu estava ao seu lado quando ele morreu, Seiya. Pare com isso. – De trás das cortinas surgiu Ikki, caminhando lentamente até se posicionar ao lado de Saori.

I-Ikki! – O coro de Seiya e Hyoga poderia ser ouvido até mesmo de trás das portas do salão. Seus olhos arregalados e suas expressões demonstravam toda a surpresa de vê-lo, afinal, este já não aparecia no santuário há 2 anos.

— Eu lutei ao lado de Sorento contra esses guerreiros, mas não pude evitar. Poseidon agora se esconde em seu novo templo. – As imagens da batalha passavam com frequência em sua mente. Na batalha contra Poseidon Sorento o havia salvo de Kanon, mas quando teve a chance de retribuir falhou miseravelmente, deixando-o morrer em seus braços... Se considerava patético, um leão sem presas e sem imponência.

— Pois bem. – Athena tomou novamente as rédeas da conversa. – Em meu sonho eu vi o culpado por estes ataques e o que ele pretende fazer contra nós... Nosso inimigo possivelmente é Apolo, o Deus do Sol.

— Meu mestre me contou algumas histórias que lhe foram contadas pelo antigo Mestre Shion. Apolo certamente é um inimigo terrível. Pior do que qualquer outro que vocês enfrentaram no passado, Seiya, Hyoga... – O semblante preocupado de Kiki de Áries dava ainda mais ênfase para o que ele havia dito.

— Shion certamente conhecia as histórias, todos os registros da Era dos Deuses estão guardados aqui no Santuário. Creio que ele havia estudado tudo em sua época, era um homem magnífico. E é por isso que as suas palavras estão corretas, Kiki. Apolo é o pior inimigo possível.

— Mas por que nos atacar depois de tanto tempo? – Quem dizia era Escorpião. Saori ainda não a conhecia muito bem, tendo a encontrado poucas vezes. Havia recém sido promovida a Amazona de Ouro. Ela era uma mulher de cerca de 1,68 de altura com um corpo atlético e medidas comuns para uma grega. Seus longos cabelos ruivo eram seu maior destaque físico. Seu rosto estava oculto por uma máscara dourada.

— Para os Deuses que não possuem um corpo humano como o meu ou o de Poseidon, 15 anos não chega nem mesmo a ser um piscar de olhos. No entanto, Selenia, talvez este tempo entre os meus pecados contra Hades e este ataque de Apolo seja a nossa vantagem. Não teríamos nenhuma chance de contra atacar naquela época.

— Então acha que temos chance, senhora? – Novamente uma voz nova, mas esta já era conhecida. O homem, de cerca de 1,85 e com um grande porte físico, trajava a armadura de Touro que um dia pertencera a Aldebaran. Seu cabelo negro era liso e de tamanho médio, penteado para trás. Seu rosto de traços fortes era marcado por algumas cicatrizes.

— Sinceramente, Farel? Creio que se juntarmos os 12 cavaleiros de ouro novamente... É possível. Caso o contrário a tarefa se torna realmente mais difícil... – Ela suspirou e olhou para o cavaleiro de Sagitário. — Me atualize se eu estiver errada, Seiya, mas... Nos falta Gêmeos, Câncer e Peixes, certo?

— Sim, senhora. O Cavaleiro de Capricórnio foi escolhido dias após Selenia tomar o seu posto. Mas eu o mandei em uma missão de reconhecimento na Bélgica. Alguns cavaleiros de prata e bronze que foram auxiliar Shun sentiram um cosmo incomum nas redondezas enquanto faziam o seu caminho de volta. – Seiya direcionou seu olhar para Ikki imaginando que este gostaria de ter notícias sobre o irmão. – Shun disse que iria checar algo antes de voltar, mas não especificou o que ou onde. Nosso último contato com ele foi na Alemanha.

Ikki apenas encarou Seiya sem demonstrar grandes preocupações a respeito de seu irmão mais novo, limitando-se a um leve aceno de cabeça para demonstrar gratidão pelas informações sobre seu paradeiro. Ele então caminhou, se afastando de sua deusa e passando entre seus companheiros dourados, seguindo em direção das portas do grande salão.

— Onde vai, Ikki? – Hyoga o questionou sem virar seu rosto em sua direção.

— Não é da sua conta. – O tom era frio como o usual.

— Você se acha muito para alguém que não cumpre o seu dever, Leão. – Era Selenia, a amazona de Escorpião. Sua expressão não podia ser vista graças a sua máscara, mas sua língua afiada e o seu tom de voz sarcástico eram conhecidos pelo santuário.

Ikki parou sua caminhada há poucos metros das portas, virando seu torso levemente para olhar para trás e encarar os olhos vazios da máscara da amazona. Cerrou os olhos e a observou com um enorme desprezo.
Athena logo se preocupou com a situação, ela conhecia Ikki bem o suficiente para saber o que viria em seguida. Se levantou rapidamente e tentou acalmar as coisas. No entanto Ikki foi mais rápido e deixou a deusa com a boca semiaberta, interrompida antes mesmo que sua voz pudesse ser ouvida.

– Tais deveres dos quais você fala são passados apenas para os fracos, assim como você. Eu não sou um cachorro que segue ordens. Se você tem problemas com isso não me importarei de te mandar para o inferno.

A ruiva se levantou do chão onde se ajoelhava furiosa, direcionando rapidamente o indicador de sua mão esquerda na direção do cavaleiro, entrando em posição de ataque. – Como ousa?! – O tom de sua voz fora o suficiente para fazer Farel imaginar exatamente qual seria a expressão do rosto da garota, fazendo-o sorrir pelo canto de sua boca. Ikki no entanto apenas continuava com seu olhar de desprezo enquanto seus antigos companheiros de Bronze se mostravam preocupados com a situação, exclamando o nome dos dois envolvidos.

— Vamos, vamos... Estamos todos do mesmo lado, não é mesmo? – O Touro tentava acalmar os ânimos, colocando a mão esquerda sobre o ombro direito da amazona, dessa vez demonstrando um largo sorriso para ambos os lados, fazendo-a abandonar a posição ofensiva.

— Foi o que pensei. – Ikki se virou para a porta mais uma vez, indo em sua direção e abrindo-a. – Estou indo para a Bélgica, Athena. – Foi a última coisa que se ouviu antes do som das portas se fechando novamente.

Um pequeno momento de silêncio caiu sobre todo o salão com os cavaleiros de ouro se olhando antes de direcionarem seus olhares para Athena que neste momento já havia voltado a se sentar. Não bastasse o terrível pesadelo que tivera e as recentes notícias, ainda teria que lidar com seus servos tentando se matar. Os humanos realmente são seres complicados. “Não me admira que tantos os querem mortos” ela pensou, mas era claro que não concordava com estes.

Kiki que passara todo o tempo apenas observando dava alguns passos em direção a ela, olhando-a diretamente nos olhos. Parecia preocupado com alguma coisa, e como todos no santuário sabem, isso não era um bom sinal já rosto do ariano quase sempre passava tranquilidade e nada mais.

— Athena. Em momentos como este devemos nos concentrar em nossa forças. Precisamos estar preparados para tudo. E como dito, precisamos dos doze cavaleiro de ouro ao nosso lado. Peço permissão para a senhora para encontrar candidatos imediatos para as vagas restantes. – Seu olhar agora pairava sobre Farel. – Tenho observado bastante o irmão de Farel e suas habilidades estão quase no nível de um de nós. Ele é como uma armadura que precisa de um toque a mais de capricho para poder brilhar e revelar todo o seu poder.

O taurino o observou com seu usual sorriso, mostrando de forma evidente o quão orgulhoso estava de seu querido irmão mais novo. – Oras... Ele é o meu irmão, o que você poderia esperar, Kiki? Hahahahaha! Tenho certeza que ele estará em boas mãos aos seus cuidados.

Athena acenou com a cabeça, concordando com a afirmação feita. Kiki certamente era a melhor escolha entre todos os cavaleiros para se tornar o mentor de alguém. Ela sorriu e uma vez mais se levantou de seu assento.

— Permissão concedida. Estarei deixando em suas mãos o destino do nosso próximo cavaleiro de ouro, Kiki. Peço que me dê relatórios semanais sobre os avanços de Loras. – Neste ponto Kiki fazia uma reverência, agradecendo. – Por favor, comece imediatamente.

— Sim, senhora! – Após novamente uma reverência de despedida, Kiki rumou a passos rápidos até as portas, indo embora tal qual Ikki havia feito.

— E quanto a nós, Athena? – Seiya finalmente voltara a falar.

Ela os observou de pé, passando seus grandes e expressivos olhos por cada um de seus leais cavaleiros até que eles repousaram sobre Hyoga e Selenia. Imaginou se teria algum problema coloca-los para trabalharem juntos uma vez que o aquariano tem uma personalidade parecida com a de Ikki, apesar de ser mais frio e menos explosivo. Alguns segundos se passaram e ela não chegou a uma conclusão. Apenas sabia que estavam sem tempo e sem opções.

— Hyoga e Selenia. Quero que os dois patrulhem o santuário em turnos separados durante o dia e juntos durante a noite e madrugada. Se forem nos atacar é mais provável que façam quando a maioria está dormindo ou desprevenida.

Ambos acenaram com a cabeça e após um movimento de mãos de Athena, que gentilmente os apontou à saída, ambos a reverenciavam e saíram. Deixando os dois restantes lado a lado a sua frente, aguardando suas ordens como os bons soldados que eram.

Farel olhou para Seiya já imaginando o que viria a seguir. Ele havia ouvido histórias sobre os antigos combates e sobre as relações dos cinco cavaleiros “lendários” e Athena. Seiya era o mais próximo a ela, certamente seria escolhido para ser seu guarda costas neste momento de crise. Ele, no entanto, não se importava com isso. Seiya era de fato a melhor escolha para proteger a deusa. Ela confiava nele e ele, pelo que é contado nas histórias, sempre correspondeu a esta confiança. A verdade é que o taurino se inspirava no antigo Pégaso. Foi por sua causa que tanto ele quanto seu irmão decidiram se tornar cavaleiros.

— Farel, peço que vá imediatamente até os Cinco Picos e encontre Shiryu, peça para retornar imediatamente. Se preciso, que ele termine o que está fazendo por aqui. – O taurino repetiu os atos dos outros cavaleiros e seguiu em direção a porta. – Seiya, quero que fique de guarda em meu templo. – Farel sorriu e ergueu suas sobrancelhas ao ouvir sua previsão se concretizar. Seiya também sorriu enquanto reverenciava sua deusa.

Ikki se dirigia até a Belgica, o mesmo local para onde o novo cavaleiro de Capricórnio fora enviado. Shun que estava acompanhado de June de acordo com as últimas informações estava na Alemanha enquanto Shiryu se encontrava em sua casa nos Cinco Picos Antigos.

A preparação para o novo cavaleiro de ouro começaria em breve enquanto o restante dos cavaleiros de Athena se empenhariam para vigiar e proteger os arredores do santuário e o próprio. Uma vez que tivessem a companhia de dois cavaleiros de ouro, certamente se sentiriam mais motivados a crescer e aumentar o nível de seu cosmo. Era isso que precisavam.

Se realmente fosse Apolo o inimigo desta vez, as chances de vitória seriam ainda menores do que jamais foram. Serpentário, Hades, Poseidon... Todos eles são meros insetos comparados ao poder de Apolo. Até mesmo Zeus teria dificuldades de contê-lo se fosse preciso. Mas este não seria o caso. Zeus nunca se meteria em uma guerra de egos de seus filhos.

Já de volta a seus aposentos, A deusa de cabelos roxos caminhava até a mesma sacada para a qual se dirigiu durante a noite, fitando uma vez mais o horizonte. Seiya permanecia parado atrás dela como um verdadeiro segurança demonstrando preocupação com sua amada através de seu olhar.
Talvez os dois não estivesse mais vivos em breve. Isso o deixou triste.

— 3 meses depois -

17/10/2005

Era uma tarde de sol no santuário, o coliseu lotado podia ser ouvido em boa parte dos vilarejos vizinhos. Todos sabiam o que aquilo significava. No meio da arena, próximo a uma das paredes da arquibancada estava um homem de cabelos ruivos espetados que trajava uma armadura completamente dourada. Seus olhos se moviam da esquerda para a direita, analisando seus alunos, tentando detectar alguma falha na postura ofensiva dos dois. Sorriu ao não encontra-las, eles haviam aprendido corretamente.

Do lado esquerdo do cavaleiro estava um rapaz de cabelos negros caídos sobre seu rosto, o corpo alto e atlético além de seus traços denunciavam para qualquer um atento o bastante que era o irmão do cavaleiro de touro, Loras. Assim como havia prometido para Athena, havia completado seu treinamento nos últimos 3 meses. O teste final, no entanto, era este. Se provaria apto a trajar a sagrada veste dourada se sobrepujasse seu adversário e concorrente ao posto. Kiki não torcia por nenhum dos dois, afinal, dedicou praticamente todo o seu tempo nesses três meses para eles.

Os longos cabelos rosas tocavam sua cintura e uma franja caia sobre o lado esquerdo de sua máscara. Sua típica roupa de treinamento revelava uma pele extremamente pálida. Possuía dedos esguios assim como seu corpo que era definitivamente atlético e com belas curvas. A máscara prateada sobre seu rosto não tinha quaisquer marcas ou adornos, deixando-a ainda mais sinistra para aqueles que a viam de longe, uma vez que sua pele poderia ser confundida com a cor da máscara dependendo da distância e da visão de cada um.

Ambos os competidores do “pequeno torneio” se encaravam em posição de luta, aguardando o sinal de seu mestre para dar inicio ao embate. Os dois aprendizes elevavam o seu cosmo, deixando sua auras visíveis envolvendo seus corpos. Kiki ergueu suas mãos, questionando em bom tom se os dois estavam preparados e após ter a confirmação com um rápido e súbito movimento fez o combate se iniciar.
Os dois se puseram a correr em alta velocidade na direção do outro, concentrando seus cosmos em seus punhos e pernas para iniciar o ataque.

O próximo cavaleiro de ouro seria escolhido em poucos momentos. A nova era de paz ou de terror da terra estavas prestes a começar. Apenas o futuro revelaria qual seria o destino de todos aqueles que forem envolvidos nesta batalha, sejam estes simples humanos ou imponentes deuses.